Universidade de Valência

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Universidade de Valência
Universidad de Valencia, Universitat de València-Estudi General
Logotip UV.PNG
UV
Fundação 1499-1502
Tipo de instituição pública
Localização Valência, Comunidade Valenciana,  Espanha
Funcionários 1 700
Docentes 3 500
Reitor(a) Esteban Morcillo Sánchez
Total de Estudantes 55 000 (2009-10)
Campus Blasco Ibáñez, Tarongers, Burjassot e Onteniente
Financiamento 370 394 429 (2010)
Página oficial www.uv.es
Reitoria
Faculades do polo de Tarongers.
Biblioteca de Ciências Eduard Boscà, no polo de Burjassot.

A Universidade de Valência (nome oficial em valenciano: Universitat de València-Estudi General) é uma universidade pública da Comunidade Valenciana, Espanha, que além da sede em Valência, tem polos em Burjassot e Onteniente. Fundada em 1499 com o nome de Estudi General, é uma das universidades mais importantes e antigas de Espanha. Atua na docência e na investigação em quase todos os campos do saber e figura entre as quatro melhores universidades de Espanha, as cem melhores da Europa e as duzentas melhores do mundo.[1] [2]

Além de dois polos em Valência (Blasco Ibáñez e Tarongers), um em Burjassot (Paterna) e outro em Onteniente, tem diversas extensões, delegações, centros, além de imóveis históricos, como por exemplo o edifício La Nau, o Jardim Botânico de Valência e o Palau de Cerveró, onde funciona o Instituto de História da Medicina e da Ciência López Piñero. É conhecida em Valência como a "universidade literária", para a distinguir da Universidade Politécnica de Valência, apesar de uma parte considerável da docência e investigação se desenvolva em áreas não literárias.

Em março de 2010 contava com aproximadamente 55 000 estudantes, o que faz dela a maior das sete universidades que fazem parte do sistema universitário da Comunidade Valenciana e a a sétima a nível de Espanha. Na mesma data tinha cerca de 3 500 docentes e investigadores e 1 700 funcionários nas áreas administrativas e de serviços.

A Universidade de Valência encontra-se entre as quatro melhores universidades espanholas em termos de investigação, desenvolvimento e inovação (I+D+i), contando com 18 institutos universitários de investigação, três deles em conjunto com o Conselho Superior de Investigações Científicas, a principal instituição pública de investigação de Espanha. Grande parte destes centros funcionam no Parque Científico da Universidade de Valência, onde também se encontram um ninho de empresas e diversas empresas de base tecnológica, algumas delas spin-offs da própria universidade.

História[editar | editar código-fonte]

Desde o século XIII que existem em Valência estabelecimentos de ensino superior, que até ao século XV estavam dispersos e a cargo de diversas entidades. Os Jurados de Valência[a] esforçaram-se por reunir todos esses estabelecimentos da cidade, tanto civis como ligados à Igreja, numa única entidade, o que viria a culminar na publicação em 1412 dos estatutos do Estudi General, antecessor da universidade propriamente dita. Esses estatutos foram aprovados pelo governo municipal e pelo bispo Hugo de Llupià.

As aulas começaram por funcionar em locais junto à Igreja de São Lourenço, mas a liberdade de educação consagrada nos forais de Valência permitiu a criação de escolas noutros locais. A unificação inicial só durou até 1416, mas serviu de base à futura criação da universidade.

Anos depois, a próspera sociedade valenciana do século XV, conhecido como o "Século de Ouro Valenciano", almejava a que os estudos da sua cidade alcançassem o estatuto de estudos universitários, o que levou o conselho municipal a retomar a tarefa de unificação. Do ponto de vista logístico, o conselho acordou a aquisição de casas e quintas para instalar o Estudo Geral, enquanto que em termos administrativos encarregou os Jurados de Valência de elaborar novos estatutos que previssem a concessão de títulos académicos de nível universitário. Em resultado disso, a 1 de abril de 1493 foi comprada a Isabel Saranyó uma casa com hortas e pátios que foi convertida na primeira sede da universidade, o atual Palau de La Nau. Os estatutos da universidade (Constituciones del Estudio General) foram publicados a 30 de abril de 1499.

Ficaram então apenas a faltar as licenças para que a universidade pudesse começar a funcionar. O Papa Alexandre VI, valenciano de nascimento, reconheceu a universidade numa bula pontifícia de 23 de abril de 1501, que autorizava o arcebispo a otorgar títulos de bacharel e doutor em nome da autoridade pontifícia. Um decreto de Fernando, o Católico datado de 2 de fevereiro de 1502 ratificou o carácter universitário. O Estudi General foi inaugurado oficialmente em 13 de outubro de 1502 com prerrogativas e distinções equivalentes às universidades de Roma, Bolonha, Salamanca e Lérida.

Notas

[a] ^ Os Jurados de Valência eram uma espécie de governo local do Reino de Valência local com origem medieval.

Referências

  1. Rank of Universities of Spain (em espanhol). Ranking Web of World universities 2010 (www.webometrics.info). Conselho Superior de Investigações Científicas. Página visitada em 2010-10-29. Cópia arquivada em 2010-10-29.
  2. Top 500 European Universities (em espanhol). Ranking Web of World universities 2010 (www.webometrics.info). Conselho Superior de Investigações Científicas. Página visitada em 2010-10-29. Cópia arquivada em 2010-10-29.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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