Urbanismo

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Vista aérea de um subúrbio perto de Markham, Ontário, Canadá.

Urbanismo é uma disciplina, e atividade técnica relacionadas com o estudo, regulação, controle e planejamento da cidade [citar referência bibliográfica]. Sua definição, porém, varia de acordo com a época e lugar [citar referência bibliográfica]. No entanto, costuma-se diferenciá-lo da simples ação urbanizadora por parte do homem, de forma a que o urbanismo esteja associado à idéia de que as cidades são objetos a serem estudados, mais do que simplesmente trabalhados. Também, entretanto, não é uma disciplina que se confunde com ramos de outras ciências mais amplas (como a geografia urbana ou a sociologia urbana e o planejamento urbano.[citar referência bibliográfica].

O Urbanismo mostra-se, portanto, como uma ciência humana[citar referência bibliográfica], de caráter multidisciplinar, inserida no contexto de uma sociedade em processo de constante crescimento demográfico e respondendo a uma forte pressão de civilização e urbanidade, enfrentando suas demandas e problemas [citar referência bibliográfica]. Numa perspectiva simplista, o urbanismo é a ação de projetar e ordenar espaços construídos. No entanto, sob um ponto de vista amplo, o urbanismo pode ser entendido tanto como um conjunto de práticas e idéias. [citar referência bibliográfica] Portanto, apesar da matéria prima do urbanismo ser a arquitetura, o estudo do urbanismo dialoga com outras disciplinas tais como a ecologia, geologia, geografia e outras ciências. [citar referência bibliográfica]

A palavra deriva-se dos estudos do engenheiro catalão Ildefonso Cerdá, responsável pelo projeto de ampliação de Barcelona na década de 1850. Apesar de jamais ter usado o termo urbanismo, Cerdà cunhou o termo urbe para designar de modo geral os diferentes tipos de assentamento humano e o termo urbanização designando a ação sobre a urbe. Destes termos muito próximos surgirá o nome urbanismo no início do século XX. Cerdà publicou extensos estudos sobre as cidades de Barcelona e Madri, que versavam sobre os mais diversos aspectos da cidade indo desde questões técnicas (como a análise da rua e seus sistemas de infraestrutura) até questões teóricas e territoriais, (i.e.: como ligar as cidades em uma grande rede nacional?). Um compêndio expandido e revisado, a Teoria Geral da Urbanização, publicado em 1867, resulta de seus estudos anteriores e é a publicação mais notória de Cerdà. [citar referência bibliográfica].

Urbanismo no Brasil[editar | editar código-fonte]

No Brasil, o urbanismo só começou a ser efetivamente utilizado a partir do fim do século XIX, quando foi fundada a cidade de Belo Horizonte, cujo plano começou a ser elaborado em 1894, pelo engenheiro Aarão Reis, substituído depois por Francisco Bicalho. [citar referência bibliográfica]

Goiânia, construída para substituir como capital do Estado a antiga e colonial Vila Boa de Góias; foi fundada em 1933, obedecendo a plano do arquiteto Attilio Corrêa Lima, primeiro urbanista formado do Brasil, e alterado pelos irmãos, Coimbra Bueno a partir de 1935. [citar referência bibliográfica]

Brasília é o terceiro grande exemplo brasileiro de cidade projetada. O projeto da atual capital brasileira, escolhido por concurso nacional, é de autoria do arquiteto Lúcio Costa, cuja obra urbanística foi profundamente influenciada pelas idéias de Le Corbusier. [citar referência bibliográfica]

Planejamento urbano[editar | editar código-fonte]

Planejamento urbano é a disciplina técnico-científica e a profissão que lida com políticas públicas relacionadas a qualidade de vida dos habitantes de áreas urbanas, rurais no âmbito local, regional e internacional. Assim sendo, o planejamento urbano lida, simultaneamente, com o desenvolvimento socioeconômico e cultural, a mobilidade urbana, a infraestrutura de transporte e de saneamento básico, a política habitacional, a qualidade e o acesso aos espaços públicos, a proteção e conservação do meio-ambiente natural (tangível e intangível) e de áreas públicas verdes em meio urbano, a resolução de conflitos comunitários, a gerência e criação dos equipamentos urbanos, o desenvolvimento e implantação (logística) de serviços públicos e o controle do uso do solo, entre outras questões.[1]

