Usiminas

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Usiminas
Usinas Siderurgicas de Minas Gerais S.A
Tipo Empresa de capital aberto
Cotação BM&F Bovespa:USIM3, USIM5
BMAD: XUSIO, XUSI
Indústria Mineração, Siderúrgica
Fundação 25 de abril de 1956 (58 anos)
Sede Belo Horizonte, MG,  Brasil
Presidente Romel Erwin de Souza [1]
Empregados 46.069
Produtos Aço
Valor
de mercado
Baixa R$ 9,9 bilhões (Mar/2014)[2]
Lucro Aumento R$ 17,0 milhões (2013)
Faturamento Aumento R$ 11,3 bilhões (2013)[3]
Página oficial Página oficial
Sede da Usiminas em Belo Horizonte.

Usiminas é uma empresa do setor siderúrgico líder na produção e comercialização de aços planos laminados a frio e a quente, bobinas, placas e revestidos, destinados principalmente aos setores de bens de capital e de bens de consumo da linha branca, além da indústria automotiva. Foi fundada em 25 de abril de 1956 em Ipatinga, no que viria a ser o Vale do Aço, Minas Gerais. Sua constituição societária e legal foi elaborada nessa data por Gabriel Andrade Janot Pacheco e seu primeiro presidente foi o engenheiro Amaro Lanari Júnior. Em 1964 Ipatinga, a 220 km de Belo Horizonte, se emancipa de Ipatinga e a Usiminas passa a estar neste novo município. Sua sede administrativa encontra-se em Belo horizonte, em frente à Universidade Federal de Minas Gerais e ao lado do BH-TEC. O Sistema Usiminas destaca-se como o maior complexo siderúrgico de aços planos da América Latina e um dos 20 maiores do mundo. A Usiminas é a líder do Sistema, formado por empresas que atuam em siderurgia e em negócios onde o aço tem importância estratégica. Atualmente designa um pool de diversas empresas, estando empenhada com a transparência no relacionamento com o mercado de capitais.

História[editar | editar código-fonte]

Fundação[editar | editar código-fonte]

Na década de 50, um grupo de idealizadores conscientes de que a indústria siderúrgica seria essencial para o país e para o mundo, articulou um importante movimento para viabilizar a implantação da primeira grande usina de siderurgia de Minas Gerais.

Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais S.A. (USIMINAS) é uma das maiores siderúrgicas do Brasil, fundada em 25 de abril de 1956, em um cenário brasileiro de euforia e otimismo gerados pelo Plano de Desenvolvimento do governo Juscelino Kubitschek, no Horto de Nossa Senhora, atual Ipatinga.

Originalmente criada como uma empresa estatal com o apoio do capital e da tecnologia japonesa foi inaugurada em 1962 no então distrito de Ipatinga.

Em 1958, a Usiminas tornou-se uma joint venture, com a participação de capital estatal em parceria com acionistas japoneses, permitindo um novo estilo de gestão compartilhada - nos moldes da iniciativa privada. Com o aporte de capitais do Governo de Minas Gerais, do Governo Federal e do Japão, significou, na época, a realização do ideal mineiro e, ao mesmo tempo, foi ao encontro do desejo e da necessidade do Japão de demonstrar a presença e a marca de sua tecnologia no mundo ocidental.

No dia 26 de outubro de 1962, João Goulart inaugurou a Usina Intendente Câmara. Com uma tocha trazida de Ouro Preto simbolizando os inconfidentes mineiros, o Presidente da República acendeu o primeiro alto-forno da usina.

Algumas horas depois, iniciava-se a primeira corrida de gusa, ou seja, a primeira produção industrial da Usiminas. Dessa forma, foi dada a largada ao funcionamento de uma série de novas etapas e novas inaugurações.

Haviam recém-chegado de todo o país e do exterior, principalmente de japoneses para trabalharem na Usiminas, hoje dotada de grandes recursos humanos, tecnológicos e financeiros. Todavia, naquela época, a empresa possuía pouca estrutura e as condições humanas de trabalho eram precaríssimas. No decorrer do ano, 1963, a usina estava em formação e contratava várias pessoas para o seu crescimento. Mas os empregados contratados, em sua grande maioria, não eram dotados de experiência no ramo siderúrgico e não entendiam muito do assunto. Eram apenas mandados a fazer.

Os acidentes de trabalho eram trágicos e freqüentes, em sua maioria, vistos com naturalidade e frieza, podendo até serem comparados com as primeiras fábricas da I Revolução Industrial. Não havia adequada estrutura de prevenção a acidentes e primeiros socorros. A desqualificação profissional não era considerada, e o que importava à direção eram números de pessoas e as tarefas concluídas. As condições de trabalho, de alimentação, de moradia dos operários eram sub- humanas. Os alojamentos, refeitórios eram superlotados e de péssima qualidade.

