Urandi

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Município de Urandi
Vista de Urandi.jpg

Bandeira desconhecida
Brasão desconhecido
Bandeira desconhecida Brasão desconhecido
Hino
Aniversário 12 de outubro
Fundação 12 de outubro de 1918
Gentílico urandiense
Lema N.D.
Prefeito(a) Dorival Barbosa do Carmo (PP)
(2013–2016)
Localização
Localização de Urandi
Localização de Urandi na Bahia
Urandi está localizado em: Brasil
Urandi
Localização de Urandi no Brasil
14° 46' 15" S 42° 39' 18" O14° 46' 15" S 42° 39' 18" O
Unidade federativa  Bahia
Mesorregião Centro-Sul Baiano IBGE/2008 [1]
Microrregião Guanambi IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofes Sebastião Laranjeiras, Pindaí, Licínio de Almeida, Jacaraci, Espinosa (Minas Gerais)
Distância até a capital 755 km
Características geográficas
Área 895,926 km² [2]
População 16 499 hab. IBGE/2010[3]
Densidade 18,42 hab./km²
Altitude 637 m
Clima tropical Aw
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,598 baixo PNUD/2010 [4]
PIB R$ 65 905,174 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 4 047,73 IBGE/2008[5]
Página oficial

Urandi é um município brasileiro do estado da Bahia. Sua população estimada em 2006 era de 16.150 habitantes.

História[editar | editar código-fonte]

A ligação da Estrada de Ferro Central do Brasil, no norte do Estado de Minas Gerais, com a Viação Férrea Federal do Leste Brasileiro, na Bahia, empreendimento do Departamento Nacional de Estradas de Ferro (DNEF) no período 1948-1951, foi completada com a junção dos trilhos em Urandi e a construção do trecho ferroviário mais difícil, no passo montanhoso do Saco da Onça, entre Urandi e Licínio de Almeida, um feito notável para a engenharia da época. Segundo relata Ralph Mennucci Giesbrecht, o tráfego ferroviário entrou em decadência na década de 1970. Sobreveio o predomínio do Transporte rodoviário, ainda que por estradas precárias.

Como na maioria das cidades do interior da Bahia, as disputas político-eleitorais em Urandi são bastante acirradas. Desde 1998, quando foi implementada a possibilidade de reeleição para os cargos majoritários, a população urandiense jamais concedeu um mandato consecutivo ao prefeito.

Em que pese contar com um razoável comércio local e já com algumas indústrias, a base econômica da maior parte da população ainda permanece essencialmente agropecuária, com destaque para a produção de leite nas pequenas propriedades rurais e para a fruticultura nos perímetros irrigados do Projeto Estreito, os quais são abastecidos pela barragem do Estreito e pela da Cova da Mandioca, esta última sendo a maior barragem de concreto rolado do mundo, construída pela CODEVASF.

São prédios públicos que chamam a atenção na cidade o Hospital Municipal Padre Antônio Manoel da Rocha (inaugurado em 1994), o Centro Administrativo Municipal (inaugurado em 2001), o Colégio Municipal Luís Eduardo Magalhães (inaugurado em 2002) e o Mercado Municipal Antonino Ezequiel Públio (inaugurado no Natal de 2004).

Há em Urandi considerável abundância de águas que nascem nas serras do Município, em especial na região de Palmeiras, onde se encontra construída desde 2002 uma barragem que abastece tanto a cidade como grande parte da Zona Rural.


O topônimo Urandi, segundo registro do professor Gabriel Soares de Sousa em seu livro Notícias do Brasil, tem origem em um pássaro preto muito comum nas margens dos rios da região, às vezes chamado hoje guirandi, ao qual os indígenas entretanto chamavam de urandi. Teodoro Sampaio ensina que o nome urandi, em tupi, significa madeira negrecenta. Os primitivos habitantes da região eram os índios acroás.

