Viação Garcia

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Viação Garcia
Slogan Diminuindo distancias, aproximando pessoas
Tipo Empresa de transporte
Fundação 1934
Fundador(es) Celso Garcia Cid e Mathias Heim
Sede Londrina
Empregados 2.319
Página oficial http://www.viacaogarcia.com.br

A Viação Garcia é uma empresa londrinense do ramo de transporte. É uma das mais tradicionais do estado do Paraná. Intimamente ligada à Londrina, foi fundada no mesmo ano de fundação da cidade e muito colaborou para o crescimento do município, atendendo às necessidades da população.[1] Hoje, a empresa é referência no transporte rodoviário de passageiros no Brasil, servindo os estados do Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul com os mais modernos veículos.[2]

História[editar | editar código-fonte]

A Viação Garcia possui uma das mais ricas histórias dentre as empresas de ônibus brasileiras. Além de ter acompanhado a história da cidade de Londrina, a empresa acompanhou a evolução dos transportes ao longo dos seus mais de 76 anos de atividade.

A empresa foi fundada em 1934 por Mathias Heim (mecânico e imigrante de alemão) e Celso Garcia Cid (espanhol). O primeiro veículo da empresa foi um caminhão adaptado em jardineira. Em 1937, o também espanhol, José Garcia Villar comprou a parte de Heim[3] .

Os anos de 1930 foram marcados pela dificuldade de se chegar ao destino: estradas precárias e veículos ainda primitivos, como a jardineira Catita, primeiro veículo da frota da empresa, faziam exaustivas viagens, apesar da curta distância, entre as cidades da região. A primeira linha da empresa, que partia de Londrina com destino à cidade de Jacarezinho (cerca de 150km), levava um dia inteiro para ser percorrida [4] . Em dias de chuva, devido aos atoleiros, correntes eram amarradas às rodas da jardineira para auxiliá-la na transposição do terreno escorregadio. Na década de 1940, os combustíveis foram a dificuldade. Devido à Segunda Guerra Mundial, combustíveis passaram a ser racionados e, assim, para manter a operação de suas linhas sem a preocupação com a falta do óleo diesel, a Viação Garcia adaptou motores GMC para funcionarem a gasogênio, nos veículos que receberam o apelido "Pavão".Este percorria a linha (Londrina a Maringa/Paranavaí na média de 16 h.) [5] Em 1980, um fato interessante: a visita do Papa João Paulo II ao Brasil. A Viação Garcia foi a empresa responsável por transportar a comitiva do Papa em sua visita ao estado do Paraná. Na cidade de Curitiba, com o Papa Móvel e toda uma equipe de carros de apoio de segurança à sua disposição, para levá-lo do Centro Cívico até o Aeroporto Affonso Pena, o Papa rompeu o protocolo e foi, em meio à multidão, a caminho de um ônibus modelo Nielson da Viação Garcia, no qual ocupou a primeira poltrona, ao lado do motorista.[6] O carisma do religioso fez com que a Viação Garcia conservasse em seu museu, situado na garagem matriz da empresa, em Londrina, o ônibus que o transportou e ficou famoso entre motoristas e passageiros, recebendo o apelido "Papa".

Novo proprietário[editar | editar código-fonte]

Em novembro (29) de 2010 a empresa foi vendida ao empresário paulista Mário Luft, presidente do conselho de administração do Grupo Luft (conglomerados de transporte e logística), pelo valor de R$ 400 milhões. Neste valor, foi incluido as empresas Viação Ouro Branco e Viação Princesa do Ivaí, ambas pertencente ao Grupo Garcia[7] .

No dia 21 de fevereiro de 2014, a Viação Brasil Sul anunciou a compra de 49% da Viação Garcia sendo que a compra total dos ativos ocorrerá logo após a liberação dos órgãos de defesa econômica.

Esta é a segunda vez que em menos de 4 anos a Viação Garcia troca de mãos.

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. http://www.viacaogarcia.com/agarcia.asp
  2. http://www.viacaogarcia.com/rotas.asp
  3. História da Viação Garcia Gazeta Maringá - acessado em 29 de novembro de 2010
  4. http://www.viacaogarcia.com.br/historiafrota.asp
  5. http://www.viacaogarcia.com.br/historiafrota.asp
  6. http://onibusbrasil.com/blog/2010/01/02/o-papa-e-pop-e-ele-andou-de-busao/
  7. Viação Garcia é vendida por R$ 400 milhões Gazeta do Povo - acessado em 29 de novembro de 2010

Ligações externas[editar | editar código-fonte]