Varig (1927 - 2006)

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VARIG - Viação Aérea Rio-Grandense S.A.
IATA
RG
ICAO
VRG
Indicativo de chamada
VARIG
Fundada em 7 de maio de 1927 (87 anos)
Encerrou atividades em 2006
Hub
Programa de milhagem Smiles (até 20 de julho de 2006)
Aliança aérea ex-membro Star Alliance
Subsidiária(s)
Destinos 59 (no momento da recuperação)
Slogan Varig, Varig, Varig.
Sede Brasil Porto Alegre, Rio Grande do Sul
Pessoa(s)
chave

A VARIG foi a primeira companhia aérea do Brasil. Foi fundada em 7 de maio de 1927 na cidade de Porto Alegre (Rio Grande do Sul) sob o nome Viação Aérea Rio Grandense pelo alemão Otto Ernst Meyer.[1] A empresa, que era controlada pela Fundação Ruben Berta, atravessou um processo de recuperação judicial inédito no Brasil.

Entre as décadas de 1950 e 1970, a Varig era uma das maiores e mais conhecidas companhias aéreas privadas do mundo, concorrendo até mesmo com a inigualável PanAm. A empresa era conhecida pelo seu requintado serviço de bordo em todas as três classes. Nessa época a Varig operava rotas internacionais pra América, Europa, África e Ásia, no início com os Lockheed Constellation e Douglas DC-6, mais tarde com os Boeing 707 e Sud Aviation Caravelle, e por fim com os Douglas DC-10 e Boeing 747.

Em 20 de julho de 2006, após ter entrado no processo de recuperação judicial, teve sua parte estrutural e financeiramente boa isolada e vendida para a Varig Logística S.A. através da constituição da razão social VRG Linhas Aéreas S.A., a qual, em 9 de abril de 2007, foi cedida para a Gol Linhas Aéreas.

Devido ao fato de não poder operar voos com a própria marca, que foi cedida juntamente à unidade produtiva que hoje está sob o domínio da VRG Linhas Aéreas S.A., a Fundação Ruben Berta criou a marca Flex Linhas Aéreas, que chegou a operar voos regulares comissionados pela Gol Linhas Aéreas mas, que teve sua falência decretada no mesmo dia do decreto da falência da Varig.

História[editar | editar código-fonte]

Primeiros anos[editar | editar código-fonte]

A VARIG nasceu em 27 de maio de 1927, em Porto Alegre, fundada pelo imigrante alemão Otto Ernst Meyer, em conjunto com diversas personalidades teuto-brasileiras do Rio Grande do Sul, como Alberto Bins, Artur Bromberg, Waldemar Bromberg, Emílio Gertum, Jorge Pfeiffer, Ernst Rotermund e Rudolph Ahrons. A alemã Condor Syndikat era sócia com 21% das ações, representadas pelo avião Dornier J-Wal.[2] Era a companhia aérea mais antiga do Brasil, e uma das mais antigas do mundo.

Sua primeira aeronave foi uma hidroavião Dornier Do J Wal, apelidado de Atlântico, de nove passageiros, considerado um dos mais modernos de sua época, que fez seu voo de estreia de Porto Alegre a Rio Grande, no mesmo estado. No início, operava hidroaviões (além do Dornier Do J, contava com o Dornier Do-B Merkur) a partir da Ilha Grande dos Marinheiros, no Rio Guaíba, operando principalmente nas regiões sul e sudeste do Brasil. Em 1932, comprou seu primeiro avião com trem de pouso, um Junkers A-50 Junior, e depois o Junkers F.13, iniciando suas operações em Porto Alegre, no terreno que daria origem ao Aeroporto Internacional Salgado Filho.

No início a Varig operava apenas vôos regionais no Rio Grande do Sul com aviões de diferentes tipos e origens, priorizando aviões de fabricação alemã. Mas isso mudou em 1943, quando chegaram os primeiros Lockheed L-10E que operaram até a década de 1950. Esses aviões iniciaram a padronização da frota da Varig, o que reduziu custos de manutenção e treinamento e iniciou a expansão da Varig dentro do Brasil. Nesses primeiros anos, a Varig operou alguns tipos únicos em sua frota e alguns aviões arrendados de outras empresas recém criadas como o Syndicato Condor.

Seu primeiro colaborador, Ruben Berta, tornou-se o presidente da empresa em 1941 e, graças à sua habilidade política, guiou a Varig por um período de grande expansão. Em 1945 articulou a transferência do controle acionário para a Fundação dos Funcionários da Varig (depois Fundação Ruben Berta). Permaneceu no cargo até seu falecimento, em 1966.

O controle da empresa foi passado à fundação por questões políticas. Por conta da Segunda Guerra Mundial, Otto Meyer, assim como todos os alemães no Brasil foram perseguidos e extraditados.

A grande expansão[editar | editar código-fonte]

Em agosto de 1942 a Varig operou seu primeiro voo internacional, ligando Porto Alegre a Montevidéu, com a aeronave inglesa De Havilland DH-89 Dragon Rapide.

De Havilland Dragon Rapide da Varig, exposto no MUSAL

A partir de 1946 a Varig apresentou sua maior expansão de todos os tempos. Com o final da Segunda Guerra Mundial, as aeronaves eram encontradas a preços baixíssimos no mercado. Os tipos mais importantes que a Varig adquiriu nesse período foram os Douglas DC-3 e os Curtiss C-46. Os primeiros chegaram em 1946 e operaram até a década de 1970, sem sofrer qualquer acidente ou incidente considerado grave. Esses aviões permitiram a Varig se expandir rapidamente, chegando a operar rotas até para os remotos aeródromos do Nordeste. Essa frota tinha tendência a só aumentar ao passo que a Varig crescia e engolia empresas menores.

Em 1955, chegaram os primeiros Lockheed Constellation, e com eles a Varig inaugurou a sua rota mais prestigiosa, que ligava Porto Alegre a Nova Iorque com escalas São Paulo, Rio de Janeiro, Belém e Ciudad Trujillo, hoje Santo Domingo.

Esses aviões ficaram conhecidos pelo seu luxo e sofisticação a bordo. Os Constellation operaram até a década de 1960, substituídos pelos Boeing 707.

Era a jato[editar | editar código-fonte]

Em 1959, a Varig trouxe os primeiros jatos ao Brasil, o Sud Aviation Caravelle, matriculado PP-VJC e mais tarde receberia mais dois do tipo. Esse jatos foram logo empregados nas rotas para Nova Iorque enquanto os Boeing 707-441C não chegassem. Em 1960, a Varig trouxe o primeiro Boeing 707, que logo assumiram a rota para Nova Iorque. A frota de 707 cresceu e ao final da vida desse avião na empresa, vinte Boeing 707 chegaram a ser operados tanto como cargueiros quanto aeronaves comercias de passageiros. No entanto, os índices de segurança desses aviões não eram dos melhores. Nada menos que 7 aeronaves foram perdidas em diversos acidentes e incidentes a maioria deles com vítimas fatais. Os 707 operaram até o final da década de 1980, quando já estavam sendo substituídos pelo Douglas DC-10.

Em 1961, a Varig comprou a Real Aerovias, que era maior do que a Varig no mercado doméstico. Ao incorporar essa empresa, a frota da Varig praticamente dobrou e com ela vieram novos tipos, como os Convair 340, Convair 440, novos Lockheed Constellation e Douglas DC-6, que foi empregado nas rotas domésticas de longo curso e ligações internacionais.

As linhas da Real também foram incorporadas as da Varig, inclusive as internacionais. A aquisição da Real Aerovias colocou três Convair 990 originalmente encomendados pela empresa. Esses jatos eram os mais rápidos do mundo naquela época e foram empregados nas rotas para Lima, Caracas, Cidade do México, Los Angeles e Miami.

Também a partir de 1961 a Varig adotou como símbolo a famosa Rosa-dos-Ventos, que aparecia na cauda de todos os seus aviões, criada pelo supervisor visual Nelson Jungbluth.

Em 1965, por manobra política entre a Ditadura e a Varig, a Panair do Brasil foi dissolvida pelo governo brasileiro, e suas aeronaves e rotas foram entregues para a Varig, o que permitiu o início das rotas para a Europa, que eram operadas pela Panair. A Varig incorporou dois Douglas DC-8 que a Panair utilizava em seus vôos para a Europa o que levou a empresa a ser a única companhia aérea do mundo a operar os três jatos americanos concorrentes (Boeing 707, Convair 990 e Douglas DC-8).

No mercado doméstico Varig investia pesado em novos aviões para substituir os já ultrapassados DC-3. Ela tinha monopólio praticamente total das rotas internacionais, mas perdia espaço no mercado doméstico para as concorrentes VASP e Transbrasil. Em 1962, iniciou a carreira de um dos aviões mais memoráveis da história do Brasil, o Lockheed L-188 Electra. Ele foi empregado pela Varig nas rotas da Ponte aérea Rio-São Paulo, a qual operou até 1991. Alguns Electra operaram até como cargueiros puros, e outros chegaram a fazer ligações com escalas entre Rio de Janeiro (cidade) e Nova Iorque e também Lisboa. Isso sem sofrer qualquer incidente sério. O primeiro Electra operado pela VARIG, de prefixo PP-VJM, encontra-se hoje no Museu Aeroespacial do Campo dos Afonsos no Rio de Janeiro.

A Varig também encomendou outros aviões para operar suas rotas domésticas em substituição aos DC-3. Entre eles estão os Hawker-Siddeley HS-748 "AVRO" (em 1967) e 4 Fairchild Hiller FH-227B da extinta Paraense (em 1970).

Os melhores anos[editar | editar código-fonte]

Lockheed L-188A Electra da Varig em 1988.

A década de 1970 foi a melhor fase da história da Varig, marcada por diversos reconhecimentos e expansões. Nesse período, o presidente Hélio Smidt investiu no serviço de bordo e em novas rotas e aeronaves. Varig foi levado a topo mundialmente, reconhecida pela qualidade do serviço de bordo, chegando a concorrer diretamente com empresas renomadas como Lufthansa, Air France, KLM e a Pan Am. O catering chegava a servir caviar na primeira classe, e em alguns vôos o jantar tinha churrasco no espeto. O crescimento da empresa foi completado por novos e mais modernos aviões e novas rotas no mercado europeu com saídas do recém inaugurado novo terminal do Aeroporto do Galeão.

A verdadeira expansão da Varig no mercado doméstico se iniciou dos anos 70, quando a empresa trouxe o primeiro Boeing 727. Os jatos 727 foram usados em rotas domésticas e colocados nos serviços para a América Latina, também para Miami e Cabo Verde. No fim da carreira, quando esses aviões já estavam ultrapassados, alguns foram convertidos a cargueiros e foram repassados a Varig Log.

