Universidade Estadual de Campinas

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Unicamp
Universidade Estadual de Campinas
Lema '
Fundação 5 de outubro de 1966
Tipo de instituição Universidade Pública Estadual
Mantenedora {{{mantenedora}}}
Orçamento anual R$ 1.084.274.154,00 (Orçamentário)[1]
R$ 413.230.808,00
(Extra-orç.)[1]


Recursos totais:
R$ 1.497.504.962,00 [1]
Funcionários 7.797
Docentes 2.103
Total de estudantes 32.214
Ensino Fundamental
Ensino Médio
Ensino Médio integrado ao Técnico
Ensino Técnico de nível médio
Graduação 16.984 [1]
Pós-graduação 15.230 [1]
Reitor(a) Fernando Ferreira Costa
Vice-reitor(a) Edgar da Decca
Diretor(a)
Vice-diretor(a)
Localização Campinas (reitoria), Limeira, Piracicaba, Paulínia e Sumaré
Cores
Afiliações ABRUEM[2], CRUB, RENEX [3]
Nomes anteriores
Página oficial www.unicamp.br
Contato ci@unicamp.br
Instituições de ensino superior do Brasil

A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) é uma universidade pública brasileira, fundada em 1966[1].

O seu campus principal fica no distrito de Barão Geraldo, em Campinas, a cerca de 100 quilômetros de São Paulo. A Unicamp também possui outros campi, situados nos municípios de Limeira, Piracicaba, Paulínia e Sumaré.[4]. A universidade é ainda responsável pela realização de cursos de formação de professores em exercício em várias cidades da Região Metropolitana de Campinas.

Em Campinas, o complexo médico hospitalar da Unicamp é integrado pelo Hospital de Clínicas (HC); Centro de Hematologia e Hemoterapia da Unicamp (Hemocentro); Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher (CAISM); Centro de Diagnóstico de Doenças do Aparelho Digestivo (Gastrocentro); e Centro de Estudos e Pesquisas em Reabilitação ”Prof. Dr. Gabriel O.S. Porto” (CEPRE). Fora da cidade, ainda integra o complexo médico hospitalar da Unicamp o Hospital Estadual Sumaré Dr. Leandro Franceschini (HES). Juntos, formam a maior área médico hospitalar do interior do estado de São Paulo e uma das mais importantes do Brasil, proprocionando um alto nível de atendimento médico, associado à formação de profissionais da área médica e a pesquisa[1].

Índice

[editar] Visão geral

Criada por decreto-lei, em 1962, e inaugurada, oficialmente, em 1966, a Universidade Estadual de Campinas surgiu como um centro estratégico para formação de mão-de-obra altamente capacitada nas áreas de Tecnologia e Ciências Naturais, voltadas, principalmente, para a pesquisa científica. Com o tempo, a universidade diversificou-se e possui, também, destaque por sua formação e produção científica nas Ciências Humanas, sobretudo nas áreas de Artes, Economia, Filosofia, História e Geografia. Tamanha produção intelectual mantém à Unicamp o status de maior produtora de patentes de pesquisa do Brasil, superando instituições de renome como Petrobras e Universidade de São Paulo (USP) [5][6].

As três universidades estaduais paulistas – USP, Unicamp e UNESP – são mantidas, principalmente, pela arrecadação de 9,57% do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), e, também, por verbas advindas de instituições públicas de fomento à pesquisa, sendo a principal a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (antigo Conselho Nacional de Pesquisa, cuja sigla, CNPq, foi mantida). Por tratar-se de uma instituição pública, seus alunos não pagam mensalidades.

O ingresso na graduação ocorre por meio de concurso público (conhecido como vestibular), aberto a qualquer cidadão brasileiro ou estrangeiro que tenha concluído o ensino médio ou curso equivalente. Para o ingresso na pós-graduação, em níveis de mestrado e doutorado, as faculdades e institutos definem métodos de seleção específicos – apresentação de tese que combine com suas linhas de estudo, por exemplo. O ingresso no ensino técnico dá-se por uma prova semelhante ao vestibular, mas com nível de dificuldade menor.

