Vasco Graça Moura

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Vasco Graça Moura (Foz do Douro, Porto, 3 de Janeiro de 1942), escritor e político português.

Índice

[editar] Vida e obra

Licenciado em Direito pela Universidade de Lisboa, Vasco Graça Moura é um dos nomes centrais da poesia portuguesa da segunda metade do Século XX, numa obra extensa, que integra o classicismo de contornos eruditos, até aos aspectos do quotidiano. Advogado, entre 1966 e 1983, está na escrita como poeta, ensaísta, ficcionista, dramaturgo, cronista e tradutor. Neste último, tem traduzido, entre outros, autores como Dante Alighieri, Petrarca, François Villon, Racine, García Lorca, Rainer Maria Rilke ou Shakespeare.

Intelectual activo, presidiu à comissão executiva das comemorações do centenário de Fernando Pessoa (1988); presidiu à Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses (1988-95); dirigiu a revista Oceanos até 1995; director da Fundação Casa de Mateus e membro do conselho consultivo da Fundação Luso-Americana; Comissário-Geral de Portugal para a Exposição Universal de Sevilha (1988-92) e para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses (1988/95), Director do Serviço de Bibliotecas e Apoio à Leitura da Fundação Calouste Gulbenkian (1996/99). Foi também Director da RTP2 (1978) e Administrador da Imprensa Nacional - Casa da Moeda (1979-89).

É membro do PSD e mantém-se desde 1999 como Deputado ao Parlamento Europeu. Integrou, ainda, os IV e VI Governos Provisórios, como Secretário de Estado da Segurança Social e dos Retornados, respectivamente.

Distinguido Oficial da Ordem de Santiago da Espada, salienta ainda o Prémio Pessoa em 2005 e o Prémio Vergílio Ferreira em 2007, bem como os Prémios de Poesia do PEN Clube Português (1994) e da Associação Portuguesa de Escritores (1997). No plano internacional, foi-lhe atribuída a Coroa de Ouro do Festival de Poesia de Struga (Macedónia, 2004) e tem a Medalha de Ouro da cidade de Florença desde 1998.


Em Abril de 2008, é distinguido com o Prémio de Tradução 2007 do Ministério da Cultura italiano, que distingue anualmente o melhor tradutor estrangeiro de obras italianas, por decisão unânime do júri. Citando a notícia[1] do Público, "Graça Moura distinguiu-se pela tradução de algumas das principais obras italianas como A Divina Comédia e Vita Nuova, de Dante Alighieri, e ainda Rime e Trionfi de Francesco Petrarca".


Juntamente com a filóloga Maria Alzira Seixo, é um dos mais conhecidos opositores à ratificação por Portugal do proposto Acordo Ortográfico que, por mal explicados interesses políticos e económicos, pretende abrasileirar a ortografia de muitas palavras do português europeu.[2]

[editar] Obras publicadas

[editar] Poesia:

  • Modo Mudando (1963);
  • O Mês de Dezembro e Outros Poemas (1976);
  • A Sombra das Figuras (1985);
  • Sonetos Familiares (1994);
  • Uma Carta no Inverno (1997);
  • Testamento de VGM (2001);
  • Antologia dos Sessenta Anos (2002).

[editar] Ensaio:

  • Luís de Camões: Alguns Desafios (1980);
  • Camões e a Divina Proporção (1985);
  • Sobre Camões, Gândavo e Outras Personagens (2000).

[editar] Romance:

  • Quatro Últimas Canções (1987);
  • A Morte de Ninguém (1998);
  • Meu Amor, Era de Noite (2001);
  • Enigma de Zulmira (2002).

[editar] Diário e Crónica:

  • Circunstâncias Vividas (1995);
  • Contra Bernardo Soares e Outras Observações (1999).

[editar] Traduções (resumo)

[editar] Notas

  1. Vasco Graça Moura vence Prémio de Tradução 2007 do Ministério da Cultura italiano (Público)
  2. Acordo Ortográfico: a perspectiva do desastre, comunicação à Assembleia da República em 7 de Abril de 2008

[editar] Ligações Externas

Graça Moura no IPLB


BIOGRAFIAS

A | B | C | D | E | F | G | H | I | J | K | L | M | N | O | P | Q | R | S | T | U | V | W | X | Y | Z

Ferramentas pessoais
Outras línguas