Vendo o sucesso da VASP com seus novos Boeing 737, Varig trouxe 10 Boeing 737-200 entre 1974 e 1975, um dos principais aviões da Varig. Ele iniciou o processo de substituição dos turbo-hélices nas rotas domésticas. Além disso, foi o primeiro jato pilotado por muitos dos pilotos que mais tarde viriam a voar em Boeing 747 e McDonnell Douglas MD-11.

Boeing 707-345C da Varig no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro-Galeão em 1984. Durante muitos anos, o Aeroporto Internacional do Galeão ficou conhecido como o principal hub da empresa.

Ao final da década de 1970, a frota doméstica era composta por mais de 70 % de jatos, o que proporcionou o início de vôos ligando o Norte e o Sul do Brasil com muito menos escalas do que se operados por aviões a hélice. Operações como Rio-Manaus e Rio-Belém, que eram apenas operadas como escalas de vôos internacionais, foram iniciadas por esses jatos.

Em 1974 Varig recebeu o primeiro de 4 Douglas DC-10 encomendados dois anos antes, que iniciaram o processo de substituição dos já muito desgastados 707. Ele foi o primeiro jato "widebody" (dois corredores) da América Latina. Por sua elevada autonomia e velocidade, foram colocados nas rotas de maior curso da empresa, como Rio-Nova Iorque, Frankfurt, Paris, Roma, Londres e também nos vôos para o Japão com escala em Los Angeles. No total a empresa chegou operar com 15 DC-10.

No ano de 1975, a Serviços Aéreos Cruzeiro do Sul foi comprada pela Varig. De início a Cruzeiro não foi totalmente absolvida. Sua marca ainda prevaleceu até 1992, mas seus aviões foram repassados pra as rotas da Varig, e alguns foram pintados em suas cores, mas ainda mantendo a matricula da Cruzeiro.

Em 1976, a Varig, junto com a Atlântica Boa Vista e Top Táxi Aéreo, fundou a Rio Sul, uma empresa regional. Essa, assumiu as rotas regionais da Varig no Sul do Brasil, e mais trade também passaria a operar várias rotas regionais no sudeste e centro-oeste.

Primeiro Boeing 747 da Varig.

Em 1981 Varig começou uma grande expansão com a chegada dos primeiros Boeing 747-200. Primeiramente foram três jatos que foram empregados nas rotas para Nova Iorque, Frankfurt, Paris, Londres e Roma. Devido a expansão da Varig e a vinda de outras empresas estrangeiras, o Aeroporto de Galeão, principal aeroporto internacional brasileiro, e de onde partiam praticamente todos os vôos internacionais, estava operando acima do seu limite operacional. O novo terminal 2, só ficaria pronto na década de 1990. Porém, já prevendo essa situação, o governo iniciou a construção do Aeroporto de Guarulhos, em Guarulhos que, apesar de maior cidade e centro econômico do país, contava apenas com o pequeno e restrito Aeroporto de Congonhas, que não tinha capacidade para operar vôos de longo curso.

O aeroporto ficou pronto em janeiro de 1985, e foi inaugurado pelo Boeing 747-200 PP-VNA da Varig procedente de Nova Iorque. Em seguida, muitas companhias brasileiras e estrangeiras, transferiram grande parte de suas operações do Galeão para Guarulhos. Os vôos internacionais tinham origem e destino no Rio, mas antes de procederem para seu destino final, havia uma parada em Guarulhos, local onde havia maior fluxo de passageiros, o que desafogou muito o Galeão.

No mesmo ano, a Varig ampliou a frota de Boeing 747, com a chegada de dois Boeing 747-300, de maior autonomia e capacidade. Esses dois aviões eram 747-300 Combi, ou seja, seu deck principal era usado tanto para passageiros quanto para carga. Depois vieram mais um 747-200 (alugado da South African Airways) e três 747-300, esses com capacidade para mais de 300 passageiros. Esses aviões terminaram o processo de substituição dos Boeing 707 e foram colocados nas rotas para Paris, Nova Iorque, Frankfurt, Londres, Joanesburgo e Tóquio.

Em 1991 a Varig recebeu seu primeiro Boeing 747-400, sob arrendamento, com outros 2 chegando em 1992 e 1993, respectivamente. Esses 747 voaram para Nova Iorque, Paris, Roma e inauguraram a rota Rio-Hong Kong, com escalas em São Paulo, Joanesburgo e Bangcoc, mas os Boeing 747-400 serviram na empresa apenas até 1994. A situação macroeconômica e as falhas da administração abalaram a saúde financeira da empresa, culminando em Moratória em 1994. Com isso os Boeing 747-400 foram devolvidos em 1994 e, em 1996, os 747-200 foram para a Cathay Pacific Cargo. Os únicos 747 remanescentes foram os da série 300 que permaneceram até 1999 e 2000.

Em 1980 a Cruzeiro encomendou dois Airbus A300 para operação em suas rotas domésticas de alta densidade. A Varig se animou com os novos jatos e encomendou outra dupla, igualmente utilizados em rotas domésticas de alta densidade. Varig decidiu pelo seu padrão Boeing e optou por encomendar dois Boeing 767-200 para sua expansão doméstica e internacional em 1986. O jato, de apenas dois motores podia fazer vôos intercontinentais com baixo consumo e alta velocidade. Os Boeing 767-200 foram os primeiros aviões da Varig que não necessitavam de um engenheiro de voo. Em 1987, a Varig recebeu 6 jatos 767-200 da verão ER (Extended Range) que tinham autonomia aumentada. Esses jatos serviram rotas para América do Sul, América do Norte e Europa, além de operar vôos charter e regulares entre São Paulo e Rio de Janeiro e o nordeste para cidades como Salvador e Fortaleza.

A partir de 1990, a Varig recebeu outros nove 767, mas estes da versão 300ER. Esses 767 foram empregados nas rotas para Lisboa, Madri, Roma, Milão, Chicago, Atlanta, Toronto e outras cidades da América do Sul. Os 767-300ER também foram a aeronave escolhida pela VRG Linhas Aéreas (Nome da Varig sob comando da Gol).

Renovação da frota e início do declínio[editar | editar código-fonte]

Em 1987 a Varig recebeu o primeiro Boeing 737-300 e iniciou o processo de modernização da frota. A Varig viu nele a aeronave ideal para tal renovação, pois o avião tinha consumo bem mais baixo que os atuais 737-200 e 727. Ele substituiu o Electra na ponte aérea, e foi o responsável pelo apelido dado as 737-200 após sua chegada: "Breguinha". A substituição dos Boeing 737-200 terminou em 2003 quando o último foi desativado.

Um MD-11 da Varig já nas cores de 1996.

A companhia também buscava um substituto para os DC-10 que já haviam enfrentado problemas antes e agora estavam antiquados em relação aos 767-200 e os 747-300. Foi aí que a McDonnell Douglas lançou o MD-11, o substituto do DC-10. O avião, que contava com nova tecnologia, cabine digital, maior autonomia e capacidade tanto de passageiros e de carga foi visto pela Varig como o avião ideal para suas rotas.

Os dois primeiros chegaram no final de 1991 e foram colocados nas rotas de São Paulo para Frankfurt e Paris, e de lá seguindo para Amsterdam, Zurique ou Roma. A Varig ficou muito satisfeita com o MD-11 e ele foi gradativamente substituindo o 747 e o DC-10 que foram vendidos. Em 1998 a Varig utilizava seus MD-11 nas rotas para Amsterdam, Bangcoc, Buenos Aires, Frankfurt, Hong Kong, Joanesburgo, Londres, Milão, Nova Iorque, Paris e Roma. Os MD-11 serviram a companhia até a falência, em 2006. No total foram 26 aeronaves. Nenhuma empresa aérea utilizou tantos MD-11 na versão de passageiros como a Varig.

Em 1993, a Varig criou uma divisão de carga, a VARIG CARGO, que depois foi renomeada Varig Log. A Varig Cargo assumiu os Boeing 727 e os Douglas DC-10 cargueiros que a Varig operava.

Boeing 737-500 da Rio-Sul.

A Rio Sul também iniciou sua expansão, com a chegada do primeiro Boeing 737-500 em 1992. Novos jatos Embraer ERJ-145, os famosos "Jet class" que chegaram em 1997 e Boeing 737-500, o que permitiu a empresa expandir seus serviços em frequências e capacidade. A Rio Sul também criou os serviços de Ponte aérea, interligando os aeroportos de Congonhas (São Paulo), Pampulha (Belo Horizonte), Santos Dumont (Rio de Janeiro e Brasília. Além disso, a Rio Sul, comprou a Nordeste, e consequentemente, essa empresa entrou para o grupo Varig. A frota da empresa foi renovada e passou a ser composta por Fokker 50, Boeing 737-300 e 500 e Embraer EMB-120 Brasília.

Apesar da situação aparentemente estável, a partir do ano de 1996, a Varig comçou a ter balanços negativos, essa situação não se recuperou mais.

Em novembro de 1996, a Varig mudou sua identidade visual, adotando a famosa "estrela dourada". Em 1997 entrou para a Star Alliance, quase que como um membro fundador. Isso só não ocorreu devido ao Codeshare da Varig com a Delta Airlines.

Durante o show aéreo de Farnborough, em 1998, a Varig anunciou a maior compra de aeronaves de sua história. Eram 39 aeronaves, divididas em 15 Boeing 737-700, 10 Boeing 737-800, 6 Boeing 767-300ER e 8 Boeing 777-200ER.

Em 1998 a Varig recebeu o primeiro de seus 5 Boeing 737-700, matriculado PP-VQA, depois em 2001 chegaram mais 2 Boeing 737-800. Mas esses aviões serviram na empresa por pouco tempo devido a deterioração da situação financeira,

Crise no novo milênio[editar | editar código-fonte]

Em 2000, a Varig trouxe alguns Boeing 737-400 usados da Transbrasil e mais alguns 737-500 para a Rio Sul. Mas chegou 2001 e com ele os Atentados de 11 de Setembro. A aviação entrou numa crise inigualável, com reflexos no mundo inteiro. Transbrasil foi a primeira a cair. Não resistindo a abalos como a perda de seu fundador, Omar Fontana, o crescimento da TAM Linhas Aéreas e o surgimento da Gol.

Em Outubro de 2001, a Varig recebeu o primeiro Boeing 777-200ER. As novas aeronaves tinham a mais nova tecnologia e com um sistema de entretenimento individual, no qual o passageiro pode escolher o que quer assistir em uma tela individual na própria poltrona. Esse tipo de sistema não existia em nenhum outro avião da empresa. A Varig veio a receber em 2005 mais Boeing 777-200 usados, provenientes da United Airlines e British Airways. Os novos aviões foram colocados nas rotas para Miami, Nova Iorque, Frankfurt, Madri, Paris, Amsterdam e Londres, revezando com o MD-11.