A ocupação do território foi efetuada pelos portugueses que ali chegaram à procura de ouro e pedras preciosas, e se estabeleceram em fazendas. Grande parte da população atual tem origem na miscigenação do português com o negro escravo.

As primeiras habitações surgiram por volta de 1812, em um lugar privilegiado entre os rios Cachoeira e Raiz, na fazenda Santa Rita, de propriedade do cidadão português senhor Antônio Fernandes Baleeiro, que ali residia com seu irmão, o senhor José Fernandes Baleeiro e alguns escravos. Nessa época foi construída ali uma capela em invocação a Santo Antônio.

Numa área de de mais ou menos 10 hectares doada ao Santo Padroeiro pelo proprietário da fazenda teve início o povoamento com a construção das primeiras casas. O povoado começou a ser chamado de Duas Barras, por causa de sua localização entre dois rios.

A fartura de água contribuiu para o desenvolvimento do povoado, principalmente pela agricultura. Com o passar do tempo a localidade foi crescendo e, em 2 de maio de 1877, pela Lei Provincial nº 1732 foi elevada a freguesia, com o nome de Santa Rita das Duas Barras. Essa designação foi alterada para Santo Antônio de Duas Barras pela Resolução Provincial nº 1962, de 10 de junho de 1880.

Pela Lei Estadual nº. 1.276, de 10 de agosto de 1918, Duas Barras foi elevada a vila, com a denominação de Urandi.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Municípios limítrofes[editar | editar código-fonte]

Relevo[editar | editar código-fonte]

O relevo caracteriza-se pela presença do Pediplano Sertanejo, das superfícies dos Gerais e do Planalto do Espinhaço. O Pediplano Sertanejo situa-se a oeste da Região Sudoeste, e é uma superfície deprimida, cercada por relevos planálticos. Seu solo, predominantemente, é o podzólico vermelho-amarelo eutrófico, seguido do latossolo vermelho-amarelo distrófico e do latossolo vermelho-escuro. Existem pequenas manchas espaçadas de cambissolo eutrófico e até de solos litólicos eutróficos

Clima[editar | editar código-fonte]

Seu clima é basicamente semi-árido, ou seja, é um tropical quente de seca média e sua vegetação predominante é do tipo cerrado, com modificações locais nas zonas de maiores altitudes e nos vales onde há circulação perene de água. Nas grandes altitudes predomina os arbustos e nos vales irrigados aparecem as matas de galeria ou matas ciliares.

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

Rio Cabeceiras
  • Rio Cabeceiras

O rio Cabeceiras corta a cidade de Urandi

Rio Verde
  • Rio Verde

O rio Verde é que faz a divisa do estado da Bahia com o estado de Minas Gerais, e também divide os municípios de Urandi e Espinosa

Economia[editar | editar código-fonte]

Festas[editar | editar código-fonte]

As Festas tradicionais de Urandi são: • Festa de Reis (6 de janeiro); • Festa do Padroeiro do município (Santo Antônio) no dia 13 de junho; • Festa de São João (24 de junho), Festa junina; • Aniversário da cidade – dia 12 de outubro.

Filhos de Urandi[editar | editar código-fonte]

As principais personalidades da nossa cidade são:

Fred Dantas - é um músico baiano, filho de Urandi. Maestro e multi-instrumentista, trombonista, tem uma orquestra que leva seu nome. Formado em Etnomusicologia, Fred Dantas foi o responsável pelo magnífico trabalho de pesquisa e gravação musical do projeto "Bahia, Singular e Plural", promoção do Governo do Estado da Bahia, que retrata uma parte da cultura popular do interior do nosso estado.

Sebastião Santos Silva – É professor, poeta e pesquisador do município, graduado em Letras, especialista em Gestão Escolar. É hoje uma das maiores expressões da literatura local. Dedicou muito tempo para o estudo da cidade de Urandi, com o lema: Urandi! Não se mata um Passado, traz para o Presente, para estudar o Futuro

Lêda Selma – É baiana de Urandi, mas foi em Goiás que construiu sua vida e sua carreira poética. Licenciada em letras vernáculas pela Universidade Católica de Goiás e pós-graduada em lingüística pela UFG. É membro da Academia Goiana de Letras, da União Brasileira de Compositores.

