Valarin

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa

Na obra de Tolkien, o Valarin é a língua dos Ainur.

História Interna[editar | editar código-fonte]

Sendo os Ainur seres angelicais com a capacidade de se comunicar com o pensamento, os Valar (e presumivelmente os Maiar) não precisavam de uma língua falada, mas aparentemente o Valarin foi adotado quando os Valar assumiram formas físicas.
O Valarin era extremamente estranho aos ouvidos dos Elfos, às vezes ao ponto de ser francamente desagradável, e poucos dentre os Eldar aprenderam-na, adotando algumas das palavras Valarin em sua própria língua, o Quenya. Ao invés de os Elfos aprenderem o Valarin, os Valar aprenderam o Quenya, que usavam com os elfos, ou entre eles quando havia elfos por perto.
O Valarin parecia usar palavras bem longas, como por exemplo a palavra para Telperion, Ibrîniðilpathânezel, de oito sílabas. Os Vanyar adotaram mais palavras do Valarin em seu próprio dialeto do Quenya do que os Noldor, já que viviam mais perto dos Valar. Alguns dos nomes em élfico dos Valar, como Manwë, Ulmo e Oromë, são versões modificadas e encurtadas dos seus nomes em Valarin.
Ao menos uma palavra na Língua Negra, Nazg, que significa Anel, parece ter vindo do Valarin naškad, talvez porque Melkor era um dos Valar e Sauron um dos Maiar então ambos sabiam o Valarin.
O Valarin não tem relação com nenhuma das outras línguas da Terra-média porque junto com o continente de Aman a língua "saiu" de Arda, e à exceção de poucas palavras, principalmente nomes próprios, nada desta língua é conhecido. Antes disso, a única linguagem conhecida era a da Sinfonia dos Ainur, a mais pura de todas as formas de linguagem, já que ela própria era o pensamento.
Cada pensamento era uma existência dentro e fora de si mesmo, e por isso a Música era uma estrutura que se bastava. Eru só mostrou aos Ainur a Música numa forma diferente colocando uma nota final à sua canção: , O Mundo que É.

História Externa[editar | editar código-fonte]

Tolkien parece ter pensado por anos se dava ou não uma língua própria aos Ainur. Alguns de seus escritos indicam que eles não tinham idioma próprio, mas isso foi mudado posteriormente. O resultado parece ter causado mudanças de ideias e inconsistências.
Em versões antigas de O Silmarillion, e no Lhammas, o Valarin é subdividido em Oromëan, Aulëan e Melkian. Nessa concepção, todas as línguas élficas vieram do Oromëan, enquanto a língua dos Anões veio do Aulëan e a Língua Negra veio do Melkian. Essa ideia, no entanto, foi posteriormente excluída.

Ver Também[editar | editar código-fonte]