Boeing 777-200 da Varig.

Apesar de todas as inovações, na Varig não estava nada bem. A diretoria não tomava qualquer atitude para evitar a crise e reduzir as dívidas da empresa. Além disso, a Varig vinha perdendo muito espaço no mercado doméstico mediante ao crescimento implacável da TAM Linhas Aéreas e Gol Transportes Aéreos, que adotou o modelo low cost e conquistou o público brasileiro, com suas passagens baratas. As linhas aéreas Rio Sul e a Nordeste também vinham perdendo espaço no mercado regional frente as concorrentes TRIP Linhas Aéreas e Total Linhas Aéreas.

O mercado aéreo estava sofrendo perdas. O Governo Federal, tinha uma dívida de mais de 4 bilhões de Reais com o Grupo Varig. Mas em vez de pagar a dívida, tentou promover uma fusão com a TAM Linhas Aéreos, em 2003. Apesar das primeiras providências serem tomadas para a fusão, o projeto fracassou.

Em 2004, a Varig recebeu o último tipo de avião da sua história. Foram encomendados quatro Boeing 757-200, ex-Iberia para serem utilizados nas rotas-tronco domésticas e América do Sul.

Crise e recuperação[editar | editar código-fonte]

Por mais de quinze anos a empresa apresentou balanços financeiros negativos, além de ter mudado de comando mais de cinco vezes num período de seis anos. Com dívidas estimadas em mais de sete bilhões de Reais, as dificuldades enfrentadas pela empresa foram, supostamente, reflexo do congelamento das tarifas aéreas nas décadas de 1980 e 1990, complementadas por uma administração ineficiente.

Em 2003, o Wikileaks divulgou um conjunto de documentos secretos do Governo que indicava que, ao invés de pagar as dívidas que o Governo Federal tinha com o Grupo Varig (cerca de 4,7 bilhões de Reais), o Governo Lula optou em promover uma fusão entre a Varig e a TAM, como se fosse parte de um projeto para reduzir os custos operacionais de um setor que ainda sofria as consequências dos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, mas que não resultou êxito.

Em 22 de junho de 2005, a justiça brasileira deferiu o pedido de recuperação judicial protocolado em 17 de junho do mesmo ano pela Varig. Com essa decisão, a empresa teve seus bens protegidos de ações judiciais por 180 dias, mas dispôs de um prazo de 60 dias para apresentar um plano de viabilidade e de recuperação a seus credores. As dívidas da Varig, inscritas no balanço de 2004, chegavam a 5,7 bilhões de Reais. Em novembro de 2005 a TAP Portugal, em conjunção com investidores brasileiros, formalizam a compra das subsidiárias Varig Log e Varig Engenharia e Manutenção (VEM), garantindo o pagamento de credores internacionais.

No mês seguinte, a Fundação Ruben Berta (FRB) fecha um acordo para transferir para a Docas Investimentos 67 % das ações ordinárias da FRB-Par Investimentos, proprietária da Varig. A justiça do Rio de Janeiro, no entanto, suspende a operação, justificando que a troca de controle teria de passar primeiro pela aprovação dos credores. A FRB é afastada da gestão da Varig, enquanto os credores rejeitam a oferta da Docas Investimentos e aprovam um plano de reestruturação da companhia. Por meio do plano de emergência - elaborado com a finalidade de sustentar o fluxo de caixa da empresa até meados de julho/agosto de 2006 - a Varig tenta conseguir mais prazo com os credores para quitar suas dívidas.

Em abril de 2006 a Varig Log oferece 350 milhões de US dólares pela empresa, mas a proposta é recusada pelos credores. Uma nova oferta de 400 milhões é feita mas, sem uma definição da empresa, retirada no mês seguinte.No dia 9 de maio uma nova assembléia dos credores define os termos de leilão da Varig, que poderá ser vendida integralmente (a Varig Operações, que cuida dos vôos nacionais e internacionais) ou separada (a Varig Regional, que cuida das operações domésticas). Os preços mínimos são, respectivamente, US$ 860 milhões e US$ 700 milhões.

Após outra proposta de compra feita pela Varig Log, uma nova assembléia foi realizada em 17 de junho de 2006. Os credores da classe 1 da empresa, formada pelos trabalhadores, aprovaram a oferta. Mas os da classe 2, que conjuga fundos de pensão e o Banco do Brasil, e da classe 3, reunindo empresas públicas e de leasing, rejeitaram a proposta. Foram mais de 20 votos contrários só na classe 3, a maior parte deles advindos de empresas estrangeiras. Este resultado inviabilizou a realização de um novo leilão da Varig, e como consequência a justiça pode vir a decretar a insolvência da empresa.

A venda[editar | editar código-fonte]

Em 20 de julho de 2006, a empresa foi vendida por 24 milhões de dólares, em leilão, para a Varig Logística, que assumiu 245 milhões de Reais em bilhetes emitidos e o passivo (milhas acumuladas) de 70 milhões de Reais do Smiles. A VarigLog se comprometeu a emitir debêntures de 100 milhões de Reais, que poderiam ser convertidas em 10 % de participação na nova empresa para funcionários e credores com garantias, como o Instituto Aerus de Seguridade Social, fundo de pensão dos empregados da empresa. A VarigLog foi a única empresa a participar do leilão. Segundo analistas, o risco de sucessão de dívidas foi o principal fator que afastou o interesse de outras empresas nos leilões da Varig. Um dos deveres do novo dono seria garantir um fluxo de caixa anual de 19,6 milhões de Reais usado para pagar os credores da "Velha Varig" nos próximos 20 anos.

Em 28 de julho de 2006, começaram as demissões na empresa, totalizando somente neste dia mais de 5.000 postos de trabalho cortados, sem o pagamento das verbas rescisórias, que estavam arroladas no plano de recuperação judicial, bem como os quatro meses de salários atrasados e dívidas diversas com os mesmos. Dezenas de aviões, ficaram retidos no hangar da VEM no Galeão sem poder voar. Alguns outros aviões ficaram parados por outros locais do Brasil e do mundo, como o Boeing 777-200 PP-VRE que ficou parado em Nova Iorque e o PP-VRJ em Salvador. A 3 de agosto de 2006, a Varig operou seu último voo internacional. Nesse dia os vôos da Varig foram proibidos de pousar em Lisboa, Paris, Madri, Londres, Roma, Zurique e Beirute. O único lugar onde os vôos puderam pousar foi em Frankfurt. Dois MD-11, que decolaram para São Paulo e Rio de Janeiro terminando os vôos internacionais da Varig. Os passageiros remanescentes voltaram em vôos da Lufthansa.

Em 28 de novembro de 2006, a Varig anunciou que ia operar mais sete rotas entre 18 de dezembro e 4 de março. Desta forma, a empresa passou a voar para 12 destinos nacionais e quatro internacionais: Belo Horizonte, Florianópolis, Porto Seguro, Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, Salvador, Fortaleza, Recife, Porto Alegre, Curitiba e Manaus (nacionais), e Caracas, Bogotá, Buenos Aires e Frankfurt (internacionais).

Em 14 de dezembro de 2006, a Varig recebeu o Certificado de Homologação de Empresa de Transporte Aéreo (CHETA) da Anac e as demais concessões para funcionamento, iniciando, em definitivo, a nova Varig.

Compra pela Gol Transportes Aéreos[editar | editar código-fonte]

Em 9 de abril de 2007 a VRG Linhas Aéreas S/A foi comprada pela Gol Transportes Aéreos, por meio de uma subsidiária desta, a GTI S.A. A compra foi feita dessa forma para evitar a transferência das dívidas da Varig para a Gol.

Fim da recuperação judicial[editar | editar código-fonte]

Boeing da Varig com a nova pintura.

Em setembro de 2009, o juiz Luiz Roberto Ayoub, titular da 1ª Vara Empresarial do Rio, decretou o fim da recuperação judicial da Varig antiga, que estava operando com a bandeira Flex Linhas Aéreas. De acordo com ele, as obrigações do plano de reestruturação foram cumpridos no prazo de dois anos. A partir da publicação dessa sentença, o que ocorreu no dia 1º, Ayoub informa que a Flex tinha um prazo de 10 dias para a transição da gestão da companhia, que voltou para a Fundação Rubem Berta, acionista majoritária da Flex, com 87% do capital. A fundação havia sido afastada da gestão da Flex por Ayoub em dezembro de 2005. A Flex Linhas Aéreas em sua curta existência operou com apenas um Boeing 737-300. Neste período realizou apenas alguns voos para a Gol/Varig, por meio de acordo. O último voo ocorreu em novembro de 2009, simbolizando assim o fim da empresa.

A falência[editar | editar código-fonte]

No dia 20 de agosto de 2010, a Justiça do Rio de Janeiro decretou falência da antiga Varig, além de mais duas empresas do grupo, a Rio Sul Linhas Aéreas e a Nordeste Linhas Aéreas. O comunicado oficial foi feito pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ). Segundo o tribunal, o pedido foi feito pelo próprio administrador e gestor judicial do grupo, Licks Associados, que alegou que a 'Viação Aérea Rio Grandense' não tinha condições de pagar suas dívidas.

A antiga Varig faliu sem ver o fim da ação que cobrava da união cerca de R$ 4 bilhões por perdas com o congelamento de tarifas nas décadas de 1980 e 1990. Após o ano de 2003 até o último dia de existência da Varig, o Governo do Brasil devia à Varig cerca de R$ 7,0 bilhões que, se fossem pagos, provavelmente a Varig não teria falido, assim como as empresas VASP e Transbrasil também não teriam falido, já que as mesmas cobravam dívidas pelo mesmo motivo da união. A empresa ganhou a questão no Superior Tribunal de Justiça (STJ), mas a disputa judicial seguiu para o Supremo Tribunal Federal, onde ainda não foi julgada.

Processo de falência suspenso[editar | editar código-fonte]

A falência da "Velha Varig", decretada no dia 20 de agosto de 2010, foi suspensa pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ). A corte, ao analisar um recurso da Fundação Ruben Berta, controladora da empresa com 87 % dos papéis da Flex, concedeu o que juridicamente se chama de efeito suspensivo à falência, até que o mérito do pedido que contesta a quebra seja julgado. Na prática, a companhia aérea volta ao status de empresa em recuperação judicial, pois o próprio tribunal já havia suspendido o encerramento da recuperação, determinado em setembro de 2009 pela primeira instância da Justiça do Rio.

