Vanuatu

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Riplabik blong Vanuatu
Republic of Vanuatu
République de Vanuatu

República de Vanuatu
Bandeira de Vanuatu
Brasão de Armas de Vanuatu
Bandeira Brasão
Lema: "Long God Yumi Stanap"
Hino nacional: Yumi, Yumi, Yumi
Gentílico: vanuatuano(a)[carece de fontes?]
vanuatuense[1] [2]

Localização do; de Vanuatu

Capital Port Vila
17° 45' S 168° 18' E
Cidade mais populosa Port Vila
Língua oficial Bislama
inglês
francês
Governo República parlamentarista
 - Presidente Iolu Abil
 - Primeiro-ministro Joe Natuman
Independência da França 
 - Data 30 de julho de 1980 
 - Constituição 30 de julho de 1980 
Área  
 - Total 12 189 km² (157.º)
 - Água (%) Insignificante
População  
 - Estimativa de 2007 208 754 hab. (173.º)
 - Densidade 17 hab./km² (169.º)
PIB (base PPC) Estimativa de 2007
 - Total US$ 739 milhões (182.º)
 - Per capita US$ 43,163 (16.º)
IDH (2007) 0,693[3]  (126.º) – médio
Moeda Vatu (VUV)
Fuso horário UTC +11
 - Verão (DST) vários
Clima Tropical úmido, equatorial
Org. internacionais ONU
Cód. Internet .vu
Cód. telef. +678
Website governamental http://www.governmentofvanuatu.gov.vu/

Vanuatu, oficialmente República de[4] Vanuatu, é um Estado soberano insular da Melanésia, que ocupa o arquipélago das Novas Hébridas. Tem fronteiras marítimas com as Ilhas Salomão, a norte, com o território francês da Nova Caledônia (Nova Caledónia, em português europeu), a sul, e com Fiji, a leste. A capital é Port Vila (ou Porto Vila).

História[editar | editar código-fonte]

A pré-história de Vanuatu é obscura. A teoria geralmente aceite baseia-se em evidências arqueológicas e afirma que povos que falavam línguas austronésias habitaram as ilhas pela primeira vez, cerca de 4 000 a 6 000 anos atrás. Fragmentos de cerâmica encontrados datam 1 300 a.C. O pouco que se sabe da história do pré-contato europeu de Vanuatu foi inferida a partir de histórias orais e lendas. Um rei importante foi Roy Mata, que uniu várias tribos, e foi enterrado em um monte de grandes dimensões com vários retentores.

A primeira ilha no grupo de Vanuatu descoberta foi a Ilha de "Espiritu Santo" quando, em 1606, o explorador português Pedro Fernandes de Queirós, avistou-a e pensou tratar-se de um continente do sul. Os europeus não retornaram às ilhas até 1768, quando o explorador francês Louis Antoine de Bougainville redescobriu as ilhas. Em 1774, o Capitão Cook nomeou as ilhas de Novas Hébridas, o nome que permaneceu até a independência do arquipélago. Em 1825, o comerciante Peter Dillon descobriu madeira de sândalo na ilha de Erromango iniciando uma corrida que terminou em 1830 depois de um confronto entre trabalhadores imigrantes polinésios e melanésios autóctones. Durante a década de 1860, os fazendeiros da Austrália, Fiji, Nova Caledônia e as Ilhas Samoa, que necessitavam de mão de obra, incentivou o comércio de trabalhadores contratados por um longo tempo, chamado de "blackbirding" ("pássaro-preto" em português). No auge da "blackbirding", mais de metade da população adulta masculina de várias ilhas trabalhou no exterior.

Foi no século XIX que missionários, tanto católicos, como protestantes, chegaram às ilhas. Colonos também chegaram em busca de terra para as plantações de algodão. Quando os preços internacionais do algodão entraram em colapso, substituíram-no por plantações de café, cacau, banana e, com muito sucesso, cocos. Inicialmente, súditos britânicos da Austrália formaram a maioria dos colonos que chegaram às ilhas, mas a criação da Companhia Caledônia das Novas Hébridas, em 1882, logo fez pender a balança a favor de indivíduos franceses. Na virada do século, os franceses superaram os britânicos.

