Veranópolis

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Município de Veranópolis
"Terra da longevidade"
"Princesa dos vales"
Bandeira de Veranópolis
Brasão de Veranópolis
Bandeira Brasão
Hino
Fundação 15 de janeiro de 1898 (116 anos)
Gentílico veranense
Prefeito(a) Carlos Alberto Spanhol (PDT)
(2013–2016)
Localização
Localização de Veranópolis
Localização de Veranópolis no Rio Grande do Sul
Veranópolis está localizado em: Brasil
Veranópolis
Localização de Veranópolis no Brasil
28° 56' 09" S 51° 32' 56" O28° 56' 09" S 51° 32' 56" O
Unidade federativa  Rio Grande do Sul
Mesorregião Nordeste Rio-grandense IBGE/2008[1]
Microrregião Caxias do Sul IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes Fagundes Varela, Vila Flores, Cotiporã, Nova Roma do Sul e Bento Gonçalves
Distância até a capital 170 km
Características geográficas
Área 289,432 km² [2]
População 22 815 hab. Censo IBGE/2010[3]
Densidade 78,83 hab./km²
Altitude 705 m
Clima subtropical
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,773 alto PNUD/2010[4]
PIB R$ 538 377,998 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 21 095,49 IBGE/2008[5]
Página oficial
Pórtico de Entrada - Monumento ao Imigrante
Ponte Ernesto Dornelles, sobre o Rio das Antas
Gruta Nossa Senhora de Lurdes
Cascata dos Três Monges
Mirante Da Serra
Commons
O Commons possui imagens e outras mídias sobre Veranópolis

Veranópolis é um município da Microrregião de Caxias do Sul, na mesorregião do Nordeste Rio-Grandense, no estado do Rio Grande do Sul, no Brasil. É considerada a capital brasileira da longevidade e a a terceira cidade com maior longevidade média da população no mundo.[6] Também é conhecida como a "Princesa dos Vales".

História[editar | editar código-fonte]

Até o século XIX, a região da Serra Gaúcha era território tradicional dos índios caingangues. Nesse século, os caingangues que habitavam as áreas montanhosas da Região Sul do Brasil foram desalojados violentamente por ação de matadores de indígenas, os chamados "bugreiros". Estes haviam sido contratados para abrir espaço para a instalação, por parte do governo imperial brasileiro, de imigrantes europeus na região, visando a um "embranquecimento" da população brasileira, até então majoritariamente negra e mestiça[7] .

O nome da cidade vem da junção de "veraneio" com o termo grego pólis, que significa "cidade". Portanto, "Veranópolis" significa "cidade de veraneio". A maioria dos habitantes é descendente de imigrantes italianos, seguidos de poloneses e de outras etnias. Os primeiros imigrantes italianos chegaram em Veranópolis a partir de 1884. Até 31 de dezembro de 1943, a cidade tinha o nome de Alfredo Chaves, homenagem a Alfredo Rodrigues Fernandes Chaves.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Localização[editar | editar código-fonte]

Está localizada na Serra Nordeste do estado do Rio Grande do Sul, fazendo divisa com as cidades de Bento Gonçalves ao sul, Cotiporã a oeste, Antônio Prado e Nova Roma do Sul a leste e, ao norte, com Vila Flores e Fagundes Varela.

Aeroclube[editar | editar código-fonte]

Veranópolis desfruta de um aeroclube, fundado em 1948. Possui uma pista, 11/29, com 900 metros de comprimento, piso de grama, dois hangares e cinco aeronaves.

O aeroclube administra cursos de piloto privado), piloto comercial, instrutor de voo, piloto privado de planador, instrutor de planador e piloto rebocador de planador.

Há também a possibilidade de realizar voos panorâmicos sobre a cidade, a bordo de uma aeronave para até três pessoas, a fim de conhecer a região.