[editar] História

Apesar de ter sido criada por decreto lei, em 1962, a história da Unicamp, efetivamente, começou antes, e consolidou-se depois. Desde os anos de 1940, o município de Campinas realizava campanhas por uma faculdade pública de Medicina sob seus domínios. Essa campanha ganhou força no início da década de 1960, quando os campineiros conseguiram a aprovação do referido decreto-lei. A Faculdade de Medicina recebeu autorização para funcionamento em 1963, nas dependências da Maternidade de Campinas.

Com o passar do tempo, a Faculdade de Medicina foi se estruturando, graças aos apoios cedidos pela Universidade de São Paulo e faculdades do interior paulista. Em alguns anos, ela já se encontrava em plena atividade e chegava, então, o momento de se pensar na criação de outros cursos para a região. Uma decisão, tomada nessa época, determinou os rumos da futura universidade: ao contrário dos demais centros universitários existentes, os quais se voltavam à formação de profissionais liberais para o mercado, teria como ênfase a pesquisa e tecnologia, sem romper definitivamente com o setor produtivo.

Em 1966, foi autorizada a instalação dos Institutos de Biologia, Matemática, Física, Química, das Faculdades de Engenharia de Campinas, Tecnologia de Alimentos e Engenharia de Limeira. No ano seguinte foi incorporada a Faculdade de Odontologia de Piracicaba.

Instituto de Geociências (IG).

Em 1968, foi construído o primeiro prédio no campus atual da Universidade, o Instituto de Biologia, lugar que foi escolhido com muito cuidado, tendo fácil acesso pelas rodovias – o que confirma a ideia de fazer da Unicamp um centro de pesquisas envolto por profissionais das mais diversas regiões. Outra característica marcante do planejamento cuidadoso do campus é sua divisão em áreas de Humanidades, Ciências Biológicas e Ciências Exatas; e seu formato circular, facilitador da locomoção interna. O logotipo da Unicamp é uma reprodução pictórica do mapa do campus[7].

Outras unidades vieram a surgir nos anos seguintes: Instituto de Estudos da Linguagem (1977); Instituto de Geociências (1979), Instituto de Economia e Faculdade de Educação Física (1984); e Instituto de Computação (1996). Até 1985, a Universidade só contava com cursos em período integral; naquele ano, entretanto, optou-se pela criação de alguns cursos noturnos.

[editar] Atualidade

Laboratórios de ensino do Instituto de Química.

Hoje, a Unicamp é uma das principais instituições de ensino superior da América Latina, sendo responsável por 15% da produção científica brasileira. É nela onde se concentra a maior parte do Projeto Genoma brasileiro, em função, sobretudo, da sua grande tradição nas Ciências Biológicas, aliada a uma crescente superioridade em Ciências Computacionais. Também devem ser destacadas as pesquisas nas áreas de Medicina, Química, Física, Engenharia Elétrica, Engenharia de Alimentos, Engenharia Mecânica, Engenharia Química, Engenharia Agrícola, Linguística, Estudos Literários, Letras, Ciências Sociais, História, Geografia, Artes e Economia.

Outro fator relevante é a qualidade dos cursos de pós-graduação, reconhecidos como os melhores do país, segundo a Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior)[8]. Isso põe a Unicamp em uma posição estratégica privilegiada, pois muitos profissionais formados nela atuam em importantes órgãos federais, o que faz do pensamento da Universidade muito influente nos rumos do país.

Administração e Biblioteca do Instituto de Química.

Atualmente, a Unicamp passa por um processo de expansão e regionalização, com criação de novos cursos e unidades. Pode-se destacar a inauguração do novo campus de Limeira (Faculdade de Ciências Aplicadas), o qual, futuramente, abrigará até quinze cursos - atualmente, são oito - e mil novos alunos, anualmente. Outros projetos envolvem construção e expansão, como: a construção de um teatro próprio da Universidade, a qual, após anos de captação de verbas, encontra-se em processo de licitação[9]; e construção da sede do Museu Exploratório de Ciências, que conta com edital internacional - provavelmente, o primeiro do país[10]. O museu tem como alvo o público escolar e possui um acervo baseado na construção de experimentos para expor conceitos os quais permitam ao visitante participar ativamente dos experimentos.

