Vale do Silício brasileiro

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Vale do Silício Brasileiro é um termo comumente aplicado à regiões no Brasil que se destacam pela inovação tecnológica, uma analogia ao Vale do Silício, localizado na Califórnia, nos Estados Unidos. A expressão é geralmente empregada para se referir aos parques tecnológicos Porto Digital, no Recife, o Parque Tecnológico do Rio, no Rio de Janeiro, o Tecnopuc, em Porto Alegre, o Parque Tecnológico de São José dos Campos, o Sapiens Parque, em Florianópolis[1] e o polo tecnológico de Campinas, que conta com empresas de alta tecnologia e universidade, como a Universidade Estadual de Campinas.[2]

Cidades polos[editar | editar código-fonte]

Entrada do campus da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), no distrito de Barão Geraldo, em Campinas.

Campinas[editar | editar código-fonte]

Entrada do campus da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), na região norte de São Carlos.

A cidade de Campinas, em São Paulo, é conhecida como "Vale do Silício brasileiro" graças às empresas high tech, onde estão presentes unidades de 32 das 500 maiores empresas do mundo desse ramo, como a Samsung, IBM, Compaq e Hewlett-Packard (HP).[2]

Até a década de 1970, a região de Campinas tinha poucas indústrias e tinha uma economia baseada na agricultura e nos serviços e setores do comércio. Com a fundação da UNICAMP e da alta disponibilidade de investigadores de qualidade, engenheiros e estudantes focada em física, química, engenharia elétrica, ciências da computação, matemática, engenharia química, etc, uma série de empresas de alta tecnologia começaram a estabelecer as suas plantas industriais e laboratórios de P&D nas proximidades, como a IBM.

Gradativamente, o município de Campinas, e aqueles que a rodeiam começaram a promover ativamente o crescimento desta nova área, e fundou os parques CIATEC I e II (Companhia de Desenvolvimento do Pólo de Alta Tecnologia de Campinas), zonas industriais que foram estabelecidas em torno do campus universitário, no subdistrito de Barão Geraldo. O Centro de Pesquisa e Desenvolvimento (CPqD), criado pela Telebrás, uma holding estatal para o setor de telecomunicações no Brasil, que havia crescido enormemente sob a égide da ditadura militar, foi o segundo impulso de Campinas na direção de ser um Vale do Silício. Uma lei foi aprovada pelo governo federal, protegendo a tecnologia brasileira contra as importações, e isso resultou em um maior crescimento, juntamente com pesquisadores da Unicamp, uma série de desenvolvimentos pioneiros ocorreram nas novas áreas de laser, fibra óptica, telefonia digital, tecnologia de computadores, de desenvolvimento de software. Além disso, a estatal Petrobrás, gigante do petróleo estava começando a desenvolver um programa de longo alcance de exploração de petróleo com o objetivo de tornar o Brasil independente da importação de petróleo: a política também passou pelos militares, por razões estratégicas e econômicas (o choque do petróleo havia afetado profundamente o país), e a Unicamp foi uma das universidades líderes em pesquisa a participar. A este respeito, a filosofia aberta da Unicamp de colaboração com o setor privado (inédito no Brasil, até esse momento), estabelecida por seu fundador visionário e primeiro reitor, Dr. Zeferino Vaz, preparou o caminho para uma sinergia única entre a indústria e a universidade.

Em 2003, foi fundada a Inova, Agência de Inovação da Unicamp, que tem como missão "identificar oportunidades e promover atividades de estímulo à inovação e ao empreendedorismo". A partir de sua criação, os pesquisadores da Unicamp passaram a ter treinamentos, consultoria especializada e forte estímulo à submissão de pedidos de patente. Além disso, a Inova também promove competições entre estudantes visando despertar o interesse pelo empreendedorismo e é responsável pelo oferecimento de disciplinas dentro da universidade que permitem os alunos conhecerem esta opção de carreira.

A criação da Inova fez florescer o ecossistema empreendedor dentro da Unicamp, com reflexos em toda a região de Campinas. Grandes empresas "filhas da Unicamp" como CI&T e Móvile passaram também a contribuir com "know-how" para a formação desse ecossistema. Essa iniciativa foi materializada, por exemplo, na criação da rede dos ex-alunos empreendedores da Unicamp, a Unicamp Ventures (criada em 2005), e da criação da aceleradora de "start-ups" Inova Ventures Participações (IVP).

Ao poucos os próprios alunos de graduação da Unicamp começam a formar uma forte comunidade empreendedora que frequentemente promove eventos e palestras de capacitação sobre o tema, como é o caso da Liga Empreendedora[3] .

Finalmente, a própria administração municipal de Campinas vem atentando para a vocação da cidade. Em setembro de 2014 foi anunciada uma lei sem data de expiração que visa dar incentivos fiscais para que empresas de tecnologia e logística se instalem na cidade e facilitar a vida de empreendedores.[4]

São Carlos[editar | editar código-fonte]

A cidade de São Carlos, é conhecida como "Capital Nacional da Tecnologia" , graças às empresas high tech, onde a partir da década de 1990, a região Central do estado tinha poucas indústrias e tinha uma economia baseada na agricultura e nos serviços e setores do comércio.[5]

Com a criação do polo e os investimentos em pesquisas nas duas universidades locais (Universidade de São Paulo, Universidade Federal de São Carlos), contribuindo assim para ser a cidade onde há mais doutores per capita por habitantes (terra do doutor-empreendedor)[6] ; com engenheiros e estudantes focada em física, engenharia química, engenharia aeronáutica, ciências da computação, matemática, engenharia mecânica, etc, atualmente com mais duzentas empresas de alta tecnologia a estabelecer as suas plantas na região. Também há o alto investimento do governo federal em pesquisas para o pré-sal[7] . O ParqTec o órgão gestor do Pólo de Alta Tecnologia de São Carlos, com o Science Park of High Technology at São Carlos/Brazil.[8]

São Paulo[editar | editar código-fonte]

Os bairros de Vila Olímpia, Itaim Bibi e Brooklin Novo, localizados na Zona Sul da cidade de São Paulo, também se destaca entre as regiões high tech do país, concentrando sedes e filiais de grandes empresas globais do ramo.[9]

Outros[editar | editar código-fonte]

A região do Vale do Paraíba, Santos e a cidade Ribeirão Preto, todas no interior de São Paulo, também são reconhecidas nesse quesito.[carece de fontes?]

O estado de Santa Catarina também é conhecido como polo da informação. A cidade de Blumenau é conhecida como Vale do software; Florianópolis, Joinville e Jaraguá do Sul são centros tecnológicos consolidados. As cidades juntas, contam com 1,5 mil empresas de software e se destaca por sediar cerca de 20% das empresas de software do Brasil.[10]

Ver também[editar | editar código-fonte]

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Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]