Vassouras
| Município de Vassouras | |||||
| "Cidade dos barões" | |||||
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| Hino | |||||
| Fundação | 29 de setembro de 1833 (178 anos) | ||||
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| Gentílico | vassourense | ||||
| Lema | Mihi maxime debetur Brasiliae incrementum
(A mim, mormente, é devido o progresso do Brasil) |
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| Prefeito(a) | Renan Vinicius Santos de Oliveira (PSB) (2009–2012) |
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| Localização | |||||
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| Unidade federativa | |||||
| Mesorregião | Metropolitana do Rio de Janeiro IBGE/2008 [1] | ||||
| Microrregião | Vassouras IBGE/2008 [1] | ||||
| Municípios limítrofes | Barra do Piraí, Engenheiro Paulo de Frontin, Mendes, Miguel Pereira, Paraíba do Sul, Paty do Alferes, Rio das Flores e Valença.[2] | ||||
| Distância até a capital | 111 km | ||||
| Características geográficas | |||||
| Área | 552,438 km² [3] | ||||
| População | 34 439 hab. Censo IBGE/2010[4] | ||||
| Densidade | 62,34 hab./km² | ||||
| Altitude | 434 m | ||||
| Clima | Tropical de Altitude Cwa | ||||
| Fuso horário | UTC−3 | ||||
| Indicadores | |||||
| IDH | 0,781 (26º) – médio PNUD/2000 [5] | ||||
| PIB | R$ 320 448,864 mil IBGE/2008[6] | ||||
| PIB per capita | R$ 9 418,32 IBGE/2008[6] | ||||
Vassouras é um município brasileiro do estado do Rio de Janeiro.
Índice |
[editar] História
A 5 de outubro de 1782, o açoriano Francisco Rodrigues Alves e o seu sócio Luís Homem de Azevedo, que residiam em Sacra Família do Tinguá (atualmente distrito do município de Engenheiro Paulo de Frontin), recebem uma sesmaria no "sertão da Serra de Santana, Mato Dentro por detrás do Morro Azul". Posteriormente, tais terras serão conhecidas por “Sesmaria de Vassouras e Rio Bonito".
À localidade, plena de arbustos utilizados na confecção de vassouras, dá-se, obviamente, o nome Vassouras.
Francisco Rodrigues Alves torna-se o primeiro proprietário a residir nas terras da cidade de Vassouras. A partir de 1792, possui já cafezais em sua propriedade, embora só em quantidade para abastecer a família.
Passavam longe do atual centro as estradas que iam do porto do Rio de Janeiro até Minas Gerais, conhecidas por O Caminho Novo e o Caminho do Proença. A fim de evitar patrulhas que as percorriam, contrabandistas de ouro desviavam caminho, em meio à mata virgem, para até perto do atual distrito de São Sebastião dos Ferreiros, descendo por ali até Xerém, Baixada Fluminense. Por volta de 1812 Inácio de Sousa Vernek constrói a Estrada Werneck, a sair da aldeia de Nossa Senhora da Glória de Valença (Rio de Janeiro), atingindo o Caminho Novo, permitindo-se seguimento até Minas Gerais e Rio de Janeiro. Em 1822 finaliza-se à abertura da Estrada do Comércio (iniciada na vila de Nossa Senhora da Piedade do Iguaçu), que perfazia o seguinte trajeto: subindo pela serra do Tinguá, atingia o porto de Ubá, atual distrito de Andrade Pinto, às margens do rio Paraíba do Sul, donde seguia para Minas Gerais e Goiás[7].
A fim de obstar a rota de contrabandistas, o príncipe regente D. João VI ordena (1816) a construção de uma nova estrada na região. Contrata-se para a missão o futuro barão de Aiuruoca, Custódio Ferreira Leite, que chama em seu auxílio os seus sete sobrinhos (família Teixeira Leite) [8]. Cruzava o rio Paraíba do Sul a estrada da Polícia, na atual localidade de Juparanã, em Valença (outrora chamada Desengano), seguindo até a atual localidade de barão de Vassouras, ao centro do atual município, à serra de São Sebastião dos Ferreiros, pelo que permitia-se a descida de Xerém até à baixada Fluminense, donde se embarcava aos portos de Pilar do Iguaçu ou de Piedade do Iguaçu; outra rota seguia por estradas que ainda passam pelos atuais bairros de Irajá e Inhaúma, atingindo-se, enfim, o centro da cidade do Rio de Janeiro.
No início do século XIX, passa por grande desenvolvimento econômico a região do vale do rio Paraíba do Sul. Com o esgotamento do ouro em Minas Gerais, mineiros migraram em massa para a região então de matas virgens e ocupada por tribos nômades de índios Coroados. Findado o trabalho de aldeamento de tais silvícolas, a região vê-se segura para ser colonizada a partir de plantações, a princípio pelas de cana-de-açúcar e depois pelas de café. O mercado internacional começa a se interessar pela bebida e a demanda aumenta continuamente. A província do Rio de Janeiro torna-se então o primeiro grande exportador internacional de café. A produção cafeeira da província do Rio de Janeiro atinge 5.122 contos em 1828 e supera a produção de açúcar (3.446 contos). A efeito de comparação, a província de São Paulo, que então incluía o Paraná, produziu meros 250 contos de café em 1825, e somente em 1886 produzirá mais café que açúcar.
A estrada de Polícia e o crescimento econômico da região permitem o rápido surgimento de um arraial, atualmente centro da cidade de Vassouras. Vão ali residir o construtor da estrada de Polícia, Custódio Ferreira Leite, e seus sobrinhos da família Teixeira Leite[8]. Lento o desenvolvimento urbano da vila de Nossa Senhora da Conceição do Alferes, os seus vereadores resolvem mudar a Câmara Municipal para o arraial de Vassouras. A 15 de janeiro de 1833 um decreto da Regência Trina transfere a sede da vila.
