Veículo leve sobre trilhos

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Light rail / VLT em Dublin na Irlanda
Metro do Porto, na Estação João de Deus, em frente ao El Corte Inglés, na Linha D, em V.N.Gaia, Portugal
Light rail / VLT em Houston, Texas nos Estados Unidos

Veículo leve sobre trilhos (VLT) ( em inglês: Light rail), Metrô Leve ou Metropolitano de superfície, é uma espécie de trem/comboio urbano e suburbano de passageiros, cujo equipamento e infraestrutura é tipicamente mais “leve” que a usada normalmente em sistemas metropolitanos ou ferroviários de longo curso, mas mais “pesada” que a do tramway.

Tentativa de definição de "light rail"[editar | editar código-fonte]

É muitas vezes complicado distinguir um sistema de light rail e um de carros-eléctricos (bonde). No caso dos elétricos (bondes), estes veículos circulam geralmente pelas ruas e partilham o espaço com o restante do tráfego. Existem paragens frequentes e estas tendem a ser elementares (somente um poste ou, no máximo, um coberto). O light rail, pelo contrário, tende a circular em espaço autónomo, o que evita qualquer interação com outros veículos. As paragens são menos frequentes que no caso dos carros-eléctricos e aquelas podem ser simples plataformas ou estações. Muitas redes de light rail combinam os dois sistemas, onde os veículos podem circular em espaços próprios e, noutros locais, também ter seções em ruas.

Os sistemas de light rail são normalmente elétricos, tipicamente alimentados por catenária (fiação aérea), mas alguns por terceiro carril; havendo, no entanto, outros a diesel (ex. South Jersey Light Rail).

Vantagens do light rail[editar | editar código-fonte]

Os sistemas de light rail são geralmente mais baratos de construir que, por exemplo, os de metropolitano ou do tradicional trem suburbano ou comboio suburbano. Para além disso, aqueles têm maior flexibilidade em curvas apertadas.

Os carros elétricos tradicionais e os veículos de light rail são usados em várias cidades pelo mundo, pois estes permitem transportar um maior número de pessoas que qualquer autocarro. A somar a isto ainda outras vantagens: produzem menos poluição e barulho, em muitos casos mais rápidos e numa emergência são mais fáceis de evacuar do que outros meios de transporte do metropolitano. Muitas linhas modernas de light rail aproveitam antigas linhas de comboios. Exemplos disso mesmo verificam-se no Porto, Londres ou Birmingham.

Light rail/VLT em Charlotte nos Estados Unidos

Desvantagens do light rail[editar | editar código-fonte]

Uma das desvantagens deste sistema é ele não ser completamente independente do tráfego e isso pode ocasionar acidentes. E partilhando o espaço com restante tráfego faz com que a velocidade comercial seja mais baixa que, por exemplo a do metropolitano típico. Mas a exemplo do que se pode verificar no projeto do VLT ou light rail da Região Metropolitana da Baixada Santista, pode-se segregar completamente o espaço destinado aos trens do espaço urbano.

Definições[editar | editar código-fonte]

VLT[editar | editar código-fonte]

Esta sigla VLT refere-se a um "Veículo Leve sobre Trilhos", que é um pequeno trem urbano e movido a eletricidade. Seu tamanho permite que sua estrutura de trilhos se encaixe no meio urbano existente. O VLT é uma espécie de Metrô de Superfície, ou mesmo um "bonde" moderno tornando-se alternativa de transportes em cidades como Campinas, Maceió e Recife ou entre cidades de médio porte como o Trem do Cariri entre Crato e Juazeiro do Norte, e Arapiraca. Fortaleza e Natal possuem um projeto de VLT para a Copa do Mundo de 2014, já que elas participarão do evento como sede. Salvador também possui um projeto de VLT, no qual o atual sistema de trens suburbanos seria adaptado e convertido num sistema de VLT, para futuramente se integrar com o sistema de metrô da cidade, Também João Pessoa possui um projeto para implantar um VLT. Todavia, as únicas cidades com projeto em fase execução até agora são Brasília, Cuiabá e Santos-SP.