Uma definição precisa do que seja o planejamento urbano necessariamente passa pelo trabalho de defini-lo, enquanto disciplina, em relação ao urbanismo. Tanto o planejamento urbano quanto o urbanismo são entendidos como o estudo do fenômeno urbano em sua dimensão espacial, mas diferem notadamente no tocante às formas de atuação no espaço urbano. Desta maneira, o urbanismo trabalha (historicamente) com o desenho urbano e o projeto das cidades, em termos genéricos, sem necessariamente considerar a cidade como agente dentro de um processo social interativo, enquanto que o planejamento urbano, além de agir diretamente do ordenamento físico das cidades, trabalha com os processos que a constroem (ainda que indiretamente, sempre atue no desenho das cidades).

O planejamento urbano é atividade, por excelência, multidisciplinar, enquanto que o urbanismo, ao longo da história, se tornou uma subdisciplina da Arquitetura. Porém, em alguns países, por exemplo, como no Brasil, os limites entre o planejamento urbano e o urbanismo são pouco claros na prática: intervenções urbanísticas na cidade são comumente tratadas como "obras de planejamento", enquanto que atividades típicas do planejamento (como a criação de um plano diretor), são eventualmente tratadas como "obras de urbanismo". Nos países do Norte, no entanto, a distinção entre Urbanismo e planejamento urbano é clara, sendo o urbanista o técnico responsável pelo licenciamento de obras a nível municipal e o planejador urbano, o profissional responsável pelas diretrizes de crescimento e desenvolvimento urbano e regional, incluindo a definição dos critérios a serem seguidos pelos urbanistas durante o processo de concessão de licenças de construção.

Desenho urbano[editar | editar código-fonte]

O desenho urbano é uma área do planejamento urbano ligada às soluções que envolvem os aspectos físicos do espaço urbano, dando forma e caracterização aos distintos usos deste espaço, bem como estabelecendo a articulação entre estes, levando também em conta o desenvolvimento das áreas ao longo do tempo.[2]

Urbanização[editar | editar código-fonte]

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Região Metropolitana de São Paulo, a maior do Brasil[3] [4] e sexta do mundo,[5] com cerca de 19,6 milhões de habitantes.
Variação de tecidos urbanos no Rio de Janeiro, segunda maior área metropolitana do Brasil, e terceira da América do Sul, com cerca de 11,8 milhões de habitantes.[3] [4]

Urbanização é o processo de migração de habitantes da zona rural (sítios, chácaras e etc.) para a zona urbana. Para que um país seja considerado urbanizado, a quantidade de pessoas que vivem na zona urbana deve ser maior a quantidade que vive na zona rural. [citar referência bibliográfica]

As cidades podem ser classificadas de acordo com seu tamanho, atividade econômica, importância regional entre outras características:

Municípios: no Brasil, são as menores divisões político-administrativas, todo município possui governo próprio, sua área de atuação compreende as zonas urbana e rural pertencentes ao município. [citar referência bibliográfica]

Cidade: é a sede do município, independente do número de habitantes que possa ter, as atividades econômicas nas cidades diferem das do campo, as atividades principais são centralizadas nos setor secundário (O setor secundário é o setor da economia que transforma produtos naturais produzidos pelo setor primário em produtos de consumo, ou em máquinas industriais/ produtos a serem utilizados por outros estabelecimentos do setor secundário) e terciário (o setor terciário no contexto da economia, envolve a comercialização de produtos em geral, e o oferecimento de serviços comerciais, pessoais ou comunitários, a terceiros). [citar referência bibliográfica]

Macrocefalia urbana: caracteriza-se pelo crescimento acelerado dos centros urbanos, principalmente nas metrópoles, provocando o processo de marginalização das pessoas que por falta de oportunidade e baixa renda residem em bairros que não possuem os serviços públicos básicos, e com isso enfatiza o desemprego, contribui para a formação de favelas, resultando na exclusão social de todas as formas. [citar referência bibliográfica]

Metrópoles: são as cidades que sediam regiões metropolitanas. Exemplo: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte. [citar referência bibliográfica]

Conurbações: é o fenômeno em que, devido ao crescimento da zona urbana de um município esta ultrapassa seus limites e assim se funde à zona urbana de municípios vizinhos. Exemplo: Rio de Janeiro ou São Paulo, com os respectivos municípios de suas regiões metropolitanas. [citar referência bibliográfica]

Regiões metropolitanas: É a união de dois ou mais municípios formando uma grande malha urbana, é comum nas cidades sedes de estados. Exemplo: Goiânia, Aparecida de Goiânia e cidades do entorno. [citar referência bibliográfica]

Megalópole: É a união de duas ou mais regiões metropolitanas. [citar referência bibliográfica]

Tecnopólos: ou cidades-ciência, são cidades onde estão presentes centros de pesquisas, universidades, centros de difusão de informações. Geralmente os tecnopólos estão alienados a universidades e indústrias.

