Vertigem posicional paroxística benigna

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Vertigem posicional paroxística benigna
Labirinto externo
Classificação e recursos externos
CID-10 H81.1
CID-9 386.11
OMIM 193007
DiseasesDB 1344
eMedicine ent/761 emerg/57 neuro/411
MeSH D014717
Star of life caution.svg Aviso médico

Vertigem posicional paroxística benigna (VPPB) é uma condição benigna causada por problemas no ouvido interno. Seus sintomas são episódios repetidos de vertigem posicional, ou seja, uma sensação rotatória causada por mudanças na posição da cabeça. A vertigem e os demais sintomas da VPPB são atribuídos ao deslocamento anormal das partículas de otólitos provenientes da mácula do utrículo, que excitam a ampola de um ou mais canais semicirculares, transformando-os em órgãos sensíveis à gravidade. Esta disfunção ocorre de forma idiopática em muitos pacientes, mas pode ser secundária ao envelhecimento do sistema vestibular, ao traumatismo da orelha interna, a doenças otológicas, à labirintite, à neurite vestibular, à insuficiência circulatória na distribuição da artéria vestibular anterior, ao uso de medicamentos ototóxicos, à hidropisia endolinfática, à migrânea, entre outras causas. A vertigem posicional benigna é uma das formas mais comuns de vertigem e é tratada através de manobras de reposição dos otólitos do ouvido interno [1]

Epidemiologia[editar | editar código-fonte]

Existem poucas pesquisas sobre a frequência da vertigem posicional benigna. Um motivo para isso é a alta taxa de remissão espontânea da vertigem antes mesmo da consulta ao médico.

Existem dados que indicam há 64 novos doentes por 100.000 habitantes por ano, e 160.000 novos doentes por ano nos Estados Unidos. Os últimos dados estimam que na Alemanha a vertigem posicional benigna corresponde a cerca de 1/3 das formas de vertigem que levam a uma disfunção do ouvido interno.

Sinais e sintomas[editar | editar código-fonte]

Os sintomas primários são vertigem e nistagmo de origem súbita que ocorrem exclusivamente com o movimento da cabeça na direção da orelha afetada.

Os pacientes geralmente descrevem sua primeira experiência ocorrendo enquanto giram a cabeça na cama. A duração da vertigem é geralmente de 5 a 30 segundos, podendo estar frequentemente associada com náusea.

O teste de Dix-Hallpike é usado para identificar a vertigem posicional paroxística benigna.

Tratamento[editar | editar código-fonte]

A VPPB pode ser tratada através de manobras de reposicionamento dos otólitos do ouvido interno (manobra de Epley). Além dessa manobra existem outras manobras que podem ser realizadas pelo paciente em casa. Elas devem, no entanto, ser realizadas somente com a confirmação do diagnóstico através de um médico. Somente um médico pode diferenciar as causas de vertigem.

Prognóstico[editar | editar código-fonte]

A vertigem posicional benigna é uma doença benígna, mas pode ser extremamente desagradável. No entanto, ela desaparece mesmo sem tratamento na maioria das vezes em dias e semanas, mas em alguns pacientes pode durar mais, de meses até anos. Por esse motivo e devido ao sofrimento do paciente, uma terapia deve ser em todos casos oferecida, não devendo ser aguardada a remissão espontânea.

A vertigem posicional benigna acontece novamente em 30-50% dos pacientes não tratados em 2 anos. Através de métodos especiais o paciente pode em sua própria casa realizar manobras para tratar as recidivas da doença.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Dorigueto, Ricardo S; Mazzetti, Karen R; Gabilan, Yeda Pereira L; Ganança, Fernando Freitas. Recorrência e persistência da vertigem posicional paroxística benigna.Braz. j. otorhinolaryngol. (Impr.);75(4):565-572, July-Aug. 2009.