Urubici

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Município de Urubici
Igreja no centro da cidade

Igreja no centro da cidade
Bandeira desconhecida
Brasão de Urubici
Bandeira desconhecida Brasão
Hino
Fundação 6 de dezembro de 1956 (58 anos)
Gentílico urubiciense
Prefeito(a) Fidelis Schappo (PSD)
(2013–2016)
Localização
Localização de Urubici
Localização de Urubici em Santa Catarina
Urubici está localizado em: Brasil
Urubici
Localização de Urubici no Brasil
28° 00' 54" S 49° 35' 31" O28° 00' 54" S 49° 35' 31" O
Unidade federativa  Santa Catarina
Mesorregião Serrana IBGE/2008 [1]
Microrregião Campos de Lages IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofes Bom Retiro, Rio Rufino, Urupema, São Joaquim, Bom Jardim da Serra, Orleans, Grão Pará, Rio Fortuna, Santa Rosa de Lima, Anitápolis
Distância até a capital 167 km
Características geográficas
Área 1 019,232 km² [2]
População 10 702 hab. Censo IBGE/2010[3]
Densidade 10,5 hab./km²
Altitude 915 m
Clima subtropical Cfb
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,785 alto PNUD/2000 [4]
PIB R$ 109 164,253 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 10 126,55 IBGE/2008[5]
Página oficial
Igreja Matriz
Termômetro no Morro da Igreja
Maçãs

Urubici é um município do estado de Santa Catarina, no Brasil. Localiza-se a uma latitude 28º00'54" sul e a uma longitude 49º35'30" oeste, estando a uma altitude de 915 metros. Sua população estimada em 2010 era de 10 702 habitantes. Possui uma área de 1019,1 km². No cume do Morro da Igreja (1 822 metros), o ponto mais alto habitado do sul do Brasil, localizado no município, foi registrada, extra-oficialmente, a temperatura mais baixa do país: −17,8°C, em 29 de junho de 1996. Urubici também é conhecida pelas suas diversas belezas naturais, estando incluída no Caminho das Neves.

Localizada no fértil Vale do Rio Canoas, Urubici, a Terra das Hortaliças, é o maior produtor de hortifrutigranjeiros de Santa Catarina. Também se destaca pelo cultivo de maçã, especialmente com a variedade gala, considerada a melhor de toda a região serrana. Outro aspecto importante é o cultivo de erva-mate, produto básico do tradicional chimarrão, e apreciado nos países do Mercosul. Com paisagens muitas vezes comparada à Europa, Urubici está situada no ponto mais elevado de Santa Catarina. Inúmeras as cascatas revelam o respeito que a população local tem por sua terra, percebido pela preservação desses locais de grande beleza. Um exemplo é a Cascata do Avencal, com água despencando em queda-livre a mais de 100 metros de altura.

Outro local de destaque é o Morro da Igreja, com 1 822 metros de altitude, que permite enxergar todo o Litoral Sul Catarinense [carece de fontes?]. Nesse morro, chama a atenção a Pedra Furada, uma verdadeira escultura natural em forma de janela, ligando formações rochosas a exuberantes e preservadas matas nativas. Outros atrativos turísticos são as inscrições rupestres dos tempos das cavernas, na Serra do Corvo Branco, a Gruta Nossa Senhora de Lourdes e a Igreja Matriz Nossa Senhora Mãe dos Homens.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

Existem várias hipóteses etimológicas para o topônimo "Urubici":

História[editar | editar código-fonte]

Por marcar a história de várias civilizações, Urubici exibe, até hoje, a passagem de seus primeiros habitantes. São sinais registrados em pedras há pelo menos 40 séculos, comparável às inscrições encontradas em alguns outros pontos do litoral catarinense. Segundo historiadores, o ano de 1711 é data base para Urubici, quando dom João V ordena que os jesuítas procurem minas e catequizem índios até o Rio Caçadores. Com essa missão, os padres José Mascarenhas e Luís de Albuquerque traçam marcos na região - marcos do Maranhão até Laguna, a considerada "região do ouro". O primeiro marco foi colocado no Morro Pelado (comando indígena), o segundo no Morro da Mala (onde moravam os padres) e o terceiro no Morro do Panelão (onde ficavam as tropas que carregariam o ouro). Conta-se que grande porção do ouro foi enterrada nas rochas pelos jesuítas. Os índios, na maioria tupi-guarani, foram catequizados em grupos e já eram remanescentes de outras regiões.