Subsidiárias[editar | editar código-fonte]

Amadeus Brasil[editar | editar código-fonte]

Foi uma joint-venture criada em 1999 entre a Varig (51%), Amadeus Internacional (34%) e Transbrasil (15%) [3] no sistema de reservas.

Banco Varig[editar | editar código-fonte]

Unidade financeira do grupo, teve as operações encerradas em 1996.[4]

Companhia Tropical de Hotéis[editar | editar código-fonte]

Conhecida como Tropical, a rede foi fundada em 1959 como Realtur S/A Hotelaria, pertencente ao Consórcio Real. O primeiro hotel foi em Foz do Iguaçu, seguido pouco tempo depois do Hotel da Bahia, arrendado do governo baiano[5] . Atualmente possui hotéis em Manaus, João Pessoa e Porto Seguro.

GE Varig Engines Services[editar | editar código-fonte]

Joint-venture entre a Varig e a GE Celma na revisão dos motores CFM-56, CF6-50 e CF6-80C2[6] junto às instalações da Varig no Aeroporto Internacional do Galeão.

Nordeste[editar | editar código-fonte]

Embraer EMB-120 da Nordeste Linhas Aéreas.

Em 1975, o Governo Federal criou o SITAR, com o objetivo de aumentar o número de cidades do interior servidas por vôos regulares. Cinco regiões foram delimitadas, ficando cada uma delas reservada para a exploração comercial por uma empresa regional. À Nordeste Linhas Aéreas S.A. coube unir a região aos estados do Minas Gerais e Nordeste. A companhia foi criada em sociedade do Governo da Bahia, Transbrasil S.A. e VOTEC. Entrou os anos 80 colecionando acidentes aéreos com seus Embraer 110 Bandeirante e problemas entre os sócios, até ser adquirida pelo Grupo Coelho (da família do ex-governador da Bahia Nilo Coelho). Em 1991 a companhia foi pioneira do uso do Fokker 50 no Brasil ao arrendar a seronave com o registro PH-JXK. Em 1992 adquiriu um Embraer 120 Brasília melhorando seus serviços e com a intenção de operar apenas com esse tipo de avião.

Em 1995 o sucesso chegou quando a Rio-Sul adquiriu o controle da Nordeste dando a empresa uma nova identidade corporativa, e adicionando a frota aeronaves de tipo Boeing 737-500, Fokker 50 e Embraer 120, através de um plano de retirada imediáta dos Embraer 110 Bandeirante remanescentes. Até 2002 experimentou apenas crescimento e sucesso chegando a operar quase 8 Boeing 737, das séries 500 e 300.

Posteriormente a empresa foi completamente cedida à VARIG S.A., bem como rotas e funcionários, porém o nome ainda era visto nas fuselagens pelo Brasil afora.

Pluna[editar | editar código-fonte]

A Pluna foi fundada em 1936 em Montevidéu, Uruguai. Em 1995 a Varig assume a gestão da empresa aérea em troca de 49% das ações. Foi realizada mudança da identidade visual, novos serviços e integração com a Varig. Depois de tentar vender os 49% para a Conviasa[7] e Aerolíneas Argentinas, o contrato de gerenciamento foi desfeito e a Pluna foi transformada em empresa estatal.

Rio Sul[editar | editar código-fonte]

A empresa foi criada em 24 de agosto de 1976 e suas operações tiveram início em setembro do mesmo ano.

Na época, o Brasil passava atravessava uma fase de "milagre econômico" o que fez com que o Ministério da Aeronáutica dividisse o país em cinco regiões - Norte, Nordeste, Central, São Paulo/Centro Oeste e Sul. Desta maneira, oferecendo oportunidade de companhias de Taxi aéreo realizarem exploração comercial destas áreas como empresas regionais. Também estavam presentes no consórcio o Banco Bradesco e a seguradora Atlantic-Boavista.

A Top Táxi Aéreo associou-se à Varig originando a Rio Sul Linhas Aéreas S/A, uma empresa somente de vôos regionais, iniciando seus vôos com uma frota de oito aviões.

O primeiro voo da nova companhia foi realizado no dia 9 de setembro de 1976, na linha Porto Alegre/Pelotas/Rio Grande. A Rio-Sul começou a operar seus primeiros vôos com dois Embraer EMB-110 Bandeirante e 4 Piper NavajoChieftain, além de dois jatos executivos Sabreliner 60 que faziam vôos fretados. Havia também um jato Learjet, propriedade de terceiros que era utilizado em vôos de táxi aéreo agenciados pela própria Rio-Sul. No início da década de 80, a Sul América Seguros vendeu suas ações à Fundação Rubem Berta e à Cruzeiro e, por conta disso, o grupo liderado pela Varig passou a deter dois terços do controle acionário da companhia. Em 1982 a empresa já totalmente estabelecida no mercado passou a operar em maio daquele mesmo ano 2 Fokker F-27 e a empresa pode ver a cada ano seu potencial crescer, dando lucro a empresa. Com a criação do Aeroporto Internacional de Guarulhos, em janeiro de 1985, Congonhas acabou perdendo suas principais ligações domésticas. Em novembro daquele mesmo ano, as empresas solicitaram ao Departamento de Aviação Civil (DAC) a autorização para operar um novo serviço de vôos que ligasse os aeroportos centrais de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e também o de Curitiba. Nasciam os chamados Vôos Diretos ao Centro, que logo tiveram boa aceitação entre os passageiros que voavam a negócios. Esses vôos teriam início em maio de 1986 e da Rio-Sul foram designadas as linhas Rio-Belo Horizonte e São Paulo-Curitiba. Neste mesmo ano a empresa já contava com uma frota de 8 Fokker F-27 e 7 Bandeirantes.

Rotatur[editar | editar código-fonte]

Divisão da Varig dedicada ao fretamento de aeronaves e a comercialização de passagens baratas. Nunca chegou a operar com aeronaves próprias. Aluga aeronaves da Varig, EuroAtlantic ou BRA Transportes Aéreos.

Serviços Auxiliares de Transporte Aéreo (SATA)[editar | editar código-fonte]

Era a empresa de ground handling ("apoio em solo") da Varig. Foi fundada em 1954 em parceria com 11 empresas aéreas.[8] Chegou a ser a maior empresa de ground handling da América Latina.[carece de fontes?]

Serviços Aéreos Cruzeiro do Sul[editar | editar código-fonte]

A Cruzeiro do Sul foi adquirida pela Varig em maio de 1975. Manteve a empresa independente, realizando serviços domésticos, para as Guianas e Cone Sul com Airbus A300B4-200, Boeing 727-100 e Boeing 737-200. A manutenção da Cruzeiro do Sul foi devido ela possuir direitos de tráfego para outros países que, caso fosse incorporada pela Varig, seriam anuladas e passadas para a concorrência. No início dos anos de 1990 houve desregularização parcial do setor, permitindo a Vasp e Transbrasil operarem vôos internacionais regulares. Sem a necessidade de manter a reserva de mercado, a Varig decide encerrar as operações da Cruzeiro em 01/01/1993, entretanto, alguns Boeing 737-200 continuariam a utilizar as cores da empresa, mas em vôos com numeração e equipe técnica Varig.

Varig Engenharia e Manutenção[editar | editar código-fonte]

Empresa dedicada a manutenção das aeronaves do Grupo Varig e de terceiros. Os dois principais centros de manutenção eram localizados nos aeroportos Salgado Filho, em Porto Alegre, e no Galeão, Rio de Janeiro. Vendida em 2006 para a AeroLB, que tinha como sócia a companhia aérea TAP Portugal.

Varig Log[editar | editar código-fonte]

Foi a maior empresa de carga aérea da América Latina, em 2000 passou a ser empresa independente do Grupo Varig. Enquanto era subsidiária da Varig operou com aeronaves Boeing 727-100, Boeing 727-200, McDonnell Douglas DC 10-30 e McDonnell Douglas MD 11. Em 23 de junho de 2006, a ANAC aprovou a venda da Varig Log para a Volo do Brasil S.A.,[9] empresa representante do fundo norte-americano MattlinPatterson.

Varig Trading[editar | editar código-fonte]

Fundada em 1987 como forma de comercializar produtos para exportação e importação, aproveitando a estrutura das agências da Varig no exterior. Teve vida curta. [10]

Varig Travel[editar | editar código-fonte]

Fundada em 2001, tinha como objetivo vender pacotes turísticos aproveitando a estrutura da Varig[11] . Tinha como sócia a operadora Panexpress com 8% de participação. Fechou em 2004.

Patrimônio[editar | editar código-fonte]

Variguinho[editar | editar código-fonte]

Variguinho foi um personagem infantil criado para ser mascote da companhia aérea Varig no final dos anos 1980.

O personagem foi idealizado pelo publicitário e desenhado por Delcio Pereira. Tinha o formato de um pequeno avião humanizado, com corpo "rechonchudo", nariz preto e usando as asas como braços.

A figura do aviãozinho foi usada em desenho animado para filmes comerciais para TV, vídeos institucionais e uma série de revistas em quadrinhos que chegou a ter 30 edições publicadas (distribuídas em vôos e vendidas em bancas de jornais). A revista era publicada pela Editora Ícaro, da própria Varig, com arte de Carlos Avallone e textos de Sonia Salerno Forjaz, entre outros. As publicações traziam ainda passatempos e informações de curiosidades relativas à aviação.

Para os quadrinhos, Variguinho ganhou uma história pregressa e um conjunto de personagens coadjuvantes: cinco amigos, todos crianças, cada um representando uma raça ou patrimônio cultural da sociedade brasileira. Déa (germano-brasileiros), Taka (nipo-brasileiros), Juva (afro-descendentes), Néte (ítalo-brasileiros) e Rubinho (luso-brasileiros). Os desenhos animados eram produzidos pela Signos Comunicações, a princípio para serem exibidos apenas dentro dos aviões. Depois, a série de 8 filmetes foi veiculada também como anúncio de televisão. Também foram lançados brinquedos, miniaturas, adesivos para carros e outros produtos com a franquia.

O Variguinho chegou a fazer parte do imaginário de uma geração da elite e da classe média das grandes cidades brasileiras, cujos pais eram passageiros (freqüentes ou esporádicos) dos vôos da Varig. Os filmes e quadrinhos em geral traziam temáticas educativas e cívicas, como a História do Brasil, as diferentes regiões e culturas do país, os direitos humanos e direitos da criança e do adolescente.

O tema musical dos desenhos fazia referência ao popular jingle da Varig nos anos 1980 e 1990, "Varig, Varig, Varig", com a seguinte letra no refrão: "Varig, Varig, Variguinho / Ensinando com emoção / Varig, Varig, Variguinho / Nosso amigo, nosso avião!".

