Viaduto de Millau
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| Viaduto de Millau | |
|---|---|
O viaduto superando o vale do Rio Tarn |
|
| Nome oficial | Le Viaduc de Millau |
| Via | 4 vias da autorute A75 |
| Cruza | O Vale do Rio Tarn |
| Localização | Millau, França |
| Mantida por | {{{mantida}}} |
| Design | Cabos e Estais |
| Maior pilar | 342 m (1,122 ft) |
| Maior vão livre | {{{vao_livre}}} |
| Comprimento total | 2,460 metros (8,071 ft) |
| Largura | 32 m (105 ft) |
| Altura | {{{altura}}} |
| Tráfego | {{{tráfego}}} |
| Altura máxima | {{{elevação_cima}}} |
| Início da construção | {{{início}}} |
| Término da construção | {{{completagem}}} |
| Data de abertura | 14 de Dezembro de 2004 |
| Data de fechamento | {{{fechamento}}} |
| Pedágio | {{{pedágio}}} |
| Coordenadas | {{{coordenadas}}} |
O Viaduto de Millau (em Francês: le Viaduc de Millau) é uma grande ponte suspensa por cabos que facilita a travessia do vale do Rio Tarn, próximo a Millau, no sudoeste da França. Projetada pelo arquiteto inglês Norman Foster e pelo engenheiro francês, especializado em pontes, Michel Virlogeux, é a mais alta ponte aberta ao tráfego de veículos do mundo, com 343 metros de altura. Foi inaugurada em 14 de dezembro de 2004 e aberta ao tráfego dois dias depois.
Índice |
[editar] Localização
A ponte é localizada em Millau, França. Antes da sua construção, o trafego de veículos tinha de descer até o vale do Rio Tarn, causando pesados congestionamentos, principalmente na época das férias de verão. A ponte agora atravessa o vale pelo ponto mais alto, formando a última ligação entre Clermont-Ferrand e a região do Languedoc e a Espanha, reduzindo consideravelmente o custo de trafegar por esta rota. Muitos turistas indo para o sul da França e a Espanha seguem esta rota por ser direta e sem pedágio (portagem), exceto o da própria ponte.
O grupo Eiffage opera um pedágio na ponte, para se ressarcir dos custos da construção, segundo contrato com o governo, que dá a companhia direitos de portagem por 75 anos.
[editar] Descrição
O viaduto Millau é formado por oito trechos construídos em aço, suportados por cabos estaiados escorados em sete pilares de concreto (betão) armado. A pista pesa 36.000 toneladas, e tem 2460m, com 32 m de largura por 4,2m de altura. Forma a maior pista suportada por cabos do mundo. Os seis vãos centrais medem 342 m cada e os outros dois, nas pontas, 204m cada. A pista de rolagem tem uma declividade de 3% do sul para o norte, com curvas suaves de 20 km de raio, o que dá aos motoristas excelente visibilidade. Comporta duas faixas de tráfego de cada lado.
Os pilares medem de 77 até 246 m, com a seção variando de um diâmetro de 24,5 m na base até 11m no alto. Cada um pesa 2230 toneladas. Os pilares foram construídos primeiro, juntamente com pilares adicionais e temporários em aço, então as rampas deslizaram por eles a uma velocidade de 600mm a cada quatro horas, pela força de macacos hidráulicos guiados por GPS.
O viaduto tem aproximadamente o dobro da altura do viaduto Europabrücke, na Áustria, o mais alto até então. O viaduto Millau é o mais alto viaduto para veículos do mundo. Sua pista, 270 m acima do Rio Tarn, é um pouco mais alta que a ponte New River Gorge, na Virgínia Ocidental, USA, com 267 m sobre o Rio New. A Ponte Royal Gorge, no Colorado, tem uma plataforma com 321 m sobre o Rio Arkansas, mas é só para pedestres.
