Universidade de São Paulo

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USP
Universidade de São Paulo
Lema Scientia Vinces
Fundação 25 de janeiro, 1934
Tipo de instituição Universidade Pública Estadual
Orçamento anual R$ 2.111.113.875,99 (Tesouro do Est. SP) [1]
Funcionários 15.410
Docentes 5.370
Total de estudantes 76.820 [2]
Graduação 52.000
Pós-graduação 25.000
Reitor(a) Suely Vilela Sampaio
Vice-reitor(a) Franco Maria Lajolo
Diretor(a)
Vice-diretor(a)
Localização São Paulo (reitoria), Piracicaba, São Carlos, Ribeirão Preto, Bauru, Pirassununga e Lorena
Cores
Afiliações CRUB, RENEX[3]
Página oficial www.usp.br
Contato
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Instituições de ensino superior do Brasil

A Universidade de São Paulo (USP) é considerada uma das mais importantes instituições brasileiras de ensino superior, exercendo atividades de ensino, pesquisa e extensão universitária em todas as áreas do conhecimento. A USP está posicionada entre as maiores universidades do Brasil: é a terceira maior universidade brasileira em número de alunos, sendo a maior universidade pública do país. Contribuindo com cerca de um quarto da produção científica brasileira, recentemente foi eleita como a 94ª melhor universidade do mundo e a melhor universidade da América Latina deixando em segundo lugar no subcontinente a Universidade Nacional Autónoma do México (UNAM), [4][5]. É uma instituição pública caracterizada como autarquia, sendo mantida pelo governo do estado de São Paulo.

Suas unidades de ensino estão distribuídas em nove campi universitários: sendo um na cidade de São Paulo (onde existem vários campi menores espalhados pela cidade), capital do Estado, e outros nas cidades de Bauru, Lorena, Piracicaba, Pirassununga, Ribeirão Preto e dois em São Carlos.

O lema da USP é Scientia Vinces, em português Vencerás pela ciência.

Índice

[editar] Visão geral

O Relógio da USP.
O Relógio da USP.

Além de ser, entre as universidades públicas, aquela com o maior número de vagas de graduação e de pós-graduação no Brasil, a USP é tradicionalmente considerada por setores diversos da sociedade a melhor universidade brasileira [6], sendo responsável também pela formação do maior número de mestres e doutores do país, bem como responsável por metade de toda a produção científica do Estado de São Paulo e mais de 25% da brasileira [7]. Além disso, entre as pós-graduações no Brasil com conceitos 6 e 7 da Capes (os mais altos conceitos), 25% estão na USP, chegando à porcentagem de 55% se considerado apenas o território paulista[8]. Em conseqüência disto, muitas universidades brasileiras possuem em seus quadros docentes formados pela USP, de forma que ela é considerada muito importante para o pensamento acadêmico brasileiro.

Em pesquisas feitas por diversos institutos, a USP é reconhecida como destaque na America Latina: É considerada a melhor universidade dessa região e uma das 130 melhores do mundo de acordo com a edição de 2007 do Academic Ranking of World Universities [2]. Foi classificada pelo The Times (The Times Higher Education Supplement) como a melhor instituição de educação superior da América Latina e 175ª melhor do mundo, na edição de 2007 da revista [9].

Ao longo da história recente do Brasil, a USP tem assumido sistematicamente este papel de destaque, atuando na criação de infra-estrutura científica e tecnológica e na formação da elite intelectual do país. Sendo a universidade mais tradicional do estado de São Paulo, a contribuição da USP para a história brasileira é evidente mesmo nos detalhes mais superficiais: mais de uma dezena de presidentes brasileiros se formaram na universidade, como o sociólogo Fernando Henrique Cardoso e o advogado Jânio Quadros, este último e outros dez apenas na Faculdade de Direito, cuja fundação precede em 110 anos a da própria Universidade.