Em sua concepção e design, o personagem guardava alguma semelhança com outros mascotes de linhas aéreas, como o AAiron da American Airlines, o Capitão Blue Sky da Sabena e o aviãozinho-símbolo da iugoslava JAT. Também lembrava, de certa forma, o aviãozinho Pedro do filme Alô, Amigos (1943) de Walt Disney.

Ícaro[editar | editar código-fonte]

Ícaro foi uma revista brasileira criada em outubro de 1983[12] Criada pelo grupo da extinta companhia aérea Varig para ser uma revista de bordo, no início de sua circulação destinava-se apenas aos passageiros dos voos da empresa. A partir de novembro de 1985 passou a ser vendida também em bancas de jornal[13] .

Após uma pausa na circulação e reformulação organizacional em 2006, a revista acabou extinta meses depois junto com a companhia que a criou[14] .

Museu da Varig[editar | editar código-fonte]

Foi um museu brasileiro localizado em Porto Alegre, na rua Augusto Severo, 851, bairro São João. Foi fechado em 2007 em função da falência da Varig.

No acervo do museu constavam modelos de aviões utilizados pela Varig, coleção de protótipos, de motores de aeronaves do período de 1927 a 1955 e os uniformes da empresa. Também podia-se ter acesso à cabine do avião DC-3, matrícula PP-ANU, que foi vendido para um aeroclube do interior do estado, e à cabine de passageiros de avião moderno (Boeing 737-300), com simulação de voo. O destino do acervo do museu é incerto, embora haja especulações de que esse acervo iria para o Museu de Ciência e Tecnologia da PUCRS, que faria uma seção sobre a história da Varig.

Varig Engenharia e Manutenção[editar | editar código-fonte]

A VEM (Varig Engenharia e Manutenção) foi um dos maiores centros de manutenção aeronáutica da América Latina, criado pela Varig. Situado na Estrada das Canárias 1862 Ilha do Governador, tinha um hangar com vão livre de 100m, 30m de altura, 60m de profundidade é capaz de abrigar 3 Boeing 737-800 simultaneamente, em 2005 pediu recuperação judicial (processo semelhante à concordata) e em 2006 vendeu a empresa de manutenção devido a uma grave crise financeira, tendo sido adquirida pelo Grupo TAP.

Varig Flight Training Center[editar | editar código-fonte]

Com a venda da VARIG em julho de 2006, o Centro de Treinamento passou a ser uma unidade de negócio independente, com uma área própria de aproximadamente 28 mil metros quadrados, foto aérea no Rio de Janeiro. O desenvolvimento tem sido contínuo e hoje, o então FLEX Aviation Center - FAC conta com uma estrutura única na América Latina, tendo os mais modernos recursos e equipamentos em treinamento à disposição dos seus clientes, com o objetivo de atender ao mercado da aviação civil nacional e internacional, e tendo a VARIG como mais um de seus clientes.

Curiosidades[editar | editar código-fonte]

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  • Os primeiros pilotos da Varig eram todos alemães.
  • A frota da Varig foi composta em 1943 com Lockheed L-10E Electra, antes era apenas uma coleção de aviões
  • 427 aeronaves foram operados entre 1927 e 2006
  • A frota da Varig dobrou depois incorporação da Real Aerovias com DC-3, C-46, Convairs, Constellations e novos DC-6
  • 1955 inauguração da primeira rota internacional de Longo Curso: Porto Alegre/Congonhas/Galeão/Belém/Ciudad Trujillo/Nova Iorque
  • Primeira empresa a operar jatos no Brasil, com Caravelle matriculado PP-VJC na rota Rio-Nova Iorque
  • Com a incorporação da Real Aerovias e da Panair do Brasil, a Varig herdou três Convairs 990 Coronado e dois Douglas DC-8. A Varig passou a ser a única empresa aérea no mundo a operar os três jatos concorrentes Americanos. Os DC-8 operaram de 1965 a 1977 e os Convair de 1963 a 1971
  • Sete acidentes com perda total, cinco deles fatais. As aeronaves vitimadas foras PP-VJB, VJR, VLJ, VJZ, VLU, VJT, VJK. Destaque para o PP-VJZ, que se acidentou no voo Varig 820, o pior acidente da história da Varig e o PP-VLU, que desapareceu no Pacífico sem deixar rastros, permanecendo até hoje o maior mistério da aviação comercial.
  • A primeira companhia a fazer um voo a para Japão foi a Real Aerovias. A rota foi suspensa pela Varig após a compra da empresa e retomada apenas em 1968.
  • O primeiro Boeing 707 a chegar ao Brasil foi o PP-VJA, um jato 707-441 que foi entregue em junho

de 1960. Foram operados três aviões da versão 707-400.

  • Os DC-10-30 da Varig foram os primeiros jatos de fuselagem larga na aviação brasileira. Eles substituiram os 707 e integraram nas rotas para a África, Europa, Japão e Estados Unidos.
  • Os 767 foram os aviões que operaram com mais esquemas de pintura, desde o adotado em 1950 com a chegada dos DC-3, até o operado atualmente. No total foram cinco, os dois citados mais as cores de 1997, com a cauda azul e a estrela amarela, as de 2004, com o nome Varig em destaque na fuselagem e o esquema utilizado pela Varig antes do novo instalado pela GOL, o mesmo das cores de 2005 porém com a barriga branca. Os aviões também operaram com um os esquemas da Star Alliance (cauda branca) e o da Copa do mundo de 2002.
  • Os Boeing 737-300 foram as aeronaves operadas em maior número. Ao todo foram 47 aeronaves.
  • A Varig chegou a operar dois 737-800, com função de substituir os 737-300. Matriculados PP-VSA/VSB operaram apenas por quatro anos, e voam hoje na GOL, sob matrículas PR-GIO/GIP.
  • Os MD-11 foram os jatos de fuselagem larga mais importantes na história da Varig. O avião até a chegada dos 777, voou todas nas principais rotas para a América do Sul, revezando com o 767 apenas na rota para Madri e na de Lisboa, (que só era eventualmente operada com os MD-11) e ainda as rotas para Nova Iorque, Miami, México, Chicago, Toronto, Los Angeles, Toronto, Tóquio, Nagoya, Johanesburgo, Bangcoc e Hong kong (alternando com o 747 até 1994).
  • A Varig foi a maior operadora mundial do MD-11 na versão de passageiros com 26 Aeronaves.
  • A Varig transportou inúmeras celebridades, incluindo jogadores da Seleção Brasileira de Futebol, presidentes de várias nações, seleções de futebol e artistas. Alguns momentos marcantes na história da empresa foram a visita do Papa João Paulo II a um DC-10 da Varig em 1980, o transporte do corpo do piloto Ayrton Senna da Itália para o Brasil, a chegada da seleção brasileira tetracampeã no espaço aéreo de Brasília em 1994 com o DC-10-30 com pintura comemorativa da seleção escoltado por jatos da Força Aérea Brasileira, seguida do taxiamento da aeronave com o jogador Romário empunhando a bandeira brasileira na janela da cabine de comando.
  • A Varig teve participação ativa na construção da Capital Federal. Inúmeros voos cargueiros da empresa transportaram milhares de toneladas de material até a então remota região do Planalto Central, materiais esses empregados nas centenas de obras em andamento.
  • Todos os voos da Varig para o Japão faziam escala em Los Angeles, tornando-a a companhia brasileira mais conhecida entre os passageiros japoneses e norte-americanos.
  • A Varig transportou todos os presidentes brasileiros desde Getúlio Vargas até Fernando Henrique Cardoso.
  • Durante os anos áureos da empresa, seus escritórios de reservas e atendimento aos passageiros e clientes no exterior eram considerados verdadeiros consulados extra-oficiais do país, pois prestavam os mais variados serviços de apoio e forneciam inúmeras informações ao público brasileiro em viagem. Além da excelência no atendimento, essas lojas também eram famosas pelo seu requinte e localização privilegiada como a de Paris que ficava em plena Avenida Champs-Élysées e a de New York que ficava instalada no Rockefeller Center. Muitas vezes serviam de ponto de encontro para grupos de turistas que se dividiam em diferentes roteiros pelas cidades visitadas.
  • O serviço de bordo sempre primou pelo requinte, conforme padrão idealizado por Ruben Berta. Na Primeira Classe, era servido caviar. Nos estertores da Varig, revelou-se que a iguaria era desviada e revendida por um quinto do preço original. Em entrevista ao Jornal do Brasil, o socialite Bruno Chateaubriand declarou que só fazia festas com o "caviar da Varig", que custava à empresa R$ 6 milhões ao ano.[15]
  • A antiga Varig Engenharia e Manutenção, atual TAP Engenharia e Manutenção, foi reconhecida pelo seu alto padrão técnico, tendo prestado serviços para diversas outras empresas nacionais e internacionais. Os dois principais parques de manutenção estão localizados na cidade do Rio de Janeiro, onde está o maior hangar da América Latina (assim como maior vão livre coberto da América Latina) e em Porto Alegre.
  • Em meados de 2001 o jornalista e especialista em aviação, Edmundo Ubiratan, criou um website com a história integral da companhia até seus 75 anos. O website, hoje fora do ar, é ainda considerado um dos maiores acervos digitais sobre a história da Varig.
  • Para alguns fãs da VARIG, a empresa existiu por dois anos sob a marca Flex.
  • Quando operou os Boeing 777, a Varig matriculou as aeronaves com prefixos PP-VR*. Algumas aeronaves assim registradas foram carinhosamente apelidadas, como registrado com o PP-VRC "Roberto Carlos" e PP-VRD "Regina Duarte". Oficialmente apenas o PP-VRA e PP-VRB foram oficialmente batizado como Otto Ernst Meyer e Ruben Berta, respectivamente, devido ao aniversário de 75 anos da empresa.
  • O Boeing 777-222ER PP-VRE foi batizado de Ruben Berta em 2005. Isso ocorreu por causa da ameaçada de arrestar o PP-VRB.