Outro projeto importante é a finalização das obras do novo prédio do Instituto de Geociências (IG)[11], pendurada há mais de 10 anos, mas que contou com novo impulso, nos últimos meses, com a entrega do módulo de laboratórios – 25% da obra - no dia 8 de abril de 2009. A obra é importante porque o Instituto, o qual completa 30 anos em 2009, nunca teve um prédio próprio, tendo suas atividades em prédios cedidos pela Reitoria e Engenharia Básica, com o agravante de serem muito velhos – um dos primeiros da Universidade – e antiquados. Quando a nova instalação for totalmente inaugurada, a Unicamp contará com uma das suas mais belas obras de engenharia, com tecnologia de ponta e um design lembrando, vagamente, um navio petroleiro. Atualmente, o IG abriga os cursos de graduação de Ciências da Terra (Integral), no qual o estudante escolhe entre Geologia e Geografia no segundo ano; e Geografia (Noturno), além de uma pós-graduação dividida entre quatro departamentos[12]. Com a melhora da infra-estrutura da instiutição, debate-se a possibilidade de criação do curso de Geofísica[carece de fontes?].

Outros projetos da Universidade (necessita de mais projetos):

[editar] Estrutura

Biblioteca Central Cesar Lattes.

A Cidade Universitária Zeferino Vaz[4], localizada no distrito de Barão Geraldo, é considerada o principal campus da UNICAMP, já que nela se localiza o maior número de faculdades e institutos; a Reitoria e do Hospital de Clínicas de Campinas. A cidade recebe, nos dias úteis, mais de 40.000 pessoas e 30.000 veículos! Tamanha dimensão justifica a existência de uma prefeitura universitária responsável por serviços de transporte, manutenção e expansão da infra-estrutura, alimentação e segurança[15]. Recentemente, outro grande campus foi inaugurado: a Cidade Universitária de Limeira, que abriga a Faculdade de Ciências Aplicadas (FCA).

Hoje, a Universidade possui onze faculdades; dez institutos; um centro de educação tecnológica (CESET); um centro de estudos de idiomas (CEL) e dois colégios técnicos (COTUCA e COTIL)[16]. Conta, ainda, com um hotel de alto padrão para hospedagem de pesquisadores e professores visitantes e uma editora própria, a Editora da UNICAMP, responsável por publicações de renome em diversas áreas do conhecimento científico.

A UNICAMP também possui um sofisticado programa de acervo bibliográfico via internet: o Sistema de Bibliotecas da Unicamp (SBU). Ele integra todas as bibliotecas da Universidade de maneira prática, permitindo que o estudante ou docente tenha mais facilidade e praticidade ao procurar publicações de diversas áreas. Também, permite que uma obra seja reservada ou renovada sem a necessidade do interessado ter de comparecer pessoalmente à biblioteca detentora da obra[17]. Além das unidades periféricas, há a Biblioteca Central Cesar Lattes, que possibilita a realização de downloads de parte de seu acervo digitalizado (teses e dissertações)[18]

Sala de aula do Ciclo Básico I.

Na praça central da Cidade Universitária estão localizados dois importantes prédios chamados de Ciclo Básico I (CB I) e Ciclo Básico II (CB II), onde são ministradas disciplinas comuns a muitos cursos. Por exemplo, estudantes do curso de Física/Matemática/Matemática Aplicada e Computacional, conhecido popularmente como "Cursão", possuem três semestres de núcleo comum, no CB ,antes de partirem para as suas respectivas unidades de ensino. Outros cursos costumam mesclar disciplinas específicas, dadas na real unidade de ensino, e disciplinas comuns, ministradas no CB, como Física e Cálculo para os cursos de Engenharia.

Esse modelo de ensino é um tanto polêmico: muitos estudantes acreditam que as matérias são ministradas de forma generalizada, pois há alunos de cursos variados em uma mesma sala; dessa forma, é difícil contextualizar o conteúdo na área de atuação de cada um. Por outro lado, muitos acham a proposta positiva, pois ela comprova o caráter interdisciplinar que a Unicamp procura para os seus cursos, evitando, assim, a formação de graduandos com uma visão de mundo minimalista e egocêntrica; além de ser uma inteligente solução para o problema de contratação de corpo docente, um dos grandes problemas das universidades públicas brasileiras.

