Via Verde

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Simbolo-via-verde.gif
Sinal de identificação de portagem e Via Verde numa auto-estrada.
A via situada mais à esquerda é exclusiva para utilizadores do sistema Via Verde.
Vias reservadas para utilizadores do sistema Via Verde na Ponte 25 de Abril em Almada.
Modulo identificador Via Verde em uso em Portugal. Encontra-se normalmente colado no pára-brisas da viatura.

A Via Verde é um sistema de portagem electrónica utilizado em Portugal, actualmente permite pagamentos em 18 Concessões e Subconcessões de auto-estradas nacionais, incluindo as antigas SCUTS contabilizando mais de 2100 quilómetros de auto-estradas e pontes, 94 parques de estacionamentos e 101 postos de abastecimento da Galp Energia em todo o país[1] .

Ao passar pela via exclusiva a utentes numa portagem, um identificador DSRC colado ao pára-brisas do veículo dialoga com uma antena presente na via e, salvo situações anomalas, a importância da portagem debita-se directamente na conta bancária do cliente. Se o identificador não for válido (ou inexistente) ou a classe do veículo (tal como é detectada pelos sensores electrónicos da pista) não corresponder à classe codificada no identificador, o veículo infractor é fotografado e inicia-se a tramitação legal.

Este sistema prevê um bom fluxo de tráfego: as vias reservadas a utentes do serviço têm um limite de velocidade de 40 a 60 km/h, embora se tenha demonstrado que o sistema pode funcionar correctamente a velocidades acima de 200 km/h.

O grande êxito da Via Verde em Portugal é em muito devido à compatibilidade entre bancos dado a completa integração da sua rede bancária (rede Multibanco).

Brisa (empresa) detém 60% do capital social da Via Verde.

É considerada uma das maiores invenções made in Portugal dos últimos anos, mas nunca foi registada. No início da década de 1990, a Brisa criou a Via Verde e tornou-se a primeira empresa do mundo a desenvolver um sistema de portagem automáticaaplicável de forma universal a todo o país, independentemente da autoestrada utilizada, do local de entrada e saída ou da instituição bancária associada à conta do automobilista.

A tecnologia baseada em radiofrequência era de origem norueguesa, mas a ideia de a aplicar ao sistema de portagens, através de uma antena e de um identificador, foi nacional e totalmente pioneira. No entanto, a empresa não ficou com quaisquer direitos sobre a invenção, uma vez que nunca a registou. "Não pedimos a patente porque, na altura, o registo de patentes em Portugal ainda estava muito verde e havia pouco conhecimento sobre a forma como as coisas se faziam. Foi uma pena", lamenta Jorge Sales Gomes, director do departamento de inovação da Brisa.

Se tivesse a patente internacional da invenção, "a Brisa seria atualmente um gigante mundial", assegura António Campinos, presidente do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). Não é caso para menos. Ainda hoje, a Brisa é todos os meses contactada por empresários do mundo inteiro - dos EUA à Austrália, do Brasil à África do Sul - interessados em perceber melhor como o sistema funciona para poderem também aplicá-lo nos seus países. Mas a empresa aprendeu a lição.

Agora, tem advogados especialistas em patentes e um departamento de inovação que trabalha com uma rede de 60 investigadores. Acabou de ganhar a patente nacional de um sistema de reconhecimento automático de matrículas para cobrança eletrónica de portagens e já pediu a extensão dos direitos para os Estados Unidos e para todo o mercado europeu.

Publicada por Gil in http://gil-tecnologias.blogspot.com/2011/03/via-verde.html

História[editar | editar código-fonte]

A Via Verde é um sistema de portagem electrónica utilizado em Portugal, desde 1991, e que se estendeu a todas as portagens de auto-estradas e pontes do país desde 1995. Em 2009, a Via Verde tinha 2,3 milhões de clientes e em 2006 menos 300 mil. Em 2010 iniciou-se o pagamento de portagens em algumas SCUTS portuguesas, o que levou ganho de mais 300 mil clientes e no ano seguinte mais 400 mil, totalizando cerca de 700 mil novos utilizadores, em dois anos, já com o efeito da introdução de portagens nas antigas SCUTS, em Outubro de 2010. O ano de 2011 foi um período de crescimento significativo para a Via Verde, que ultrapassou os três milhões de clientes[2] .

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. A VIA VERDE - HISTÓRIA. viaverde.pt. Página visitada em 07 de fevereiro de 2013.
  2. Brisa: Relatório e Contas Consolidado de 2011 (proposta 3 Assembleia Geral) 7 de Março 2012

Ligações externas[editar | editar código-fonte]