Vicente da Fontoura

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Antônio Vicente da Fontoura
Antônio Vicente da Fontoura
Nascimento 16 de Junho de 1807
Rio Pardo
Morte 11 de setembro de 1860
Cachoeira do Sul
Nacionalidade Brasil Brasileiro
Progenitores Mãe: Vicência Cândida da Fontoura
Pai: Eusébio Manuel Antônio Gonçalves
Ocupação Comerciante e Político

Antônio Vicente da Fontoura (Rio Pardo, 16 de junho de 1807Cachoeira do Sul, 11 de setembro de 1860) foi o maior líder civil da Revolução Farroupilha. Era anti-separatista.

Filho do agrimensor português Eusébio Manuel Antônio Gonçalves e de Vicência Cândida da Fontoura[1], iniciou seus estudos na sua cidade natal e logo que pode começou a trabalhar como caixeiro em Cachoeira do Sul.[2] Estudioso e inteligente, já no primeiro ano lhe foi dada sociedade na casa em que trabalhava.[2] Em fins de 1829, abriu seu próprio negócio, casando logo depois com Clarinda Porto, irmã de José Gomes Portinho, com quem teve 14 filhos.[2] Na mesma época iniciou sua carreira na política, elegendo-se vereador de Cachoeira do Sul.[2] Abandonou a vereança e em fins de 1831 aceitou o cargo de procurador fiscal da câmara.[2] Foi novamente eleito vereador e também capitão da Guarda Nacional.[2]

Participou da reunião que decidiu pelo início da Revolução Farroupilha em 18 de setembro de 1835, na Loja Maçônica Philantropia e Liberdade. Foi chefe de polícia das vilas de Rio Pardo e Cachoeira do Sul, chegando a ministro da Fazenda na República Rio-Grandense. Liderou a facção contra Domingos José de Almeida e Bento Gonçalves.

Foi eleito deputado para a Assembléia Constituinte e Legislativa farroupilha, em Alegrete, a 1º de dezembro de 1842, onde foi líder da minoria, oposição da maioria alinhada com Bento Gonçalves.[2] Foi escolhido por unanimidade, entre os principais chefes farroupilhas, para negociar com o Governo Imperial as condições de Paz. Foi a corte onde defendeu os direitos rio-grandenses, levando-os a uma compreensão mais justa da delicada questão.[2] Em dezembro de 1844, ao retornar ao Rio Grande do Sul, percorreu em prol da pacificação a Província de acampamento em acampamento, divulgando as condições de armistício a fim de reintegrar o Rio Grande no Brasil,[3], que foi concluído com a paz de Ponche Verde.

Terminada a revolução, voltou a ser um comerciante importante em Cachoeira do Sul, onde junto com seu cunhado Gomes Portinho, envolvia-se em disputas políticas, principalmente nas eleições.[2] Chefe do Partido Liberal da cidade e membro da parcialidade política do liberais, conhecida como Luzias, foi vitimado com 3 punhaladas em 8 de setembro de 1860, em uma acalorada tarde de eleições na paróquia municipal, falecendo 3 dias depois. [4] Um dos acusados foi Hilário Pereira Fortes, futuro barão de Viamão.

Poeta, deixou algumas poesias, que junto com cartas e um diário, foram publicadas na Revista do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul.[2]

Seu genro Miguel Cândido da Trindade foi o primeiro Presidente da Câmara de Cachoeira do Sul após a elevação da localidade à categoria de cidade[5].

Referências

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