Apesar das polêmicas, um modelo semelhante está sendo adotado na recente FCA e o CB I passou por uma reforma[19], que, sem descaracterizar o projeto original, de 1973, modernizou suas instalações, dotando-as de seis anfiteatros para 140 alunos, quatro anfiteatros para 180, oito salas para 90 e quatro para 70, todos com ar condicionado e baixo nível de ruído. Cada sala conta com micros com multimídia, sistema de som, lousas deslizantes e bancadas especialmente projetadas para demonstrações. A reforma do CB I completa um esforço iniciado em 2002, quando foi concluído um anexo ao CB II, de 800 metros quadrados, que abriga nove salas de aula com 300 microcomputadores.

São cerca de 16.000 alunos matriculados na graduação, 12.000 na pós-graduação, e 3.000 nos cursos técnicos. Em termos de extensão territorial, a UNICAMP possui cerca de 563.982 metros quadrados de área construída, em um terreno total medindo 3.447.833 metros quadrados [1]. O deslocamento entre as diferentes unidades pode ser realizado gratuitamente por duas linhas de ônibus que circulam continuamente por toda a universidade.

A Universidade fornece assistência estudantil e social de alta qualidade aos seus alunos. Disponibilizam-se bolsas de pesquisa, trabalho, alimentação e moradia - sendo esse um dos poucos no país com atendimento especial para pessoas casadas ou com filhos[20] - para alunos carentes economicamente[21]. Todos os alunos, professores e funcionários possuem assistência médica e odontológica, podendo ser atendidos em ambulatórios instalados dentro da Universidade. Há, também, um complexo esportivo na Faculdade de Educação Física (FEF), possibilitando a alunos e comunidade acesso à diversas opções de práticas esportivas.

Parte do complexo esportivo da Faculdade de Educação Física.

O campus principal possui três restaurantes universitários: o Restaurante Universitário (RU), com os carinhosos apelidos de "Bandejão", "Bandex" e "Bandeco", em referência à bandeja usada para servir-se a comida, que atende tanto no almoço quanto no jantar; o Restaurante Acadêmico (RA), reconhecido pelo perfil self-service e pela maior variedade das opções de salada, mas que atende apenas no horário do almoço; e outro, situado sob o HC, que é reservado aos membros da área da Saúde - os dois primeiros são abertos para qualquer membro da Universidade e visitantes.

Por fim, outro referencial da UNICAMP é o seu Hospital Universitário, um centro de referência em diversas áreas da saúde, atendendo, além de funcionários e alunos, pacientes oriundos de toda a Região Metropolitana de Campinas (RMC) e até mesmo de outros estados do Brasil.

[editar] Administração

Avenida próxima à Reitoria, durante a primavera
Vista de um dos prédios da Faculdade de Ciências Médicas.

A Administração da Unicamp é centralizada nas mãos do reitor e de um prefeito do campus. O reitor da Unicamp tem um mandato de quatro anos, e é escolhido pelo governador do estado de uma lista com três candidatos. A lista de candidatos é formada pelos três mais votados pela comunidade acadêmica (funcionários, professores e alunos), e o governador tem sempre escolhido o mais votado entre os três.

Zeferino Vaz, responsável pela instalação da universidade, foi o primeiro reitor após a inauguração da universidade, permanecendo no cargo por doze anos.

[editar] Reitores

Da criação em decreto em dezembro de 1962 até outubro de 1966, ano de sua inauguração, a UEC, como era chamada a Unicamp, teve como reitores[22]:

A partir de outubro de 1966, com a inauguração da universidade, foram reitores:

OBS: Carlos Henrique Brito Cruz deixou o cargo precocemente em 2005 para se tornar diretor científico de pesquisa da FAPESP, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, antecipando as eleições de seu sucessor; e, no período de setembro de 1965 a outubro de 1966, o cargo de reitor foi ocupado pelo presidente da Comissão Organizadora da nova Universidade, Zeferino Vaz.

[editar] Movimento estudantil

A atuação do movimento estudantil da Unicamp, bem como o dos funcionários, esteve presente mais intensamente a partir de 1978, na gestão do reitor Plínio Moraes. No final da década de 80, durante a gestão de Paulo Renato, atinge grande grau de mobilização, com os estudantes realizando diversas ocupações e exigindo condições de assistência estudantil para alunos sem condições financeiras. Segundo o movimento, o principal resultado destas mobilizações teria sido a construção da Moradia Estudantil da Unicamp[23].

