União Democrática do Centro

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A União Democrática do Centro ou Partido Popular Suíço (em francês, Union démocratique du centre, UDC; em italiano, Unione Democratica di Centro, UDC; em alemão, Schweizerische Volkspartei, SVP, e, em romanche, Partida Populara Svizra, PPS, sendo que, nos dois últimos casos, a tradução literal é "partido popular suíço") é um partido político de direita da Suíça, ideologicamente conservador e economicamente liberal.

História[editar | editar código-fonte]

Origem[editar | editar código-fonte]

Foi fundado em 1971, resultante da fusão do Partido dos Agricultores, Artesãos e Comerciantes, mais conhecido como Partido Agrário, com os partidos Democratas dos cantões de Glarus e Grisões.

Ascensão[editar | editar código-fonte]

Desde sua fundação até 1991, o SVP sempre teve sua votação na casa dos 11%, sendo sempre o quarto partido da Federação Suíça. Porém, a partir dos anos 1990, apoiado em um discurso mais contundente, o partido obteve ganhos extraordinários a cada eleição, até se tornar o maior partido em 2003 e obter a maior votação já alcançada por um partido político em toda história helvética, ao atingir 28,9% em 2007.[1]

Política[editar | editar código-fonte]

O SVP adere ao conservadorismo nacional, visando a preservação da soberania política da Suiça. Além disso, o partido promove o princípio da responsabilidade individual e é cético em relação a qualquer expansão dos serviços governamentais. Essa postura é mais evidente na rejeição da adesão da Suíça à União Europeia, a rejeição da participação militar no exterior, e pela rejeição dos aumentos nos gastos do governo com a previdência social e educação.

O discurso partidário concentra-se em questões de política externa, imigração e política de segurança interna, política fiscal e previdência social. Entre os opositores políticos, o SVP ganhou uma reputação como um partido que mantém uma postura linha-dura sendo constantemente, classificado como um partido de extrema-direita.

Economia[editar | editar código-fonte]

O SVP prega a redução da carga tributária e controle rígido dos gastos governamentais.

Imigração[editar | editar código-fonte]

A sua política de imigração tem por objetivo tornar mais rigorosas as leis de asilo e reduzir a imigração. O SVP alerta para o peso da imigração no sistema de bem-estar social e critica a alta proporção de estrangeiros entre os beneficiários de seguro da Assistência Social e outros programas sociais. Segundo a opinião do partido, o montante dessas prestações constituem desperdício de dinheiro dos contribuintes.

O SVP tem sido um feroz crítico do Islã, pregando a diminuição da imigração de muçulmanos para a Suiça. Em 2009, o partido propôs um plebiscito sobre a proibição da construção de minaretes. A proposta foi aprovada por 57% dos votantes.[2]

No ano seguinte, o SVP patrocinou o plebiscito que pedia a expulsão imediata de imigrantes condenados por crimes. A proposta foi aprovada por 53% dos eleitores.[3]

O partido é constantemente acusado, por seus adversários e pela imprensa, de ser xenofóbico. Mas defende-se, alegando que apenas combate os estrangeiros criminosos e aqueles que não querem se integrar à cultura helvética. A seu favor nesta questão, conta com uma atratividade cada vez maior entre jovens estrangeiros, os chamados secondos (denominação comum à segunda geração de estrangeiros).[4]

Resultados - Eleição para o Conselho Federal[editar | editar código-fonte]

Eleição # cadeiras no Parlamento  % do voto popular
1971 23 11.1%
1975 21 9.9%
1979 23 11.6%
1983 23 11.1%
1987 25 11.0%
1991 25 11.9%
1995 29 14.9%
1999 44 22.5%
2003 55 26.7%
2007 62 28.9%
2011 55 26,6%
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Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]