Com o crescimento econômico pelas plantações de café, a vila de Vassouras desenvolve-se e é elevada à categoria de cidade a 29 de setembro de 1857. Possui já nesta época aproximadamente 3.500 moradores em sua área urbana.
Durante a década de 1850, a cidade, em seu apogeu, ostenta o título de "maior produtora de café do mundo", reconhecida como a "Princesinha do café". Entre 1856 e 1859, a província do Rio de Janeiro produz 63.804.764 arrobas de café, enquanto as províncias de São Paulo e Minas Gerais, juntas, produzem apenas um quarto deste total. Constroem-se casarios, palacetes, hotéis (sempre repletos), joalherias, o teatro, etc., plenos de vida social intensa. Antes rústicos, os cafeitucultores educam-se e socializam-se; suas fazendas são ora reformadas, ora ampliadas para atenderem às novas necessidades e para receberem hóspedes ilustres da Corte. Criam-se importantes estabelecimentos de ensino, que serão freqüentados por alunos forasteiros, incluídos os da cidade do Rio de Janeiro.
Tornou-se Vassouras, neste período, a maior cidade com fazendeiros nobilitados, ficou conhecida como "Cidade dos Barões": ali viviam 25 barões, 7 viscondes, 1 viscondessa, 1 condessa, 2 marqueses, considerados titulares vassourenses, entre outros.
A superexploração e o mau uso do solo levaram ao seu enfraquecimento, pelo que a produção de café declina em toda a região. Entre 1879 a 1884 a província do Rio de Janeiro ainda contribui com 55,91% do total exportado pelo Brasil; porém, em 1894 a produção despenca para apenas 20% do total. Ainda sustentam o apogeu da cidade (até a segunda metade da década) os crescentes preços do café no início da década de 1890. Com a queda, porém, da cotação internacional, perdem-se muitas fazendas hipotecadas para o Banco do Brasil, entre elas propriedades de uma mesma família por várias gerações. Seguem para a capital e outros lugares, em busca da fortuna e do status perdidos, os descendentes dos barões do café. Os ficados que conservaram as fazendas abandonam a agricultura e dedicam-se à pecuária leiteira.
Nas fachadas de seus casarios, palacetes e monumentos, Vassouras guarda as lembranças desse próspero período que não será esquecido. O seu conjunto histórico urbanístico e paisagístico foi protegido em 1958 por um processo de tombamento (566-T-57, de 26.06.1958) Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional– IPHAN. A 24 de dezembro de 1984, Vassouras é declarada, por força de lei, Estância Turística.
[editar] Geografia
Localiza-se à latitude 22º24'14" Sul e à longitude 43º39'45" Oeste, à altitude de 434 metros. Era de 33 206 habitantes sua população estimada em 2005.
Possui uma área de 552,438 km².
[editar] Vassouras machadiana e imperial
Recebeu Vassouras o título de Imperial Cidade, conferido por D. Pedro II do Brasil.[carece de fontes] Findado já o império, Machado de Assis cita-a em seu conto Evolução, enfeixado no volume Relíquias de Cassa Velha, conforme vê-se no seguinte trecho:
"Naturalmente, o primeiro objeto foi o progresso que nos traziam as estradas de ferro. Benedito lembrava-se do tempo em que toda a jornada era feita às costas de burro. Contamos então algumas anedotas, falamos de alguns nomes, e ficamos de acordo em que as estradas de ferro eram uma condição de progresso do país. Quem nunca viajou não sabe o valor que tem uma dessas banalidades graves e sólidas para dissipar os tédios do caminho. O espírito areja-se, os próprios músculos recebem uma comunicação agradável, o sangue não salta, fica-se em paz com Deus e os homens.
"(...)
"Chegamos a Vassouras; eu fui para a casa do juiz municipal, camarada antigo; ele demorou-se um dia e seguiu para o interior. Oito dias depois voltei ao Rio de Janeiro, mas sozinho.”[9]
[editar] Distritos
Desde 15 de dezembro de 1987 o município é constituído de 4 distritos:[10]:
- Vassouras, sede;
- Andrade Pinto;
- São Sebastião dos Ferreiros;
- Sebastião de Lacerda.
[editar] Educação
Vassouras é um centro universitário reconhecido nacionalmente. A Universidade Severino Sombra, que atualmente oferece 26 cursos na área de graduação, é a 2º maior geradora de empregos na região sul fluminense.
[editar] Hidrografia
[editar] Rodovias
[editar] Economia
Referências
- ↑ a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
- ↑ http://mapas.ibge.gov.br/divisao/viewer.htm
- ↑ IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
- ↑ Censo Populacional 2010. Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
- ↑ Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
- ↑ a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 dez. 2010.
- ↑ Jornal Caminhando - Informativo da Diocese de Nova Iguaçu, ano XVIII, no 142, julho/2002, pg. 14 apud MENEZES, Antônio Lacerda. Blog da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição do Tinguá. Visitado em 9 de novembro de 2008.
- ↑ a b TEIXEIRA, Milton. Fazendas do Café : Vassouras. Sindicato Estadual dos Guias de Turismo do Rio de Janeiro. 2006. p.2. Visitado em 9 de novembro de 2008.
- ↑ Machado de Assis, Relíquias de Casa Velha (1906)
- ↑ IBGE. Biblioteca - Documentação Territorial - Vassouras (visitado em 5 de janeiro de 2009)