Em 2006, a gestão do reitor José Tadeu Jorge enfrenta críticas por parte de segmentos expressivos dos movimentos estudantis e dos funcionários, os quais criticam as parcerias feitas entre a Universidade e órgãos provados. Segundo eles, essas parcerias gradualmente afastariam a Unicamp de suas funções como universidade pública, tornando-a um instrumento que atendesse as necessidades do mercado. A reitoria afirma que essas parcerias são necessárias para aumentar os investimentos, uma vez que as verbas públicas não atendem suficientemente seus objetivos; e aproximar a Unicamp da sociedade, contribuindo para o desenvolvimento econômico e social do Brasil[24].

No primeiro semestre de 2007, ocorreu uma ocupação da Reitoria, reivindicando melhores condições na Moradia Estudantil; a finalização de projetos pendentes; e a revogação dos então recentes decretos do governador José Serra na área do ensino superior de São Paulo[25].

As ações do Movimento Estudantil são muito questionadas por docentes, funcionários e outros estudantes: embora a maioria concorde que é necessário haver uma representação dos alunos, muitos discordam das atitudes tomadas por essa. Dentre os motivos de descontentamento, há a posição agressiva do Movimento, que raramente concorda com as decisões tomadas pela administração da Unicamp e pelo governo paulista; sem contar nas contradições e na falta de objetividade das propostas apresentadas. Há também atitudes preconceituosas sobre os membros do grupo, não-raramente taxados de "drogados", "perdidos na vida" e "povo das Humanas".

Apesar dessa cisão, o Movimento, representando pelo DCE (Diretório Central dos Estudantes da Unicamp) acredita que conquistou muitos objetivos através da luta por melhores condições de ensino[26].

[editar] Órgãos, núcleos, grupos e entidades associadas

O Conselho Universitário (CONSU) é o orgão máximo de administração da Universidade. Ele é composto pelo reitor e por representantes das Faculdades. Como órgão administrativo há ainda a Prefeitura do Campus e as Pró-reitorias, que envolvem a graduação; pós-graduação; o desenvolvimento universitário; os assuntos comunitários; além de pesquisa e extensão.

A Unicamp possui uma variedade de núcleos complementares às suas unidades, que desempenham as mais diversas atuações. O Lume é um núcleo de pesquisas de Teatro, sediado a alguns quilômetros do campus de Barão Geraldo. O NIED (Núcleo de Informática Aplicada à Educação) atua desenvolvendo e promovendo ferramentas para o ensino com auxílio de computadores. Também há o NIB (Núcleo de Informática Biomédica); NEE (Núcleo de Estudos Estratégicos); NEPO (Núcleo de Estudos de População), que promove a importância dos estudos sobre a demografia a âmbitos municipal, estadual e federal; e o PAGU (Núcleo de Estudos do Gênero), dedicado à pesquisas sobre a feminilidade.

Ginásio Multidisciplinar - Barão Geraldo.

Com forte tradição na área de Tecnologia e preocupada com a integração social dessa, a Unicamp sedia ainda o GPSL (Grupo Pró-Software Livre [27], que tem por objetivo difundir o uso e a filosofia do software livre). Esse faz parte do SUBA (Sociedade e Universidade em Busca de Alternativas), um grupo criado para promover a integração entre a Universidade e a comunidade, desfazendo a tradicional estrutura da universidade fechada em si mesma, que predomina no Brasil.

Já o Labex (Laboratório de Bioquímica do Exercício) destaca-se na pesquisa em Bioquímica e Fisiologia, especialmente com relação a praticantes do Atletismo, em que a Unicamp fornece estrutura para o treinamento da equipe de atletismo da Funilense, considerada a melhor equipe de atletismo de longa distância no Brasil.

Os estudantes são representados pelos Centros Acadêmicos (CA) de cada Faculdade. Existe também o Diretório Central Estudantil (DCE), que é uma entidade desvinculada da administração da Unicamp.

Além disso, a Unicamp possui dezoito empresas juniores reunidas no Núcleo das Empresas Juniores da Unicamp. O Núcleo atua prestando consultoria em diversas áreas de atuação, principalmente para pequenos e médios empresários, aumentando o retorno que a Universidade dá à sociedade[28].

Finalmente, a comunidade de empreendedores (alunos, ex-alunos e professores) é representada pela Unicamp Ventures, uma iniciativa da Agência de Inovação da Unicamp.

