Usina Hidrelétrica Engenheiro Sousa Dias

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Engenheiro Souza Dias - (Jupiá)
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Nome: Engenheiro Souza Dias - (Jupiá)
Capacidade: 1.551,2 MW
Barragem
- Altura 280 m
- Extensão 5.495 m
Área alagada: 330 km2
Localização: Três Lagoas / Mato Grosso do Sul, Castilho / São Paulo
Rio: Paraná
Período de construção: primeira metade da década de 1960-1974
Inauguração: {{{inauguração}}}
Proprietário: CESP

A Usina Hidrelétrica Engenheiro Sousa Dias está situada sobre o Rio Paraná, na intersecção com o rio Sucuriú, no ponto chamado Jupiá, entre as cidades de Três Lagoas (Mato Grosso do Sul) e Castilho (São Paulo). É a terceira maior usina hidrelétrica do Brasil.

A construção da Usina do Jupiá, como também é chamada, foi iniciada na primeira metade da década de 1960 pelo governador Adhemar Pereira de Barros, e finalizada no ano de 1974, utilizando tecnologia inteiramente brasileira. Apesar de ter sido um projeto desenvolvido durante a ditadura militar, período marcado por obras faraônicas, a Usina Hidrelétrica Engenheiro Sousa Dias é relativamente eficaz em termos da área alagada e da destruição ambiental causada e da eletricidade ali produzida. Entre as três maiores usinas hidrelétricas do Brasil, em termos de eficiência perde somente para a maior, a Usina hidrelétrica de Itaipu, e ultrapassa a Usina hidrelétrica de Ilha Solteira.

A usina possui 14 unidades geradoras (turbinas Kaplan), com potência instalada total de 1.551,2 MW. Tem, também, dois grupos turbina-gerador para serviço auxiliar, com potência instalada de 4.750 kW em cada grupo. Sua barragem tem 5.495 m de comprimento e seu reservatório tem 330 km². Além disso, a Usina hidrelétrica Engenheiro Sousa Dias tem a seu dispôr uma eclusa que permite a navegação do Rio Paraná, além da integração hidroviária com o Rio Tietê.

A Usina Hidrelétrica Engenheiro Sousa Dias encontra-se em conformidade com a Norma ISO 9001:2000.

Faz parte do Complexo de Urubupungá.

Vila dos Operadores[editar | editar código-fonte]

Com a finalidade de acelerar as obras, surgiu o projeto Vila dos Operadores, como era chamada na época, que alojava os operários responsáveis pelas construções como também suas famílias.

O projeto de residencial começou com a criação do Estatuto Formal, seguido de um contrato onde permitiam somente moradores que trabalhassem na CESP, tais como, engenheiros, mecânicos, eletricistas, técnicos e operadores da Usina. Foram construídas 227 casas divididas em 4 blocos. Por volta de 1964/65 deu-se início a algumas construções como: escola, pousada, pomar, supermercado, barbearia, correio, rodoviária, entre outras. A pousada alojava apenas os engenheiros estrangeiros (franceses e italianos).

Após 30 anos, a CESP em acordo com Mário Celso Lopes Empreendimentos, deu início ao projeto de privatização das casas da Vila dos Operadores. Passou-se a chamar Condomínio Jupiá Park e mais tarde, com a privatização das casas, Condomínio Residencial Encontro das Águas que conta com cerca de 133 famílias residentes.

Ver também[editar | editar código-fonte]