O interesse dos franceses e britânicos nas ilhas levou a disputa dos dois poderes para anexar o território. Em 1906, no entanto, a França e o Reino Unido concordaram em administrar conjuntamente as ilhas. Chamado de Condomínio Franco-britânico, era uma forma única de governo, com distintos sistemas governamentais que se reuniram em um tribunal comum. Melanésios foram impedidos de adquirir a cidadania de qualquer poder.

Protestos contra essa forma de governo começaram no início dos anos 1940. A chegada dos norte-americanos durante a Segunda Guerra Mundial, com sua conduta informal e relativa riqueza, foi fundamental na ascensão do nacionalismo nas ilhas. A crença em uma figura mítica messiânica chamada John Frum era a base para um culto à carga indígena (um movimento para tentar obter bens industriais através da magia) que prometia a libertação da Melanésia. Hoje, John Frum é uma religião e um partido político com um membro no Parlamento.

O primeiro partido político foi estabelecido no início de 1970 e originalmente chamava-se Partido Nacional das Novas Hébridas. Um dos fundadores foi o Padre Walter Lini, que mais tarde se tornou primeiro-ministro. Renomeado Pati Vanua'aku em 1974, o partido iniciou o movimento pela independência. Em 1980, em meio a uma breve guerra civil, chamada de Guerra do Coco, a República de Vanuatu foi criada.

Durante a década de 1990 Vanuatu experimentou uma instabilidade política que acabou resultando em um governo mais descentralizado. O Vanuatu Mobile Force, um grupo paramilitar, tentou dar um golpe de estado em 1996 por causa de uma disputa salarial. Houve denúncias de corrupção no governo do presidente Maxime Carlot Korman. Novas eleições foram convocadas por diversas vezes desde 1997, mais recentemente, em 2004.

Política[editar | editar código-fonte]

O Parlamento de Vanuatu é unicameral e tem 52 membros que são eleitos a cada quatro anos por voto popular. O líder do principal partido no parlamento é usualmente eleito primeiro-ministro, e encabeça o governo. O Chefe de Estado, o Presidente, é eleito a cada cinco anos pelo parlamento. Os presidentes dos seis governos estaduais formam uma coligação. No entanto, algumas vezes surgiram problemas, frente a competição de interesses entre Reino Unido e França junto aos líderes de Vanuatu.

Subdivisões[editar | editar código-fonte]

Desde 1968 até 1985, Vanuatu esteve dividido em quatro áreas:

Desde 1985 até 1994, esteve dividido em onze áreas:

Desde 1994, Vanuatu tem seis províncias:

Geografia[editar | editar código-fonte]

Mapa de Vanuatu

Vanuatu é um arquipélago composto por 83 ilhas relativamente pequenas, das quais duas – Matthew e Hunter – são também reclamadas pelo departamento francês de ultramar de Nova Caledônia. Geologicamente recentes, as ilhas são de origem vulcânica, espalhadas a uma distância de 1 300 km de norte a sul. Catorze das ilhas de Vanuatu têm áreas de superfície superior a 100 quilômetros quadrados: Espiritu Santo, Malakula, Efate, Erromango, Ambrym, Tanna, Pentecostes, Epi, Ambae ou Aoba, Vanua Lava, Gaua, Maewo, Malo e Anatom ou Aneityum. O país situa-se entre as latitudes 13° e 21° S e longitudes 166° e 171° E. O ponto mais alto é o Monte Tabwemasana, com 1 879 m, na ilha de Espiritu Santo.

A área total de Vanuatu é de aproximadamente 12 274 quilômetros quadrados. A maioria das ilhas são íngremes, com solos instáveis, e com pouca reserva permanente de água doce. Estima-se (2005) que apenas 9% da terra era utilizada para a agricultura (7% com culturas permanentes, 2% da terra cultivável). O litoral é geralmente rochosos com recifes de franja e sem plataforma continental, caindo rapidamente nas profundezas do oceano.

Existem vários vulcões ativos em Vanuatu, incluindo Lopevi, assim como vários outros submarinos. A atividade vulcânica é comum com um perigo sempre presente de uma grande erupção. Uma recente erupção submarina com magnitude 6,4 ocorreu em novembro de 2008, sem vítimas, e uma outra erupção ocorreu em 1945. Vanuatu é reconhecido como uma distinta eco-região terrestre, conhecida pelas suas florestas tropicais. É parte da ecozona da Australásia, que inclui a Nova Caledônia, Ilhas Salomão, Austrália, Nova Guiné e Nova Zelândia.

