Veículo Lançador de Satélites

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
VLS - Veículo Lançador de Satélites
O VLS-1 V1 em sua plataforma móvel de lançamento no Centro de Lançamento de Alcântara
O VLS-1 V1 em sua plataforma móvel de lançamento no Centro de Lançamento de Alcântara
Função Lançador de satélites
Fabricante IAE/DCTA
País de origem Brasil Brasil
Tamanho
Altura 19,7 m
Diâmetro 1 m
Massa 50.000 kg
Níveis 4
Capacidade
Carga útil para LEO 380 kg (órbita de 750 km)
Estado Ativo
Locais de lançamento Alcântara
Lançamentos totais 2
Sucessos 0
Voo inaugural 2 de dezembro de 1997
Primeiro nível
Motores 4 propulsores S 43
Propulsão 303,0 kN
Tempo de queima 60 seg
Combustível Sólido
Segundo nível
Motores 1 propulsor S 43
Propulsão 320,6 kN
Tempo de queima 58 segundos
Combustível Sólido
Terceiro nível
Motores 1 propulsor S 40
Propulsão 208,39 kN
Tempo de queima 56 segundos
Combustível Sólido
Quarto nível
Motores 1 propulsor S 44
Propulsão 33,24 kN
Tempo de queima 70 segundos
Combustível Sólido

O Veículo Lançador de Satélites ou o VLS é uma família de foguetes desenvolvidos no Brasil, com a finalidade de colocar um satélite na órbita da Terra. Existem dois modelos; o VLS-1 e o VLS-2. Esta família de foguetes foi precedida pelos foguetes Sondas.

Estes foguetes são lançados na Centro de Lançamento de Alcântara, situada no estado do Maranhão.

Índice

[editar] História do VLS-1

O VLS-1 começou a ser desenvolvido em 1985 e já passou por dois testes em vôo em 1997 e em 1999.

O Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) do Comando-Geral de Tecnologia Aeroespacial (CTA) desenvolveu, a partir de 1966 uma família de foguetes de sondagem da série Sonda.

O aperfeiçoamento crescente da tecnologia espacial permitiu o desenvolvimento do VLS, em que o primeiro estágio é constituído de quatro propulsores iguais, do tipo de S-43, que operam simultaneamente e é similar ao primeiro estágio do foguete Sonda IV, foguete pertencente à última série da família Sonda.

O propulsor do segundo estágio é idêntico ao do primeiro estágio, a menos da sua tubeira móvel. O propulsor do terceiro estágio é do tipo S-40, também equipado com tubeira móvel e é oriunda do primeiro estágio do foguete Sonda IV. O propulsor S-44 do quarto estágio foi construído com fibra de carbono, possui tubeira fixa e é o responsável pelo último incremento de velocidade e que injeta o satélite em órbita.

O veículo dispõe de baia de equipamentos para acomodar sistemas para o basculamento do veículo, controle e guiamento, rolamento do quarto estágio, equipamentos de bordo tais como transponder, telemetria, teledestruição, etc.

Com capacidade para colocar satélites de até 350 kg em órbitas baixas (de 250 a 1.000 km), o VLS-1 permitirá a consolidação de tecnologia indispensável à satelização de engenhos espaciais de significativa importância para o país.

[editar] Vôos

Foram previstos quatro vôos de qualificação antes do foguete estar considerado apto a participar mais ativamente do programa espacial. Três foguetes foram produzidos entre 1997 e 2003, porem na pratica só dois voaram.

# Foto Veículo Carga Data Local Resultado Observações
1 Alcantara Base 5.PNG VLS-1 V1 SCD-2A 2 de Dezembro de 1997 CLA Falhou Destruído no Lançamento
2 Alcantara Base.PNG VLS-1 V2 SACI 2 11 de Dezembro de 1999 CLA Falhou Destruído no Lançamento
3 Vls 1 v03.jpg VLS-1 V3 SATEC 22 de Agosto de 2003 CLA Falhou Destruído na base de lançamento
4 VLS-1 V4 Não definido
2012

[editar] VLS-1 V1

Em seu vôo inaugural do primeiro protótipo do Veículo Lançador de Satélites, denominado VLS-1 V01, em novembro de 1997, na operação denominada Brasil, o primeiro protótipo do VLS-1 foi lançado a partir do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), transportando o SCD-2A, um Satélite de Coleta de Dados. Contudo, durante os primeiros segundos de vôo, devido a uma falha na ignição em um dos propulsores do 1º estágio, houve a necessidade de acionar em solo o comando de autodestruição.

[editar] VLS-1 V2

Pouco mais de 2 anos depois, em dezembro de 1999, a operação Almenara foi realizado o segundo vôo de qualificação, levando a bordo do VLS-1 V02 um satélite científico desenvolvido pelo INPE, o SACI 2. Novamente, uma falha também no sistema pirotécnico, porém no 2º estágio, ocasionou a explosão deste, havendo a necessidade de autodestruição por telecomando.

[editar] VLS-1 V3

No dia 22 de Agosto de 2003, o VLS-1 V03 da operação denominada de São Luís, sofreu uma ignição prematura provocando o acidente por volta das 13h30 na base de Alcântara, no Maranhão, três dias antes do seu lançamento, matando 21 técnicos que estavam na plataforma de lançamento.

Seria o terceiro vôo de qualificação. Dois satélites científicos de tecnologia nacional. O SATEC, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais e o UNOSAT, da Universidade Norte do Paraná, foram destruídos.

