Uso da palavra americano(a)

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Mapa-múndi com a localização da América em destaque.
Mapa-mundi com a localização dos Estados Unidos da América em destaque.

A palavra americano/a em português pode significar:

A palavra é derivada de "América", um termo que denota o continente americano, e que também é usado como abreviação de Estados Unidos da América, de onde veio a segunda acepção[1] .

Uso como gentílico dos EUA[editar | editar código-fonte]

A palavra tem sido usada como gentílico dos Estados Unidos da América desde 1776, e é atualmente empregada pela ONU com esse sentido.

Nos países de língua inglesa, American é usado exclusivamente como gentílico dos EUA, a não ser que venha acompanhado de um modificador (como em Latin American). Além disso, America usualmente denota somente os Estados Unidos, sendo Americas reservado para denotar todo o continente (sendo que nos EUA a América costuma ser dividida em do Norte e do Sul). Cognatos de "americano" são usados como gentílico dos EUA na maioria dos outros idiomas, incluindo o francês, o russo e o alemão. (Neste último, também a palavra Amerika é usada da mesma maneira que em inglês.)

No espanhol, esse uso da palavra "americano" é por vezes questionado, tendo sido desaconselhado pela Real Academia Espanhola[2] .

Em português, críticos alegam a ambiguidade da palavra e preferem usá-la somente na sua acepção relativa ao continente americano, propondo termos alternativos para a referência específica aos Estados Unidos da América. Outros gentílicos ambíguos como mineiro ou sul-africano, não suscitam aos críticos a mesma controvérsia que americano.

Nos países lusófonos, grande parte da população (além das empresas de comunicação social como jornais, editoras, TV, etc.) usa americano ou norte-americano como gentílico dos Estados Unidos. O uso da palavra estadunidense, nos países lusófonos, está geralmente relacionado com manifestações de antiamericanismo.

Gentílicos alternativos[editar | editar código-fonte]

  • Norte-americano é utilizado tanto no Brasil quanto em Portugal para se referir aos cidadãos dos Estados Unidos, em alternativa a americano, assim como norteamericano em espanhol. Este termo também é constestado por alguns críticos alegando a sua imprecisão, nesse caso por seu uso paralelo para referir-se a cidadãos da América do Norte em geral (que inclui o México, Canadá e Groenlândia, além dos Estados Unidos da América). Em Portugal, esse termo é pouco utilizado na linguagem corrente, mas é o termo habitualmente utilizado pela imprensa.
  • Yankeeé um termo que originalmente era utilizado para designar os habitantes da Nova Inglaterra no nordeste do pais e que se popularizou na Guerra de Secessão de (1861-1865) quando foi utilizado pelos confederados para designar os unionistas
  • Estado-unidense é uma forma registrada em Portugal e no Brasil, sendo estadunidense uma variante usada apenas no Brasil. (Em espanhol grafa-se estadounidense.) O termo é usado por uma minoria dos jornalistas, enciclopédias e livros de Geografia brasileiros e não é utilizado na linguagem corrente, nem em Portugal, nem no Brasil.

Alguns defensores do termo americano consideram a recomendação do termo estadunidense ambígua, uma vez que a expressão Estados Unidos refere-se não ao nome em si do país, mas apenas à sua forma de organização político-administrativa, a partir da qual não são feitos os gentílicos dos demais países ou áreas geográficas. Repare-se mesmo que o padrão para nomes de países que tenham "Estados Unidos" no seu nome oficial — Estados Unidos Mexicanos, Estados Unidos do Brasil, e Estados Unidos da Colômbia — é a construção do gentílico com base apenas no último termo — resultando em mexicano, brasileiro, e colombiano, respectivamente — e não com base em "Estados Unidos", com a qual seriam todos igualmente estadunidenses.

Uma diferença é que os termos mexicano e colombiano não têm qualquer duplicidade de significado, ao contrário de americano. Contudo, os oponentes da recomendação do termo estadunidense alegam que essa duplicidade de significado existe em muitos mais casos um pouco por todo mundo, não tendo havido necessidade de se criarem novos gentílicos. A título de exemplo, repare-se que, por exemplo, sul-africano tanto pode designar um habitante da República da África do Sul como um habitante da região sul de África e europeu tanto pode ser alguém com cidadania da União Europeia como um habitante do continente europeu.

Ianque (Yankee, em inglês) também pode ser utilizado como gentílico, embora em inglês tenha sido historicamente utilizado para descrever somente cidadãos dos Estados Unidos originários da Nova Inglaterra. A palavra vem de "iank", corruptela de uma palavra de origem indígena para designar o homem branco. Na América Latina, ianque é comumente utilizado com conotação pejorativa ou jocosa.

Referências