Acidentes e incidentes[editar | editar código-fonte]

A Varig teve uma série de acidentes ao longo de sua história, os quatro mais famosos foram:

  • 11 de julho de 1973, voo 820 próximo a Paris, França: Um Boeing 707 fez um pouso forçado devido a fogo num toalete, com 123 mortes, entre eles viajava Filinto Müller, ex-chefe da polícia política de Getúlio Vargas; o cantor Agostinho dos Santos; a socialite Regina Léclery. Os poucos sobreviventes eram tripulantes, que correram para a cabine de comando, além de um único passageiro;
  • 30 de janeiro de 1979, Boeing 707-323 Cargo prefixo PP-VLU: Sob o comando do mesmo comandante do voo 820 de Paris (um dos poucos sobreviventes), o avião desapareceu sobre o Oceano Pacífico cerca de trinta minutos após a decolagem em Tóquio. Nenhum sinal da queda (destroços ou corpos) jamais foi encontrado. O voo de carga transportava, entre outros itens, 153 quadros do pintor Manabu Mabe, que voltavam de uma exposição no Japão. As pinturas foram avaliadas na época em mais de US$ 1,24 milhões. É conhecido por ser um dos maiores mistérios da história da aviação até os dias de hoje;
  • 2 de janeiro de 1987, o voo 797 entre Abidjan e o Rio de Janeiro operado pelo Boeing 707 caiu quando tentava regressar ao Aeroporto africano com problemas em um dos motores. Dos 51 ocupantes somente 1 sobreviveu.
  • 3 de setembro de 1989, voo 254 próximo a São José do Xingu, Brasil: erro de navegação do comandante Garcez e do co-piloto Zille fez com que o avião, um Boeing 737-200, vagasse sobre a Amazônia até que o combustível terminasse, obrigando-os a um pouso forçado noturno na selva. Doze dos 48 passageiros morreram no acidente. Os sobreviventes foram forçados a buscar ajuda antes de serem descobertos dois dias depois;

Destinos domésticos[editar | editar código-fonte]

Estado Destinos
Acre Acre Cruzeiro do Sul - Rio Branco - Xapurí
Amapá Amapá Macapá
Alagoas Alagoas Maceió
Amazonas Amazonas Manaus - Tabatinga - Tefé
Bahia Bahia Barreiras - Ilha de Comandatuba - Ilhéus - Lençóis - Paulo Afonso - Porto Seguro - Salvador - Vitória da Conquista
Ceará Ceará Fortaleza - Juazeiro do Norte
Distrito Federal (Brasil) Distrito Federal Brasília
Espírito Santo (estado) Espírito Santo Vitória
Goiás Goiás Caldas Novas - Goiânia
Maranhão Maranhão Imperatriz - São Luiz
Mato Grosso Mato Grosso Cuiabá
Mato Grosso do Sul Mato Grosso do Sul Campo Grande
Minas Gerais Minas Gerais Araxá - Belo Horizonte - Governador Valadares - Ipatinga - Juiz de Fora - Montes Claros - Uberaba - Uberlândia
Pará Pará Altamira - Belém - Carajás - Marabá - Monte Dourado - Santarém - Trombetas - Tucuruí
Paraíba Paraíba Campina Grande - João Pessoa
Paraná Paraná Apucarana - Cascavel - Cornélio Procópio - Curitiba - Foz do Iguaçu - Guarapuava - Londrina - Maringá - Paranaguá - Ponta Grossa - União da Vitória - Palotina - Guaíra
Pernambuco Pernambuco Petrolina - Recife
Piauí Piauí Teresina
Rio de Janeiro Rio de Janeiro Campos - Macaé - Rio de Janeiro
Rio Grande do Norte Rio Grande do Norte Natal - Mossoró
Rio Grande do Sul Rio Grande do Sul Alegrete - Bagé - Bento Gonçalves - Carazinho - Cachoeira do Sul - Caxias do Sul - Cruz Alta - Erechim - Guaporé - Ijuí - Itaqui - Jaguarão - Santana do Livramento - Passo Fundo - Pelotas - Porto Alegre - Quaraí - Rio Grande - Rosário do Sul - São Borja - São Gabriel - Santa Maria - Santa Vitória do Palmar - Uruguaiana
Rondônia Rondônia Porto Velho
Roraima Roraima Boa Vista
Santa Catarina Santa Catarina Araranguá - Blumenau - Brusque - Chapecó - Criciúma - Florianópolis - Itajaí - Joaçaba - Joinville - Lages - Navegantes - Tubarão
São Paulo São Paulo Campinas - Ribeirão Preto - Santos - São José do Rio Preto - São José dos Campos - São Paulo
Sergipe Sergipe Aracaju
Tocantins Tocantins Araguaína - Palmas

Destinos Internacionais[editar | editar código-fonte]

País Destinos
África do Sul África do Sul Cidade do Cabo - Joanesburgo
Alemanha Alemanha Frankfurt - Munique
Angola Angola Luanda
Argentina Argentina Buenos Aires - Córdoba - Rosário - Mendoza - Bariloche (sazonal)
Aruba Aruba Oranjestaad
Barbados Barbados Bridgetown
Bolívia Bolívia La Paz - Santa Cruz de la Sierra
Cabo Verde Cabo Verde Praia - Sal
Canadá Canadá Montreal - Toronto
Chile Chile Santiago
Colômbia Colômbia Bogotá - Letícia (Operado pela Cruzeiro do Sul)
Costa Rica Costa Rica San José
Costa do Marfim Costa do Marfim Abidjan
Dinamarca Dinamarca Copenhagen
Equador Equador Guayaquil - Quito
Espanha Espanha Barcelona - Madrid
Estados Unidos Estados Unidos Anchorage - Atlanta - Chicago - Honolulu - Los Angeles - Miami - Nova Iorque - Orlando - San Francisco - Washington
França França Paris - Caiena (Operado pela Cruzeiro do Sul)
Países Baixos Holanda Amsterdam
Guiana Guiana Georgetown (Operado pela Cruzeiro do Sul)
Hong Kong Hong Kong Hong Kong
Itália Itália Milão - Roma
Japão Japão Nagoya - Tokyo
Líbano Líbano Beirute
Libéria Libéria Monórvia
México México Cancún - Cidade do México
Moçambique Moçambique Maputo
Nigéria Nigéria Lagos
Panamá Panamá Cidade do Panamá
Paraguai Paraguai Assunção
Peru Peru Lima - Iquitos (Operado pela Cruzeiro do Sul)
Portugal Portugal Lisboa - Porto
Reino Unido Reino Unido Londres
República Dominicana República Dominicana Santo Domingo
Suíça Suíça Genebra - Zurique
Senegal Senegal Dakar
Suriname Suriname Paramaribo (Operado pela Cruzeiro do Sul)
Tailândia Tailândia Bangkoc
Trinidad e Tobago Trinidad e Tobago Port of Spain (Operado pela Cruzeiro do Sul)
Uruguai Uruguai Montevidéu
Venezuela Venezuela Caracas - Puerto Ordaz

Aeronaves utilizadas pela VARIG em sua história (1927-2008)[editar | editar código-fonte]

Boeing 737-300, o avião mais utilizado pelo Grupo Varig.
Aeronave Quantidade Período de operação notas
Dornier Do J Wal 1 1927-1930 Primeira Aeronave da Varig e do Brasil. Batizado "Atlântico".
Junkers G-24 1 1927 Arrendado do Syndicato Condor
Dornier Merkur 1 1928-1930 Batizado "Gaúcho".
Morane Sauliner 1 1930-1931
Klemm L-25 2 1930-1937
Nieuport Délage 641 1 1931
Junkers A50ce 3 1931-1934 PP-VAI batizado "Bagé".
Junkers F-13 2 1932-1948 PP-VAG Batizado "Santa Cruz".
Messerschmitt Bf-108B 1 1936 Perdido em acidente
Messerschmitt Me 20B2 1 1937-1944 Batizado "Aceguá"
Junkers Ju52 1 1938-1943 Primeiro grande orgulho na frota da Varig. Batizado "Mauá".
Focke Wulf Fw 58 Kl2 1 1940-1941 Arrendado do Syndicato Condor. "Batizado Aquirí".
Fiat G.2 1 1942-1945 Apelidado "Spaghetti" e batizado "Jacuí".
De Havilland DH-89 Dragon Rapide 1 1942-1945 Batizado "Chuí", preservado no MUSAL. Responsável pela primeira viagem internacional da Varig, de Porto Alegre a Montevidéu(URU).
CANT Z.1012 1 1943 Perdido em acidente
Lockheed L-10E Electra 8 1943-1955 Primeiros tipos que compuseram uma frota.
Douglas DC-3 48 1946-1971 Aeronave que mais contribui para expansão da Varig.
Noordyun UC-64A-Noresman 1 1947-1950 Utilizado no transporte de cargas.
Curtiss C-46 29 1948-1971
Convair 240 14 1954-1968
Lockheed Constellation 10 1955-1966 Inauguraram a rota Porto Alegre-Nova Iorque. 7 da versão G e 3 da versão H(Provenientes da Real Aerovias)
Sud Aviation SE-210 Caravelle I 3 1959-1964 Primeiro jato do Brasil.
Boeing 707-441 3 1960-1979
Douglas DC-6 5 1961-1968 Provenientes da Real Aerovias
Convair 340 3 1961-1963 Provenientes da Real Aerovias
Convair 440 12 1961-1963 Provenientes da Real Aerovias
Lockheed L-188 Electra 15 1962-1991 Primeiro Turbo-hélice da Varig
Convair 990 3 1963-1971 Aeronave mais rápida da época. Provenientes da Real Aerovias.
Hawker Siddeley Hs-748 "AVRO" 11 1965-1976
Douglas DC-8 2 1965-1975 Provenientes da Panair do Brasil
Boeing 707-320/320C 3 1966-1990
Beechcraft B-99 Airliner 1 1968 Operado por quatro meses fazendo testes que visavam adesão do modelo a frota.
Fairchild Hiller FH-227B 4 1970-1975 Arrendado do Governo Federal, cujo pagamento era para amortizar as dívidas da Paraense.
Boeing 727 11 1970-1992 Repassados a Varig Log onde ficaram até 2007.
Boeing 737-200 20 1974-2003 Substitutos do DC-3.
Douglas DC-10 16 1974-1999 Primeiro Widebody do Brasil. Alguns repassados a Varig Log onde ficaram até 2008.
NAMC YS-11 4 1976-1977 Operados pela Cruzeiro
Airbus A300 2 1981-1990
Boeing 747-200 4 1981-1995 Primeiro 747 Brasileiro.
Fokker F27 13 1984-1992 Rio Sul
Embraer EMB-110 20 1984-1995 13 Nordeste e 7 Rio Sul
Boeing 747-300 5 1985-2000 2 da versão Combi.
Boeing 767-200 8 1987-2003 PP-VNS pintado nas cores da Star Alliance
Boeing 737-300 52 1987-2008 Substitui Boeing 737-200 e os Electra. 45 da Varig, 4 da Rio Sul e 3 da Nordeste
Embraer EMB-120 18 1988-2001 6 Nordeste e 12 RioSul
Boeing 767-300ER 9 1989-2008 PP-VOI pintado nas cores da Star Alliance com cauda branca.
Fokker F50 16 1992-2001 6 Nordeste e 10 RioSul
Boeing 747-400 3 1991-1994 Maior avião operado pela Varig.
Boeing 737-500 20 1992-2005 4 Nordeste e 16 RioSul.
McDonnell Douglas MD-11 26 1992-2006 PP-VPP pintado para a Copa do Mundo de 1998. PP-VTI pintando para a Copa do Mundo de 2006. PP-VTH e PP-VTU nas cores da Star Alliance.
Boeing 737-700 10 1999-2006 5 Varig 5 Rio Sul.
Embraer ERJ-145 16 2000-2005 Operados pela Rio Sul, que alugava alguns para a Nordeste.
Boeing 737-400 8 2000-2002

2004-2006

Os 4 primeiros provenientes da Transbrasil.
Boeing 737-800 2 2001-2006
Boeing 777-200 8 2001-2006 PP-VRA Batizado "Otto Meyer" e PP-VRB Batizado "Rubem Berta".
Boeing 757-200 4 2004-2006 Ex-Iberia.
Airbus A340-300 2 - Entrariam em serviço em 2007 para substituir o MD-11[16] . Não chegaram a ser recebidos pela Varig.