A população crescente de Vanuatu (estimado em 2008 em 2,4 por cento ao ano) está aumentando a pressão sobre os recursos naturais locais pela agricultura, pastoreio, caça e pesca. Cerca de 90% da população de Vanuatu consumem peixe, o que causou intensa pesca perto de aldeias e esgotamento das espécies de peixes perto da costa. Embora bem florestada, a maioria das ilhas já mostram sinais de desmatamento. Eles têm sido registrados (especialmente de madeira de maior valor) em grande escala decorrente ao corte-e-queima para a agricultura, convertidos em plantações de coco e de gado, e mostram sinais de aumento na erosão do solo e dos deslizamentos de terra.

A água doce é cada vez mais escassa e as bacias de terra firme estão sendo desmatadas e degradadas. A disposição inadequada dos resíduos e a poluição da água e do ar, também são questões cada vez mais problemáticas nas zonas urbanas e nas ilhas maiores. Além disso, a falta de oportunidades de emprego na indústria e áreas urbanas e inacessibilidade aos mercados combinaram-se para bloquear as famílias rurais em um modo de subsistência ou autossuficiência, exercendo enorme pressão sobre os ecossistemas locais.

Economia[editar | editar código-fonte]

A economia está baseada principalmente na agricultura de subsistência ou de pequena escala, que provê ao 65% da população. A pesca, serviços financeiros de bancos estrangeiros e o turismo (com 50 000 visitantes em 1997), são outras fontes de economia. Não há no país reservas de minerais e nem de petróleo. Um pequeno setor industrial abastece o mercado local. Os impostos vêm principalmente das importações de produtos.

O desenvolvimento econômico depende relativamente das exportações. É prejudicado pela vulnerabilidade aos desastres naturais e às longas distâncias entre os principais mercados e as ilhas. Um grande terremoto em novembro de 1999, seguido por um tsunami, causou muitos danos na ilha nordestina de Pentecostes, deixando milhares de pessoas sem lar. Outro poderoso terremoto em janeiro de 2002 causou danos à capital, Port Vila, e áreas adjacentes, seguido por um tsunami.

O PNB cresceu a menos do que 3% nos anos 90. Em vista disto o governo prometeu suavizar as regulações em seu centro financeiro de bancos estrangeiros. Austrália e Nova Zelândia são os principais fornecedores da ajuda externa de Vanuatu.

Vanuatu apresenta o IDH de 0,6 (médio) medido pela ONU em 2006.

Demografia[editar | editar código-fonte]

A maioria dos habitantes de Vanuatu (95%) são nativos melanésios, ou ni-Vanuatu; o resto da população é de origem europeia, asiática e de outras ilhas do Pacífico. Existem três idiomas oficiais: inglês, francês e bislama (um idioma crioulo que evoluiu do inglês). Ademais, em torno de cem línguas locais são falados nas ilhas.[5] [6]

O cristianismo é a religião predominante em Vanuatu, que está dividido em várias denominações. A Igreja Presbiteriana, é a maior delas, que abarca um terço da população.

Referências

  1. Serviço das Publicações da União Europeia. Anexo A5: Lista dos Estados, territórios e moedas. Código de Redacção Interinstitucional. Página visitada em 5 de março de 2012.
  2. Portal da Língua Portuguesa – Instituto de Linguística Teórica e Computacional. vanuatuense – adjetivo. Vocabulário Ortográfico Português. Página visitada em 5 de março de 2012.
  3. PNUD, http://www.pnud.org.br/pobreza_desigualdade/reportagens/index.php?id01=3324&lay=pde, 05 de Outubro de 2009
  4. Rocha, Carlos (18 de dezembro de 2012). O uso de artigo definido com Mónaco e outros nomes de países. Ciberdúvidas da Língua Portuguesa. Página visitada em 18 de dezembro de 2012.
  5. Senado Francês. Anexo A5: Le Vanuatu : survivance de la Francophonie dans un archipel du Pacifique sud. Compte rendu de la mission effectuée au Vanuatu. Página visitada em 22 de março de 2012.
  6. Wikieducator. Anexo A5: The Status of English as a language of Education and Communication in Vanuatu Language issues affecting students: A case Study. Página visitada em 22 de março de 2012.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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