[editar] Hospital

Ver artigo principal: Hospital de Clínicas da Unicamp

Contando com atendimento gratuito pelo SUS, atualmente, o Hospital de Clínicas da Unicamp (HC) possui 375 leitos, 30 vagas na UTI, 38 enfermarias, 17 departamentos médicos, 22 unidades de procedimentos especializados, 15 centros cirúrgicos gerais, 8 centros cirúrgicos ambulatoriais, 8 centros de serviços laboratoriais e 5 serviços de diagnósticos. O hospital possui capacidade de realizar cerca de 1.000 atendimentos e 40 cirurgias diárias.

[editar] Jornal

Ver artigo principal: Jornal da Unicamp

A Unicamp possui um jornal de grande circulação que é produzido pela Assessoria de Imprensa da Universidade.

Além da distribuição universitária, esse jornal científico também é entregue a vários órgãos públicos da Região Metropolitana de Campinas e para toda a imprensa regional, informando a comunidade sobre as principais pesquisas que atualmente estão sendo desenvolvidas pelos pesquisadores da Unicamp.

[editar] Vestibular

Ver artigo principal: COMVEST
Praça do Ciclo Básico.

As provas do vestibular são aplicadas pela COMVEST (Comissão Permanente para o Vestibular da Unicamp). Além do ingresso na Unicamp, a comissão também seleciona alunos para a FAMERP (Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto). Como o objetivo da Unicamp é selecionar os melhores estudantes do país, seu vestibular é nacional, realizado em mais de 20 cidades brasileiras.[29]

O vestibular da Unicamp é considerado um dos melhores e mais exigentes do país. Ele foi criado em 1986, após a universidade discordar do modelo de seleção adotado pela FUVEST (Fundação Universitária para o Vestibular), atualmente responsável pelo ingresso de estudantes na USP, Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e Academia de Polícia Militar do Barro Branco. Na visão da Unicamp, o processo seletivo adotado pela FUVEST era conivente com uma visão equivocada do que é o ensino, fortemente conteudista e baseada na decoração de fórmulas e datas. Esse sistema estava desagradando a universidade, que sentia que alunos não preparados para a graduação estavam ingressando no ensino superior público.[30]

Portanto, era necessário criar um novo processo de seleção. O novo formato é integralmente dissertativo, dividido em duas fases. Na 1ª fase, os candidatos têm quatro horas para responderem a 12 questões gerais (com itens a e b) e elaborarem uma redação.

  • Questões gerais: são duas de seis matérias - Química, Física, Matemática, Ciências Biológicas, História e Geografia; totalizando 12 questões. Como cada questão possui dois itens, subentende-se que sejam 24 perguntas[31]. Essas estão contextualizadas em um tema principal, pois a prova da 1ª fase é temática. Como exemplo, há a prova de 2009, que possuía o tema O homem e os animais. Nas questões de Geografia, comentava-se a importância dos tipos de pecuária; enquanto nas de Física, o uso da força exercida por uma cavalo como medida de potência[32]. Algumas questões possuem conteúdo inédito (destaque para Física) para avaliarem a capacidade do candidato de encarar um problema novo. Nesses casos, a fórmula ou texto necessário para a resolução é fornecido.[33]
  • Redação: o candidato recebe uma coletânea de textos - com base no tema da prova - e uma proposta de redação, de acordo com o tipo de texto que esse preferir (dissertação, narrativa ou carta). É obrigatório seguir a proposta oferecida, assim como considerar a coletânea no texto final. Para tal, estão disponíveis 60 linhas.[34]

Essa etapa vale 96 pontos, sendo 48 para a redação e 48 para as questões gerais. Para que tenha sua redação corrigida, o candidato deve alcançar uma nota de corte nas questões gerais, senão está eliminado da seleção. Essa nota é definida de acordo com a concorrência no curso e o desempenho geral dos vestibulandos. Muitas vezes, cursos pouco concorridos não possuem essa nota, mas não estão livres da nota de corte para o acesso à 2ª fase.[35]

Passando para a 2ª fase, encontra-se uma maratona de provas: oito no total, independente da área pretendida. Entretanto, as disciplinas prioritárias (ex: Física e História em Arquitetura e Urbanismo) possuem peso 2 na nota final[36]. Essas provas, que valem 48 pontos cada, são dadas em quatro dias, com quatro horas de duração para cada dia:

  • 1º dia: Língua Portuguesa e Literaturas de Língua Portuguesa e Ciências Biológicas;
  • 2º dia: Química e História;
  • 3º dia: Física e Geografia; e
  • 4º dia: Matemática e Inglês.

