Variante Boa Vista-Guaianã

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Variante Boa Vista-Guaianã
Mapa
Verde: Em operação
Área de operação São Paulo
Tempo de operação –Presente
Bitola bitola mista (1m e 1,6m)

A Variante Boa Vista-Guaianã é uma ligação ferroviária existente entre a estação de Boa Vista, em Campinas, e Guaianã, em Mairinque, de via simples e bitola mista (1,00 m e 1,60 m), com extensão aproximada de 104 km.

Em 1972, o Primeiro Plano Nacional de Desenvolvimento lançou o Programa de Corredores de Exportação. Tais corredores eram definidos como um sistema integrado de transporte e armazenamento para escoamento de produtos de alta concentração e grandes volumes, de forma a agilizar seu escoamento para exportação ou mesmo consumo interno. Eles incluíam obras em sistemas de armazenamento, transportes e estrutura portuária, de forma a poder atender a um novo patamar de demanda.

No caso do Estado de São Paulo foi contemplado o porto de Santos. E um dos projetos selecionados foi uma radical remodelação da linha entre Uberaba e Santos da FEPASA, com 710 km de extensão, facilitando o escoamento da soja do Centro-Oeste, bem como outras culturas tais como café e farelos, por exemplo. Esse trecho fazia parte da linha Santos-Mairinque-Campinas-Ribeirão Preto-Araguari, que na década de 1970 gerava cerca de 60% das 70 mil toneladas úteis diárias movimentadas pela FEPASA.

Diversos trechos de ferrovias centenárias foram modificados e retificados. Uma das obras já feitas dentro do âmbito desse projeto global foi a retificação entre Guedes-Boa Vista-Helvétia. A variante entre a estação de Guedes, em Jaguariúna, e a de Boa Vista, em Campinas, inaugurada em 1974, envolvia linhas da antiga Companhia Mogiana de Estradas de Ferro. A variante entre a estação de Boa Vista, em Campinas e as proximidades da estação de Helvétia, em Indaiatuba, aberta por volta de 1977, envolvia linhas da antiga Estrada de Ferro Sorocabana, que na época já tinham sido incorporadas à FEPASA. Os ramais dessas ferrovias que cortavam a cidade de Campinas foram desativados e eliminados. O tráfego foi transferido para as novas linhas, e a estação de Boa Vista, em Campinas, passou a ser, na prática, o novo entroncamento.

As obras no trecho entre Helvétia, em Indaiatuba, e Guaianã, em Mairinque, foram de novembro de 1982 a fevereiro de 1986. Foram na prática a retificação do ramal de Campinas da Estrada de Ferro Sorocabana (EFS), ramal que envolvia parte (trecho Itu-Salto-Pimenta-Itaici) da linha tronco original da antiga Companhia Ytuana de Estradas de Ferro, incorporada à EFS em 1892, e a ligação entre Itu e Mairinque, inaugurada em 1897 pela Sorocabana. As antigas estações foram desativadas com os antigos ramais.

Com exceção da estação de Itu construída na nova linha e inaugurada em 26 de fevereiro de 1986, hoje sede da via permanente da América Latina Logística (ALL), concessionária da ferrovia, as demais (Viracopos, Pimenta, Salto, Pirapitingui, incluindo também as estações que dão nome à variante) estão abandonadas e/ou depredadas, e fazem parte do patrimônio da extinta Rede Ferroviária Federal, e não da concessionária ALL.

Atualmente a linha Boa Vista-Guaianã tem um dos maiores movimentos ferroviários do Estado de São Paulo.

[editar] A variante da Variante

O traçado previsto no Trem de Alta Velocidade que vai ligar as cidades do Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas ocupará trechos da Variante Boa Vista-Guaianã no município de Campinas, entre a estação Boa Vista e a de Viracopos. A atual variante terá o seu trajeto modificado para sua linha de cargas não coincidir com as linhas exclusivas e dedicadas do trem de alta velocidade.

[editar] Galeria de Fotos

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