[editar] Construção
A construção começou em 10 de outubro de 2001, e estava planejada para durar três anos, mas as más condições climáticas atrasaram a inauguração. O viaduto foi finalmente inaugurado pelo presidente Chirac em 14 de dezembro de 2004 e aberta ao tráfego dois dias depois.
[editar] Estudos preliminares
Nos estudos iniciais se examinaram quatro opções:
- 1 - Atravessar Millau pelo leste, em duas largas pontes acima do Tarn e o Dourbie;
- 2 - Atravessar Millau pelo oeste, a 12 km de distância, sendo necessárias quatro pontes;*
- 3 - Seguir o traçado da Route Nationale 9, provendo bom acesso a Millau, mas ao custo de dificuldades técnicas e intromissões na cidade; e finalmente:
- 4 - Atravessar o meio do vale.
A quarta opção foi selecionada pelo governo em 28 de junho de 1989. Existiam ainda duas opções, a alta e a baixa, esta consistido em construir uma ponte de 200m para cruzar o rio,então um viaduto e um túnel no lado do Lazac. Após longos estudos, esta opção foi abandonada por custar mais, interferir com a cidade e aumentar a distância.
Após a escolha do viaduto alto, cinco equipes de arquitetos e pesquisadores trabalharam na busca de uma solução técnica. O conceito da ponte deve-se ao projetista francês Michel Virlogeux. Os arquitetos foram a equipe da empresa Britânica Foster and Partners. Eles trabalharam com a empresa alemã de engenharia ARCADIS, responsável pelo desenho técnico da ponte.
[editar] Implementação
O piso da ponte foi construído no solo, no final do viaduto e deslocado lentamente de uma torre até a outra, com oito torres temporárias, em aço, provendo sustentação adicional. O movimento era monitorado por um sistema controlado por computador, que acionava atuadores hidráulicos que se moviam numa seqüência pré-determinada.
[editar] Os construtores
Quatro consórcios competiram pelo contrato de construção da ponte:
- A empreiteira espanhola Dragados, com a sueca Skanska e a francesa BEC;
- A Societé du Viaduc de Millau, das empresas ASF, Egis, GTM, Bouygues Travaux Publics, SGE, CDC Projets, Tofinso (todas da França) e Autostrade (Itália);
- Generale Routiere, com GTI (França), Cintra, Necso, Acciona e Ferrovial Agroman (Espanha); e
- Os vencedores , liderados pelo Grupo Eiffage, produto da fusão dos grupos Fougerolles-SEA.
A empreita foi assumida por uma empresa chamada Compania Eiffage do Viaduto de Millau. O consórcio é composto pela empresa Eiffage nas partes de concreto, a Cia Eiffel para as partes de aço e a ENERPAC para os suportes hidráulicos.
[editar] Custos e recursos
A construção da ponte consumiu mais de 394 milhões de euros, com uma praça de pedágio 6 km ao norte adicionando mais 20 milhões. Os construtores, Eiffage, financiaram a construção, pela concessão do direito de recolher pedágio por 75 anos, até 2080. Entretanto se a concessão for muito rentável, o governo tem a opção de assumir a ponte em 2044. A construção consumiu 127.000 m³ de concreto, 19.000 toneladas métricas de aço para a estrutura e mais 5.000 toneladas métricas de aço pré-estirado para o estaiamento. Os construtores afirmam que a ponte tem uma vida útil estimada em 120 anos.
[editar] Tráfego
O tráfego previsto no projeto era de 10.000 veículos por dia logo após a inauguração e de projetados 20.000 veículos em média diária no ano de 2010.
O tráfego real foi de 4.353.799 veículos em 2005, média diária de 11.928. Em 2006 foram 4.347.930, média diária de 11.912. Em 12 de agosto de 2006 se registrou o recorde de 53.795 veículos que passaram sobre o viaduto. A quantidade é 8% maior que as previsões iniciais.
[editar] Ligações externas

