Usina Trapiche

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Usina Trapiche
Indústria Combustíveis e Alimentícia
Fundação 1887
Sede Sirinhaém,  Brasil
Locais  Brasil
Produtos Álcool e açúcar


Usina Trapiche, localizada no município de Sirinhaém, foi fundada em 1887, no antigo engenho Trapiche, de propriedade de Gaspar de Menezes Drummond, por José Maria Carneiro da Cunha que recebeu uma concessão do Estado para sua construção.

História[editar | editar código-fonte]

Em 1929, tendo como proprietária a firma Mendes Lima, possuía 15 propriedades agrícolas, 43 quilômetros de ferrovia, cinco locomotivas e 65 carros. Tinha capacidade para esmagar 300 toneladas de cana e fabricar 3.000 litros de álcool em 22 horas. O transporte da cana, do açúcar e do álcool era feito pela ferrovia própria e por barcaças.

Por volta de 1934, fundiu-se com a Usina Ubaquinha, também de propriedade do Grupo Mendes Lima, comandado por Manoel Batista da Silva. A fusão foi realizada na administração de Armando de Queiroz Monteiro, que era o diretor da área açucareira do Grupo.

Na safra de 1935/1936, a usina produziu cerca de 34.000 sacos de açúcar e na de 1955/1956 sua produção atingiu a marca dos 400.000 sacos.

Em 1944, Armando Monteiro deixou a direção da área açucareira do Grupo Mendes e Lima, comprando e assumindo o controle da Companhia Geral de Melhoramentos em Pernambuco, proprietária da Usina Cucaú.

No período de 1945 a 1962, quando morreu Manoel Batista da Silva, a usina passou por várias reformas e foi deixada como herança para sua filha Helena Batista da Silva Perez.

Em 1975, a usina foi comprada pelo Grupo Brennand, que reorganizou toda a área agrícola e sua unidade industrial, instalando também uma moderna refinaria, com capacidade de produção de 1.900.00 sacos de açúcar refinado.

Com geração de energia elétrica auxiliar própria (2.500kw), a Trapiche montou também uma destilaria com capacidade de produção de 200 a 300.000 litros/dia de álcool anidro, hidratado e neutro.

A usina dispõe de sistema habitacional, educacional e assistência médica para os seus empregados.

Fontes bibliográficas[editar | editar código-fonte]

ANDRADE, Manuel Correia de. História das usinas de açúcar de Pernambuco. Recife: FJN. Ed. Massangana, 1989. 114 p. (República, v.1)''' GONÇALVES & SILVA, O açúcar e o algodão em Pernambuco. Recife: [s.n.], 1929. 90 p.

MOURA, Severino. Senhores de engenho e usineiros, a nobreza de Pernambuco. Recife: Fiam, CEHM, Sindaçúcar, 1998. 320 p. (Tempo municipal, 17).