UMR[editar | editar código-fonte]

Cada conjunto forma aquilo a que se chama de unidade de material rolante (UMR) ou elemento VLT, constituído por um, dois ou três vagões articulados, ligados entre si e inseparáveis, que para aumentar a capacidade podem ser ligados a uma outra UMR. [1] - [2]

VLT v UMR[editar | editar código-fonte]

Não se deve confundir um Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) com uma Unidade de Material Rolante (UMR), pois este é unicamente uma parte constitutiva daquele. Assim um VLT pode ser formado por um ou mais UMR pelo que VLT e UMR não são sinónimos.

No Brasil[editar | editar código-fonte]

No Brasil, o primeiro sistema de veículos leve sobre trilhos foi o VLT de Campinas - atualmente desativado, que operou efetivamente entres os anos de 1990 e 1995. Após o VLT de Campinas, o segundo sistema em funcionamento, que ficou conhecido como Metrô do Cariri, é o que liga as cidades do Crato e Juazeiro do Norte, e foi inaugurado oficialmente em 1 de Dezembro de 2009, com 9 estações e uma linha de 13,6 Km de extensão. A primeira capital brasileira e o mais novo sistema de VLT existente é o de Maceió. Em Recife, o VLT está gradualmente substituindo o trem a diesel. Também pretendem implantar o sistema algumas cidades nordestinas, tais como Salvador, São Luis, Teresina, João Pessoa, Natal[3] [4] , Arapiraca, além de Brasília, Goiânia, Rio de Janeiro[5] , São Paulo[6] e as cidades do ABC paulista. Já está sendo implantado na cidade de Sobral[2] no Ceará[3] e em Cuiabá.

VLT do Cariri (Metrô do Cariri)[editar | editar código-fonte]

VLT de Cuiabá[editar | editar código-fonte]

VLT de Brasília[editar | editar código-fonte]

Novo VLT de Brasília. O sistema não estará implantado para a Copa de 2014

VLT do Litoral Paulista[editar | editar código-fonte]

O projeto do VLT, veio para substituir o TIM (Trem Intermunicipal), um trem de subúrbio que ligava as cidades de Santos e São Vicente. Operou por alguns anos, até que em meados de 1999, o sistema teve seus serviços interrompidos pelo governo estadual pela situação lastimável em que se encontrava o sistema. Prometeu-se remodelar e modernizar o sistema substituindo o TIM pelo VLT. Foi criado um projeto aproveitando-se a linha do antigo TIM, ligando a área continental de São Vicente (subúrbios) ao porto de Santos e outras duas linhas, uma ligando Santos a Peruíbe e outra ligando Santos a Cubatão (COSIPA).

Este sistema seria a real integração de toda a metrópole de Santos e São Vicente, o troncalizador do sistema de transportes metropolitanos, onde as viagens entre as cidades da metrópole eram e ainda são feitas por ônibus. Foram realizados vários estudos e vários projetos e traçados alterados foram feitos e após várias seções públicas o projeto final ficou pronto e definiu-se sete trechos a serem implantados.

Passados vários anos de morosas conversações e estudos sobre o projeto, o governo estadual afirmou ser melhor a implantação de um sistema de VLP (Veículo Leve sobre Pneu) pois alegaram este ser de menor custo de implantação e de manutenção. Ainda assim, o VLT será implantando na Ilha de São Vicente,[7] onde ficam as cidades de Santos e São Vicente, e o VLP nas linhas integradoras às restante das cidades pertencentes a Região Metropolitana de Santos e São Vicente.[8] As obras de implantação do VLT de Santos começaram no ano de 2011. No primeiro semestre de 2014 ficou pronto um trecho em São Vicente e os testes se iniciaram no dia 30 de agosto, com a movimentação de uma composição entre as estações N. Sra. das Graças e Pref. José Monteiro. Em suas próximas etapas o VLT da Baixada Santista se estenderá às estações previstas para Santos.

