Viagens Interplanetarias

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A série Viagens Interplanetarias é uma sequência de histórias de ficção científica escritas por L. Sprague de Camp, a partir de fins dos anos 1940, sob a influência de histórias contemporâneas de space opera e de espada e planeta, particularmente os romances marcianos de Edgar Rice Burroughs. Transcorrendo no futuro do autor, séculos XXI e XXII, a série recebeu o nome da empresa terrestre semi-estatal que é retratada como monopolizando as viagens interestelares, a brasileira Viagens Interplanetárias (o nome aparece exatamente assim, em português)[1] . As histórias também ficaram conhecidas como série Krishna, visto que a maior parte das histórias transcorre num planeta fictício assim denominado.

As histórias de Viagens foram escritas em duas fases; a primeira, entre 1948 e 1953, publicada entre 1949 e 1958, representou uma explosão de criatividade que produziu os quatro primeiros romances ambientados em Krishna e a maioria das tramas passadas em outros lugares, incluindo todos os contos. A segunda fase, produzida num passo mais lento entre 1977-1992, reuniu os quatro últimos romances de Krishna e os dois romances da sequência Kukulkan. As primeiras obras estabeleceram a ambientação de uma futura civilização interestelar cosmopolita, compreendendo terrestres e um punhado de viajantes do espaço alienígenas, que comerciam e discutem uns com os outros, enquanto tentam manter uma governança benigna sobre sociedades planetárias mais primitivas com as quais venham a entrar em contato. As últimas obras assumem, mas ignoram este cenário em larga margem, concentrando-se exclusivamente nas aventuras dos terrestres nos planetas alienígenas de Krishna e Kukulkan.

De Camp formou sua reputação de escritor de ficção científica escrevendo contos, e o conjunto das Viagens representa seu investimento de maior fôlego num único cenário.

O Brazil das Viagens[editar | editar código-fonte]

No universo criado por De Camp, o Brasil é a superpotência mundial, com recursos tecnológicos muito além da presente capacidade de qualquer nação da Terra. Os brasileiros não somente dominam o voo interestelar, mas são capazes de criar continentes inteiros (o que, aliás, deu título ao livro The Continent Makers)[2] .

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

As histórias[editar | editar código-fonte]

  • Krishna
  • Terra
    • "The Colorful Character" (1949)
    • "The Inspector's Teeth" (1950)
    • "The Continent Makers" (1951)
  • Osiris
    • "Summer Wear" (1950)
    • "Git Along!" (1950)
  • Vishnu
    • "The Galton Whistle" (1951)
    • "The Animal-Cracker Plot" (1949)
  • Ormazd
    • Rogue Queen (1951)
  • Kukulkan

Coletâneas[editar | editar código-fonte]

  • The Continent Makers and Other Tales of the Viagens (1953; inclui "The Inspector's Teeth," "Summer Wear," "Finished," "The Galton Whistle," "The Animal-Cracker Plot," "Git Along!," "Perpetual Motion" e "The Continent Makers")
  • Sprague de Camp's New Anthology of Science Fiction (1953; inclui "Calories" e "The Colourful Character", além de outras histórias fora do cenário das Viagens)
  • The Virgin of Zesh & The Tower of Zanid (1983; inclui as obras citadas no título)

Sobre a série[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Matthew Billingsley (2007). de Camp, Lyon Sprague (em inglês). Visitado em 04-05-2009.
  2. The Continent Makers: And Other Tales of the Viagens. Visitado em 04-05-2009.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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