Os canteiros de obras eram rodeados de caixotes, onde se vendiam todo tipo de quinquilharias e até bebidas alcoólicas.Brigas eram constantes entre os trabalhadores, muitas vezes levando-os à morte, sem quase nenhum conhecimento e importância por parte das autoridades e da maioria dos que ali lutavam. O centro de Ipatinga e os canteiros de obras da Usiminas se misturavam com o borbulhar de gente, a precária infra-estrutura na usina, a falta de assistência das autoridades em geral, levando os operários a exaustão.

Tudo isso gerava idéias de revolta, de greve, o que fugia completamente ao controle das empresas que os contratavam. Estas, em 07/10/1963 lançaram mão da autoridade policial e indiscriminadamente fizeram uso das metralhadoras e o caos mortífero se instalou no episódio que ficou conhecido como o Massacre de Ipatinga. Muitos dos que se safaram da morte, se esconderam em manilhas, buracos de obras, vagões das máquinas e nas florestas que rodeavam os canteiros das obras. O terror permaneceu por vários dias, pela falta de informações e medo. Até hoje há muita desinformação sobre os que desapareceram pela morte ou pela fuga.

Década de 70[editar | editar código-fonte]

Na década de 70, anos dourados para o país, era época do milagre brasileiro em que a economia se mostrava recuperada e em franco crescimento, reflexo das novas medidas adotadas pelo governo federal. À Usiminas coube desempenhar um papel fundamental neste processo, ficando responsável pelo fornecimento do insumo básico para a reativação da indústria pesada – naval, automobilística e de construção civil.

Em 1971, capacidade de produção alcançou 1 milhão de toneladas de aço ao ano. Isso garantiu sua passagem para três novas fases de expansão, capacitando-a, ao final da década, a produzir 3,5 milhões de toneladas anuais.

A equipe de empreendedores da usina trabalhava decididamente voltada para a expansão da produção de aço. Com passos firmes, avaliavam oportunidades e ameaças e, com a ousadia dos vencedores, fizeram da Usiminas a mola propulsora para o crescimento do Brasil.

Década de 80[editar | editar código-fonte]

Se nos anos 70 foi de muito crescimento, no início dos anos 80 o Brasil se recolhia. Palco de uma profunda recessão, o país enfrentou dívidas, inflação galopante, desemprego e queda do PIB, lançando um novo desafio à Usiminas: ajustar-se a esse conturbado quadro conjuntural.

Através de um gerenciamento inteligente e flexível, a Usiminas colocou em prática um rígido programa de economia interna. Por isso, foi executado um sério controle sobre os novos investimentos em função da manutenção de seu pessoal e melhor utilização de seus recursos físicos, financeiros e humanos.

E quando o período crítico chegou ao fim, abrindo novas perspectivas à indústria siderúrgica, a Usiminas, com sua economia normalizada, desenvolveu uma postura ágil e planejada, criando oportunidades para intensificar a busca por tecnologias mais avançadas e por maior grau de automação de suas unidades produtivas.

Privatização[editar | editar código-fonte]

Tornou-se a primeira estatal privatizada em 24 de outubro de 1991 pelo então presidente Fernando Collor de Mello. Apesar dos protestos ocorridos na época e da série de demissões após a privatização, o rompimento dos vínculos estatais representou para a empresa uma maior competitividade e produtividade, o que permitiu que já em 1994 fosse considerada pela revista Exame, especializada em negócios e administração, a melhor empresa do país.

Em um dos anos seguintes, uma das subsidiárias da USIMINAS do período estatizado, a UMSAUSIMEC - Usiminas Mecânica, também foi considerada pela mesma revista, a empresa do ano. A livre iniciativa marcou o início de novas etapas de expansão e desenvolvimento para a usina nos anos 90. Um plano de metas foi programado envolvendo investimentos da ordem de 2,1 bilhões de dólares - o maior volume já realizado por uma siderúrgica brasileira.

Os investimentos foram realizados visando a ampla otimização da produção, a atualização tecnológica e a proteção ambiental, fortalecendo a imagem da Usiminas como siderúrgica de ponta no segmento de aços nobres.

Em 1999, dentro do Plano de Otimização da Produção, com investimento de 852 milhões de dólares, a Usiminas destacou o desenvolvimento de dois projetos: a nova Linha de Tiras a Frio e criação da Unigal.

Com estes projetos, a Usiminas se capacitou para atender não só às necessidades de seus clientes com produtos de alta qualidade, como também a uma nova demanda da produção automobilística.

Com uma cultura organizacional sólida, comprometida com os acionistas e com a sociedade, a empresa busca, a todo momento, excelência operacional, visão de longo prazo e responsabilidade corporativa.

