Universidade Agostinho Neto

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A Universidade Agostinho Neto (UAN) é a primeira universidade criada em Angola a seguir à independência do país. A sua vocação inicial como Universidade de Estado foi a de criar uma rede de faculdades cobrindo todo o território de Angola. Na sequência de uma reforma incisiva, realizada em 2008/2009, a sua competência foi entretanto limitada às províncias de Luanda e do Bengo. A UAN compreende, portanto, doravante apenas a sua sede e faculdades situadas em Luanda bem como um "pólo" em Viana. As faculdades localizadas noutras províncias foram agrupadas em universidades regionais autónomas. [1] . Mesmo depois desta redução drástica, a UAN continua a ser a maior universidade de Angola. Até 2002, a única concorrência que teve que enfrentar em Luanda foi a da Universidade Católica de Angola; desde então, mais de uma dezena de universidades privadas competem com a UAN e a UCAN por uma procura que não está a crescer à medida das expectativas.

História[editar | editar código-fonte]

O ensino universitário foi institucionalizado em Angola no ano de 1962, pelo (decreto-lei 44530, de 21 de Agosto), que criou os Estudos Gerais Universitários de Angola, integrados na Universidade Portuguesa.

Em 23 de Dezembro de 1968 o decreto-lei 48790 transformou os Estudos Gerais Universitários de Angola em Universidade de Luanda que compreendeu as Faculdades de Economia e de Medicina, situadas em Luanda, e a Faculdade de Agronomia, situada no Huambo. Entretanto foi autorizada a criação em Luanda, pela Igreja Católica, do Instituto Pio XII de Educação e Serviço Social, compreendendo um curso superior de serviço social.

Em 28 de Setembro 1976, após a proclamação da independência de Angola em 1975, a Universidade de Luanda foi transformada em Universidade de Angola (portaria 77-A/76). Esta passou no dia 24 de Janeiro de 1985 a chamar-se Universidade Agostinho Neto, em memória do primeiro presidente de Angola e primeiro reitor da universidade,

No decurso dos anos 1980 e 1990, houve uma expansão sistemática da UAN, que chegou a ter faculdades em Benguela, Cabinda, Huambo, Luanda, Lubango e Uíge.[2] Em 1997, a realização das primeiras eleições para Reitor e Decanos das Unidades Orgânicas marcou a democratização da gestão universitária.

No entanto, já nos anos 2008/2009 chegou-se à conclusão de que uma universidade com esta extensão geográfica não era funcional. Por esta razão, as faculdades existentes fora de Luanda e Bengo serviram de base para a constituição de universidades regionais autónomas em Benguela (Universidade Katyavala Bwila), Cabinda (Universidade 11 de Novembro), Huambo (Universidade José Eduardo dos Santos), Lubango (Universidade Mandume ya Ndemufayo), Malanje (Universidade Lueij A'Nkonda) e Uíge (Universidade Kimpa Vita).

Organização[editar | editar código-fonte]

Actualmente a Universidade Agostinho Neto está organizada nas seguintes unidades

  • Faculdade de Arquitectura e Belas Artes (Luanda)
  • Faculdade de Ciências (Luanda)
  • Faculdade de Ciências Sociais (Luanda)
  • Faculdade de Direito (Luanda)
  • Faculdade de Economia (Luanda)
  • Faculdade de Engenharia (Luanda)
  • Faculdade de Letras (Luanda)
  • Faculdade de Medicina (Luanda)
  • Instituto Superior de Ciências da Saúde (Luanda)
  • Instituto Superior de Ciências de Educação (Luanda, Lubango, Benguela, Huambo, Cabinda e Uíge)
  • Escola Superior de Hotelaria e Turismo (Luanda)
  • Instituto Superior Politécnico (Viana)

Entretanto está prevista, em conexão com a construção da Cidade Universitária (ver adiante), uma reorganização parcial desta estrutura, bem como a introdução de cursos de mestrado e de doutoramento em todas as faculdades. [3]

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Como as iniciais instalações da UAN em Luanda desde há muito não correspondem às suas necessidades, encontra-se em construção, no município de Kilamba Kiaxi, uma Cidade universitária que, em 2012, deverá acolher o conjunto das unidades e serviços da UAN, situados na capital. As suas capacidades são calculadas para um máximo de 40 000 estudantes.[4]

Financiamento[editar | editar código-fonte]

A UAN é na sua quase totalidade financiada pelo orçamento do Estado e por dotações oriundas de empresas públicas, nomeadamente a Sonangol. Os estudantes não pagam propinas, a não ser em determinados cursos ministrados fora do horário laboral, para estudantes que têm emprego.

Membros Notáveis[editar | editar código-fonte]

. Víctor Kajibanga (sociólogo) (decano da Faculdade de Ciências Sociais)

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. A única excepção são os ISCEDs (Institutos Superiores de Ciências da Educação) de Benguela, Cabinda, Huambo, Lubango e Uíge que continuam a depender da UAN.
  2. Paulo de Carvalho, Víctor Kajibanga, Franz-Wilhelm Heimer “Angola”, in: D. Teferra & P. Altbach (orgs.), African Higher Education: An International Reference Handbook, Bloomington & Indianapolis: Indiana University Press, 2003, pp. 162-175
  3. http://www.uan.ao/media/2472/memorando_sobre_a_cidade_universitaria_da_uan-novembro_de_2010.pdf
  4. http://sol.sapo.pt/inicio/Lusofonia/Angola/Interior.aspx?content_id=17452

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Eugénio Alves da Silva, Universidade Agostinho Neto: Quo Vadis?, Luanda: Kilombelombe, 2012
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