Universidade Federal da Fronteira Sul

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UFFS
Universidade Federal da Fronteira Sul
Logomarca ufs.jpg
Lema ''A Nossa Federal''
Fundação 15 de setembro de 2009
Tipo de instituição Coat of arms of Brazil.svg Pública Federal
Mantenedora Universidade Federal da Fronteira Sul
Orçamento anual R$ 154.291.777,58 (2012) [1]
Docentes 431 Docentes
Total de estudantes 5646 Acadêmicos
Graduação 5391 Estudantes
Pós-graduação 255 Estudantes
Reitor(a) Jaime Giolo Pro tempore
Vice-reitor(a) Antônio Inácio Andrioli
Sede Brasao chapeco.jpgChapecó
Campi
Estado Brasão do Paraná.svgParaná

Brasão de Santa Catarina.svgSanta Catarina
Brasão do Rio Grande do Sul.svgRio Grande do Sul

Afiliações RENEX
Página oficial http://www.uffs.edu.br/
Instituições de ensino superior do Brasil Brasil


A Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) é uma instituição de ensino superior pública sediada na cidade de Chapecó, Santa Catarina, Brasil. O projeto de lei de sua criação foi encaminhado ao Congresso Nacional pela Presidência da República em 16 de julho de 2008, sendo sancionado em 15 de setembro de 2009.[2]

A UFFS possui uma estrutura multicampi. Além da sede em Chapecó (SC) e outros cinco campi: em Cerro Largo, Erechim e Passo Fundo, ambos no Rio Grande do Sul; e nos municípios de Laranjeiras do Sul e Realeza, sudoeste do Paraná.

A Instituição[editar | editar código-fonte]

A Universidade Federal da Fronteira Sul[editar | editar código-fonte]

A Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) é uma instituição de ensino superior pública. Criada pela lei no 12.029, de 15 de setembro de 2009, a UFFS abrange os 396 municípios da Mesorregião Fronteira Mercosul – Sudoeste do Paraná, Oeste de Santa Catarina e Noroeste do Rio Grande do Sul.

Desde sua criação, a UFFS possuía cinco campi – Chapecó (SC) – sede da instituição -, Realeza e Laranjeiras do Sul (PR) e Cerro Largo e Erechim (RS). Historicamente desassistida pelo poder público, especialmente com relação ao ensino superior, a mesorregião sonhava com uma universidade federal há décadas.

Com 33 cursos em 42 turmas ingressantes anualmente, a universidade prevê ter 10 mil alunos nos primeiros cinco anos. As graduações oferecidas privilegiam as vocações da economia regional – visando o desenvolvimento regional integrado, pela valorização e superação da matriz produtiva - e estão em consonância com a Política Nacional de Formação de Professores do Ministério da Educação (MEC).

No Processo Seletivo de 2012, se inscreveram para os 33 cursos de graduação 15.136 candidatos para 2160 vagas.[3] Já no Processo Seletivo de 2013 foram ofertados 2025 vagas para os 37 cursos de graduação a onde participaram da seleção 13.377 candidatos.[4] [5]

Missão[editar | editar código-fonte]

A Universidade Federal da Fronteira Sul tem como missão:

Assegurar o acesso à educação superior como fator decisivo para o desenvolvimento da região da fronteira sul, a qualificação profissional e a inclusão social;

Desenvolver atividades de ensino, pesquisa e extensão buscando a interação e a integração das cidades e estados que compõem a grande fronteira do Mercosul e seu entorno.

Promover o desenvolvimento regional integrado — condição essencial para a garantia da permanência dos cidadãos graduados na região da fronteira sul e a reversão do processo de litoralização hoje em curso

História[editar | editar código-fonte]

A vontade de ter uma universidade federal na Mesorregião Fronteira Mercosul é antiga. Durante décadas o assunto foi pauta nos meios de comunicação, nas instituições de ensino e nas mais diversas esferas sociais. Mas foi em 2005 que entidades, ONGs, igrejas e movimentos sociais conseguiram uma coesão para criar o Movimento Pró-Universidade Federal. Nesse ano também veio a primeira sinalização de possibilidade de implantação de uma universidade pelo governo federal.

Em maio de 2006, o Fórum da Mesorregião chegou a um consenso: como todas as propostas dos três estados do Sul de criação de universidades foram rejeitadas, a saída seria um projeto único. Um grupo de trabalho foi criado para a elaboração do projeto e discussões sobre o assunto seguiram por meses.

O reforço para a ideia de uma universidade federal na região aconteceu em agosto de 2007: mais de 15 cidades fizeram atos públicos em prol da implantação. Em outubro vem a confirmação do ministro da Educação, Fernando Haddad, em criar a universidade.

As atividades, a partir deste momento, passaram a ter a integração do MEC. O ministério criou a Comissão de Implantação do Projeto Pedagógico Institucional e participou de uma reunião com o grupo de trabalho para a discussão de áreas de influência da universidade, localização da sede e dos campi, estrutura física e orçamento.

O MEC também criou a Comissão de Projetos da Universidade Federal Fronteira Sul, formado por 11 integrantes do Movimento Pró-universidade e técnicos do MEC, além de representantes da Universidade de Federal de Santa Maria (UFSM) e da Universidade Federal de Santa Catarina.

