Tipos de velas (náutica)

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Em função da época e do lugar, a forma das velas, que vai caracterizar o seu tipo, varia significativamente. Os estudos actuais demonstram que a forma teórica de maior rendimento é a de uma semi-elípse vertical.

É curioso assinalar que era costume chamar às velas panos, certamente porque tanto um como o outro utilizavam os mesmos tecidos, o algodão, e daí o falar-se de pano quadrado, de pano redondo, etc.

Índice

Tipo de velas [editar]

A vela começou por ser quadrada e em seguida trapezoidal para se tornar triangular, actualmente para se obter uma superfície vélica superior para uma dada altura de mastro começa-se a utilizar de novo a vela aúrica como no FONCIA

Foncea com vela aúrica


Um tipo de vela não está restrito a um tipo de veleiro pois que no caso da Sagres ela dispõe de 23 velas, 10 de pano redondo e 13 de pano latino sendo destas ultimas 11 do tipo triangular e 2 do tipo quadrangular. As velas que envergam em vergas atravessadas denominam-se velas redondas e as velas que envergam no sentido proa-popa denominam-se velas latinas.1

Vela quadrada [editar]

A Vela quadrada ou Vela redonda nota 1 é o tipo de vela mais antigo da Europa pois que utilizada do Báltico ao Mediterrâneo nos navios mercantes e militares mas que não podiam navegar a mais de 600 em relação à direcção do vento. Rapidamente substituída a partir do século IX no Mediterrâneo pela Vela latina por permitir navegar próximo da linha do vento, a vela quadrada perdurou no Atlântico para lá do Idade Média nos drakkars dos Vikings e nos kogs da Liga Hanseática.2 É na verga, termo náutico que designa a peça horizontal e de madeira que se apoia no mastro, onde se prendiam as velas.

Desaparece durante a primeira metade do século XX com o fim dos grandes veleiros como a Sagres

Vela ao terço [editar]

A Vela ao terço (1/3 da altura total do mastro), com base na quadrada, começou a melhorar os resultados da navegação à bolina quando a verga passou de horizontal a quase vertical 3 - 4

Vela latina [editar]

A Vela latina é uma vela triangular que surgiu por volta de 200 a.C. na região do mar Mediterrâneo e cuja vantagem consiste no facto de um navio poder bolinar, navegar contra-vento. As velas latinas, que geralmente são triangulares, têm uma das suas faces adjacentes a um mastro.5 É a vela mais utilizada no veleiros monotipos ligeiros, 420, Snipe, etc.

De inspiração árabe - mas chamada vela latina! - apareceu no século IX e era muito conhecida no Mediterrâneo. A verga desta vela tem o nome especial de antena. Para se terem os melhores resultados, deve mudar-se a posição da antena a cada viramento de bordo, passando-a de para o utro lado do mastro. Com esta vela desapareceram as velas quadradas.

Vela de espicha [editar]

A Vela de espicha é o nome dado ao pau que preso ao mastro sobe em diagonal — entre 30 a 45 o — para segurar a vela trapezoidal de embarcações como a do Optimist.

Vela houari [editar]

A Vela houari é uma evolução da vela de espiche no qual este se inclina ainda mais chegar aos 25 a 30 o da vertical. Simples de instalar, permite aumentar ainda mais a superfície da vela 3 . É a prefiguração da vela triangular.

Vela aúrica [editar]

A Vela aúrica ou Vela de cuchillo 5 de forma trapezoidal apresenta sempre a mesma face ao vento, e é segundo alguns especialistas náuticos uma evolução da vela quadrada até porque a verga, inicialmente horizontal, passou a inclinar-se e assim conseguiram-se melhores resultados a navegar próximo da linha do vento. O Optimist emprega uma vela deste tipo.

Este tipo de vela foi muito conhecida nas embarcações de trabalho do Atlântico Norte 4 .

Vela bermudiana [editar]

A Vela bermudiana ou vela Marconi é o antepassado do mastro com brandal tradicional onde o mastro estava inclinado para trás, como é a forma encurvada de uma [prancha à vela]]. O termo Marconni refere-se ao sistema de fixação da vela no mastro que corre ao longo de uma fenda no mastro e se assemelha ao utilizado nas antenas da TSF de Marconi 4

Galeria de velas [editar]

Regular as velas [editar]

Muito basicamente as velas têm que ser ajustadas, caçadas ou folfadas, para que numa dada direcção seja optimizada a força que o vento exerce nas vela, tanto na vela de estai como na vela grande.

Assim, quando o burro está pouco caçado, pouco tenso, a valuma fica mais solta e a vela grande enche mais ficando assim com mais saco ("barriga"). Quando o saco está bem atrás a entrada é dita fina e autoriza apenas uma estreita faixa eficiente de ar, o que permite trabalhar com um ângulo mais fechado com o vento e o barco pode orçar mais 6 .

Notas

  1. Vela redonda: Vela de forma rectangular, muy utilizada antiguamente (DicNautico)
    Gata - vela redonda que se arma por cima da mezena. & Traquete - vela redonda que enverga no mastro de proa ( Em AnCruzeiros

Referências

  1. Navio-Escola "Sagres -Setembro 2011
  2. Aspecto técnico - Agosto 2011
  3. a b Techno-Science (em francês) - Maio 2012}}
  4. a b c Vela aurica & piccole barche classiche (em italiano) - Maio 2012}}
  5. a b Vela de cuchillo - Agosto 2011
  6. Conhecimento náutico - Outubro 2011

Ver também [editar]

Ligações externas [editar]