Universidade Presbiteriana Mackenzie
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| Mackenzie Universidade Presbiteriana Mackenzie |
|
| Lema | Tradição e Pioneirismo na Educação |
|---|---|
| Fundação | 1870 como Escola Americana. 1896 Mackenzie College (Engenharia), vinculado à Universidade de Nova York,denominação utilizada até a obtenção da autonomia acadêmica em 1927. 1952 como Universidade Mackenzie. |
| Tipo de instituição | Privada e confessional |
| Mantenedora | {{{mantenedora}}} |
| Orçamento anual | R$ |
| Funcionários | |
| Docentes | |
| Total de estudantes | 35 mil[carece de fontes] |
| Ensino Fundamental | |
| Ensino Médio | |
| Ensino Médio integrado ao Técnico | |
| Ensino Técnico de nível médio | |
| Graduação | |
| Pós-graduação | |
| Reitor(a) | Manassés Claudino Fonteles |
| Vice-reitor(a) | |
| Diretor(a) | |
| Vice-diretor(a) | |
| Localização | São Paulo (sede) Barueri Campinas Brasília Recife |
| Cores | |
| Afiliações | CRUB, Igreja Presbiteriana do Brasil |
| Nomes anteriores | |
| Página oficial | www.mackenzie.br |
| Contato | |
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| Instituições de ensino superior do Brasil |
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A Universidade Presbiteriana Mackenzie é uma instituição de ensino superior confessional brasileira sediada na cidade de São Paulo. Possui campi de graduação e pós-graduação em São Paulo, Barueri (Campus Tamboré), Brasília, Campinas, Recife e Rio de Janeiro (como Faculdade Morais Júnior - Mackenzie Rio).
Seus atuais reitor e vice-reitor são Manassés Claudino Fonteles e Pedro Ronzelli Júnior, respectivamente. O chanceler é o reverendo Augustus Nicodemus Lopes.
Índice |
[editar] História
O Instituto Presbiteriano Mackenzie iniciou suas atividades em 1870. Em 1869, a cidade de São Paulo vivia um clima de efervescência, em que o café era a principal fonte econômica do país. Nessa época, a campanha abolicionista ganhava adeptos, abalando os alicerces políticos do Império e fomentando, numa parcela da população, o desejo de que o Brasil se tornasse uma República.
Em meio a esses acontecimentos, chega e se instala na cidade de São Paulo o casal de missionários presbiterianos George e Mary Ann Annesley Chamberlain. Em 1870, enquanto o reverendo Chamberlain empreendia viagens missionárias pelo interior do Estado, sua esposa, Mary, dedicava-se à área pedagógica na residência do casal. Três crianças, sendo dois meninos e uma menina, foram os primeiros alunos de um sistema educacional em turmas mistas, sem os castigos físicos adotados na época. Nascia, assim, uma escola socialmente responsável e integrada à sociedade.
Em 1871, a escola da senhora Chamberlain contava com 44 alunos e teve que se mudar, pois a sala de estar do casal já não comportava mais tantos alunos.[carece de fontes] Foi então, que a senhora Chamberlain mudou-se para um novo endereço, rua Nova São José, atual Líbero Badaró.
A partir de 1872, as aulas passaram a ser pagas - 12 mil réis por trimestre - concedendo-se bolsas parciais e integrais para os alunos carentes. Aceitando a proposta do jornalista José Carlos Rodrigues, adotou-se o nome de Escola Americana.
Estudaram na escola nessa época tanto filhos de escravos como de famílias tradicionais, como as de Campos Sales, Prudente de Morais e Rangel Pestana.[carece de fontes]
Em 1876, uma nova mudança, agora para a esquina das ruas Ipiranga e São João, com a implantação de dois novos cursos: Escola Normal e o Curso de Filosofia (nível superior). Em 3 de setembro do mesmo ano, era inaugurado um edifício de tijolinhos, cuja parte superior fora reservada para o internato feminino, e o térreo para dois escritórios e três espaçosas salas de aula.
Em 1879, Dona Maria Antonia da Silva Ramos, baronesa de Antonina, vendeu ao Reverendo Chamberlain, por 800 mil réis, área de sua chácara em Higienópolis, onde pastavam os cavalos que puxavam suas carruagens e escravos plantavam frutas e hortaliças[1].
Finalmente, em 1880, adquiriu-se uma área de 27,7 mil metros quadrados no bairro de Higienópolis. Era o início de uma nova fase.
A fama de a Escola Americana não se restringia ao Brasil, chegando aos ouvidos do advogado estado-unidense John Theron Mackenzie que, sem nunca ter vindo ao Brasil, fez constar em seu testamento, em 1890, uma doação à Igreja Presbiteriana estado-unidense para que se construísse no Brasil uma escola de Engenharia. Desta forma, tem início o nome utilizado até hoje: Mackenzie.
Em fevereiro 1896, já em Higienopólis, teve início o primeiro ano letivo da Escola de Engenharia Mackenzie, sendo os diplomas ainda expedidos pela Universidade de Nova Iorque.
Na década de 1940, o Mackenzie começou introduzir novas unidades e cursos, como a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras em 1946; Faculdade de Arquitetura, em 1947 e a Faculdade de Ciências Econômicas, em 1950.
Em 1952, com quatro escolas superiores, o Mackenzie é reconhecido por meio de decreto assinado pelo então presidente Getúlio Vargas como uma universidade. Neste mesmo ano, Dr. Henrique Pegado assume a primeira reitoria da universidade.