VLT de São Paulo[editar | editar código-fonte]

Companhia do Metropolitano de São Paulo anunciou que vai passar a usar o VLT para complementar o metrô convencional.[6] Serão 2 linhas novas:

VLT do Rio de Janeiro[editar | editar código-fonte]

É um projeto elaborado pela prefeitura do Rio de Janeiro em parceria com a iniciativa privada de preparação para os Jogos Olímpicos de 2016. Faz parte de um projeto municipal ainda maior chamado de Porto Maravilha que objetiva revitalizar totalmente a região em torno do porto e próxima ao centro da cidade. O VLT carioca colaborará com a demanda de passageiros que já existe e aumentará em face as transformações urbanísticas e viárias que farão a região portuária (atualmente degradada) numa área comercial, cultural, residencial e de serviços. Os seus trens ligarão a praça Mauá (centro) e o aeroporto Santos Dumont com a rodoviária, a estação da Leopoldina (futura estação do TAV) e a estação Central do Brasil pertencente a Supervia. Possivelmente terá ligação com a estação da linha 2 do metrô Cidade Nova e passará perto das estações da Cinelândia e Carioca pertencentes a linha 1 e 2 do metrô.

VLT de Maceió/AL[editar | editar código-fonte]

Atualmente se utiliza do modal ferroviário metropolitano, da CBTU (Companhia Brasileira de Trens Urbanos). Pelo projeto os antigos trens da CBTU serão substituídos por modernos VLT´s em todo o sistema ferroviário metropolitano, que possui cerca de 32 quilômetros, até dezembro de 2011. Atualmente em teste final, o VLT sai da Estação Central de Maceió, com destino ao bairro de Bebedouro, passando pelas estações: Mercado, Mutange, Fernão Velho. Com padrão de Metrô de Superfície, o VLT atende os municípios de Satuba e Rio Largo e atende cerca de 40 mil usuários/dia. A CBTU possui projetos de ampliação da atual malha que chegará ao bairro das Mangabeiras (Shopping Maceió) e também ao Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares.

A primeira composição do VLT chegou a Maceió em dezembro de 2010, e passou por vários testes. Autoridades do Ministério das Cidades, CBTU, Prefeitura de Maceió, e Governo do Estado esperam a vinda da presidente Dilma Roussef para a inaugurar o primeiro trecho do projeto.

Começou a funcionar oficialmente no dia 10 de outubro de 2011.

Em Portugal[editar | editar código-fonte]

VLT do Porto[editar | editar código-fonte]

Secção da Linha D no tabuleiro superior da Ponte D. Luís entre o túnel de São Bento e a Avenida da República em Vila Nova de Gaia
Estação da Trindade do Metro do Porto, no centro da cidade

O Metro do Porto é um sistema de transportes públicos do Grande Porto, Portugal, que consiste numa rede ferroviária electrificada subterrânea no centro do Porto e à superfície na periferia.

É uma rede recente repartida em 6 linhas (com 8 serviços, incluindo um serviço expresso) espalhadas por sete concelhos da área metropolitana: Porto, Maia, Matosinhos, Póvoa de Varzim, Vila do Conde, Vila Nova de Gaia e Gondomar. Possui um total de 80 estações distribuídas por 70 km de linhas comerciais duplicadas, maioritariamente à superfície, com 9,5 km da rede enterrada.[9]

VLT de Almada e Seixal[editar | editar código-fonte]

Via dedicada na Cova da Piedade
Veículo n.°C007 circulando em direção à Universidade, em 2008

O Metro Transportes do Sul (MTS), mais conhecido por Metro Sul do Tejo, é um sistema de transportes públicos fornecido através do denominado metro ligeiro de superfície, nos concelhos de Almada e Seixal, em Portugal, com expansão projetada para os concelhos vizinhos de Barreiro e Moita. O primeiro troço foi inaugurado em 2007 e a rede atual está em funcionamento desde finais de 2008.

Os 24 veículos do “metro ligeiro” MTS são elétricos articulados de quatro segmentos, do modelo Combino Supra fabricado pela Siemens (maior que os articulados da Carris de Lisboa). A velocidade máxima é 70 km/h.

Transportam entre 225 e 300 pessoas, 74 das quais sentadas. Há espaços reservados para cadeiras de rodas e carrinhos de bebé e dispõe de ar condicionado. O piso é 100% rebaixado, com uma altura de 30 cm acima do solo ao longo de todo o veículo.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

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