Sálvio Spínola Fagundes Filho – é um ex-árbitro de futebol brasileiro, filho de Sálvio Spínola Fagundes. Ele apitou diversos jogos importantes tais como a final do torneio Rio-São Paulo de 2000,a final do Campeonato Paulista de 2000, a final do módulo amarelo da Copa João Havelange em 2000. Apitou a decisão do Campeonato Paulista de Futebol de 2003, semifinal do Campeonato Paulista de Futebol de 2009,apitou o segundo jogo da final da Copa do Brasil de 2011 e apitou a final da Copa América de 2011, entre Uruguai e Paraguai, além de 2 jogos da fase de grupos.

Geraldo David Camargo – Filho do ilustre casal Sr. Louro Camargo e D. Dóia. Atua como magistrado no estado Minas Gerais desde 1990. Passou por várias cidades mineiras dentre elas Itamarandiba, Brumadinho, Monte Carmelo e Sete Lagoas. Hoje atua na Vara Cível da Comarca de Belo Horizonte.

Prefeitos de urandi[editar | editar código-fonte]

1918 – 1919 – HENRIQUE
1920 – 1921 – MAJOR CRESCÊNCIO PEDRO RODRIGUES
1922 – 1923 – CORONEL OTÍLIO SOARES DE CARVALHO
1924 – 1925 – DR. LAURO FERNANDES BALEEIRO
1936 – MAJOR JOSÉ GUIMARÃES
1927 – MAJOR JOVINO ALVES DE CRVALHO
1928 – 1929 - MAJOR JOSÉ GUIMARÃES
1930 – CAPITÃO HUGOLINO PEREIRA RODRIGUES
1931 – 1932 – CORONEL TIBURTINO FERNANDES CANGUSSU
1933 – 1934 – CAPITÃO BELARMINO FERNANDES CANGUSSU
1935 – 1936 - OLEGÁRIO GUIMARÃES
1936 – 1936 - NAIR GUIMARÃES LACERDA
1937 - 1941 – OLEGÁRIO GUIMARÃES
1942 - 1945 – DELY JOSÉ FAGUNDES
1946 – 1947 – LUÍS GOMES
1948 – 1949 – JOSÉ FERREIRA SANTOS
1950 – 1951 – LUÍS GOMES
1952 – 1954 – JERÔNIMO BORGES
1955 – 1958 – JOAQUIM RIBEIRO
1959 – 1962 - LUÍS GOMES
1963 – 1964 – JESULINDO GUIMARÃES
1965 – 1966 – BENVINDO MUNIZ
1957 – 1970 – JOSÉ FERREIRA SANTOS
1971 – 1972 – DIÓGENES BALEEIRO
1973 – 1976 – SEBASTIÃO ALVES SANTANA
1977 – 1982 – ANTÔNIO GOMES BITONE
1983 – 1988 – SEBASTIÃO ALVES SANTANA
1989 – 1992 – GERALDO DIAS DE SANTANA
1993 – 1996 – ADONAI NINA ROCHA
1997 – 2000 – JOSÉ HUMBERTO CARVALHO ROCHA
2001 - 2004 – ADONAI NINA ROCHA
2005 – 2008 - JOSÉ HUMBERTO CARVALHO ROCHA
2009 – 2012 – JOSÉ CARDOSO DE OLIVEIRA
2013 - 2016 - DORIVAL BARBOSA DO CARMO

Fonte[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Visitado em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Visitado em 5 dez. 2010.
  3. Censo Populacional 2010 Censo Populacional 2010 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Visitado em 11 de dezembro de 2010.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil Atlas do Desenvolvimento Humano Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2010). Visitado em 25 de agosto de 2013.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Visitado em 11 dez. 2010.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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