Conta-se que existem mapas em originais e cópias, nunca vistos. Urubici registrava um pinheiral espantoso, um "mar de pinheiros", e em outras regiões, não em todas, alguns banhados, com sumidouros de animais e pessoas não orientadas. Alguns índios já conheciam missionários e orientavam jesuítas pelas andanças. Padre Luís relata que, ao fincar uma grande cruz no dia 1º março, ela mergulhou no pântano, mais de um metro, sem nenhuma força. Em cada marco, foi plantada uma cruz jesuítica, com ramos amarrados na altura de Cristo. Nos anais do livro 12 Jesuítas no Estado de Santa Catarina (Biblioteca dos Jesuítas do Rio de Janeiro), além desse relatório, existe o seguinte:

Cquote1.svg Os jesuítas (que na opinião de muitos eram homens comuns com vestes de padres) levavam pessoas em cargueiros para acamparem e ficarem acampadas nas regiões por onde andavam. No planalto, acamparam doze homens com cavalos, fora os dois padres que comandavam a pesquisa. Balaios cheios de artefatos indígenas eram levados continuamente de volta à missão no Morro do Pelado de onde eram levados para o Rio. Com eles, ia um bugreiro, Samuel Kupll, que preparava o chão da missão e fazia o marco; Manuel Sampaio que era cuidador de tropas; os guapos que a cavalo iam pela região, com Liro Santo, Caetano Matoso e outros. Cquote2.svg

O município era habitado por índios xoclengues quando os primeiros colonizadores de origem europeia, vindos de Tubarão, São Joaquim e Bom Jesus, chegaram na região. Os novos habitantes logo expulsaram os índios, cujos vestígios ainda podem ser encontrados as e inscrições rupestres espalhadas por todo o território, convidando turistas e pesquisadores a visitarem a região. De 1903 a 1911, imigrantes agricultores e madeireiros fixam-se na região.[8]

Em 1924, sabendo da fertilidade no solo do vale do Rio Canoas, chegaram, à região, imigrantes italianos, alemães e letões, que tornaram, a agricultura e pecuária, as principais atividades econômicas da região.[9]

Geografia[editar | editar código-fonte]

As montanhas da Serra Catarinense, região com altitudes próximas aos 1 800 metros, registram as temperaturas mais baixas do Brasil. Foram os fazendeiros da região que criaram o turismo rural, adaptando suas fazendas centenárias para receber hóspedes. Os serranos encantam os visitantes com a hospitalidade calorosa, a comida farta e deliciosa e a oferta de atividades ao ar livre, como as cavalgadas, que rapidamente sintonizam o visitante com a natureza.

A Serra Catarinense é a região mais fria do Brasil, sendo o único lugar do país onde neva todos os anos, mesmo que por poucos dias, durante o inverno. A paisagem de araucárias, campos e taipas (muros de pedra basalto) cobre-se inteiramente de branco e até as águas das cachoeiras podem congelar. Cascata do Avencal é um ponto turístico da cidade, possui queda de água de cem metros, é bastante utilizada para a prática do rapel. Fazendas centenárias, a cultura gaúcha, a culinária campeira, cavalgadas e visões bucólicas de povoados rurais complementam o cenário da natureza agreste da Serra Catarinense.

O frio e a paisagem de pinheiros, vastos campos com gado pastando e grandes cânions são um cenário curioso e surpreendente num país majoritariamente tropical como o Brasil – mesmo no verão, a apenas 100 quilômetros do litoral, sente-se o clima de montanha. Cavalgar em paisagens montanhosas e depois descansar em frente ao fogo de chão, degustando a comida local, são programas típicos da Serra Catarinense.

Acessos[editar | editar código-fonte]

Acesso pelas rodovias SC-430 ligando o município à rodovia BR-282 em Bom Retiro. Pelo sul, há a SC-430, dando acesso a São Joaquim e Bom Jardim da Serra. Ao leste, a SC-439 desce a serra chegando ao município de Grão Pará, ligação com a BR-101 em Tubarão. A oeste, SC-439 levando ao município de Rio Rufino.

Bairros e Distritos[editar | editar código-fonte]

  • Águas Brancas
  • Baiano
  • Brasília
  • Canudo
  • Centro
  • Consolação
  • Feti
  • Santo Antônio
  • Santa Catarina
  • Santa Tereza
  • São José
  • São Pedro
  • Traçado
  • Vacas Gordas
  • Campestre
  • São Francisco
  • Rio do Engano
  • Rio dos Bugres
  • Rio Vacarianos

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Visitado em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Visitado em 5 dez. 2010.
  3. Censo Populacional 2010 Censo Populacional 2010 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Visitado em 11 de dezembro de 2010.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil Atlas do Desenvolvimento Humano Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Visitado em 11 de outubro de 2008.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Visitado em 11 dez. 2010.
  6. NAVARRO, E. A. Dicionário de tupi antigo: a língua indígena clássica do Brasil. São Paulo. Global. 2013. p. 605.
  7. NAVARRO, E. A. Dicionário de tupi antigo: a língua indígena clássica do Brasil. São Paulo. Global. 2013. p. 605.
  8. Que tal viajar? Disponível em http://www.quetalviajar.com/destinos-de-viagem/brasil/historia-de-urubici.htm. Acesso em 18 de março de 2014.
  9. Que tal viajar? Disponível em http://www.quetalviajar.com/destinos-de-viagem/brasil/historia-de-urubici.htm. Acesso em 18 de março de 2014.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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