Vida selvagem

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Cratera do Ngorongoro, Tanzânia, África, refúgio da vida selvagem.

Vida selvagem refere-se a todos os vegetais, animais e outros organismos não-domesticados.[1] Organismos domesticados são aqueles que foram adaptados para sobreviver com a ajuda de (ou sob o controle de) humanos, depois de muitas gerações. Espécies de plantas e animais foram domesticados para benefício humano muitas vezes por todo o planeta, o que acarretou um grande impacto sobre o meio ambiente, tanto positivo quanto negativo.

A vida selvagem pode ser encontrada em todos os ecossistemas. Desertos, florestas tropicais, planícies e outras áreas—incluindo as cidades mais desenvolvidas—todas têm formas distintas de vida selvagem. Embora na cultura popular a expressão geralmente se refira a animais intocados pela presença humana, a maioria dos cientistas concordam que a vida selvagem ao redor do globo sofre, de um modo ou de outro, o impacto das a(c)tividades humanas.

Historicamente, os seres humanos buscaram separar a civilização da vida selvagem de uma série de maneiras, incluindo os aspectos legal, social e moral. Isto tem sido tema de debate através de toda história regist(r)ada, particularmente por meio da literatura. As religiões têm declarado com freqüência que certos animais são sagrados e em épocas recentes, a preocupação com o meio ambiente e a exploração da vida selvagem para benefício humano ou entretenimento tem provocado protestos por parte de ativistas.

As populações mundiais de peixes, aves, mamíferos e répteis sofreram uma redução de 52% entre 1970 e 2010.[2] O Relatório Planeta Vivo da WWF, publicado de dois em dois anos, salienta que as exigências das populações humanas estão agora 50% acima do que a natureza é capaz de aguentar, com árvores a serem cortadas, aquíferos a serem bombeados e dióxido de carbono a ser emitido demasidado depressa para o planeta recuperar. Segundo o comunicado de Ken Norris, director científico da Sociedade Zoológica de Londres, “estes danos não são inevitáveis, são uma consequência do estilo de vida que escolhemos”.[2]

Relativamente às populações selvagens de vertebrados, esse relatório concluiu que os maiores declínios se verificaram nas regiões tropicais, em especial na América Latina. Segundo os novos resultados (2014), a pior quebra deu-se entre as populações de peixes de água doce, que caíram 76% nas últimas quatro décadas até 2010, enquanto ambos os números relativos às populações marinhas e terrestres desceram 39%. A principal razão do declínio das populações foi a perda de habitats naturais, a caça e a pesca e as alterações climáticas.[2]

A edição 2014 do Relatório Planeta Vivo da WWF aponta que a combinação de perda de biodiversidade e Pegada ecológica insustentável ameaça os sistemas naturais e o bem-estar humano no mundo inteiro. Globalmente, a demanda da humanidade sobre o planeta está 50% maior do que a natureza é capaz de renovar. Ou seja, estima-se que atualmente seria necessário 1,5 planeta para produzir os recursos necessários para a nossa atual Pegada Ecológica, que é a medida da demanda da humanidade sobre o meio ambiente.[3]

Referências

  1. Prefeitura de Santos - Glossário
  2. a b c Populações de animais selvagens caíram para metade desde 1970 Publico.pt. Visitado em 30 de setembro de 2014.
  3. WWF (2014). Relatório Planeta Vivo 2014 (em português) wwf.org.br. Visitado em 30 de setembro de 2014.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Em inglês[editar | editar código-fonte]

Em português[editar | editar código-fonte]

Ícone de esboço Este artigo sobre ecologia é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.