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Total de 377 Aeronaves

Frota utilizada pela VARIG[editar | editar código-fonte]

Frota operada pela VARIG
Prefixo Aeronave Serial Ano f.f Notas
PP-CJR Boeing 737 2C3 21015 1975
PP-VMF Boeing 737 241 21001 1974
PP-VMH Boeing 737 241 21003 1974
PP-VMI Boeing 737 241 21004 1974
PP-VMQ Douglas DC-10-30 46941 1974
PP-CJN Boeing 737 2C3 21012 1975 Acidentado/Goiânia-GO
PP-CJO Boeing 737 2C3 21013 1975 Acidentado/Carajás-PA
PP-PEA Douglas DC-8-32 45253 1959 Acidentado/Monrovia,Liberia-Robertsfield
PP-VDN British Aerospace 748-2A/235 1625 1967 Acidentado/Pedro Afonso
PP-VDQ British Aerospace 748-2A/235 1628 1968 Acidentado/Uberlândia-MG
PP-VDU British Aerospace 748-2A/235 1632 1968 Acidentado/Porto Alegre-RS
PP-VJB Boeing 707 441 17906 1960 Acidentado/Lima-Peru
PP-VJD SE-210 Caravelle 15 1959 Acidentado/Brasília-DF
PP-VJK Boeing 707 379C 19822 1968 Acidentado/Ville of Grand Alepe/Costa do Martin
PP-VJP Lockheed L-188 Electra 1049 1959 Acidentado/Porto Alegre-RS
PP-VJR Boeing 707 341C 19320 1966 Acidentado/Rio de Janeiro-RJ (GIG)
PP-VJT Boeing 707 341C 19322 1967 Acidentado/Manaus-AM
PP-VJZ Boeing 707 345C 19841 1968 Acidentado/Paris-França
PP-VLJ Boeing 707 327C 19106 1966 Acidentado/Rio de Janeiro-RJ (GIG)
PP-VLU Boeing 707 323C 19235 1966 Acidentado/Oceano Pacífico
PP-VMK Boeing 737 241 21006 1975 Acidentado/São José do Xingu-MT
PP-VNT Boeing 737 33A 23828 1987
PP-VNX Boeing 737 33A 23829 1987
PP-VNY Boeing 737 3K9 24864 1990
PP-VNZ Boeing 737 3K9 24869 1990
PP-VON Boeing 737 341 24935 1990 Foi Operado pela Webjet como PR-WJJ
PP-VOY Boeing 737 3K9 25210 1991
PP-VOZ Boeing 737 3K9 25239 1991
PP-VPB Boeing 737 341 26856 1992 Em Operação com Wilmington Trust Company como N147WJ
PP-VPC Boeing 737 341 26857 1992 Foi Operado pela Webjet como PR-WJI
PP-VPY Boeing 737 33R 28871 1997 Em Operação com Airline Taimyr como VP-BKT
PP-VQN Boeing 737 33A 24098 1989
PP-VQO Boeing 737 3M8 24377 1989
PP-VTA Boeing 737 3K9 23797 1987
PP-VTB Boeing 737 3K9 23798 1987
PP-VTC Boeing 767 3Y0ER 25411 1991 Em Operação com Euro Atlantic como CS-TFS
PP-VTE Boeing 767 3Y0ER 26208 1993 Em Operação com Euro Atlantic como CS-TFT
PP-VTI McDonnell Douglas MD-11 48456 1992 Em Operação com United Parcel Service como N290UP
PP-VTJ McDonnell Douglas MD-11 48455 1992 Em Operação com United Parcel Service como N289UP
PP-VTK McDonnell Douglas MD-11 48540 1994 Em Operação com United Parcel Service como N288UP
PP-VTP McDonnell Douglas MD-11 48539 1994 Em Operação com United Parcel Service como N287UP
PP-VTW Boeing 737 382 24366 1989 Em Operação com Boliviana de Aviación como CP-2640
PP-CJP Boeing 737 2C3 21014 1975 Em Operação com Magnicharters como XA-MAC
PP-CJS Boeing 737 2C3 21016 1975 Em Operação com Global Air como XA-UHY
PP-CJT Boeing 737 2C3 21017 1975 Em Operação com LAFSA/Southern Winds como LV-AHV
PP-VJA Boeing 707 441 17905 1960 Foi operado por BCF Aviation como 9Q-CMC
PP-VJH Boeing 707 320C 20008 1968 Foi operado pela Força Aérea Brasileira como 2403 KC-137
PP-VJI SE-210 Caravelle 20 1960
PP-VJJ Boeing 707 441 18694 1963 Foi operado por Blue Airlines como 9Q-CMD
PP-VJL Lockheed L-188A Electra 1024 1958
PP-VJM Lockheed L-188A Electra 1025 1958
PP-VJN Lockheed L-188A Electra 1037 1959
PP-VJO Lockheed L-188A Electra 1041 1959
PP-VJS Boeing 707 341C 19321 1966
PP-VJU Lockheed L-188A Electra 1119 1960
PP-VJV Lockheed L-188A Electra 1126 1960
PP-VJW Lockheed L-188A Electra 1124 1960
PP-VJX Boeing 707 345C 19842 1968 Foi operado pela Força Aérea Brasileira como 2402 KC-137
PP-VJY Boeing 707 345C 19840 1968 Foi operado pela Força Aérea Brasileira como 2401 KC-137
PP-VLA Lockheed L-188A Electra 1139 1961
PP-VLB Lockheed L-188A Electra 1137 1961
PP-VLC Lockheed L-188A Electra 1093 1959
PP-VLD Boeing 727 41 20425 1970 Foi operado pela VarigLog com a mesma matrícula
PP-VLE Boeing 727 172C 19666 1967 Foi operado pela VarigLog com a mesma matrícula
PP-VLF Boeing 727 41 20422 1970 Foi operado pela Americana de Aviación como OB-1661
PP-VLG Boeing 727 41 20423 1970 Foi operado pela VarigLog com a mesma matrícula
PP-VLH Boeing 727 41 20424 1970 Foi operado pela Congolese Government como 9Q-CDJ
PP-VLI Boeing 707 385C 19433 1966 Foi operado pela Ethiophian Airlines como ET-AJZ
PP-VLK Boeing 707 324C 19870 1968 Foi operado pela Força Aérea Brasileira como 2404 KC-137
PP-VLL Boeing 707 324C 19871 1968 Foi operado pela Angola Air Charter como D2-TON
PP-VLM Boeing 707 324C 19869 1968 Foi operado pela Angola Air Charter como D2-TOK
PP-VLN Boeing 707 324C 19177 1966 Foi operado pela Balkh Airlines como YA-GAF
PP-VLO Boeing 707 324C 19350 1966 Foi operado pela Trast Aero como EX-120
PP-VLP Boeing 707 323C 18940 1965 Foi operado pela Johnsons Air como 9G-LAD
PP-VLQ Boeing 727 95 19595 1967 Foi operado pela Força Aérea Colombiana como FAC-1246
PP-VLR Boeing 727 95 19596 1967 Foi operado pela SAETA como HC-BJL
PP-VLS Boeing 727 173C 19508 1967
PP-VLT Boeing 727 95 19250 1966
PP-VLV Boeing 727 30C 19009 1967
PP-VLW Boeing 727 173C 19507 1967
PP-VLX Lockheed L-188A Electra 1063 1959
PP-VLY Lockheed L-188A Electra 1073 1959
PP-VMA Douglas DC-10-30 46944 1974 Foi operado pela Santa Bárbara Airliners como YV-1052C
PP-VMB Douglas DC-10-30 46945 1974
PP-VMD Douglas DC-10-30 46916 1975
PP-VME Boeing 737 241 21000 1974
PP-VMG Boeing 737 241 21002 1974
PP-VMJ Boeing 737 241 21005 1975
PP-VML Boeing 737 241 21007 1975
PP-VMM Boeing 737 241 21008 1975
PP-VMN Boeing 737 241 21009 1975
PP-VMO Douglas DC-10-30 46540 1978
PP-VMP Douglas DC-10-30 46541 1978
PP-VMR Douglas DC-10-30 47817 1979
PP-VMS Douglas DC-10-30 47818 1979
PP-VMT Douglas DC-10-30 47818 1980
PP-VMT Douglas DC-10-30 47841 1980
PP-VMU Douglas DC-10-30 47842 1980
PP-VMV Douglas DC-10-30 47843 1980
PP-VMW Douglas DC-10-30 47844 1980
PP-VMX Douglas DC-10-30 47845 1981
PP-VMY Douglas DC-10-30 48282 1981
PP-VMZ Douglas DC-10-30 46999 1979
PP-VNA Boeing 747 2L5B 22105 1980 Foi operado pela Cathay Pacific Airlines como B-HMD
PP-VNB Boeing 747 2L5B 22106 1980 Foi operado pela Cathay Pacific Airlines como B-HME
PP-VNC Boeing 747 2L5B 22107 1980 Foi operado pela Southern Air Transport como N815SA
PP-VND Airbus A300B4-203 143 1981 Foi operado pela Evergreen Airlines Acft Sales como N143EV
PP-VNE Airbus A300B4-203 194 1982 Foi operado pela Fly Air como TC-FLF
PP-VNF Boeing 737 2K9 22504 1981 Foi operado pela Nicon Airways como 5N-BEY
PP-VNG Boeing 737 2K9 22505 1981 Foi operado pela Magnicharters como XA-MAF
PP-VNH Boeing 747 341 23394 1985 Foi operado pela Southern Air Transport como N789SA
PP-VNI Boeing 747 341 23395 1985 Foi operado pela Atlas Air Cargo como N355MC
PP-VNJ Lockheed L-188A Electra 1050 1959
PP-VNK Lockheed L-188A Electra 1040 1959
PP-VNL Boeing 767 205 23057 1984
PP-VNM Boeing 767 205 23058 1984
PP-VNN Boeing 767 341ER 23803 1987
PP-VNO Boeing 767 241ER 23801 1987
PP-VNP Boeing 767 241ER 23802 1987
PP-VNQ Boeing 767 241ER 23804 1987
PP-VNR Boeing 767 241ER 23805 1987
PP-VNS Boeing 767 241ER 23806 1987
PP-VNT Boeing 737 33A 23828 1987
PP-VNU Boeing 737 3K9 23797 1987
PP-VNV Boeing 737 3K9 23798 1987
PP-VNW Boeing 747 244B 20238 1971 Foi operado pela South African Airways como ZS-SAM
PP-VNX Boeing 737 33A 23829 1987
PP-VNY Boeing 737 3K9 24864 1990
PP-VNZ Boeing 737 3K9 24869 1990
PP-VOA Boeing 747 341 24106 1988
PP-VOB Boeing 747 341 24107 1988
PP-VOC Boeing 747 341 24108 1988
PP-VOD Boeing 737 341 24275 1988
PP-VOE Boeing 737 341 24276 1988
PP-VOF Boeing 737 341 24277 1988
PP-VOG Boeing 737 341 24278 1988
PP-VOH Boeing 737 341 24279 1989
PP-VOI Boeing 767 341ER 24752 1989
PP-VOJ Boeing 767 341ER 24753 1990
PP-VOK Boeing 767 341ER 24843 1990 Foi operado pela LOT como SP-LPE
PP-VOL Boeing 767 341ER 24844 1990
PP-VOM Boeing 737 3Y0 23922 1988
PP-VON Boeing 737 341 24935 1990 Foi operado pela Webjet como PR-WJJ
PP-VOO Boeing 737 341 24936 1990
PP-VOP McDonnell Douglas MD-11 48434 1991 Foi operado pela Centurion Air Cargo como N988AR
PP-VOQ McDonnell Douglas MD-11 48435 1991
PP-VOR Boeing 737 33A 24093 1989
PP-VOS Boeing 737 341 25048 1991
PP-VOT Boeing 737 341 25049 1991
PP-VOU Boeing 737 341 25050 1991
PP-VOV Boeing 737 341 25051 1991 Foi operado pela Webjet como PR-WJC
PP-VOW Boeing 737 3Q8 24961 1991
PP-VOX Boeing 737 3Q8 24962 1991 Em operação com Viva Aerobus como EI-EOZ
PP-VOY Boeing 737 3K9 25210 1991
PP-VOZ Boeing 737 3K9 25239 1991
PP-VPA Boeing 737 341 26852 1992
PP-VPB Boeing 737 341 26856 1992
PP-VPC Boeing 737 341 26857 1992 Foi operado pela Webjet como PR-WJI
PP-VPD Boeing 737 2Q8 21518 1978
PP-VPE Boeing 737 219 21130 1975 Foi operado pela Aerotropical como XA-SAM
PP-VPF Boeing 737 3S1 24834 1990
PP-VPG Boeing 747 441 24956 1992
PP-VPH Boeing 747 441 24957 1993
PP-VPI Boeing 747 475 24896 1991 Foi operado pela Air New Zealand como ZK-SUH
PP-VPJ McDonnell Douglas MD-11 48404 1992 Em operação com United Parcel Service como N255UP
PP-VPK McDonnell Douglas MD-11 48405 1992 Em operação com United Parcel Service como N256UP
PP-VPL McDonnell Douglas MD-11 48406 1993 Em operação com United Parcel Service como N254UP
PP-VPM McDonnell Douglas MD-11 48439 1993 Em operação com United Parcel Service como N253UP
PP-VPN McDonnell Douglas MD-11 48499 1991 Em operação com Federal Express como N574FE
PP-VPO McDonnell Douglas MD-11 48500 1992 Em operação com Federal Express como N575FE
PP-VPP McDonnell Douglas MD-11 48501 1992 Em operação com Federal Express como N576FE
PP-VPQ Boeing 737 36Q 28664 1997 Foi operado por Canadian North como C-GCNZ
PP-VPR Boeing 737 36Q 28761 1998
PP-VPS Boeing 737 36N 28671 1997 Foi operado por Norwegian Air Shuttle como LN-KKL
PP-VPT Boeing 737 36N 28566 1997 Foi operado por Viva Aerobus como XA-VAB
PP-VPU Boeing 737 36N 28567 1997
PP-VPV Boeing 767 375ER 24086 1988 Foi operado por TMA Cargo como CS-TLZ
PP-VPW Boeing 767 375ER 24087 1988 Em operação com Air Canadá como C-GHOZ
PP-VPX Boeing 737 33R 28870 1997 Foi operado por Discover Air como 5N-BQP
PP-VPY Boeing 737 33R 28871 1997 Foi operado por Airline Taimyr como VP-BKT
PP-VPZ Boeing 737 3S3 29245 1998 Foi operado por Transaero como EI-ERP
PP-VQA Boeing 737 76N 28580 1998 Em operação com Gol linhas aéreas como PR-GOV
PP-VQB Boeing 737 76N 28582 1998 Foi operado por Hainan Airlines como B-5060
PP-VQC Boeing 737 76N 28583 1998 Foi operado por Shanxi Airlines como B-5061
PP-VQD Boeing 737 76N 28584 1998 Em operação com Gol linhas aéreas como PR-GOW
PP-VQE Boeing 737 76N 28585 1998 Foi operado por Hainan Airlines como B-5062
PP-VQF McDonnell Douglas MD-11 48502 1993 Foi operado por Aeroflot como VP-BDP
PP-VQG McDonnell Douglas MD-11 48503 1993 Foi operado por Aeroflot como VP-BDR
PP-VQH McDonnell Douglas MD-11 48504 1993 Foi operado por Aeroflot como VP-BDQ
PP-VQI McDonnell Douglas MD-11 48753 1996 Em operação com Federal Express como N625FE
PP-VQJ McDonnell Douglas MD-11 48755 1997 Em operação com Federal Express como N572FE
PP-VQK McDonnell Douglas MD-11 48758 1997 Em operação com Ethiophian Airlines como ET-AML
PP-VQL McDonnell Douglas MD-11 48413 1992 Em operação com Lufthansa Cargo como D-ALCO
PP-VQM McDonnell Douglas MD-11 48414 1992 Em operação com Lufthansa Cargo como D-ALCP
PP-VQN Boeing 737 33A 24098 1989
PP-VQO Boeing 737 3M8 24377 1989
PP-VQQ Boeing 737 4Y0 24467 1989 Foi operado por Lion Air como PK-LIF
PP-VQR Boeing 737 4Y0 24511 1989
PP-VQS Boeing 737 4Y0 24513 1989 Foi operado por Pacific Airlines como PK-LIG
PP-VQT Boeing 737 4Y0 24692 1990 Foi operado por Lion Airlines como PK-LIR
PP-VQW Boeing 737 3S3 23787 1987
PP-VQX McDonnell Douglas MD-11 48769 1996 Em operação com Federal Express como N573FE
PP-VQZ Boeing 737 33A 27284 1994 Foi operado por Adam Air como PK-KKV
PP-VRA Boeing 777 2Q8ER 28689 2001 Em operação com Aeroméxico como N774AM
PP-VRB Boeing 777 2Q8ER 28692 2001 Em operação com Aeroméxico como N776AM
PP-VRC Boeing 777 236 27108 1995 Foi operado por Afrijet como TR-KPR
PP-VRD Boeing 777 236 27109 1995
PP-VRE Boeing 777 222ER 30213 1999 Em operação com Transaero como EI-UNX
PP-VRF Boeing 777 222ER 30214 1999 Em operação com Transaero como EI-UNW
PP-VRI Boeing 777 222 26918 1995 Em operação com Transaero como EI-UNY
PP-VRJ Boeing 777 222 26925 1995 Em operação com Transaero como EI-UNZ
PP-VSA Boeing 737 85F/W 30571 2001 Em operação com Gol linhas aéreas PR-GIP
PP-VSB Boeing 737 85F/W 30477 2001
PP-VTA Boeing 737 3K9 23797 1987
PP-VTB Boeing 737 3K9 23798 1987
PP-VTC Boeing 767 3Y0ER 25411 1991
PP-VTL Boeing 737 4S3 25116 1991
PP-VTM Boeing 737 4Y0 23977 1988
PP-VTN Boeing 737 48E 25764 1992
PP-VTO Boeing 737 48E 25765 1992
PP-VTP McDonnell Douglas MD-11 48539 1994 Em operação com United Parcel Service como N287UP
PP-VTQ Boeing 757 256 26247 1999
PP-VTR Boeing 757 256 26248 1999
PP-VTS Boeing 757 256 26249 1999
PP-VTT Boeing 757 256 26250 1999
PP-VTU McDonnell Douglas MD-11 48541 2002

