VSB-30

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VSB-30
O VSB-30 sendo montado com módulo de carga util para missão cientifica
O VSB-30 sendo montado com módulo de carga util para missão cientifica
Função Foguete de Sondagem
Fabricante BrasilIAE/DCTA
País de origem Brasil Brasil
Tamanho
Altura 12,8 m
Diâmetro 0,577 m
Massa 2.657 kg
Níveis 2
Capacidade
Carga útil para LEO 407 kg (órbita de 255 km)
Estado Ativo
Locais de lançamento BrasilAlcântara
SuéciaKiruna
Lançamentos totais 4
Sucessos 4
Falhanços 0
Voo inaugural 23 de outubro de 2004
Primeiro nível
Motores 1 propulsor S-31
Propulsão Desconhecido
Tempo de queima Desconhecido
Combustível Sólido
Segundo nível
Motores 1 propulsor S-30
Propulsão Desconhecido
Tempo de queima Desconhecido
Combustível Sólido

O VSB-30 é um foguete espacial brasileiro.

Trata-se de um Foguete Sonda adaptado com um propulsor tipo booster (denominado S31, feito pelo IAE) no primeiro estágio, aumentando sua capacidade de apogeu e carga útil. O VSB-30 é um foguete de sondagem direcionado a realizar experimentos em ambientes microgravitacionais. Trata-se de um lançador de pequeno porte bi-estágio, estabilizado rotacionalmente. Não há torre de integração e o foguete decola por trilhos, e consegue superar o Mach 6 (seis vezes a velocidade do som).

Índice

[editar] História do VSB-30

O VSB-30 é resultado de uma parceria entre o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) e a Agência Espacial Alemã (DLR), que financiou parte do seu desenvolvimento. Desenvolvido pelo IAE para atender ao Programa Brasileiro de Microgravidade, coordenado pela AEB, e ao Programa Europeu de Microgravidade da Agência Espacial Européia (ESA), com o objetivo de substituir os foguetes britânicos Skylark, cuja produção está descontinuada.

[editar] Vôos

[editar] Resumo

# Veículo Data Local Resultado Observações
1 VSB-30 V1 23 de outubro de 2004 BrasilAlcântra - Brasil Sucesso
2 VSB-30 V2 1 de dezembro de 2005 Suécia Kiruna - Suécia Sucesso Em conjunto com a ESA
3 VSB-30 V3 11 de maio de 2006 Suécia Kiruna - Suécia Sucesso Em conjunto com a ESA
4 VSB-30 V4 19 de julho de 2007 BrasilAlcântra - Brasil Sucesso (Parcial)[1] Carga útil perdida [2]
5 VSB-30 V7[3] 12 de dezembro de 2010 Brasil Alcântra - Brasil Sucesso[4]

[editar] VSB-30 V01 - Qualificação no Brasil

Denominada: Operação Cajuana, realizada em 23 de outubro de 2004, cujo lançamento foi bem sucedido.

Através de equipes do Instituto de Aeronáutica e Espaço, do Centro Técnico Aeroespacial (CTA/IAE) e do Agência Espacial Alemã (DLR), foi lançado do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) o primeiro protótipo do veículo VSB-30, levando a bordo instrumentos destinados à realização de medidas de funcionamento do próprio veículo visando à sua qualificação para a realização de experimentos tecnológicos e científicos, sobretudo aqueles relacionados com o ambiente de microgravidade.

[editar] VSB-30 V02 - Qualificação na Europa

Primeiro foguete brasileiro qualificado pela Agência Espacial Européia, foi lançado exitosamente em 1 de dezembro de 2005, no Centro de Lançamento de Kiruna no campo de Esrange, Suécia.

Assim como o VSB-30 V01, o V02 foi desenvolvido pelo IAE de São José dos Campos em parceria com a Agência Espacial Alemã. O IAE/CTA foi responsável em fornecer e integrar os propulsores do veículo, e os alemães em fornecer a carga útil. Para tal foram enviados técnicos brasileiros (previsto no contrato) e o foguete desmontado à Suécia onde foi montado e acompanhado, até o fim da missão.

A equipe técnica foi composta de 16 especialistas, para montagem e testes finais do foguete. Tendo estes ainda que se adaptar às bem diferentes condições de trabalho. Além da estruturação diferente do campo de Esrange e temperaturas de até -30 graus, a competência destes profissionais se provou inegável.

Exatamente como programado, o VSB-30 V02 atingiu um apogeu de 263 km durante 6min37s de vôo, valendo ao Brasil a qualificação comercial do foguete. Os três experimentos alemães também tiveram êxito.