A Usiminas fechou a década com o Plano de Modernização e Atualização Tecnológica, visando a melhoria da qualidade, o enobrecimento do produto, a redução do custo e a manutenção da capacidade produtiva.
Nos anos de 2005 e 2006, a Usiminas, que ao longo de toda a sua trajetória investiu no aprimoramento da sua capacidade produtiva, no aumento da produtividade, na formação de parcerias estratégicas e na gestão do seu negócio - o aço, deixou de ser, apenas uma siderúrgica, tornando-se sinônimo de um sistema que atua em siderurgia e em negócios onde o aço está presente, dentro e fora do Brasil.

Reestruturação[editar | editar código-fonte]

Em 2008 a Usiminas deu início a um processo de reestruturação em seus processos administrativos e produtivos, alterando a sua organização e as formas de operação, além de mudanças nas estratégias. Em 2009 a empresa dispensou setecentos trabalhadores em função da queda nas atividades e passou a operar com cerca de 50% da capacidade. No mesmo ano foi lançada a nova logomarca da empresa que passou a ter ao lado do nome, um símbolo estilizado de uma panela de transporte de ferro gusa.[4] As empresas adquiridas pela companhia, como Cosipa e Zamprogna, passaram a funcionar sob nome Usiminas.[5]

Composição acionária[editar | editar código-fonte]

O Sistema Usiminas possui participações em diversas empresas tanto em empresas controladas quanto coligadas em setores estratégicos, como:

  • Logística: (Usifast, MRS Logística, Rios Unidos Transportes e os terminais portuários de Praia Mole-ES e Cubatão-SP);
  • Estamparia e bens de capital: (Usiminas Mecânica e Usiparts); e
  • Distribuição e serviços: Fasal, Rio Negro, Dufer, Usial, Usiroll e Unigal.
  • Mineração: JMendes, Somisa, Global/Camargos e Pau de Vinho.

Em maio de 2005 a Usiminas - lider do Sistema Usiminas concluiu a operação de fechamento de capital da Cosipa, que passou a ser sua subsidiária integral. Dessa forma ambas as empresas dividem uma única diretoria, aumentando o processo de integração, chegando a uma capacidade de produção estimada em cerca de 9,5 milhões de toneladas de aço/ano.

Ainda em 2005, a Usiminas anunciou sua participação, em conjunto com o grupo Techint, em uma grande empresa siderúrgica denominada Ternium, destinada a controlar as empresas Siderar (Argentina), Sidor (Venezuela) e Hylsamex (México). A nova empresa dispõe de capacidade instalada de 12 milhões de toneladas/ano e receitas de US$5 bilhões. Na operação, a siderúrgica mineira participa com suas ações na Siderar (5,3%) e na Sidor (16,6%, através do Consórcio Amazônia), além de um aporte adicional de US$100 milhões, representando uma participação inicial de cerca de 16% do capital total da Ternium.

Os principais acionistas do grupo são a Nippon Usiminas Co. Ltd. (19,4%), Caixa dos Empregados da Usiminas (13,2%), Votorantim (7,6%), Bradesco (2,6%) e Banco Real (1,9%), que compõem o bloco de controle, e a Companhia Vale do Rio Doce (23%) e a Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil – Previ (14,9%).

Empresas do Grupo Usiminas[editar | editar código-fonte]

Usiminas Mecânica[editar | editar código-fonte]

Produção de vagões de carga e implementos rodoviários.

Fundação São Francisco Xavier - FSFX[editar | editar código-fonte]

A Fundação São Francisco Xavier (FSFX) foi instituída pela Usiminas. Entidade Filantrópica de direito privado, a Fundação é comprometida com a busca permanente de excelência nos serviços que presta à comunidade do Vale do Aço e região nas áreas de saúde e educação.

A Fundação administra o Hospital Márcio Cunha (HMC), o Centro de Odontologia Integrada (COI), o Colégio São Francisco Xavier (CSFX), Centro de Oncologia e Radioterapia (COR) e a Operadora de Planos de Saúde (Saúde Usiminas - Antiga Usisaúde) que são referência nacional em qualidade.

Responsabilidade social, visão empreendedora e planejamento são os princípios básicos que norteiam a atuação da instituição, que é reconhecida pelo Conselho Nacional de Assistência Social do Ministério da Previdência e Assistência Social como uma Entidade Beneficente de Assistência Social.

Mineração Usiminas[editar | editar código-fonte]

Sociedade entre a Usiminas (70%) e a japonesa Sumitomo Corporation (30%).

Soluções Usiminas[editar | editar código-fonte]

Resultado da união das empresas Zamprogna, Rio Negro, Fasal e Dufer, mais as empresas Usicorte e Usial. Formando um total de 14 unidades fabris, a Soluções Usiminas foi criada com o objetivo de agregar valor ao aço. Atua nas áreas automotiva, agrícola, rodoviária, industrial, moveleira, entre outras. Seus principais produtos são blanks, chapas e tubos. Teve início de suas atividades em Janeiro de 2010.

Referências

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]