Verticalização: é a transformação arquitetônica de uma cidade, ou seja, a mudança da forma horizontal das construções (ex: casas), para a verticalização (construção de prédios). [citar referência bibliográfica]

Segregação espacial: é o foco do poder público às regiões onde a parcela da população possui melhor poder aquisitivo, e omissão às regiões periféricas desprovidas dos serviços públicos. [citar referência bibliográfica]

Cidades formais: são cidades projetadas, que comportam rede de saneamento básico e ruas planejadas com suporte ao trânsito. [citar referência bibliográfica]

Cidades informais: são compostas pelas regiões onde não existem infra-estrutura suficiente. [citar referência bibliográfica]

Dia Mundial do Urbanismo[editar | editar código-fonte]

08 de novembro[editar | editar código-fonte]

Segundo importantes organismos profissionais dos urbanistas como a Associação Internacional dos Urbanistas (ISOCARP, sigla em inglês), Conselho Europeu dos Urbanistas (CEU), Associação Asiática das Escolas de Planejamento Urbano e Regional (APSA), Associação Norte Americana dos Planejadores Urbanos (APA). A data é comemorada desde 1949, como uma estratégia para promover a consciência, a sustentação, a promoção e a integração entre a comunidade e o Urbanismo, de forma participativa, em todos os níveis de governo. Então é uma ótima oportunidade para repensarmos, refletirmos melhor sobre o Urbanismo enquanto área do conhecimento e sobre as reais condições de vida da população das cidades brasileiras.

O Dia mundial do Urbanismo[editar | editar código-fonte]

O Dia Mundial do Urbanismo é comemorado em 08 de novembro. Esta comemoração acontece através de exposições, artigos, conferências, seminários, fóruns, etc. onde se discutem temas relacionados ao Urbanismo e à questão urbana. Esta data comemorativa foi decretada pela Organización Internacional Del dia Mundial del Urbanismo, fundada em 1949 , em Buenos Aires – Argentina, pelo professor Carlos Maria Della Paolera, da Universidade de Buenos Aires.

A iniciativa de se promover esta data para discutir o Urbanismo e os problemas urbanos se deu em razão de um clima de discussão teórica sobre o Urbanismo enquanto área do conhecimento e acerca das técnicas ou modelos que serviriam como princípios em todo o mundo, pois já aconteciam eventos de discussão como os CIAM´S – Congresso Internacional de Arquitetura Moderna, além dos CIRPAC e outros eventos na época que tinham este objetivo.

O símbolo, ou emblema, que representa este dia, foi desenhado pelo mesmo criador da data comemorativa em 1934, e simboliza uma trilogia de elementos naturais essenciais à vida humana : o sol (representado em amarelo), a vegetação (representada em verde) e o ar (em azul). Nota-se então uma preocupação com o equilíbrio entre o meio natural e o meio antrópico (urbanizado) nas grandes cidades, numa tentativa de se promover uma maior proporção de espaços livres (verdes), em harmonia com o ambiente construído.

No entanto, esta foi uma época em que se ressaltavam as premissas do Urbanismo Moderno, da cidade funcional, em que as atividades são divididas por zonas pré-definidas,sem a possibilidade de coexistência das mesmas, conforme é defendido na Carta de Atenas. A Carta de Atenas é resultado de um CIAM, que aconteceu nesta cidade grega, em 1933, coordenado pelo Arquiteto Le Corbusier, que ficou famoso por difundir estas idéias, como conjunto de princípios do Urbanismo, em várias partes do mundo.