[editar] VSB-30 V03

O VSB-30 V03 foi lançado em 11 de maio de 2006 com sucesso, a partir do campo de Esrange, Suécia. Este lançamento como o V02 fazem parte do contrato firmado entre o CTA/AIE e a Agência Espacial Alemã, o qual prevê uma equipe brasileira para dar assistência à Agência Espacial Européia na integração e teste dos veículos durante os dois primeiros lançamentos realizados em solo europeu. A equipe se constitui de 13 especialistas nas áreas de: coordenação, integração e ensaios, redes elétricas, pirotecnia e garantia de qualidade.

O desempenho do vôo tido como perfeito, auferiu 5min30s de microgravidade e um apogeu de 239 km à carga útil. Os experimentos realizados na carga útil tiveram sucesso e foram recuperados com presteza por terem aterrissado na área prevista.

[editar] VSB-30 V04

A missão Cumã II com o VSB-30 V4 foi realizada em 19 de julho de 2007 na base de Alcântra, o lançamento foi efetuado com sucesso ás 12 horas e 13 minutos horário local [5].

Contudo, problemas no paraquedas e nos sistemas de flutuação e localização [6] [7] fizeram com que a carga útil com os experimentos se perdesse no mar.

Ainda assim, os resultados de algumas experiências foram obtidos via telemetria e o foguete VSB-30 V4 não mudou sua trajetória durante a missão, sendo considerado pelo CTA como Sucesso parcial da missão de qualificação [8]

[editar] Características do foguete VSB-30

O VSB-30 é um foguete de sondagem, de dois estágios, não-guiado, sendo estabilizado por empenas e lançado através de trilhos. No seu primeiro estágio, há um propulsor booster, chamado S31 e o segundo com um propulsor S30, de emprego também nos VS-30, VS-30/ORION e Sonda III. Ambos propulsores são alimentado com propelente sólido composite a base de polibutadieno hidroxilado e possuem envelopes-motores feitos em aço SAE 4140.

O VSB-30 exibe também: um jogo de três empenas em cada estágio dispostas, circunferencialmente, a 120 graus; um sistema de Indução de Rolamento (SIR), no módulo dianteiro do primeiro estágio, que utiliza três micro-propulsores a propelente sólido, idênticos aos do VLS-1 e designados por PIR (Propulsor Impulsor de Rolamento). Sistema este que tem por função induzir o foguete ao rolamento, na decolagem, a fim de diminuir as áreas de dispersão de impacto dos motores e da carga útil.

O foguete recebeu pouca contribuição internacional para o projeto, donde o Brasil desenvolveu tecnologia própria, adotando soluções de engenharia distintas daquelas adotadas na Europa e nos Estados Unidos, algumas até preferíveis.

A massa da carga útil influencia no apogeu e no período de microgravidade, podendo o valor nominal de 400kg variar.

[editar] Certificação

Em 16 de outubro de 2009 a Aeronáutica e o DCTA anunciaram a certificação do VSB-30, tornando-o apto para produção em série. Até o momento, as regras de produção, comercialização e de pagamento de royalties ainda serão definidas pela FAB. O VSB-30 é o primeiro foguete brasileiro a conseguir a certificação [9]

[editar] Futuro

O futuro do VSB-30 é promissor. Haja vista que sem o inglês Skylark, a Agência Espacial Europeia poderá se voltar para o VSB-30 para substituí-lo. Os europeus precisam de dois foguetes por ano, e o VSB-30 está praticamente sozinho para suprir essa demanda. Além do mercado nacional que deverá utilizar outros dois foguetes.

Com isso o VSB-30 pode se transformar em um produto de exportação brasileiro. No caso de haver encomendas, um possível acordo entre o IAE e indústrias brasileiras que já mostraram interesse, pode concretizar essa possibilidade de industrialização do foguete.

[editar] Referências

  1. Defesanet - Análise da Operação Cumã II
  2. Defesanet - Análise da Operação Cumã II
  3. http://www.fab.mil.br/portal/capa/index.php?mostra=6502
  4. G1, Foguete de médio porte é lançado em Alcântara, (12/12/2010 17h39 - Atualizado em 12/12/2010 18h21), http://g1.globo.com/brasil/noticia/2010/12/foguete-de-medio-porte-e-lancado-em-alcantara.html
  5. O Dia - Foguete brasileiro é lançado em Alcântara
  6. Defesanet - Análise da Operação Cumã II
  7. G1 - Carga de foguete brasileiro está perdida
  8. CTA: Operação Cumã II - Apresentação
  9. Folha Online - Foguete nacional ganha selo para produção em série

[editar] Ver também

[editar] Ligações externas


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