Como as duas outras universidades estaduais paulistas (a Unicamp e a Unesp), a USP é mantida principalmente através da arrecadação do Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), por parte do Governo do Estado de São Paulo. Tal dotação orçamentária é fixa: desta forma, a USP (assim como as duas outras universidades citadas) é uma das poucas instituições públicas do país a possuir autonomia financeira, fato que contribui para a manutenção de seu status de "principal universidade brasileira". Recebe também verbas de instituições de fomento à pesquisa e ao ensino superior (como a FAPESP e o CNPq). Como terceira fonte de arrecadação conta com uma série de fundações privadas que atuam em forma de parceria com a universidade, utilizando-se de seus pesquisadores e instalações e fornecendo em troca verbas e know-how específico. Tais fundações são questionadas no tocante ao seu interesse público: críticos afirmam que elas representam o início de um processo de privatização do ensino superior público.

O ensino na USP é regimentalmente gratuito (ou seja, é considerada ilegal a oferta de cursos universitários pagos) e o ingresso à graduação se dá por concurso público (conhecido como vestibular) aberto a qualquer pessoa que tenha concluído o ensino médio. O concurso vestibular da USP é realizado pela FUVEST, uma fundação autônoma ligada à universidade. O concurso realizado pela FUVEST é tradicionalmente o maior e um dos mais concorridos do país, envolvendo mais de 150 mil candidatos para cerca de dez mil vagas de graduação.

[editar] História

[editar] Criação

Após a derrota de São Paulo na Revolução de 1932, o Estado se viu ante a necessidade de formar uma nova elite capaz de contribuir para o aperfeiçoamento das instituições, do governo e a melhoria do país. Com esse objetivo um grupo de empresários fundou a Escola Livre de Sociologia e Política (ELSP) em 1933, e o interventor de São Paulo (cargo que, naquele momento, correspondia ao de governador) Armando de Salles Oliveira criou a Universidade de São Paulo (USP), em 1934. Nas palavras de Sergio Milliet:

"De São Paulo não sairão mais guerras civis anárquicas, e sim 'uma revolução intelectual e científica' suscetível de mudar as concepções econômicas e sociais dos brasileiros".

A ELSP assumiu o objetivo de formar elites administrativas para um novo modelo que vinha se configurando em que se notava uma atuação crescente do Estado, enquanto a USP voltou-se a formar professores para as escolas secundárias e especialistas nas ciências básicas. O modelo sociológico norte-americano constituiu o exemplo para ELSP, enquanto que o mundo acadêmico francês foi a principal fonte de inspiração para a USP.

Professores estrangeiros tais como Claude Lévi-Strauss, Fernand Braudel, Roger Bastide, Emílio Willems, Donald Pierson, Pierre Monbeig e Herbert Baldus, difundiram nas duas instituições novos padrões de ensino e pesquisa, formando as novas gerações de cientistas sociais no Brasil.

[editar] Origens

A USP surgiu da união da recém-criada Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras (FFCL) com as já existentes Escola Politécnica de São Paulo, Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz", Faculdade de Medicina, Faculdade de Direito e Faculdade de Farmácia e Odontologia . A FFCL surgiu como o elemento de integração da universidade, reunindo cursos nas diversas áreas do conhecimento. Ainda em 1934 havia sido criada a Escola de Educação Física do Estado de São Paulo, primeira faculdade civil de educação física no Brasil e que viria a ser incorporada pela USP anos depois. Na sequência foi criada a Escola de Engenharia de São Carlos - EESC e outras várias unidades foram sendo criadas pela universidade nos anos seguintes, e nos anos 60 a universidade foi gradualmente transferindo as sedes de suas unidades para a Cidade Universitária Armando de Salles Oliveira, em São Paulo.

Além do político Armando de Salles Oliveira, um outro homem de grande importância na fundação da USP foi o jornalista Júlio de Mesquita Filho.

[editar] Movimentação estudantil nos anos 60

Em meados da década de 1960, várias das unidades da USP (como a FFCL, a FD e a FAU), assim como as sedes de outras universidades, como o Instituto Mackenzie e a Fundação Armando Álvares Penteado localizavam-se muito próximas umas às outras (em especial às que estavam reunidas no bairro de Higienópolis). Tal fato incentivou uma certa movimentação estudantil no Centro de São Paulo, considerada inédita até então. Em um certo momento daquele período, as posições políticas na sociedade passaram a se polarizar e isto refletiu no movimento estudantil.