No fim do ano veio a palavra oficial: o ministro da Educação anuncia a criação de uma universidade na região em solenidade com a presença do presidente Lula. Políticos, representantes de movimentos sociais e integrantes do movimento estiveram presentes no ato. O projeto de lei 2.199-07, do deputado federal Claudio Vignatti, institui a UFFS.

O ano de 2008 começou com a criação de uma comissão de implantação. Oficinas e seminários foram desenvolvidos para a definição dos cursos, culminando com o relatório do grupo de trabalho, em março. Enquanto isso, a tramitação do projeto de lei seguiu: em julho o presidente Lula o assinou e encaminhou ao Congresso Nacional.

A Comissão de Implantação da UFFS foi empossada no início de 2009, tendo como presidente o professor Dilvo Ristoff. A Universidade Federal de Santa Catarina cedeu espaço para os trabalhos. Definidos a sede e os cinco campi da instituição, a comissão passou a estudar com mais profundidade os cursos a serem implantados.

As visitas às cidades dos campi seguem, enquanto o MEC designa a UFSC como tutora da UFFS. Aos poucos ficaram definidos os locais provisórios de instalação da UFFS e foi sendo constituído o Projeto Pedagógico Institucional (PPI). A decisão do uso do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) como nota referencial para o ingresso na UFFS foi tomada em julho.

Em setembro, a criação da UFFS é oficializada com a lei 12.029. Em 15 de outubro o professor Dilvo Ristoff foi empossado como reitor pro tempore da UFFS. Logo após, foram publicados os editais do concurso para 165 professores da instituição e de tomada de preços para a construção dos primeiros pavilhões da UFFS, além de ser entregue o plano de compra de móveis e equipamentos ao MEC e liberada a primeira verba para compra de livros. Também foi aberto o concurso para técnico-administrativos e anunciados os primeiros cargos de confiança.

Até o fim do ano foram realizados os concursos de docentes e técnico-administrativos, anunciada a empresa vencedora do edital de construção dos primeiros prédios e do pregão eletrônico para a compra dos livros e iniciadas as inscrições do Processo Seletivo. De dezembro de 2009 a março de 2010, diretores, coordenadores dos campi e pró-reitores foram nomeados, os primeiros servidores começaram a trabalhar os carros da instituição foram comprados, foi nomeado o vice-reitor pro tempore, Jaime Giolo, e a lista dos primeiros alunos foi divulgada.

A data que marca a constituição completa da comunidade acadêmica da UFFS foi 29 de março. Cerimônias especiais nos cinco campi marcam o dia histórico para a UFFS. Técnico-administrativos, professores e a equipe dirigente receberam os primeiros alunos da universidade. Oficialmente é o dia que começa o trabalho nas atividades-fim da UFFS: o ensino, a pesquisa e a extensão.

Reitores e vice-reitores [6] [editar | editar código-fonte]

Período
Reitor
Vice-reitor
2010 a 2011
Dilvo Ristoff (pro tempore) Jaime Giolo
2011 a 2013
Jaime Giolo (pro tempore) Antônio Inácio Andrioli

Ensino[editar | editar código-fonte]

Graduação[editar | editar código-fonte]

Cursos de graduação da UFFS[7]

Campus Chapecó

Administração;
Agronomia;
Ciência da Computação;
Enfermagem;
Engenharia Ambiental e Energias Renováveis;
Ciências Sociais;
Filosofia;
Geografia;
História;
Letras: Português e Espanhol;
Pedagogia;
Medicina para 2014.[8]
Campus Passo Fundo

Medicina.
Campus Erechim

Arquitetura e Urbanismo;
Agronomia;
Engenharia Ambiental e Energias Renováveis;
Ciências Sociais;
Filosofia;
Geografia;
História;
Pedagogia.
Campus Cerro Largo

Agronomia;
Administração;
Engenharia Ambiental e Energias Renováveis;
Licenciatura em Ciências Biológicas;;
Letras: Português e Espanhol;
Física;
Química.
Campus Laranjeiras do Sul

Agronomia;
Ciências Econômicas;
Engenharia de Alimentos;
Engenharia de Aquicultura;
Licenciatura Interdisciplinar em Educação no Campo;
Campus Realeza

Nutrição;
Medicina Veterinária;
Letras: Português e Espanhol;
Ciências Biológicas;
Física;
Química

A UFFS oferece 2025 vagas por ano aos seus candidatos.[9]

Pós-Graduação[editar | editar código-fonte]

A Universidade Federal da Fronteira Sul atualmente oferece vários cursos nas áreas de pós-graduação[10] :

ESPECIALIZAÇÕES

-Educação Integral
-Desenvolvimento Rural
-Interdisc. Práticas Pedagógicas na Educação Básica
-História Regional
-Literatura do Cone Sul
-Epistemologia e Metafísica
-História da Ciência
-Processos Pedagógicos na Educação Básica
-Orientação Educacional
-Educação Integral
-Saúde Coletiva
-Teoria Linguística Contemporâneas
-Produção De Leite Agroecológico
-Ensino de Língua e Literatura
-Ensino de Ciências e Matemática

MESTRADOS

-Estudos Linguísticos
-Educação

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências