Valid

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Valid S/A
American-bank-note-building.JPG
Tipo Sociedade anônima
Cotação BM&F Bovespa: [1]
Indústria setores de meios de pagamento, sistemas de identificação e telecomunicações.
Fundação 1821
Sede Rio de Janeiro, Brasil
Produtos cartões e afins, documentos de segurança.
Página oficial www.valid.com.br

A Valid é uma empresa de origem britânica e forte influência norte-americana e, atualmente, de capital pulverizado. Seu ramo de produção é a fabricação e o desenvolvimento de tecnologia de meios de pagamento, como cartões e pagamento móvel, incluindo identificação, como impressão de carteiras de motorista. Em sua origem, o foco da companhia era a impressão de talões de cheque e traveller checks, sendo uma das maiores em todo o mundo nesse ramo de atuação.

Histórico[editar | editar código-fonte]

Robert Scot, o primeiro gravador oficial da antiga E.U. Mint, fundou a empresa que acabaria por se transformar na firma oficial de gravuras e impressões de papéis fiduciários dos Estados Unidos, a American Bank Note Company (ABNCo).

Fundada em 1795 como Murray, Draper, Fairham & Company, a empresa prosperou com a expansão populacional dos Estados Unidos, seus mercados e suas instituições financeiras. Os produtos que produziam gozavam de qualidade superior aos demais, e baseavam-se em ações, títulos, certificados e papel-moeda para os muitos bancos do sistema financeiro americano, selos postais (de 1847 a 1894) e toda uma variedade de outros itens.

Após o pânico de 1857, sete dos estados com maior produção monetária se uniram para formar a American Bank Note Company, em 29 de abril de 1858. A nova empresa instalou-se em sua nova sede em Nova York. Menos de dois anos depois, os bancos independentes impressores de dinheiro que não aderiram à ABNCo, fundiram para formar a National Bank Note Company.

Por estar perto da bolsa de valores, corretoras e bancos, a ABNCo estabeleceu a sua sede na cidade de Nova Iorque, no Merchants Exchange Building, 55 Wall Street. A empresa mudou-se para 142 Broadway (na esquina da Liberty Street), em 1867, e novamente para outra nova instalação em 78-86 Trinity Place, em 1882.

O primeiro papel moeda foi divulgado pelo Treasury Department na seqüência da eclosão da Guerra Civil. O Congresso aprovara a emissão de US$ 60 milhões em “Demand Notes”, em 17 de julho e 5 de agosto de 1861. Nos termos do contrato com o governo, o dinheiro foi produzido pela ABNCo e National Bank Note Co. Um total de 7,25 milhões de notas foi produzido em denominações de US$ 5, US$ 10, e US$ 20, que ficaram conhecidas por “greenbacks” devido à sua cor verde característica. Em um determinado momento, American e National produziram juntas o dinheiro do país.

Após a primeira produção de dólares, a Casa da Moeda americana passou a procurar novas fontes de demanda por seus serviços. Ainda no final do século XIX, a empresa passou a produzir itens de alta segurança para governos de 48 países.

Em 1879, houve uma nova reestruturação da indústria de impressão de segurança. A American absorveu (adquiriu) as empresas National Bank Note e Continental Bank Note.

Em 1887, a ABNCo venceu o segundo contrato de quatro anos para produzir os Postal Notes para o E.U. Post Office (empresa de correios americana). A New York's Homer Lee Bank Note Company produziu grande parte dos Postal Notes durante o primeiro período contratual. A American atribuiu a Thomas F. Morris, seu Designer Chefe, a tarefa de voltar a conceber os produtos para os serviços postais. O papel especial para esse contrato, bem como para todos os serviços postais e de um grande número de documentos oficiais do país, foi produzido pela Crane and Company of Dalton, Massachusetts.

Em 1891 a ABNCo começou a produzir uma nova forma de dinheiro, para um cliente antigo e fiel: os traveller's check (ou cheques de viagem), para a American Express. Somente no primeiro ano dos cheques, a American Express vendeu US$ 9.120, um retorno de 100% do investimento realizado. Durante o ano 2000, as vendas da American Express, em traveller's check, totalizaram quase US$ 24,6 bilhões.

Em 1894, a ABNCo firmou o contrato definitivo para a impressão dos selos americanos. Os seus mais populares selos eram aqueles de US$0,01 a US$5, série comemorativa da Columbian Exposition, em Chicago, 1892-93. Em 1º de Julho de 1894, a American produziu um carimbo para servir às operações legais onde os selos ainda não estavam prontos.

Em 2010, a empresa de capital estrangeiro pulverizado, passa a ter a denominação no mercado de ações e no mercado consumidor de "Valid".

Valid no Brasil[editar | editar código-fonte]

A Valid (ex-ABnote) passou por uma série de transformações financeiras, sendo atualmente parte da Companhia Valid. Atua em muitos países, tais como Argentina, Austrália, Brasil e França, produzindo uma grande variedade de seguros, notas e moedas de dinheiro, cartões de crédito, passaportes, carteiras de motorista, e até cartões telefônicos de alta tecnologia.

Dentre seus investimentos no Brasil, está a fábrica em Sorocaba, no interior de São Paulo. Com investimentos de R$ 30 milhões e uma área total de 53.904 metros quadrados, a unidade emprega aproximadamente 870 pessoas, com capacidade produtiva de 5 milhões/mês de cartões plásticos, 40 milhões/mês de cartões telefônicos e 1500 toneladas de papel por mês. As outras fábricas da Valid na América Latina estão no Rio de Janeiro (RJ), Erechim (RS), Pinhais (PR), Barueri e São Bernardo do Campo (SP), e em Buenos Aires, na Argentina.

A empresa atua no país desde 1957. Possui representações em 17 Estados e no Distrito Federal, emprega cerca de 4.400 colaboradores e está dividida em três grandes áreas: cartões, sistemas de identificação e serviços gráficos. Em 2008, a receita líquida atingiu R$ 678,7 milhões, 49,6% superior à de 2007 (R$ 462,1 milhões).

Atualmente investe em um novo segmento de mercado, a certificação digital. A previsão para a comercialização dos primeiros certificados digitais é prevista para o fim de 2011, abrindo concorrencia direta com líderes como Certisign e Serasa.

Evolução histórica no Brasil[editar | editar código-fonte]

  • 1957: Início das operações no Brasil com o nome Thomas De La Rue.
  • 1993: American Banknote adquire a Thomas De La Rue.
  • 1995: Aquisição da Gráfica do Bradesco.
  • 1996: Aquisição da Gráfica do Unibanco.
  • 1997: Aquisição da Gráfica do Itaú.
  • 1998: Aquisição da Menno Cartões.
  • 2005: Aquisição da CSM.
  • 2006: Aquisição da Trust e IPO.
  • 2007: Aquisição da Transtex.
  • 2008: Aquisição da Interprint.
  • 2009: American Banknote vende participação remanescente (100% free float).
  • 2010: Aquisição da Microeletrônica Espanhola e aquisição da M4U.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências[editar | editar código-fonte]

  • ABnote investe R$ 30 milhões em Sorocaba by www.relatoriobancario.com.br
  • Antecedents of the American Bank Note Company of 1858 by Foster Wild Rice
  • The Story of the American Bank Note Company by William H. Griffiths
  • America’s Money America’s Story by Richard Doty
  • The Comprehensive Catalog of U.S. Paper Money by Gene Hessler

Ligações externas[editar | editar código-fonte]