Inicialmente restrito às questões ligadas meramente ao problema da educação (como manifestações por mais verbas e melhores condições de ensino), tal movimento passou a assumir posicionamentos ideológicos por vezes radicais e conflitantes, fragmentando-se em várias correntes políticas, cada uma delas ligadas a partidos ou movimentos diversos. Tal polarização política dos estudantes resultaria naquilo que ficou conhecido como o Conflito da Rua Maria Antônia.

Um conjunto residencial da Cidade Universitária da USP.
Um conjunto residencial da Cidade Universitária da USP.

Na rua Maria Antônia ficavam frente aos edifícios da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP e alguns prédios do Mackenzie. Os estudantes das duas instituições, ao longo do processo de polarização dos estudantes, caracterizaram-se, genericamente, como defensores de posições políticas conflitantes: os alunos da USP em geral identificavam-se como esquerdistas, muitos dos quais defendendo uma revolução socialista no país. Por outro lado, os estudantes do Mackenzie em geral estavam associados às idéias de direita e normalmente defendiam a idéia de que houve uma "revolução democrática" no Golpe militar de 1964.

O estranhamento entre os estudantes, devido ao intenso antagonismo de suas idéias políticas, acabou levando a um conflito explícito e violento entre eles. Houve apedrejamento dos edifícios, conflito físico entre alunos e interferência da polícia. Ainda que não tenha sido um episódio partilhado e testemunhado por todos os alunos de ambas as instituições, o conflito, ocorrido em 1968 (considerado reflexo, no Brasil, da movimentação estudantil que ocorria em todo o mundo, como os protestos em Paris e Praga) foi tomado como símbolo, celebrado especialmente pela esquerda, do movimento estudantil.

A reação pública foi negativa e o governo militar preocupou-se com as conseqüências de manter aquele número de instituições de ensino reunidas. Em uma política de alienação estudantil (no sentido de afastar as comunidades discentes dos centros político-financeiros), as obras de construção da Cidade Universitária (no então ainda distante bairro do Butantã) foram aceleradas e uma das primeiras unidades transferidas foi justamente a FFCL. Na mesma década, outras unidades como a Escola Politécnica e a FAU também tiveram suas sedes alteradas para aquele local.

[editar] Regime militar

Durante a década de 1970 e parte da de 80, alguns críticos acreditam que a USP tenha passado por um esvaziamento intelectual, tanto do ponto de vista da produção do conhecimento quanto do da qualidade dos recursos humanos. Durante as décadas anteriores, a universidade serviu de palco para a discussão de um novo projeto de país, reunindo diversos intelectuais de esquerda (como Florestan Fernandes, Fernando Henrique Cardoso, Bóris Fausto, Paul Singer, Antonio Candido, Gioconda Mussolini entre outros) em suas várias unidades (mas especialmente na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras). Com a limitação das liberdades democráticas promovida pelo Regime Militar brasileiro (que passava por seus anos mais rígidos), uma grande quantidade de professores da USP são cassados (e muitos deles são obrigados a sair do país), assim como uma parte dos alunos envolve-se com a resistência (política e armada) à ditadura, o que gerou afastamentos compulsórios de suas faculdades.

Tal situação levou a uma menor produção de conhecimento, ainda que certos avanços, especialmente do ponto de vista tecnológico (que chegou a ser financiado pelo governo) tenham sido obtidos. Promoveu-se também um aumento sistemático do número total de vagas de graduação, incentivado pelo governo do Estado. Este fato é apontado por alguns críticos como uma resposta ao movimento estudantil anterior à sua politização, quando ele mobilizava-se apenas pelas questões educacionais.

O vazio causado pelo afastamento dos professores e alunos perseguidos pelo Regime Militar interrompeu-se com a campanha de anistia política, já no início dos anos 80. Em diversas unidades da USP, a volta de professores cassados foi celebrada, embora muitos deles tenham sido recontratados em condições precárias (antigos professores catedráticos assumiram cargos de auxiliares de ensino).