Cada prova possui 12 questões, também com itens a e b, então, são quatro horas para se responder 48 perguntas. Não é obrigatório que tais provas tenham um tema, embora Bancas elaboradoras estejam recorrendo a esse formato - destaque para Química.[37]

Alguns cursos, como Artes Cênicas e Música, exigem provas de aptidão, realizadas após a 2ª fase.[38]

Atualmente, o Vestibular Nacional Unicamp recebe cerca de 50 mil inscritos[39], os quais disputam 3310 vagas na Unicamp (1130 ministradas em período noturno), em 66 opções de curso. No caso da FAMERP, estão em jogo 124 vagas (ministradas em período integral) para duas opções de curso.[40]

Para o futuro, estão previstas mudanças no vestibular, devido aos altos custos para corrigir-se uma 1ª fase dissertativa - o vestibular da Unicamp é o mais caro do Brasil - e ao aumento do número de inscritos, consequência direta do novo campus de Limeira; e do aumento de isenções na taxa de inscrição. A COMVEST promete fazer de tudo para manter o "nível Unicamp" no novo formato, embora ainda não tenha uma solução em mente. A única certeza é a de que haverá mudanças[41]. Para, esse ano, porém, estão previstas mudanças apenas na forma com a qual o desempenho do estudante no ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio) será utilizado: em virtude das recentes mudanças no exame, apenas o ENEM 2009 será considerado, e não mais o melhor resultado nos dois últimos anos[42].

[editar] UPA - Unicamp de Portas Abertas

A Unicamp de Portas Abertas (UPA) é um evento anual através do qual, durante dois dias, a Unicamp abre suas portas a estudantes de ensino médio e fundamental de todo o País.[43]

Os visitantes serão recebidos pela comunidade de alunos, professores e funcionários da Unicamp, de modo que estarão concentrados nos campus, nos dois dias do evento, aproximadamente 80 mil pessoas. Isso torna a UPA um dos maiores eventos do interior do Estado.

Para os estudantes, a UPA é uma oportunidade rara de trocar ideias sobre as diferentes áreas do conhecimento, sobre o perfil dos cursos da Universidade, e melhor definir suas vocações. Para a Unicamp, uma ocasião de ajudar na definição do futuro de cada um e de reforçar seu propósito de atrair sempre os melhores alunos.

[editar] Faculdade de Ciências Aplicadas, o novo campus de Limeira

A Cidade Universitária de Limeira foi inaugurada em cerimônia realizada no dia 2 de março de 2008, data em que recebeu os 480 calouros dos oito cursos de graduação da Faculdade de Ciências Aplicadas (FCA). Com a criação dela, a Universidade passa a oferecer formação em áreas do conhecimento diferentes das oferecidas em outros campi: Gestão de Políticas Públicas, Gestão de Agronegócio, Gestão de Comércio Internacional, Gestão de Empresas, Ciências do Esporte, Nutrição, Engenharia de Produção e Engenharia de Manufatura. Durante a cerimônia, o reitor da Unicamp, José Tadeu Jorge, garantiu que o novo campus terá o mesmo padrão acadêmico da Unicamp, preservando a qualidade dos cursos de graduação e respeitando o tripé ensino-pesquisa-extensão que tornou a Unicamp conhecida em todo o mundo[44].

A direção da FCA acredita que a implantação da Cidade Universitária de Limeira seja o início da regionalização da Unicamp, como aconteceu com as outras duas universidades estaduais paulistas, USP e UNESP. A expectativa é a criação de outros cursos em 2010, entre os quais Terapia Ocupacional, Fisioterapia, Conservação e Restauro, Produção Cultural e Licenciatura em Ciências da Natureza. Outros cursos, como Psicologia, Informática Biomédica e Desenho Industrial, ainda estão sendo discutidos e submetidos à aprovação.

