Usina Hidrelétrica São Luiz do Tapajós

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A Usina Hidrelétrica São Luiz do Tapajós é uma usina hidrelétrica em projeto no Rio Tapajós, no Pará. A previsão é de que a capacidade instalada da usina, quando concluída, seja de 6.133 MW, constituindo-se como a maior do Complexo do Tapajós[1] .

Caracteristicas[editar | editar código-fonte]

São Luiz do Tapajós foi concebida como uma usina-plataforma, conceito inspirado nas plataformas de exploração de petróleo em alto mar. Depois de pronta, o canteiro de obras deverá ser desmanchado, para o reflorestamento da região. Usinas-plataformas funcionam de forma mais automatizada e não são ligadas por estradas. O acesso dos funcionários terá que ser feito por helicóptero[2] .

O lago terá área de 722,25 km². A queda será de 35,9 metros, gerando 6.133 MW através de 31 turbinas Kaplan de 198 MW e duas de 109,2 MW. Produzirá 29.548,8 GW/ano[3] .

Sondagens da Eletrobras indicam a possibilidade de expandir a capacidade para 7.880 MW [4] . Para o primeiro leilão de energia, a ser realizado em 2014, está-se considerando uma capacidade instalada de 7.610 MW[5] .

Impacto ambiental[editar | editar código-fonte]

O projeto é alvo de críticas de ambientalistas, já que a construção da barragem deverá alagar uma área localizada em parques nacionais. Para contornar o problema, o governo federal editou uma Medida Provisória alterando os limites de diversas unidades de conservação na Amazônia. A medida foi aprovada pela Câmara dos Deputados em maio de 2012[6] .

Críticos da construção da usina afirmam que, mesmo com o projeto de usina-plataforma e o reflorestamento do entorno, a construção causará danos à biodiversidade, afetando as correntes migratórias de várias espécies de peixes ornamentais e desrtruindo ninhos de araras, buritis e outras aves[7] .

Cronograma[editar | editar código-fonte]

O Estudo de Viabilidade Técnica e Econômica (EVTE) foi entregue pelo Grupo de Estudos Tapajós, integrado pelas empresas Eletrobras, Eletronorte, GDF Suez, Cemig, Copel, Neoenergia, EDF, Endesa Brasil e Camargo Corrêa[8] , e coordenado pela primeira, à Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) no final de abril/2014.

Já o Estudo de Impacto Ambiental/Relatório de Impacto Ambiental (EIA-Rima), inicialmente previsto para conclusão em maio/2014, foi entregue ao IBAMA em agosto/2014.

Finalmente, a Avaliação Ambiental Integrada da Bacia do Tapajós foi divulgada em setembro/2014[9] [10] [11] .

Também em setembro/2014, foi marcado, para o dia 15/12/2014, o leilão da energia a ser gerada pela usina no período de 01/07/2020 e 31/12/2049. Essa energia será comercializada no chamado ambiente regulado[12] [nota 1] .


Notas[editar | editar código-fonte]

  1. Em outras palavras, para uso de consumidores "normais", não aqueles que adquirem energia no mercado livre. Os compradores, neste caso, são as concessionárias distribuidoras, que depois revenderão a energia para os consumidores finais.


Ligações externas[editar | editar código-fonte]


Referências


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