[editar] Expansão de unidades

Paralelamente ao esvaziamento intelectual decorrente da repressão política, ocorreu na USP nas décadas de 1960, 70 e 80 um processo de fragmentação de suas unidades: foram criadas novas faculdades e novos institutos, o que resultou em novos cursos de graduação, novas linhas de pesquisa e programas de pós-graduação. A dissolução da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras (FFCL) costuma ser apontada como um símbolo paradigmático deste processo.

Originalmente pensada como o núcleo acadêmico da universidade, reunindo em si os vários campos do conhecimento puro, a FFCL, com o tempo, viu seus departamentos ganharem autonomia e se transformarem em unidades plenas (autônomas e administrativamente separadas de sua unidade original). O Instituto de Física foi o primeiro departamento a desvincular-se da FFCL, seguido igualmente de outros departamentos ligados às ciências exatas e biológicas. Desta forma, com a permanência apenas dos cursos ligados às humanidades, ocorreu uma reforma interna na unidade e ela passou a se chamar Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas. Recentemente (no ano de 2005) surge na Zona Leste de São Paulo a chamada USP Leste, um novo campus no qual se instalou a Escola de Artes, Ciências e Humanidades, com cursos que fogem à tradição universitária brasileira e visam à diversificação das áreas consolidadas da instituição.

Em 21 de março de 2006 a USP aprovou a incorporação da Faculdade de Engenharia Química de Lorena (Faenquil) e passou com isso a ter uma unidade no Vale do Paraíba, com cerca de 1.600 alunos no total, sendo 1.200 na graduação.

[editar] Movimento estudantil hoje

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A partir da Redemocratização o movimento estudantil na USP se reorganizou na década de 80, pressionando por melhorias na universidade. Seu momento mais importante no período foi quando, juntamente com estudantes da Unicamp e da Unesp, além de funcionários e docentes, conquistou a autonomia universitária para as instituições estaduais de ensino superior. Após uma agitada greve em 1988, em fevereiro do ano seguinte um decreto-lei do governo Quércia determinou o repasse fixo de 8,4% da arrecadação do ICMS para as três universidades estaduais paulistas. Atualmente a cota é de 9,57%, estabelecida em 1995 durante o governo Covas.

Instituto de Psicologia.
Instituto de Psicologia.

Greves importantes, do ponto de vista dos estudantes, ocorreram, durante a história da USP como, por exemplo, em 2002 quando 92 professores foram contratados após mais de três meses de paralisação. Começando no curso de Letras, teve por motivações as salas de aula superlotadas e a falta de docentes.

No anoitecer de 3 de maio de 2007, a reitoria da universidade foi invadida e ocupada por alunos ligados a grupos diversos do movimento estudantil, cujas principais exigências dizem respeito à ampliação da moradia estudantil nos campi, democratização do Conselho Universitário e a definição de um posicionamento da reitoria frente aos decretos do governador José Serra sobre a Educação no estado de São Paulo.

Segundo as fontes oficiais do governo do estado, os decretos exigiriam que a universidade tornasse públicas as despesas e ou investimentos, inserindo-se num esforço de tornar transparentes as contas públicas (ainda que os mesmos decretos desobriguem o estado de tornar pública a arrecadação mensal de ICMS). Entretanto, a primeira redação do decreto que vincula a Universidade de São Paulo com a Secretaria do Ensino Superior afirmava que tal secretaria deveria definir políticas e diretrizes e aumentar atividades de pesquisa, principalmente as operacionais, o que acabou causando grande preocupação e repercussão entre os estudantes.

Contudo, os decretos chocaram não apenas os estudantes que ocuparam a Reitoria, mas muitos docentes que, embora desaprovando a violência de sua ação, discordavam da criação de uma Secretaria de Ensino Superior, da qual foi desvinculada a Fapesp, que antes estava junto com as universidades na pasta de Ciência e Tecnologia; da imposição do novo secretário como presidente do Conselho de Reitores das Universidades do Estado de S. Paulo; da proibição de contratações de docentes e funcionários e de mudança de rubricas nos orçamentos das universidades, que estava garantido às universidades estaduais paulistas desde o governo Orestes Quercia e que é considerada uma peça-chave da autonomia das mesmas.