Com a criação de 60 vagas para cada um dos novos cursos, o número oferecido subiu de 2.830 para 3.310, representando um acréscimo de 17%, o maior já realizado de uma só vez na história da Universidade. Concebido para ser construído e implantado ao longo de quatro anos, o projeto prevê alcançar 1.000 vagas por ano, totalizando 15 cursos ao final do processo.

Apesar da proposta positiva do novo campus, sua construção é duramente criticada por estudantes e sindicalistas ligados à Universidade. Segundo eles, a FCA foi criada sem que a Unicamp tivesse garantidos por lei os recursos necessários para a manutenção da nova unidade - houve apenas o compromisso verbal do governador José Serra de que haverá uma verba para o campus. Outrossim, a FCA foi inaugurada com infra-estrutura parcial (bibliotecas inacabadas e a ausência de um Restaurante Universitário, por exemplo) e os novos estudantes contemplados com o Programa de Moradia Estudantil (PME) terão de morar no conjunto de Campinas, mais longe e que já sofre com a carência de vagas[45].

Todavia, para a Universidade, a FCA representa uma grande chance para o desenvolvimento de Limeira, a qual ganhará com o novo fluxo de pessoas e a formação de mestres e doutores nas áreas ministradas na Faculdade. O então reitor da Unicamp, José Tadeu Jorge, disse que a nova faculdade é também um "pedido de desculpas" para o município, prejudicado quando o curso de Engenharia Civil foi transferido para Campinas[46].

Sobre os atos de protesto, a Universidade procura não comentar o caso, mas muitos professores consideram a atitude precipitada, pois o novo campus só foi construído com dinheiro liberado pelo governo paulista, portanto, soaria contraditório esse não apoiar uma unidade antes apoiada. Quanto a questão de infra-estrutura, retrucam que muitos cursos da Unicamp começaram de forma semelhante, mas foram melhorando com o passar do tempo, ou seja, a tendência é de solução gradual para os problemas.

[editar] Graduação

[editar] Faculdades, Institutos, Colégios Técnicos e Centros Tecnológicos

[editar] Corpo docente e discente de renome

[editar] Coral

O Coral Unicamp Zíper na Boca é um coral[47] vinculado ao Núcleo de Integração de Difusão Cultural da Unicamp[48], formado por alunos, funcionários e pessoas da comunidade, sendo, atualmente, um dos grupos mais tradicionais da Unicamp.

Com uma extensa agenda de concertos, apresenta-se frequentemente em eventos internos da Universidade, além de representá-la em importantes festivais. Desde sua fundação, em 1985, tem como diretora artística e regente a maestrina Vivian Nogueira.

O grupo começou com a proposta de reiniciar as atividades do então extinto Coral Unicamp. A primeira apresentação ocorreu em 27 de novembro de 1985, no auditório do Instituto de Artes (IA). Mas, somente em no ano seguinte, o coral passou a ser chamado "Zíper na Boca". Com a associação com o NIDIC em outubro de 1990, adquiriu a nomenclatura atual.

Alguns pontos importantes da trajetória do grupo são:

  • 2005 - aos 20 anos de existência, o coral concebeu e apresentou uma montagem do musical infantil Os Saltimbancos, que foi acolhido com grande entusiasmo pelo público.
  • 2000 - aos 15 anos de atividade, realiza a gravação de seu primeiro CD, cujo lançamento ocorreu em setembro de 2001.
  • 1997 - estreia internacional, representando o Brasil no XXVI Festival Internacional de Coros de Galvez, na Argentina.
  • 1996 - classificação na fase final do Mapa Cultural Paulista (3º lugar).

[editar] CECOM

O Centro de Saúde da Comunidade ou CECOM, é uma unidade hospitalar pertencente à Universidade Estadual de Campinas. Tem como objetivo realizar atendimento médico aos alunos, professores e funcionários ligados à essa universidade.[49]

[editar] Ver também

[editar] Referências

  1. 1,0 1,1 1,2 1,3 1,4 1,5 1,6 1,7 Portal Unicamp A Unicamp em Números, Acessado em 29 de Julho, 2008
  2. http://www.abruem.org.br/filiadas.php
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Jornal da Unicamp [1]
Revista Pesquisa Fapesp No. 59, Novembro de 2000, pp. 53 - [2]
Sistemas de Bibliotecas das Universidades Estaduais Paulistas [3]

[editar] Ligações externas

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