Ventania (cantor)

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Ventania
Informação geral
Nome completo Wilson da Silva Pinto
Também conhecido(a) como Ventania
Nascimento 21 de Agosto de 1962 (52 anos)
Origem Pariquera-Açu[1] , São Paulo
País  Brasil
Gênero(s) Folk Reggae
Instrumento(s) Violão, Guitarra, Piano
Período em atividade 1980 – atual
Outras ocupações Cantor, Compositor
Página oficial http://www.ventaniabandahippie.com.br

Wilson da Silva, mais conhecido como Ventania (Pariquera-Açu[1] , 21 de agosto de 1962), é um cantor, compositor e andarilho, cuja inspiração musical vem do movimento hippie dos anos 70. Atualmente, Ventania mora em São Tomé das Letras, Minas Gerais.

Biografia e carreira[editar | editar código-fonte]

Ventania nasceu em Ilha Comprida, São Paulo, embora tivesse sido registrado o seu nascimento na cidade próxima de Pariquera-Açu (a cidade oferecia registro de nascimento gratuito), interior de São Paulo, no dia 21 de agosto de 1962. Segundo o cantor, sua carreira começou aos oito anos de idade, tocando piano na igreja. Mais tarde, em torno de 1980, Ventania começou a cantar e compor, caindo oficialmente na estrada. Sua vida de shows, que, por enquanto, resumia-se apenas nos estados de Minas Gerais, São Paulo e Paraná, era recente, e as apresentações, precárias. Os shows de Ventania, na época, eram literalmente "só para loucos". Em 2000, Ventania mudou-se para São Tomé das Letras, em Minas Gerais, onde passou a tocar no "Bar do 2". A partir dessa mudança que sua carreira começou a alavancar. Essa grande transformação, o levou a gravação de seu CD Ventania Só Para Loucos. A disseminação de suas gravações foi impulsionada sobretudo pela Internet, através da troca de arquivos MP3 em programas P2P.

O trabalho de Ventania é completamente independente, não estando vinculado a nenhuma gravadora. Até mesmo a divulgação de seu trabalho é independente. Um exemplo disso foi a divulgação de suas músicas no sul de Minas Gerais, contando com a amizade e o apoio do pessoal da Rádio Universitária AM 1570 kHz. E é justamente no meio do público jovem e universitário que Ventania mais faz sucesso. Seu traje (estilo) é simples, despojado, chapéu e chinelos de pneu. Costuma ir a pé fazer seus shows, além de compor, cantar e tocar, ele ainda é artesão. O estilo das suas músicas é uma mistura de reggae com rock, essa mistura se chama "rock estroncho", que segundo Ventania consiste em um rock sem "capricho". O cantor é atualmente casado e tem dez filhos. Ventania também defende a bandeira da legalização da maconha, tanto em letras quanto pessoalmente, em entrevistas e shows. As letras de suas canções são inspiradas em temas bastante caros em relação ao movimento hippie, como, por exemplo, a liberdade, que lhe permite pôr o pé na estrada, sem rumo, transportando-se com os meios disponíveis. Além disso, o uso de maconha e cogumelos alucinógenos, a contemplação da natureza e a idéia de paz e amor, fazem parte das inspirações do cantor.

Quanto ao aspecto musical, suas composições são extremamente simples, minimalistas, chegando, por exemplo, a tocar músicas com apenas dois acordes, como é o caso de O Diabo é Careta. As gravações do CD foram feitas usando apenas voz e violão, embora nas apresentações ao vivo a Banda Hippie, que o acompanha, acrescente baixo, percussão e, raramente, uso de uma guitarra elétrica pra acompanhar o som do violão. Sua voz rouca e seu estilo despojado fazem lembrar Richie Havens, tocando no lendário festival de Woodstock. Um outro paralelo, em termos de idéias e inspirações, é com o cantor "do mundo", Manu Chao. Uma das mais importantes influências musicais de Ventania é o cantor e compositor Raul Seixas, o "Raulzito", marco histórico do rock brasileiro, Zé Geraldo, e a mistura com influências "alternativas". Ventania chegou mesmo a dizer: "Ele (Raul) cantava pro Al Capone. Mas eu canto pro PC"), além das canções dos velhos hippies estradeiros. Além de se inspirar em um grande sucesso dos anos 70 para compor sua música cartão-de-visita: Só Para Loucos. Esta música, originalmente, é uma composição do vocalista da banda Black Zé, banda de rock brasileira dos anos 70. Em várias entrevistas, Ventania diz que não gosta do sucesso e não gosta nem de ouvir falar na palavra, porque segundo ele, "sucesso passa, acaba, depois ninguém lembra mais".Existem, ainda, produções musicais com músicas de Ventania modificadas eletronicamente, com efeitos diversos "lisérgicos". Tais músicas são relativamente raras de se encontrar.

Discografia[editar | editar código-fonte]

Notas

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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