Mais tarde estas idéias viriam a ser contestadas e discutidas no meio técnico-científico, pois não existiria um modelo pré-definido para intervir numa cidade e planejá-la nem funções rígidas (que não permitissem, de maneira alguma a coexistência de alguns usos do solo), apesar de a Carta de Atenas ser, até hoje, um referência fundamenta quanto à teoria do urbanismo. A Carta de Machu Picchu, resultado de um evento realizado no Peru, em 1977, por exemplo, é um documento que trouxe algumas críticas à Carta de Atenas.[6]

Formação do urbanista[editar | editar código-fonte]

A graduação em Arquitetura e Urbanismo no Brasil, estabelecida pelas Diretrizes Curriculares Nacionais (Resolucao CNE/CES/MEC nº 2, de 2010) e regulamentada pela Lei Federal 12.378, de 30 de Dezembro de 2010 é oferecida nas mais de 270 escolas e faculdades de Arquitetura e Urbanismo e contempla de forma ampla a formação deste profissional.

Na UNEB - Universidade do Estado da Bahia, existe o Curso de Bacharelado em Urbanismo, único do Brasil que forma especificamente urbanistas. O curso é reconhecido pelo Ministério da Educação, desde 2002.

Na UFABC - Universidade Federal do ABC, existe o Curso de de Bacharelado em Ordenamento do Território, que forma proficionais amplamente especializados em urbanismo, gestão ambiental e de recursos hídricos, e engenharia florestal. Sendo não tâo objetiva quanto a graduação da UNEB. Reconhecido pelo MEC desde 2006.

Na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro existe o Curso de Domínio Adicional em Estudos das Cidades; havendo também o Curso de Bacharelado em Arquitectura e Urbanismo. O curso é reconhecido pelo MEC desde 2007.

Na UFRJ, existem programas de pós-graduação distintos de Arquitetura e Urbanismo, o que também são raros, além da pós-graduação em Planejamento Urbano e Regional. Na UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul também existe curso de pós-graduação nos níveis de mestrado e doutorado em Planejamento Urbano e Regional (PROPUR).

A PUC-Campinas também oferece curso de pós-graduação na área, além da USP e UNICAMP.

O Curso de Urbanismo da UNEB[editar | editar código-fonte]

O primeiro e único curso de Urbanismo em nível de graduação do Brasil é oferecido pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB), uma instituição que vem se caracterizando por suas iniciativas pioneiras. Criado em 1995, o Curso de Urbanismo teve sua primeira turma iniciada em 1996 e é oferecido no Campus I – Salvador, no Departamento de Ciências Exatas e da Terra (DCET).

A iniciativa de criação do Curso de Urbanismo partiu do professor Ney Castro, sendo abraçada pela UNEB. Para chegar à definição da estrutura curricular, a Universidade realizou uma pesquisa a fim de caracterizar e identificar necessidades no campo do urbanismo, tendo como referência municípios do Estado da Bahia. Além disso, foram consultados profissionais de reconhecidos méritos no campo do urbano de diversas áreas (advogados, administradores, arquitetos, assistentes sociais, biólogos, economistas, engenheiros civis, engenheiros sanitaristas, engenheiros (ou arquitetos) de transportes, geógrafos e sociólogos), de modo a obter uma avaliação qualitativa da viabilidade do Curso de Urbanismo em questão. Os resultados ratificaram a importância e necessidade de um profissional urbanista, como propunha o projeto do curso.

A pesquisa supracitada revelou que o mercado de trabalho não era atendido pelos profissionais formados na época. Além disso, as escolas tradicionais de formação em arquitetura (que estariam formando urbanistas) centravam-se, sobretudo, nos aspectos físicos da cidade (desenho urbano). Todavia, a conjuntura política e urbana exigia profissionais diferenciados, com uma compreensão mais ampla da questão.

Assim, o Curso de Urbanismo:

[...] que levará à diplomação de cada um dos seus concluintes como “Urbanista”, encerra não uma rearrumação ou reunião de disciplinas e matérias, anteriormente desordenadas e dispersas, porque: primeiramente, rompe metodologicamente com uma forma tradicional de prática pedagógica e acadêmica, através do aprofundamento de um estudo teórico que se baseia no que há de comum em vários campos do conhecimento científico referentes ao urbano (BAHIA, 2001, p. 69).

A formação acadêmica e profissional que proporciona a compreensão articulada dos diversos setores integrantes do tecido urbano confere ao urbanista formado na UNEB uma postura diferenciada frente às problemáticas urbanas atuais. Desse modo, é fundamental entender a totalidade da cidade, de modo a evitar que as políticas públicas sejam feitas setorialmente e isoladas, como se transporte e habitação não estivessem diretamente relacionados, para citar apenas um exemplo.[7]

A Semana de Urbanismo - SEMUR[editar | editar código-fonte]

O Curso de Urbanismo da UNEB inicia suas atividades acadêmicas no primeiro semestre de 1996. Ao longo destes 18 (dezoito) anos, o Colegiado do Curso, os discentes, docentes e egressos, com apoio das instâncias da universidade, tem buscado gerar ações que, em diversas escalas, densidades e projeções, objetivam comemorar o Dia Mundial do Urbanismo, que acontece no dia 8 de novembro de cada ano.

