Urgezes

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 Portugal Urgezes  
—  Freguesia  —
Igreja nova, dedicada a Santo Estêvão
Igreja nova, dedicada a Santo Estêvão
Bandeira de Urgezes
Bandeira
Brasão de armas de Urgezes
Brasão de armas
Localização no concelho de Guimarães
Localização no concelho de Guimarães
Urgezes está localizado em: Portugal Continental
Urgezes
Localização de Urgezes em Portugal
41° 25' 41" N 8° 17' 55" O
País  Portugal
Concelho GMR.png Guimarães
 - Tipo Junta de freguesia
Área
 - Total 3,31 km²
População (2011)
 - Total 5 259
    • Densidade 1 588,8/km2 
Gentílico: Colgesenses
Código postal 4810
Orago Santo Estêvão
Correio electrónico geral@freguesiaurgezes.com
Sítio freg-urgezes.pt

Urgezes, cuja ortografia é reclamada por alguns académicos como devendo ser Urgeses, é uma freguesia portuguesa do concelho de Guimarães[1] , com 3,31 km² de área[2] e 5 259 habitantes (2011)[3] . Densidade: 1 588,8 h/km².

Situada na zona sul de Guimarães, perto do alto da Penha, faz parte integrante da área urbana da cidade, ainda que tenha algumas características rurais em determinadas zonas, onde se pratica alguma agricultura de subsistência.

Demografia[editar | editar código-fonte]

Evolução da População  1864 / 2011; Variação da População  1864 / 2011; A População em 2001; A População em 2011;

Economia[editar | editar código-fonte]

A maior parte da população trabalha na indústria têxtil e confecções. O sector dos serviços e do comércio tem também alguma importância na economia. O desemprego é um dos principais problemas da população.

História[editar | editar código-fonte]

Documentos do Arquivo Municipal de Guimarães e da Sociedade Martins Sarmento indicam que o nome de Urgezes teria tido origem no apelido de alguns nobres residentes na região no início da nacionalidade portuguesa. Nas Inquirições de 1220, a terra é designada “de Sancho Stephano de Colgeses” (ou talvez Dolgezes), que em português actual seria algo como "Santo Estêvão de Colgeses"; nas Inquirições de 1250, o seu nome é “Ecclesia Sancti Stephani de Ulgeses”.

Em 1842, o professor Pereira Caldas recolheu várias "Descrições Paroquiais" que são testemunhos importantes para a caracterização do local no século XIX. O vigário de então, José Martins Gonçalves descrevia o local como estando em situação alta, saudável e vistosa. A igreja, segundo o mesmo autor, tinha começado a sua construção em 1828, terminando as obras em 1842, forrando-se e pintando-se o edifício. A residência paroquial, contígua à Igreja velha, já então referida, ainda é usada para fins assistenciais dirigidos à juventude. A igreja nova, ao lado da velha (junto à escola Básica Gil Vicente), foi inaugurada em 1975, pelo Arcebispo de Braga, D. Francisco Maria da Silva.

Infraestruturas[editar | editar código-fonte]

As estruturas viárias têm sido modificadas nos últimos anos e ainda estão a ocorrer muitas obras que fornecerão uma rede de estradas diferente da actual, principalmente com a passagem de um troço de auto-estrada, ainda em construção. O Centro de Saúde Professor Arnaldo Sampaio (pai de Jorge Sampaio), a renovação dos caminhos de ferro, de modo a receber a via larga; a nova estação de caminhos de ferro, bem como alguns complexos hoteleiros (Hotel Guimarães e Hotel Fundador), têm vindo a dar algum fôlego à freguesia. Contudo, subsistem alguns problemas, como a sobrelotação da Escola E B 2,3 Gil Vicente, que tem originado algum mal-estar entre diversos organismos.

Turismo[editar | editar código-fonte]

Fonte Santa de São Gualter.

Locais de interesse[editar | editar código-fonte]

Gastronomia[editar | editar código-fonte]

A gastronomia típica do Minho é representada com pratos como os rojões, as papas de sarrabulho, ou, nos doces, a aletria. Bebe-se vinho verde tinto e vinho verde branco, que devem ser sempre servidos frescos.

Colectividades[editar | editar código-fonte]

Pormenor da Fonte Santa de São Gualter, uma das bicas que merecem referência no brasão da freguesia.
  • Grupo Desportivo da Fonte Santa;
  • Grupo Desportivo e Recreativo “Os Amigos de Urgeses”.

Símbolos autárquicos[editar | editar código-fonte]

Estão representadas no brasão, três bicas (fontes) de ouro que representam várias fontes existentes na freguesia, algumas das quais têm reconhecido valor estético e histórico: a Fonte Santa de São Gualter, dos Remédios, da Parede, o Fontanário do Cruzeiro e o Tanque da Vaca Magra.

As três pedras de prata simbolizam o apedrejamento a que foi sujeito Santo Estêvão, protomártir e padroeiro da freguesia. Note-se que estas mesmas pedras costumam aparecer na iconografia habitual do santo, em torno da sua figura, mesmo que não se esteja a representar a cena do martírio.

A roda dentada de ouro simboliza a indústria que, desde sempre, se afirma como a principal actividade económica desta freguesia.

Referências

  1. Lei n.º 11-A/2013 (Reorganização administrativa do território das freguesias). Diário da República 1.ª Série, n.º 19, de 28 de janeiro. Página visitada em 2 de fevereiro de 2013..
  2. Carta Administrativa Oficial de Portugal CAOP 2013. IGP Instituto Geográfico Português. Página visitada em 27 de Março de 2014. "descarrega ficheiro zip/Excel"
  3. População residente, segundo a dimensão dos lugares, população isolada, embarcada, corpo diplomático e sexo, por idade (ano a ano) (em português). Instituto Nacional de Estatística. Arquivado do original em 4 de Dezembro de 2013. Página visitada em 9 de Março de 2014. "Informação no separador "Q601_Norte""

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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