Varinha mágica

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"O gigante Galligantus e o perverso mago velho transformam a filha do Duque em uma corça branca." ilustração de Arthur Rackham, descrevendo um mago com sua varinha mágica

Uma varinha mágica, vara de condão ou ainda varinha de condão consiste em uma vara, reta, fina, presa a mão, podendo ser de madeira, marfim ou metal, é um objeto lendário usado em mitologias européias. Geralmente, na língua moderna, a varinha é vista como um objeto cerimonial e/ou tendo associações com magia, mas houve outros usos.

No Manual de Mágicas do Mandrake há instruções passo a passo de como fazer uma varinha mágica.


Índice

[editar] Simbolismo

Em cerimônias governamentais formais e eclesiásticas, funcionários especiais podem carregar uma vara do ofício ou bastão do ofício representando seu poder. Compare, neste contexto, a função cerimonial da maça, do cetro, e do bastão de ofício. Esta é uma prática de longa data; Do Antigo Egito, existem hieróglifos mostrando sacerdotes segurando pequenos bastões. A prática pode ser mais antiga ainda, pois antropólogos acreditam que algumas pinturas de cavernas, datadas da Idade da Pedra, mostrando pessoas portando pequenas varas, retratam os líderes das tribos com suas varas atestando o seu poder.[1]

[editar] Usos religiosos

Na época dos faraós do Egito antigo eram deixados na tumba itens como utensílios de higiene, armas contra possíveis inimigos, amuletos contra serpentes e também textos mágicos com uma varinha mágica que possibilitaria que a alma ("ka" na língua egípcia) pudesse utilizá-la na vida pós morte. O cajado de Moisés era uma vara de Hazel. Nos afrescos desenhados nas catacumbas, do quarto e terceiro séculos. Na mitologia greco-romana, o deus Hermes tinha uma varinha especial chamada caduceus.

Staves de seis a oito pés adornadas com peças metálicas são tradicionalmente carregadas na Maçonaria durante rituais de Ofício(Craft). No cerimonial é usada diversas varinhas para diferentes propósitos, como a vara de fogo e a vara de lótus na Ordem Hermética da Aurora Dourada. No zoroastrianismo(religião predominantemente iraniana) existe um ritual similar chamado barsom.

Os praticantes da wicca e do cerimonial mágico usam acessórios mágicos incluindo varinhas para canalizar a energia. Na wicca a varinha representa o elemento fogo, ou algumas vezes ar e é comumente feita de madeira mas encontra-se também de metal ou cristal.

Existe teorias de que a varinha mágica tem sua origem nas baquetas dos xamãs, especialmente na Ásia Central e Sibéria, em que eles usam para bater os tambores na cerimônias de cura, mágicas ou religiosas.

[editar] Varinhas mágicas na ficção

Varinhas mágicas comumente aparecem em obras de ficção fantástica como uma ferramenta para lançar feitiços. Poucas outras denominações comuns existem, de modo que as capacidades da varinha variam muito pouco. Note que as Varinhas preenchem basicamente o mesmo papel de bastão de bruxo, embora geralmente os bastões transmitam uma imagem mais 'séria'; uma fada madrinha definitivamente precisa usar uma varinha, possivelmente com uma estrela na ponta, enquanto Gandalf na maioria das vezes não (no entanto, em O Hobbit, ele é visto usando um cajado (bastão) para combater os goblins das Montanhas Sombrias e seus Wargs). Na ficção dramática, Varinhas podem servir como armas em duelos mágicos. Varinhas também são comuns no mundo de fantasia da série Harry Potter, de J. K. Rowling e na série da Disney Os Feiticeiros de Waverly Place, de Todd J. Greenwald.

A primeira varinha de destaque aparece em Odisséia: a de Circe, que é usada para transformar os homens de Odisseu em animais. Contos de fadas italiano as coloca nas mãos de poderosos fadas pela tardia Idade Média."[2] Em baladas como Allison Gross and The Laily Worm and the Machrel of the Sea, as vilãs usam varinhas de prata para transformar suas vítimas.[3] Em As Crônicas de Nárnia: O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa, a ferramenta da Feiticeira Branca mais temida é sua varinha, cuja magia (não necessariamente por toque, como no filme), é capaz de transformar as pessoas em pedra.

[editar] RPG e videojogos

Em Dungeons & Dragons e RPGs eletrônicos derivados de D&D tais como NetHack, Varinhas funcionam como dispositivos de armazenamento específico para feitiços mágicos, que um controlador só pode usar por um certo número de vezes antes de esgotar-se de "encargos". Varinhas freqüentemente permitem personagens do jogador não-magos usar feitiços, e também permitir a bruxos a utilização de feitiços, que antes não podiam ser usados.

Varinhas aparecem como recursos em uma série de outros video games de fantasia, como em The Legend of Zelda: A Link to the Past, Em que normalmente servem como uma das muitas armas disponíveis para o personagens do jogador.

Varinhas Mágicas as vezes, não têm qualquer objetivo ou efeito significativo sobre a jogabilidade, mas são apenas parte da história, como em Puyo Pop Fever, onde Miss Accord, uma personagem do jogo, perde a sua varinha, que ela chama de sua "flying cane" (literalmente, "cana voadora").

Em Super Mario Bros. 3, os Koopa Kids usam varinhas e em Yoshi's Island, Kamek usa-as para transformar certas coisas.

Em Diablo II Varinhas são armas que especificamente dá habilidades bônus para a classe Necromante.

Em World of Warcraft, as Varinhas Mágicas são de caráter elemental, feitiços não-danosos, virando armas para os personagens da classe mágica.

Em Conquer Online, Varinhas Mágicas são usadas como armas e para o skill (habilidade) "snow" (neve, em inglês) que pode acertar vários alvos com apenas um hit.

Nos jogos baseados na série Harry Potter, a varinha é essencial para realizar os feitiços necessários para o complemento do jogo

Em Dofus, Varinhas mágicas são armas de ataque corpo-a-corpo, de alcance médio, com danos respectivamente atribuídos (na maioria das vezes) ao elemento fogo, e também relacionados a classe dos curandeiros do jogo, a classe Eniripsa.

Em Priston Tale e Priston Tale 2 são armas ofensivas que podem ser usado juntamente com uma orbe(escudo magico).

Referências

  1. David Colbert, O Mundo Mágico de Harry Potter, p 195, ISBN 0-9708442-0-4
  2. Italian Fairies: Fate, Folletti, and Other Creatures of Legend"
  3. Francis James Child, The English and Scottish Popular Ballads, v 1, p 315-6, Dover Publications, New York 1965
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