O Dia Mundial do Urbanismo, segundo fontes de informação disponíveis, teria sua origem em 1949, embora haja registros que se remontam ao ano 1934. As duas referências estariam explicitando conjunturas importantes para a área, pois, por um lado, a Carta de Atenas, símbolo da consagração dos princípios do urbanismo moderno defendidos por Le Corbusier tem sua divulgação, após o IV Congresso Internacional de Arquitetura Moderna (CIAM), realizado em Atenas em 1933; por outro lado, sabe-se que após da Segunda Guerra Mundial, os desafios colocados pelo processo de reconstrução das cidades dos países europeus motivaram o surgimento de uma série de organismos e acordos entre os quais pode ter sido levantada a bandeira do urbanismo. 

Ainda, como uma referência local de importante projeção histórica, relacionada com a conjuntura de fortalecimento do Urbanismo Moderno, em Salvador tem destaque à realização da Semana de Urbanismo em outubro de 1935. As repercussões dessa conjuntura nos trabalhos do Escritório do Plano Urbanístico da Cidade de Salvador (EPUCS), liderado por Mario Leal Ferreira, tiveram sua materialização importante nas Avenidas de Vale com impacto até hoje na dinâmica urbana da cidade (COSTA, 2011). 

Nesse sentido, vale registrar que foi em 2001, como resultado da mobilização do então, Centro Acadêmico de Urbanismo, em articulação com o Colegiado do Curso e instâncias da Universidade que se estabelecem as bases para recuperar o histórico sentido da Semana de Urbanismo, como homenagem aos trabalhos desenvolvidos por Mario Leal Ferreira em 1934, e assimilação de um legado temático que dialoga e instiga diretamente a prática pedagógica e profissional do campo do urbanista.

Foi naquele ano de 2001 que se institucionaliza formalmente, e inclusive, começa a se contabilizar como Segunda Semana de Urbanismo (considerando a primeira em 1934), consagrando também a sigla: II SEMUR, cuja temática foi “Por Amor às Cidades”, o evento foi celebrado em novembro de 2001, e teve projeção nacional, tendo como convidados especialistas vinculados aos centros acadêmicos e de pesquisa de importantes instituições da área, assim como foi garantido o espaço para profissionais e representantes das associações locais relacionadas com a área. Nesse caso, também vale lembrar que o evento dessa SEMUR-2001 acontece após 4 (quatro) meses de aprovado como Lei Federal n. 10.257, o Estatuto das Cidades (em 10 de julho de 2001). De fato as temáticas e discussões desenvolvidas naquela ocasião, no anfiteatro da UNEB, garantiram um importante espaço de discussão à institucionalização do modelo de gestão democrática das cidades estabelecido pelo Estatuto.

Embora, após essa SEMUR-2001, no âmbito do curso, tenham-se realizado eventos e comemorações, de menor escala e projeção, pode-se dizer que só em 2006 volta-se recuperar a iniciativa, construindo de forma coletiva entre discentes, docentes e SBU a III-SEMUR, cuja temática foi o “Espaço Público em Questão”. 

No ano 2007, assimilando a experiência do formato anterior, foi realizada a IV SEMUR, colocando como tema central o “Plano Diretor em Questão”, e de igual forma foram realizadas atividades preliminares ao evento que tiveram como objetivo promover, divulgar e incentivar a discussão deste instrumento que estava em processo de revisão na Cidade de Salvador. 

Já, no ano de 2008, dando continuidade à temática do ano anterior, o título principal da V SEMUR faz uma indagação direta: Como Planejar as Cidades? Desta vez o evento é realizado no Teatro da UNEB, recém reinaugurado, e conta com a participação de especialistas convidados. 

Ainda, como uma iniciativa diferenciada, vale registrar a importância do Seminário: “Urbanismo em debate: formação, exercício profissional e desafios urbanos”, realizado no período de 10 a 12 de agosto de 2011, no Teatro da UNEB, com a participação de convidados nacionais e internacionais, assim como dos egressos, docentes e discentes, que tiveram envolvimento nas diversas atividades durante o desenvolvimento do evento. 

