Vegetação da Região Sul do Brasil

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
A Mata de Araucárias é a paisagem típica da vegetação de planalto da região Sul.
A erva-mate é um dos principais produtos agrícolas da região Sul.

Quando muitos geógrafos brasileiros se referem à Região Sul do Brasil, é comum se lembrar da Mata de Araucárias ou Floresta dos Pinhais e do grande pampa gaúcho, formações vegetais típicas da região, embora não sejam as únicas.

A Mata de Araucárias, bastante devastada e da qual só restam alguns trechos, aparece nas partes mais elevadas dos planaltos do Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina, na forma de manchas entre outras formações vegetais. A Araucaria angustifolia (pinheiro-do-paraná) adapta-se mais facilmente às baixas temperaturas, comuns nas partes mais altas do relevo, e ao solo de rocha mista, arenito e basalto, que se concentra no Planalto Arenito-basáltico, no interior da região.

Desta mata são extraídos principalmente o pinheiro-do-paraná e a imbuia, utilizados em marcenaria, e a erva-mate, cujas folhas são empregadas no preparo do chimarrão.

Além dessa mata, a Serra do Mar, muito úmida devido à proximidade com o Oceano Atlântico, favorece o desenvolvimento da mata tropical úmida da encosta, ou Mata Atlântica, muito densa e com grande variedade de espécies, inicia-se no Nordeste e continua pelo Sudeste até chegar ao Sul.

A Mata de Araucárias, que foi o panorama vegetal típico da região, aparece atualmente apenas em trechos. A devastação iniciou-se no final do Império, devido a concessões feitas pelo governo à abertura de estradas de ferro, e agravou-se com a atividade madeireira.No norte e oeste do Paraná, as poucas manchas de floresta tropical estão praticamente destruídas, devida à expansão agrícola. Nos últimos anos, tem-se tentado implantar uma política de reflorestamento.

A Região Sul é ocupada também por vastas extensões de terra de campos limpos, conhecidos pelo nome de campos meridionais, divididos em duas áreas distintas. A primeira corresponde aos campos dos planaltos, que ocorrem em manchas desde o Paraná até o norte do Rio Grande do Sul. A segunda área — os campos da campanha — é mais extensa e localiza-se inteiramente no Rio Grande do Sul, em uma região conhecida como Campanha Gaúcha ou pampa. É a vegetação natural das coxilhas e aparece como uma camada de ervas rasteiras.

Finalmente, junto ao litoral, merece destaque a vegetação costeira de mangues, praias e restingas, que se assemelham às de outras regiões do Brasil.

Visão geral[editar | editar código-fonte]

Compreendendo os Estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, situada aproximadamente abaixo do paralelo de 23ºS, apresenta uma cobertura vegetal com poucas características tropicais, sobrepujada em áreas pelas características. As condições de umidade reinantes em quase toda a área possibilitam o aparecimento das Florestas, que constituem as principais formações vegetais da Região. Na porção meridional do território sul-rio-grandense, entretanto, tal importância é cedida às formações campestres, cuja ocorrência está ligada não só à topografia suave como, provavelmente, à existência, no passado, de um clima mais seco.[1] Enquanto nos Estados do Paraná e Santa Catarina há um predomínio de áreas florestais, no Rio Grande do Sul há um certo equilíbrio entre as formações florestais e as campestres.[1]

Hoje em dia, decorrente da ação antrópica, sua vegetação original está bastante alterada, quer em sua composição florística quer em seus limites, tornando-se difícil uma real reconstituição da cobertura original. Poucos são os trabalhos de âmbito geral, sendo mais comuns os de áreas isoladas. Entre os autores que têm se dedicado a tais estudos destacam-se Lindman, Rambo, Reitz. Veloso, Klein e Maack.[1]

Torna-se difícil uma uniformidade na terminologia usada para as formações vegetais do Sul do Brasil, não só pela existência aí de uma grande multiplicidade das mesmas, como pela falta de elementos para determinar melhor algumas delas e pela imposição de alguns termos regionais ainda bastante arraigados. Devido a tais fatos, não temos, até hoje, uma classificação uniforme, quer sob o ponto de vista florístico quer sob o ponto de vista fisionômico, não se apresentando nenhuma das existentes como uma palavra final, quer para os botânicos quer para os fitogeógrafos.[1]

Para o presente trabalho, sintetizamos a classificação apresentada por Lima, só conseguindo, entretanto, uma uniformidade relativa para a maior parte das formações florestais, para as quais procuramos caracterizar, além do aspecto fisionômico, o seu ciclo vegetativo. Esquematicamente temos na Região Sul as seguintes formações vegetais:[2]

  1. Floresta perenifólia higrófila costeira
  2. Floresta Subcaducifólia Tropical
  3. Floresta Subcaducifólia Subtropical
  4. Floresta Subcaducifólia Subtropical com Araucária
  5. Campo
  6. Cerrado
  7. Vegetação Litorânea[2]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas

Referências

  1. a b c d ALONSO, Maria Therezinha Alves. Geografia do Brasil (em <código de língua não-reconhecido>). Rio de Janeiro: IBGE, 1977. 81 pp. vol. 5.
  2. a b ALONSO, Maria Therezinha Alves. Geografia do Brasil (em <código de língua não-reconhecido>). Rio de Janeiro: IBGE, 1977. 82 pp. vol. 5.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Wiki letter w.svg Este artigo é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o. Editor: considere marcar com um esboço mais específico.