Alguns estudantes, em opinião definida a partir de assembléias gerais da universidade e a Associação de Docentes da universidade, representando parte dos professores (as assembléias em média tiveram a participação de 240 entre num total de 5200[10]), julgam que tais decretos ferem a autonomia universitária (dispositivo presente na Constituição federal). Os reitores da universidades estaduais, porém, declararam que tal crítica não seria procedente[11][12][13]. Outros analistas políticos, de esquerda como Paulo Henrique Amorim, acreditam que tais medidas de contingenciamento de despesas estaduais estão relacionadas com o desejo do governador em direcionar gastos em obras de impacto, a fim de lançar-se candidato à presidência da República com amplo apoio popular, ainda que sacrificando despesas com a educação[14].

A reitoria foi desocupada em 21 de junho, após o recuo do governo do Estado, que desfez a maior parte das medidas decretadas. Contudo, como os alunos tardaram pelo menos duas semanas a desocupar a Reitoria após o recuo do governador Serra, o movimento continuou sendo fortemente criticado pelas lideranças científicas do País.

[editar] Estrutura

Cidade universitária Armando de Salles Oliveira, campus da USP na capital do Estado de São Paulo. Em destaque na foto, a Praça do Relógio
Cidade universitária Armando de Salles Oliveira, campus da USP na capital do Estado de São Paulo. Em destaque na foto, a Praça do Relógio

Atualmente a USP é formada por 36 unidades de pesquisa e ensino, 24 das quais se localizam em São Paulo, cidade que abriga também a reitoria, um centro de práticas esportivas (CEPEUSP, o maior da América Latina), 4 museus, 2 hospitais (HU e HRACF) , o Centro Universitário "Maria Antônia" e diversos órgãos especializados da universidade. Além disso, se vinculam ou a ela se subordinam, para fins de ensino, pesquisa e extensão, diversos outros órgãos públicos do estado. Recentemente, a USP expandiu-se para um novo local em São Paulo, o que ficou conhecido como USP Leste (a Cidade Universitária localiza-se na Zona Oeste do município), que iniciou suas atividades de graduação e extensão em 2002.

[editar] Organização

A USP, assim como a maior parte das universidades latino-americanas, corresponde à idéia de "universidade" como um conjunto de escolas, institutos e faculdades autônomas, cada um deles responsável por uma área do conhecimento (as já citadas 36 unidades de ensino, pesquisa e extensão). A USP, assim como a maioria das universidades brasileiras, confere autonomia a suas unidades de ensino, pesquisa e extensão no que concerne à organização didática e definição curricular de cada um dos cursos, o que resulta muitas vezes em uma considerada excessiva fragmentação do ensino e da pesquisa e da desconexão entre o conhecimento produzido em cada uma das unidades.

Cada unidade está dividida em departamentos. Um departamento normalmente é responsável por um dos cursos oferecidos pela unidade ou por uma linha de pesquisa específica. No caso de unidades com apenas um ou dois cursos, os departamentos não ficam responsáveis pela totalidade do curso, mas por uma parte dele. Devido à já citada fragmentação e descentralização da universidade, é comum ver departamentos com perfis semelhantes em unidades diferentes, o que gera críticas quanto à eficácia dos investimentos públicos e duplicação de esforços.

[editar] Números da universidade

São apresentados a seguir dados do Anuário Estatístico da USP - 2004 (relatório anual elaborado pela Reitoria sobre as atividades da Universidade). [15]

População

Em 2007 a USP possuía 80 445 estudantes: 45 758 alunos de graduação, 25 522 de pós-graduação (divididos em 12 984 alunos de mestrado e 12 728 de doutorado) e 3 545 na categoria de alunos especiais (cursando apenas uma ou mais disciplinas e não todo o curso). Cerca de 54% dos alunos são do sexo masculino e 46% do feminino. Estavam concluindo seus cursos 25 522 alunos. Serviam à universidade 15 000 funcionários e 5 000 professores (dos quais 4 455 dedicam-se à docência e à pesquisa em tempo integral e todos são doutores).

