Vasco Graça Moura
Vasco Navarro da Graça Moura (Foz do Douro, 3 de Janeiro de 1942) é um escritor e político português.[1]
Licenciado em Direito, pela Universidade de Lisboa, foi advogado entre 1966 e 1983. Na década de 1980 enveredou definitivamente pela carreira literária, que o havia de confirmar como um nome central da literatura portuguesa da segunda metade século XX. Após o 25 de Abril de 1974, aderiu ao Partido Social Democrata, sendo chamado a exercer os cargos de Secretário de Estado da Segurança Social (IV Governo Provisório) e dos Retornados (VI Governo Provisório). Foi director da RTP2 (1978), administrador da Imprensa Nacional - Casa da Moeda (1979-1989), presidente da Comissão Executiva das Comemorações do Centenário de Fernando Pessoa (1988) e da Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses (1988-1995), director da revista Oceanos (1988-1995), director da Fundação Casa de Mateus, comissário-geral de Portugal para a Exposição Universal de Sevilha (1988-1992) e director do Serviço de Bibliotecas e Apoio à Leitura da Fundação Calouste Gulbenkian (1996-1999). Foi deputado ao Parlamento Europeu, integrando o Grupo do Partido Popular Europeu, de 1999 a 2009.
Em janeiro de 2012, Vasco Graça Moura foi nomeado para a presidência da Fundação Centro Cultural de Belém pela Secretaria de Estado da Cultura, substituindo António Mega Ferreira[2].
Pela sua obra literária, foi distinguido com os Prémios de Poesia do P.E.N. Clube Português e da Associação Portuguesa de Escritores e a Coroa de Ouro do Festival de Poesia de Struga. Recebeu igualmente a Ordem de Santiago da Espada, o Prémio Pessoa, o Prémio Vergílio Ferreira e o Prémio de Tradução 2007 do Ministério da Cultura de Itália, que distingue anualmente o melhor tradutor estrangeiro de obras italianas, por decisão unânime do júri[3].
Graça Moura é uma das vozes mais críticas do Acordo Ortográfico, que considera que apenas “serve interesses geopolíticos e empresariais brasileiros, em detrimento de interesses inalienáveis dos demais falantes de português no mundo"[4].
Índice |
[editar] Obras publicadas
[editar] Poesia
- Modo Mudando (1963);
- O Mês de Dezembro e Outros Poemas (1976);
- A Sombra das Figuras (1985);
- Sonetos Familiares (1994);
- Uma Carta no Inverno (1997);
- Testamento de VGM (2001);
- Antologia dos Sessenta Anos (2002);
- Os nossos tristes assuntos (2006)
[editar] Ensaio
- Luís de Camões: Alguns Desafios (1980);
- Camões e a Divina Proporção (1985);
- Sobre Camões, Gândavo e Outras Personagens (2000).
[editar] Romance
- Quatro Últimas Canções (1987);
- A Morte de Ninguém (1998);
- Meu Amor, Era de Noite (2001);
- Enigma de Zulmira (2002).
[editar] Diário e Crónica
- Circunstâncias Vividas (1995);
- Contra Bernardo Soares e Outras Observações (1999).
[editar] Traduções (resumo)
- Fedra, de Racine
- Andromaca, de Racine
- Berenice, de Racine
- O Cid, de Corneille
- A Divina Comédia, de Dante
- Cyrano de Bergerac, de Edmond de Rostand
- O misantropo, de Molière
- Sonetos, de Shakespeare
quelhas soneto
[editar] Prémios
[editar] Notas
- ↑ Geneall
- ↑ Vasco Graça Moura nomeado presidente do CCB.
- ↑ Vasco Graça Moura vence Prémio de Tradução 2007 do Ministério da Cultura italiano (Público)
- ↑ Vasco Graça Moura nomeado presidente do CCB.
[editar] Ligações externas
- Poetas de Portugal
- Ensaístas de Portugal
- Romancistas de Portugal
- Tradutores de Portugal
- Tradutores para a língua portuguesa
- Prémio Pessoa
- Escritores de Portugal
- Eurodeputados de Portugal
- Naturais do Porto
- Deputados da Assembleia Constituinte de Portugal de 1975
- Políticos do Partido Social Democrata (Portugal)
- Políticos de Portugal que mudaram de partido