Universidade Independente

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A Universidade Independente foi uma universidade que existiu em Portugal de 1993 a 2007 quando foi encerrada compulsivamente.

A Universidade Independente foi uma instituição de Ensino Superior Privado, apresentou-se, desde a sua fundação, como organização vocacionada para as novas tecnologias.

Contou, entre os seus antigos alunos, com personalidades de destaque, nomeadamente o actual (2007) Primeiro-Ministro de Portugal, José Sócrates, e ainda Armando Vara, também socialista, que concluiu o Curso de Relações Internacionais, três dias antes [1] [2] da sua nomeação para a Administração da Caixa Geral de Depósitos, cargo que deixou de exercer para assumir a presidência do Banco Comercial Português[3].

Pelo Centro de Estudos de Televisão, dirigido por Emídio Rangel, surgem nomes como os de José Alberto Carvalho, Ana Sousa Dias, Catarina Furtado, Margarida Marante, Júlia Pinheiro, Teresa Guilherme, Manuel Luís Goucha e Baptista-Bastos. A modelo Bárbara Elias, a ex-miss Portugal Fernanda Silva e o cantor Axel também passaram pelas cadeiras da UnI, como estudantes do curso de Ciências da Comunicação.

O Departamento de Direito contou com a colaboração dos Professores Pamplona Corte Real, Luis Cabral de Moncada, João Miranda, Luis Menezes Leitão, Carlos Lacerda Barata, Zincke dos Reis, José Alberto Vieira, Rui Ataide, Alexandra Leitão, Jorge Neto, Lebre de Freitas, Tiago Duarte,Rodrigo Queiroz de Melo, Silvério Mateus e dos Juízes Conselheiros Amancio Ferreira, e Henrique Eiras.

O secretário de Estado do Desenvolvimento Rural e das Florestas, Rui Nobre Gonçalves, leccionou aulas na Universidade Independente, tal como o assessor do ministro da Saúde, Miguel Vieira. Carlos Narciso, o assessor [4] do ministro dos Assuntos Parlamentares Augusto Santos Silva, foi outro dos alunos da Independente. Surgem ainda os nomes de Alberto João Jardim, Joaquim Letria ou Filipe La Féria, que também estiveram ligados e esta Universidade, enquanto professores [5].

Índice

[editar] Cumprimento de critérios de qualidade

O ministro da Ciência, Mariano Gago ordenou em Março de 2007 a reavaliação da autorização de funcionamento da Universidade Independente. Um dos motivos prende-se com o reduzido número de doutorados em tempo integral na Universidade. Mariano Gago referiu como exemplo o facto de existir apenas um doutorado em tempo integral no pólo de Lisboa[6].

[editar] Crise 2007

Em 2007, o reitor da instituição, Luís Arouca afasta o vice-reitor Rui Verde, acusando-o de corrupção e de falsificação de documentos. Rui Verde contestou a medida do reitor e decide apelar ao Tribunal de Comércio de Lisboa que considerou a decisão de Luís Arouca como ilegal. Rui Verde reassumiu o cargo e decidiu afastar o reitor. Contudo, Rui Verde apenas esteve um dia, no dia seguinte foi detido por suspeitas de corrupção, branqueamento de capitais, falsificação de documentos.

A situação da universidade tornou-se caótica, surgindo ao cúmulo de haver dois professores para leccionar a mesma disciplina com duas fracções: uns que apoiam Luís Arouca (entretanto, constituído arguido) e os que defendiam Rui Verde. Os alunos temem pela sua situação, depois de gastarem os seus rendimentos em propinas e verem dinheiro e tempo perdido para nada. A situação tornava-se grave e grande parte dos alunos começam a tratar da documentação para efectuarem a transferência para outros estabelecimentos de ensino superior.

A 9 de Abril de 2007, o ministro Mariano Gago anuncia o encerramento compulsivo provisório por dez dias úteis, em que os responsáveis da universidade devem demonstrar a sua capacidade para a continuação das actividades lectivas, caso o não consigam, a universidade será extinta e os alunos transferidos para outras universidades públicas e privadas.

A 2 de Agosto, o ministro Mariano Gago dá como ordem final o encerramento compulsivo da universidade. A mesma tem até dia 31 de Outubro para finalidade o ano lectivo presente.

Ao longo de todo este processo, foi ainda posto em causa a forma como José Sócrates conseguiu terminar a sua licenciatura. Contudo, este último processo foi já arquivado.

Findo o prazo legal para o encerramento da instituição, foi dada a oportunidade aos alunos nela inscritos prosseguirem seus estudos em outras instituições de Ensino Superior. A partir de 31 de Janeiro de 2008, toda a documentação dela proveniente, transitará para a Direcção-Geral do Ensino Superior, que ficará encarregue da sua guarda e da emissão das certidões que sejam solicitadas.

[editar] Referências

  1. http://www.correiomanha.pt/notic...nal=0& id=232731
  2. Segundo um artigo do jornal Expresso de 31 de Março de 2007, terá concluído o curso 6 meses antes da sua entrada na CGD.
  3. http://sic.aeiou.pt/online/noticias/dinheiro/Armando+Vara+foi+promovido+na+CGD+apos+ter+saido+para+o+BCP.htm
  4. Exonerado por Augusto Santos Silva a 3 de Abril de 2007, por colaboração a título pessoal com a Universidade Independente, ao ter enviado um e-mail das instalações da Universidade: id_news=270124 e [1]
  5. http://www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=232731&idselect=9&idCanal=9&p=200
  6. Universidades privadas repudiam tratamento de Mariano Gago - Diário de Notícias

[editar] Ligações externas

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