[editar] VLS-1 V4

Motor VLS
Motor VLS

O IAE e o CTA realizaram vários testes nos diferentes estágios do foguete VLS a fim de qualificá-los de maneira independente, tendo o primeiro teste de qualificação sido executado, com sucesso, em outubro de 2008.[1] Em 2010 será lançado um foguete experimental com apenas os dois primeiros estágios denominado VLS-1B porém sem carga útil.

Depois da explosão do último foguete na base de lançamento o Brasil recriou um foguete totalmente revisado. Foram gastos mais de 3 milhões de dólares para que a Agência Espacial Russa apontasse falhas.

Apenas em 2012 será lançado o foguete completo com um satélite ainda a ser definido [2].

[editar] Montagem do foguete

Lançamento do VLS-1 V1

As partes do VLS-1 como motores, baia, coifa, são montadas no Centro Técnico Aeroespacial (CTA), em São José dos Campos no estado de São Paulo, e transportadas, por avião, em containers, para o Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), que são depositados no hangar de preparação do veículo.

Após inspecionadas, as partes são transportadas para a plataforma de lançamento e montadas com o auxílio da Torre Móvel de Integração (TMI) a qual possui, na sua parte superior uma sala limpa, que permite a montagem final do satélite e o fechamento da coifa.

Após os testes finais, no processo de preparação para o lançamento, a TMI é deslocada sobre trilhos e o foguete fica pronto para o lançamento. Na fase final do processo de preparação os testes são controlados a partir da casamata e o lançamento a partir do Centro de Controle. O CLA conta com equipamentos de telemedidas, de rastreamento e de meteorologia, dentre outros, para o acompanhamento e avaliação do vôo.

[editar] Características do foguete VLS

É um veículo lançador de satélites que utiliza motores-foguetes carregados com propelente sólido do tipo composite (perclorato de amônio, alumínio em pó e polibutadieno) em todos os estágios, com capacidade para colocar satélites de até 350kg em órbitas baixas que variam de 250 a 1.000 km e com várias possibilidades de inclinações quando lançado do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA).

  • O VLS-1 é composto de sete grandes subsistemas:
Primeiro estágio (quatro motores), segundo estágio, terceiro estágio, quarto estágio, coifa ejetável, redes elétricas e redes pirotécnicas.

As suas principais características são:

  • - Número de estágios: 4
  • - Comprimento total: 19,7 m
  • - Diâmetro dos propulsores: 1 m
  • - Massa total: 50 T
  • - Massa de propelente do 1º estágio: 28,6 T (4 propulsores S 43)
  • - Massa de propelente do 2º estágio: 7,2 T (1 propulsor S 43)
  • - Massa de propelente do 3º estágio: 4,4 T (1 propulsor S 40)
  • - Massa de propelente do 4º estágio 0,8 T (1 propulsor S 44)
  • - Carga útil (média): 200 kg
  • - Órbita média: 750 km
  • - Propelente Sólido Perclorato de Amônio, Polibutadieno e Alumínio pó.

Os quatro motores do primeiro estágio têm cerca de nove metros de altura. No total, o VLS tem 19,4 m

[editar] Veículo Lançador de Microssatélite

Encontra-se em fase de estudos de definição e desenvolvimento e qualificação de seus sistemas e subsistemas, que serão testados no foguete de sondagem VS-43, o Veículo Lançador de Microssatélite, denominado VLM, para atendimento às missões de injeção em órbita de satélites até 100 kg.

O VLM será um veículo de quatro estágios, que tomará como base a parte central do VLS-1, os 2º, 3º e 4º estágios do VLS-1, acrescido de um 4º estágio e lançado da mesma plataforma do VLS-1.

[editar] VLS-2

Também encontra-se em fase de projeto um lançador de satélites de médio porte, denominado VLS-2, que tem como objetivo, inicialmente, colocar satélites em órbitas baixas e, subseqüentemente, em órbitas média e geoestacionária. O VLS-2, agora chamado Alfa, é um VLS-1 com o terceiro e o quarto estágio substituídos por um estágio de combustível líquido.

[editar] Defeitos no projeto

Searchtool.svg
Esta página ou secção foi marcada para revisão, devido a inconsistências e/ou dados de confiabilidade duvidosa. Se tem algum conhecimento sobre o tema, por favor, verifique e melhore a consistência e o rigor deste artigo. Considere utilizar {{revisão-sobre}} para associar este artigo com um WikiProjeto.

Os Propelentes sólidos, quando usados em múltiplos reatores (no caso do VLS são quatro propulsores) não oferecem uma sincronia perfeita de ignição que satisfaça a sua dirigibilidade durante a fase inicial do lançamento, possível motivo pelo qual os lançamentos vem sendo abortados no ar. Uma solução seria eliminar três dos quatro reatores do primeiro estágio, abandonar a idéia do efeito centrífugo oferecido pela proximidade com a Linha do Equador e lançá-lo diretamente de uma rampa voadora, a qual poderia ser integrada à fuselagem de um avião cargueiro convencional. Neste caso o VLS e o impulso extra pretendido seriam oferecidos pelo próprio avião lançador em movimento (a uma altitude superior a 12.000 m), suficiente para liberar com segurança os vários estágios de uma versão simplificada do VLS, economizando assim o combustível de três reatores e obtendo um possível ganho em velocidade se comparado ao modelo atual.

Referências

[editar] Ver também

[editar] Ligações externas

Ferramentas pessoais
Espaços nominais

Variantes
Ações
Navegação
Colaboração
Imprimir/exportar
Ferramentas
Noutras línguas