Ventriloquia
Ventriloquia é a arte de projectar a voz, sem que se abra a boca ou mova-se os lábios, de maneira que o som pareça vir doutra fonte diferente do falante.
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[editar] Origens
Os gregos antigos chamavam esta arte de gastromancia, e estava associada às práticas divinatórias da necromancia, sendo usada para parecer que o espírito do morto estava presente para dar informações de além-túmulo. Durante a Idade Média a prática era associada à feitiçaria.
A partir do século XVI as doutrinas espiritualistas foram se apartando das mágicas e das fugas maravilhosas, que foram se tornando artes voltadas aos espetáculos teatrais e circenses, sem conotações místicas.
[editar] Arte cênica
O ventríloquo usa do artifício de falar, ao mesmo tempo que manipula um boneco, por exemplo, o artista dissimula o timbre natural da própria voz e entabula um verdadeiro diálogo com a peça inanimada, o que contribui para reforçar a ilusão.
[editar] Grandes ventríloquos
[editar] EUA
Nos Estados Unidos um grande ventríloquo, que atuou no filme da Disney Fun and Fancy Free (no Brasil: "Como é bom se divertir"), foi Edgar Bergen, com seus fantoches "Charlie McCarthy" e "Mortimer Snerd"
Bill Crystal contracenava com um boneco na série "Soap" de Susan Harris.
Dentre os grandes ventríloquos dos EUA tem-se Jeff Dunham, muito famoso por seus programas no qual entrevistava cinco diferentes bonecos e Terry Fator, ganhador do Programa "AGT" (America´s Got Talent) em que imitava grandes artistas como Ella Fitzgerald, Tony Bennett e Roy Orbison e Shari Lewis, ventríloquo norte-americano e apresentador de programa infantil da TV, muito popular durante os anos sessenta com seus fantoches e espetáculo de ventriloquia.
[editar] Brasil
No Brasil tem-se Batista Júnior, que atuou na primeira metade do século XX. Alguns programas televisivos chegaram a apresentar bonecos "falantes", como o humorístico A Praça é Nossa.
No Rio de Janeiro o tio Daniel, que é muito conhecido pela improvisação na fala dos bonecos, transformando assim o personagem"Rato Élvis" em um boneco quase real.
[editar] Portugal
Em Portugal, um ventríloquo muito conhecido é José Freixo, com o seu Donaltim. De facto, desde os anos 70, que vem exercendo a actividade como ventríloquo, participando, algumas vezes, em programas de entretenimento da RTP, mas também noutros, como o Natal dos Hospitais, sempre acompanhado do seu boneco, que na altura, lhe chamava Donald (no entanto, em nada está relacionado com o Pato Donald das séries da Disney). Nos anos 70 chegou a gravar vários discos.
Um outro ventriloquo português muito conhecido a nível mundial é Sérgio Batista. Sérgio Batista e seus bonecos, têm participado em vários programas de televisão em Portugal, e nos Estados Unidos da América.