Com o intuito de ressaltar a importância para as cidades do profissional graduado em Urbanismo em 2012 foi realizada a VI SEMUR com o tema central Urbanista: Toda Cidade Precisa”. O evento aconteceu nas dependências da UNEB e contou com realização de mesas temáticas, oficinas, palestras e mini-cursos. Produção do espaço urbano, Infra-estrutura e Equipamentos Urbanos e Espaço público e ambiências foram alguns dos destaques durante a semana.

Já em 2013, na SEMUR2013, o tema “Cidade para Todos” foi lançado, onde questões sobre a segregação e a participação, nos seus mais diversos aspectos, constituíram-se como temas cruciais de discussão. Questões emergentes e emergenciais como o debate sobre a mobilidade e acessibilidade regional urbana, os movimentos sociais, participação e governança e, finalmente, como o profissional de Urbanismo pode trabalhar diante das diversas problemáticas que envolvem as cidades. 

Em geral, o formato adotado nas diversas Semanas de Urbanismo tem sido de mesas redondas com a participação de especialistas acadêmicos e gestores públicos, em paralelo têm-se desenvolvido cursos e oficinas diversificadas com a participação efetiva dos egressos.

Em 2014, esperamos a realização de mais uma SEMUR de sucesso. Agora, o tema central “Cidades no Futuro” nos remete a discutir questões como sustentabilidade, mobilidade e o protagonismo da sociedade na garantia de cidades mais justas.

Teóricos do urbanismo na história[editar | editar código-fonte]

Problemas urbanos[editar | editar código-fonte]

Ver: Categoria:Problemas urbanos

Associações/Ordens de urbanistas[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Universidade McGill What is urban planning?
  2. Universidade McGill What is Urban Design?
  3. a b Tabela 793 – População residente, em 1º de abril de 2007: Publicação Completa Sistema IBGE de Recuperação Automática (SIDRA) (14 de novembro de 2007). Página visitada em 30 de maio de 2008.
  4. a b Estimativas populacionais 2008 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de agosto de 2008). Página visitada em 1 de setembro de 2008.
  5. World Gazetteer – Welt: Ballungsräume. Página visitada em 10 de agosto de 2008.
  6. SBU Dia Mundial do Urbanismo
  7. SBU Urbanismo na UNEB

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

SANTOS. J.Lázaro.C.. Reflexões por um conceito contemporâneo de urbanismo. Malha Urbana - Revista Lusófona de Urbanismo. Nº03. Lisboa: ULHT, 2006. Disponível em: <http://revistas.ulusofona.pt/index.php/malhaurbana/article/view/87/56>

PENA, João Soares. Curso de Urbanismo da UNEB: transdisciplinaridade necessária. PPGAU-UFBA, 2011. Disponível em: <http://www.ppgau.ufba.br/urba11/ST3_CURSO_DE_URBANISMO_DA_UNEB-_TRANSDISCIPLINARIDADE_NECESSARIA.pdf>

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • ASCHER, François, "Los nuevos principios del urbanismo", Madrid, Alianza Editorial, SA, 2004
  • ASCHER, François, "Métapolis ou l'avenir des villes", Paris, Éditions Odile-Jacob, 1995
  • CHOAY, Françoise; O Urbanismo: Utopia e realidades de uma antologia; São Paulo: Editora Perspectiva, 2003, ISBN 85-273-0163-6
  • COSTA,Carlos Magno Miqueri. Direito Urbanístico Comparado - Planejamento Urbano - Das Constituições aos Tribunais Luso-Brasileiros. Editora Juruá. 2009. ISBN 978-85-362-2474-9
  • LE CORBUSIER; Planejamento urbano; São Paulo: Editora Perspectiva, 2004, ISBN 85-273-0212-8
  • HALL, Peter; Cidades do amanhã: uma história intelectual do planejamento e do projeto urbanos no século XX; Editora Perspectiva, 2004, ISBN 85-273-0276-4
  • RYKWERT, Joseph, "A sedução do lugar - A história e o futuro da cidade", S. Paulo, Martins Fontes, 2004
  • VÁSQUEZ, Carlos García, "Ciudad hojaldre - Visiones urbanas del siglo XXI"; Barcelona: Editoral Gustavo Gili, SA, 2004
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