Vicente Rao
-
Nota: Este artigo é sobre o jurista de São Paulo. Para o esportista e carnavalesco de Porto Alegre, veja Vicente Lomando Rao.
Vicente Paulo Francisco Rao[1] (São Paulo, 16 de junho de 1892 — São Paulo, 19 de janeiro de 1978) foi um advogado, jurista e político brasileiro.
Índice |
[editar] Formação e carreira
Filho de Nunciato Rao e Raquel di Sicila Rao.[2] Casou-se com Ana Apodias Rao.
Formou-se em filosofia pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de São Paulo em 1911. Em 1912 formou-se em direito pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo.
Começou no escritório de Estevam de Almeida, pai do poeta Guilherme de Almeida e de Tácito de Almeida. Colaborou no Diário do Comércio, fazendo comentários jurídicos, assim como Plínio Barreto, até se tornar redator.[3]
[editar] Atuação e serviço público
Em 1926 participou da criação do Partido Democrático (PD) de São Paulo, organização descontente com o predomínio do Partido Republicano Paulista (PRP).
Partidário de Getúlio Vargas, com a vitória da Revolução de 1930, assumiu como chefe de polícia de São Paulo.
O PD rompeu com Vargas em janeiro de 1932 e formou, junto com o PRP, a Frente Única Paulista (FUP), reivindicando a Constituição do país e a restituição da autonomia a São Paulo. Em julho de 1932 ocorreu em São Paulo a Revolução Constitucionalista, organizado pela FUP. O movimento foi derrotado em outubro de 1932 e Vicente Rao foi exilado para a França.
Em 1934, de volta ao Brasil, fundou com Armando de Sales Oliveira o Partido Constitucionalista de São Paulo. Vicente Rao foi indicado para o Ministério da Justiça e Negócios Interiores do governo de Vargas (1934-1937).
Em 1934, Vicente Rao participou da fundação da Universidade de São Paulo (USP), tornando-se professor da Faculdade de Direito.
Vicente Rao elaborou a Lei de Segurança Nacional de 1935 que estabeleceu sanções para jornais e emissoras de rádio subversivos, além de permitir a cassação de patentes de oficiais das forças armadas. Foi também o responsável pelo fechamento da Aliança Nacional Libertadora (ANL), alegando o caráter comunista da organização.
Em janeiro de 1936, Vicente Rao criou a Comissão Nacional de Repressão ao Comunismo. Em fevereiro, a comissão requereu a prisão de Pedro Ernesto Batista, então prefeito do Distrito Federal, do coronel Filipe Moreira Lima, do jornalista Maurício de Lacerda e do educador Anísio Teixeira, entre outros.
Rao saiu do ministério em janeiro de 1937. Vicente Rao continuou suas atividades como advogado e professor da USP. Com o Estado Novo, em 10 de novembro de 1937, sofreu perseguições políticas. Foi demitido da Faculdade de Direito, por ter manifestado contra o novo regime.
Vicente Rao retornou à vida pública em 1951 no segundo governo Vargas assumindo o Ministério das Relações Exteriores. Como ministro, promoveu o reconhecimento da Organização dos Estados Americanos para a solução dos conflitos surgidos na América Latina. Deixou o ministério após a morte de Vargas em 24 de agosto de 1954.
Homenageado em São Paulo com a Avenida Professor Vicente Rao, no bairro do Brooklin Velho.
Referências
- ↑ Algumas fontes indicam um acento no sobrenome, fazendo-o Ráo.
- ↑ http://www.cpdoc.fgv.br/nav_gv/htm/biografias/Vicente_Rao.asp
- ↑ http://www2.oabsp.org.br/asp/jornal/materias.asp?edicao=50&pagina=1037&tds=7&sub=0&sub2=0&pgNovo=67
[editar] Ligações externas
| Precedido por Francisco Antunes Maciel Júnior |
Ministro da Justiça e Negócios Interiores do Brasil 1934 — 1937 |
Sucedido por Agamenon Magalhães |
| Precedido por Mário de Pimentel Brandão |
Ministro das Relações Exteriores do Brasil 1953 — 1954 |
Sucedido por Raul Fernandes |
- Ministros da Justiça do Brasil
- Mortos em 1978
- Ministros do Governo Vargas (1930-1945)
- Ministros do Governo Vargas (1951-1954)
- Ministros do Governo Café Filho
- Ministros das Relações Exteriores do Brasil
- Ministros do Interior do Brasil
- Juristas do Brasil
- Ex-alunos da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo
- Ítalo-brasileiros
- Sicilianos