Vasco Pulido Valente

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Vasco Pulido Valente Correia Guedes, (Lisboa, 21 de Novembro de 1941) é ensaísta, escritor e comentador político português[1].

Proveniente de uma família com tradições intelectuais (é neto materno do médico Francisco Pulido Valente[2]), estudou na St. Julian's School, em Carcavelos, no Liceu Camões (de onde foi expulso por mau comportamento) e Pedro Nunes, em Lisboa, e no Colégio Nun'Álvares de Tomar. Licenciou-se em Filosofia, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, após o que partiu para Inglaterra. Doutorou-se em História, na Universidade de Oxford, com uma tese (orientada por Raymond Carr e defendida em Maio de 1974) intitulada O Poder e o Povo: a revolução de 1910. É autor de vários livros sobre temas da História e factos políticos, incluindo ainda várias biografias.

Leccionou no Instituto Superior de Economia da Universidade Técnica de Lisboa, no Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa e na Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica Portuguesa. Actualmente é investigador coordenador do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa.

Em 1962 participou nas lutas académicas contra o Salazarismo, integrando um grupo chamado Movimento de Acção Revolucionária, chefiado por Jorge Sampaio.

Com a vitória da Aliança Democrática (em 1980) foi chamado a integrar o VI Governo Constitucional (dirigido por Francisco Sá Carneiro), como Secretário de Estado da Cultura. Em 1986 foi apoiante de Mário Soares na sua primeira candidatura presidencial. Em 1995 foi eleito deputado à Assembleia da República, pelo Partido Social Democrata. Demitiu-se ao fim de quatro meses, com a saída de Fernando Nogueira, dizendo-se desiludido com a instituição e a vida parlamentar.

Colaborador assíduo da imprensa desde a década de 1960, integrou a redacção da revista O Tempo e o Modo e, desde 1974, destacaram-se as suas colunas (sobretudo de análise política) em O Independente, Expresso, Kapa, O Tempo, Diário de Notícias, escrevendo actualmente no Público. Foi também comentador do Jornal Nacional (TVI). Foi co-argumentista dos filmes O Cerco, de António da Cunha Telles (1970) e Aqui d'El Rei!, de António Pedro Vasconcelos (1992) e argumentista do filme O Delfim, de Fernando Lopes (2002).

Foi casado com a actriz Maria Cabral, e está casado actualmente com a jornalista Constança Cunha e Sá.

[editar] Obras publicadas

  • O estado liberal e o ensino: os liceus portugueses (18341930) (1973)
  • A revolta do grelo (1974)
  • Uma educação burguesa… (1974)
  • As duas tácticas da monarquia perante a revolução (1974)
  • O poder e o povo: A revolução de 1910 (1976)
  • O País das Maravilhas (1979)
  • Estudos sobre a crise nacional (1980)
  • Tentar perceber (1983)
  • Às avessas (1990)
  • Retratos e auto-retratos: ensaios e memórias (1992)
  • Os devoristas: a revolução liberal (18341836) (1993)
  • Esta ditosa pátria (1997)
  • Os militares e a política: 18201856 (1997)
  • A República «Velha» (1910-1917) (1997)
  • Glória: biografia de J. C. Vieira de Castro (2001)
  • Marcello Caetano: As desventuras da razão (2002)
  • Um herói português: Henrique Paiva Couceiro (18611944) (2006)
  • Ir prò Maneta: A revolta contra os franceses (1808) (2007)
  • Portugal: Ensaios de História e Política (2009)

Referências

[editar] Ligações externas

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