Em 1955 se iniciam as aulas da primeira turma da então criada Faculdade de Direito.
Em 1965, o Mackenzie nomeia Esther de Figueiredo Ferraz para o cargo de reitora. Ela foi a primeira mulher a assumir um cargo de reitora em universidades brasileiras. Ainda durante o mandato de Esther de Figueiredo Ferraz, alunos da Presbiteriana Mackenzie e da Universidade de São Paulo entraram em um conflito conhecido como a Batalha da Maria Antônia. Na época a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo (que depois mudou o nome para FFLCH) era na rua Maria Antônia. Havia na Universidade Mackenzie alunos integrantes do Comando de Caça aos Comunistas entre outros grupos que apoiavam a Ditadura Militar, enquanto alunos da USP formavam grupos majoritariamente contrários ao Governo Militar da época. Pelas diferenças ideológicas contrastantes, o conflito foi inevitável e só acabou com a repressão da Tropa de Choque solicitada pela então reitora Esther de Figueiredo Ferraz.
O campus São Paulo possui hoje com mais de 50 prédios e está localizado no bairro de Higienópolis. Cerca de 35 mil alunos freqüentam mais de 40 cursos nos diversos campi do Mackenzie. As unidades de São Paulo e Tamboré oferecem desde a educação infantil à pós-graduação. A unidade de Brasília atende ao colégio e à pós-graduação que também está presente em Campinas, Rio de Janeiro e Recife.
A Universidade Presbiteriana Mackenzie é de caráter confessional. Como instituição presbiteriana, é regida pela fé-cristã evangélica reformada e pela ética calvinista de vocação. Assim, o compromisso do Mackenzie é de estimular o conhecimento das "ciências humanas e divinas".
[editar] Unidades
- Escola de Engenharia da Universidade Presbiteriana Mackenzie (EE)
- Escola Superior de Teologia (EST)
- Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie (FAU)
- Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS)
- Centro de Ciências Sociais e Aplicadas (CCSA)
- Faculdade de Computação e Informática (FCI)
- Centro de Comunicação e Letras (CCL)
- Faculdade de Direito da Universidade Presbiteriana Mackenzie (FD)
- Faculdade de Educação Física (FEF)
- Centro de Ciência e Humanidades (CCH)
- Faculdade de Computação e Informática (FCI)
[editar] Mackenzistas
- Alain Belda, presidente da Alcoa.
- Álvaro Villaça Azevedo, reconhecido jurista, ex-diretor da Faculdade de Direito da Universidade Presbiteriana Mackenzie e da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, (formado em Direito na turma de 1960).
- Ana Paula Arósio, atriz.
- André Szajman, empresário da gravadora Trama.
- Anita Malfatti, artista plástico e pintora, recebeu o diploma de normalista.
- Antonio Calloni, ator.
- Antonio Carlos Rodrigues do Amaral (advogado de renome internacional, mestre pela Harvard Law School).
- Boris Casoy, jornalista,(ingressou em Direito, mas não concluiu).
- Cássio Gabus Mendes, ator.
- Cláudio Lembo, ex-governador do estado de São Paulo.
- Cledorvino Bellini, CEO da Fiat da América Latina, (formado em Administração de Empresas).
- Brenno Tavares, engenheiro civil, construtor da igreja Nossa Senhora do Brasil
- Eros Roberto Grau, ministro do Supremo Tribunal Federal do Brasil, (formado em Direito na turma de 1963).
- Gabriel Salomão, presidente da Sucos Del Valle.
- Ivan Zurita, presidente da Nestlé, (formado em Administração de empresas).
- João Carlos Saad,empresário e jornalista.Presidente do Grupo Bandeirantes de Comunicação, fundador da ABRA (Associação Brasileira de Radiodifusores).
- José Roberto Batochio, advogado e político, deputado federal pelo PDT, com mandato entre 1998 e 2002.
- Lamartine Navarro Júnior, engenheiro e fundador do Pró-álcool.
- Luísa Mell, apresentadora (formada em Direito).
- Luiz Carlos Frayze David, presidente da Companhia do Metropolitano de São Paulo.
- Manoel Rodrigues Ferreira, escritor e historiador, autor de diversos livros(formado em Engenharia).
- Márcio Artur Laurelli Cypriano, banqueiro, ex-presidente do Bradesco, atual membro do Conselho de Administração, (formado em Direito).
- Márcio Cypriano, presidente do Bradesco.
- Osmar Elias Zogbi,ex-presidente da Ripasa S.A. Celulose e Papel e da Bracelpa, atual presidente da EAZ participações e diretor adjunto do Departamento de Economia da Federação das Indústrias de São Paulo, desde 1989(formado em Engenharia Civil e Administração de Empresas).
- Osmar Vladimir Chohfi, embaixador do Brasil na Espanha.
- Paulo Archias Mendes da Rocha, reconhecido arquiteto, ganhador do Prêmio Pritzker (formado em Arquitetura).
- Raul Pires, designer gráfico, criador do desenho do Bentley Continental GT, (formado em Desenho Industrial).
- Regina Nunes, presidente da agência de classificação de risco Standard & Poor's no Brasil, (formada em Administração de Empresas).
- Ricardo Cruz (Tato), vocalista do grupo Falamansa.
- Roberto Justus, empresário, (formado em Administração de Empresas).
Referências
[editar] Ver também
- Instituto Presbiteriano Mackenzie (instituição mantenedora)
- Igreja Presbiteriana do Brasil
