Usuário:Cláudia Banegas

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INDRISOS


Como todos sabem, um soneto é composto de duas estrofes de quatro linhas e duas de três linhas. Entretanto, as possibilidades construtivas que ele oferece não terminam nele mesmo, portanto dele se originou o Indriso, que nada mais é do que um poema que é composto de dois tercetos e duas estrofes de verso único. Os quartetos do soneto passam a ser tercetos no indriso e os tercetos passam a ser estrofes de verso único no segundo. Exemplo gráfico:


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O primeiro foi desenvolvido em 2001, em Madrid, por Isidro Iturat, espanhol, nascido em Villanueva e la Geltrú, em 1973. Além de escritor, ele também é professor de literatura espanhola. Reside em São Paulo, Brasil, desde o ano de 2005. Estamos então, diante de um padrão novo, dotado de uma musicalidade característica. Ao longo do processo de desenvolvimento dos indrisos, Isidro pediu a opinião de diversos experts literários, que deram diversas opiniões. Vocês podem conhecê-las visitando o site: http://www.indrisos.com E atendendo ao convite de Isidro, o “Borboletando Poesia” participa também dessa empreitada.


<<Borboletar>>(*)

[primeiro indriso na língua portuguesa]


Borboletas coloridas, bailam em um vai e vem.

Soltas e leves, espalham energia.

Cada uma é única, peculiar.


Transformadas, mudadas,

metamorfoseadas, enfim.

Sem retorno, sem volta.


São a perfeita expressão da natureza.


São evoluídas; lagartas, nunca mais.



© Cláudia Banegas

<primeiro indriso em língua portuguesa>

Fonte: Blog "Borboletando Poesia"

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