Universidade Russa da Amizade dos Povos

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Universidade Russa da Amizade dos Povos
Российский университет дружбы народов (РУДН)
Lema Scientia unescamus.
(A ciência une.)
Fundação 1960
Tipo de instituição Pública
Localização Moscou, Distrito Federal Central, Rússia
Total de Estudantes mais de 25.000
Página oficial rudn.ru
Campus principal da Universidade Russa da Amizade dos Povos

A Universidade Russa da Amizade dos Povos (em russo: Российский университет дружбы народов, РУДН) é uma instituição de ensino e pesquisa localizada no sul de Moscou e uma das mais prestigiosas universidades da Rússia, juntamente com a Universidade de Moscou e a Universidade de São Petersburgo.

A universidade foi fundada em 5 de fevereiro de 1960, no auge da Guerra Fria, pelo então dirigente soviético Nikita Khrushchov, para proporcionar educação de qualidade a preços muito baixos, principalmente para jovens do Terceiro Mundo - principalmente de países da Ásia, África e América Latina. 65% dos 7.000 alunos eram estrangeiros. Destes, um dos mais famosos foi o Illich Ramírez, conhecido como Carlos o Chacal.[1]

Originalmente chamava-se Universidade da Amizade dos Povos (em russo: Университет дружбы народов им. Патриса Лумумбы). Em 22 de fevereiro de 1961, passou a chamar-se Universidade de Amizade dos Povos Patrice Lumumba (UAPPL), em memória do líder guerrilheiro e depois primeiro-ministro (1960-1961) do Congo, Patrice Lumumba, deposto por um golpe militar articulado pela CIA e posteriormente assassinado por rebeldes separatistas.

Em 5 de fevereiro 1992, a universidade passou a chamar-se Universidade Russa da Amizade dos Povos – Instituto Estatal de Educação Superior (PFUR), vinculada ao governo da Federação Russa .

Entre os 700 mil estrangeiros que estudaram na UAPPL,[2] mais de mil eram brasileiros – a maioria ligada ao Partido Comunista Brasileiro (PCB). Através da União Internacional de Estudantes (UIE) era feito o encaminhamento de estudantes do Brasil para a UAPPL.

Segundo João Prestes, filho de Luís Carlos Prestes e ex-aluno da instituição,"A universidade formava quadros técnicos (médicos, advogados, engenheiros), sem viés político. O problema era a volta ao Brasil. Muitos tiveram dificuldade para reconhecer seus diplomas, pois havia uma circular secreta do Ministério da Educação determinando o não-reconhecimento dos cursos feitos lá".

Quase tudo era custeado pelo Estado soviético - passagem aérea, livros, hospedagem. Também era concedida uma pequena mesada equivalente a cerca de 80 dólares.

Depois da queda do comunismo, com o fim dos subsídios, a universidade, além de mudar o nome, deixou de ser gratuita. A anuidade é de aproximadamente USD 2,5 mil. Em 2003, Universidade da Amizade dos Povos tinha cerca 15 mil estudantes e, embora sucateada, continuava a atrair alunos estrangeiros, principalmente da China. No entanto, a maioria dos estudantes atualmente é russa.

Durante a Guerra Fria, os serviços secretos do Ocidente, como a CIA e o MI5, acreditavam que a universidade fosse um aparelho destinado ao treinamento de quadros da KGB, o que foi comprovado como mito e considerado absurdo após a abertura dos arquivos secretos, durante a Glasnost.[3]

Atualmente, mais de 97.000 egressos da universidade trabalham em 165 diferentes países. A universidade tem 57 programas com cerca de 33.000 estudantes (incluindo pós-graduados e trainees). Cerca de 13.500 dos estudates matriculados são de fora da Federação Russa; mais de 1.000 são de regiões autônomas, dentro da Federação Russa .

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Referências

  1. Istoé, 3 de dezembro de 2003. Tradição em ruínas, por Weiller Diniz e Fernando F. Kadaoka.
  2. Universidade de Amizade dos Povos Patrice Lumumba.
  3. Streissguth, Thomas International Terrorists.
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