Turismo[editar | editar código-fonte]

  • Parque Cascata dos Monges, onde estão mirantes para a Cascata e para o vale;
  • Igreja Matriz e Gruta de Nossa Senhora de Lourdes;
  • a Gruta Selvagem, que abrigou tribos caingangues e o Paco Sanches;
  • o Espigão do Belvedere, com vista para o Rio das Antas;
  • a Ponte Ernesto Dornelles;
  • a Vila Bernardi, onde viveu o poeta e escritor veranense Mansueto Bernardi;
  • Usina Velha;
  • a Casa da Cultura, onde estão o Museu Histórico Interativo e a Biblioteca Pública;
  • Mirante da Serra [2], torre com o 1º restaurante giratório panorâmico de todo o Brasil, adega de vinhos, pizzaria e cafeteria - de onde se tem uma vista privilegiada de toda a região;
  • Floresta Encantada: conta com pedalinho, tirolesa, cancha de futsal e um belo bosque de mata nativa, e muitos animais silvestres;
  • a casa onde nasceu o ator José Lewgoy, que abriga um pequeno museu que conta sua história através de imagens e objetos pessoais.

Rota dos vinhos e da longevidade[editar | editar código-fonte]

  • Vinícola Simonetto
  • Vinícola Antônio Bin
  • Vinícola da Paz
  • Vinícola Barbarano
  • Vinícola Mazzarollo
  • Vinícola Farenzena
  • Vinícola Affonso
  • Union Distillery
  • Vinícola Marson

Turismo cultural e religioso[editar | editar código-fonte]

  • Casa da Cultura Frei Rovilio Costa. O espaço é composto pela Biblioteca Pública Mansueto Bernardi, Salão Nobre Silvio Pellico, Sala de Oficinas Matilde Cerveira Cagliari, Museu Municipal, Memorial José Lewgoy, Vila Ricordi, Galeria para exposições fotográficas, entre outras atrações.
  • Vila Bernardi: foi o local onde viveu, por duas décadas, o poeta, escritor e presidente da Casa da Moeda do Brasil, Mansueto Bernardi. O mesmo possui uma biblioteca com grande acervo de obras, clássicos franceses, formação histórica do Rio Grande do Sul r poetas italianos e rio-grandenses.
  • Igreja Matriz São Luís Gonzaga: foi a primeira de Veranópolis construída pelo governo imperial. Em estilo gótico, projetada pelo arquiteto Vitorino Zani.
  • Gruta Nossa Senhora de Lourdes, na Rua São Francisco de Assis, 112. Horário: das 07 às 19h. Fone: (54) 3441-1604.
  • Casa Saretta, que abriga a Central de Informações Turísticas, a Secretaria de Turismo e Desporto e comércio de produtos confeccionados pelos artesãos do município.

Turismo rural[editar | editar código-fonte]

  • Agroindústria Ecológica Mazzarollo
  • Cia Natu Amantino
  • Cantina Boito
  • Artesanato Vergílio Festa
  • Roteiro Ecológico Viverde
  • Trilha da Caverna Indígena
  • Sítio La Polentona
  • Vinícolas

Energia[editar | editar código-fonte]

A cidade de Veranópolis conta com uma grande plataforma energética. Destaca-se a produção de combustível renovável pela empresa Oleoplan S.A, uma das maiores produtoras brasileiras de biodisel. Veranópolis conta ainda com um expressivo parque gerador de energia elétrica, condição proporcionada pelas excelentes características do relevo para este fim. O município conta com duas empresas geradoras de eletricidade:

CERAN - Cia. Energética Rio das Antas, empresa que opera as usinas de Castro Alves (130 megavolts), 14 de Julho (100 megavolts) e Monte Claro (130 megavolts), todas no Rio das Antas. Destas três usinas, a de Monte Claro está instalada em Veranópolis, sendo responsável por um expressivo retorno de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços ao município, além de ter importante papel na regulação de tensão elétrica na região da Serra Gaúcha.

Hidrotérmica: responsável pela operação da Pequena Central Hidrelétrica Jararaca (carece de maiores detalhes)

Cidades irmãs[editar | editar código-fonte]

Galeria de fotos[editar | editar código-fonte]

Commons
O Commons possui imagens e outras mídias sobre Veranópolis

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
  3. Censo Populacional 2010 Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2010). Página visitada em 31 de agosto de 2013.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 dez. 2010.
  6. [1]
  7. BUENO, E. Brasil: uma história. Segunda edição revista. São Paulo. Ática. 2003. p. 267.

Referências

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]