Referências

  1. Varig e suas vozes silenciadas, recuperado 26 de Fevereiro 2012
  2. GERTZ, René Ernani. O aviador e o carroceiro: política, etnia e religião no Rio Grande do Sul dos anos 1920. EDIPUCRS, 2002, 271 pp. ISBN 85-7430-292-9, ISBN 978-85-7430-292-8.
  3. Antônio Carlos Seidl - Folha de São Paulo (10/07/1999). Empresas aéreas fazem associação. Visitado em 09/11/2014.
  4. Lauro Jardim - Exame (30/01/1996). Vai decolar?. Visitado em 09/11/2014.
  5. Sobre nós. Visitado em 09/11/2014.
  6. GE Engine Services, Inc. Announces Formation of New Varig Joint Venture (08/09/1998). Visitado em 09/11/2014.
  7. Agência Folha (14/07/2005). Venezuela quer comprar ação da Varig na Pluna. Visitado em 09/11/2014.
  8. Quem somos (30/06/2006). Visitado em 09/11/2014.
  9. BRASIL. (24 de junho de 2006). "ANAC aprova transferência da Varig Log para Volo" (PDF). Boletim ANAC (01). Brasília: Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). Visitado em 18 de novembro de 2014.
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  11. Agência Estado (13/11/2001). Varig Travel entra no mercado com peso. Visitado em 09/11/2014.
  12. O Estado de S. Paulo, 2 de agosto de 1985.
  13. [day=&date[month]=&date[year]=&group_id=0&theme_id=0&commit.x=49&commit.y=15 Folha de S. Paulo], 11 de novembro de 1985.
  14. Folha de S. Paulo, 3 de maio de 2006.
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  16. http://forum.contatoradar.com.br/index.php/topic/8610-varig-vai-substituir-md-11-por-a340-300/

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • FRANCO, Sérgio da Costa. Guia Histórico de Porto Alegre, 4.ª edição, Editora da Universidade (UFRGS), Porto Alegre, 2006.