Bibliotecas

Distribuída entre as unidades da universidade, a biblioteca universitária da USP conta com um acervo de cerca de 7.052.084 unidades, entre livros, teses e periódicos[16]. Trata-se da maior biblioteca universitária do país.

[editar] Administração

A estrutura administrativa da USP tem na Reitoria o seu órgão central, assim como no Reitor a figura principal da Universidade. Subordinadas à Reitoria estão as quatro Pró-Reitorias, órgãos especializados em cada um dos campos de atuação da universidade:

  • Pró-Reitoria de Graduação (PRG)
  • Pró-Reitoria de Pós-Graduação (PRPG)
  • Pró-Reitoria de Pesquisa (PRP)
  • Pró-Reitoria de Cultura e Extensão (PRC)

Nos últimos anos tem se discutido a criação de uma Pró-Reitoria de Assistência Estudantil, assunto que segundo os críticos sempre foi considerado secundário para os dirigentes da Universidade.

[editar] Reitores

[editar] Graduação

A USP oferece atualmente 210 cursos de graduação, cada um deles subordinado a uma determinada unidade (com exceção de alguns cursos interunidades, por exemplo, o curso de Infomática Biomédica, que é oferecido pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto em conjunto com a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto). No primeiro semestre de 2004 foram oferecidas 3 225 disciplinas (a unidade básica de ensino na USP).

Os cursos de graduação são classificados pela FUVEST em três grandes áreas: os de humanidades, os de ciências biológicas e os de ciências exatas.

Ciências biológicas



Ciências exatas



Humanidades



[editar] Unidades universitárias

[editar] Unidades de ensino, pesquisa e extensão

Cidade Universitária Armando de Salles Oliveira. Em destaque, na imagem, os edifícios da FAUUSP e da FEAUSP.
Cidade Universitária Armando de Salles Oliveira. Em destaque, na imagem, os edifícios da FAUUSP e da FEAUSP.
Prédio da História e Geografia - FFLCH
Prédio da História e Geografia - FFLCH
Edifício do Biênio da Escola Politécnica
Edifício do Biênio da Escola Politécnica

[editar] Órgãos de integração

[editar] Unidades especializadas

[editar] Hospitais

[editar] Museus

[editar] Órgãos complementares

[editar] Unidades auxiliares

[editar] Orgãos de extensão

Museus

[editar] Autarquias vinculadas ou associadas à USP

[editar] Fundações ligadas à USP

[editar] Ver também

[editar] Referências

  1. Fonte: http://sistemas.usp.br/anuario/tabelas/T07_01.pdf
  2. Fonte: http://sistemas.usp.br/anuario/tabelas/T01_01.pdf
  3. http://www.renex.org.br/proreitores.php
  4. Fonte: [1]
  5. OGlobo.com
  6. http://guiadoestudante.abril.com.br/publicacoes/neopub_175299.shtml
  7. http://www.usp.br/jorusp/arquivo/2005/jusp726/pag03.htm
  8. http://www.usp.br/jorusp/arquivo/2007/jusp814/pag07.htm
  9. http://noticias.uol.com.br/educacao/ultnot/bbc/2007/11/08/ult3278u11.jhtm
  10. http://g1.globo.com/Noticias/Vestibular/0,,MUL40863-5604,00.html
  11. "Hoje não há risco para a autonomia universitária"
  12. Reitores criticam alunos e dizem que não há espaço para violência na USP
  13. Reitores divulgam comunicado sobre a autonomia
  14. AMORIM, Paulo Henrique; "SERRA QUER OS R$ 5,5 BI DOS REITORES" in Conversa afiada, sítio da internet
  15. Fonte: http://www.reitoria.usp.br/qualidade/pdf/por-2004.pdf
  16. http://sistemas.usp.br/anuario/tabelas/T05_01.pdf

[editar] Ligações externas

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