Video mapping

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Video mapping ou mapeamento de vídeo é uma técnica que consiste na projeção de vídeo em objetos ou superfícies irregulares, tais como estruturas de grandes dimensões, fachadas de edifícios e estátuas (cuja projeção pode ser feita a 360º). Através da utilização de um software especializado os objetos de duas ou três dimensões são formados virtualmente, a partir dessas informações o software interage com um projetor para adaptar qualquer imagem à superfície do objeto escolhido.[1] Pode-se dizer que há uma reconstrução do espaço real existente através da adição de espaço virtual. Com esta técnica os artistas podem criar dimensões extra, ilusões ópticas e noções de movimento em objetos estáticos. Normalmente são criadas narrativas audiovisuais através da combinação ou desencadeamento de vídeo com áudio.

O video mapping ficou conhecido através da sua utilização em campanhas publicitárias e vídeos de música eletrónica.[2]


Como fazer video mapping[editar | editar código-fonte]

A peça mais importante para fazer video mapping é o projetor de vídeo cuja potência depende da área a cobrir. Por exemplo, quando se trata de uma projeção em pequenos objetos ou em uma sala chegam 5 600 lúmens, já aplicada a grandes superfícies e/ ou a longa distância são necessários à volta de 20 000 lúmens. O tipo de lente a usar também é um aspeto muito importante, é aconselhável que seja o menos ampla possível. Relativamente à resolução, o mínimo necessário é de 1024 x 768 px.[3]

Após a escolha ou criação do objeto para suporte é produzida a sua réplica virtual. Seguidamente é formado um modelo da superfície de projeção e posicionado num ambiente virtual. A colocação do projetor em relação ao objeto é definida por coordenadas e, por fim, o ambiente virtual é complementado com a orientação xyz, a especificação da lente e posicionamento do projetor.[4] Poderão ser necessários alguns ajustes manuais para se obter melhores resultados.

Habitualmente, os principais passos a seguir na gestão de um projecto de mapeamento de vídeo são:

  • Configuração—tem de ser feita à noite ou num ambiente escuro. O projetor deve ser colocado em frente ao suporte de projeção e deve estar perfeitamente horizontal; depois de estar bem posicionado, convém que toda a interação com o projector seja feita através de controle remoto.
  • Fotografia do suporte de projeção—o ângulo da câmara deve ser exactamente o mesmo da lente do projetor de forma a que a imagem resultante seja a mais próxima possível daquela que o projector "vê".
  • Calibração da fotografia—uma vez conseguida a fotografia certa, esta deve ser editada num software de edição de imagem, onde se aplica o valor da resolução do projector ao tamanho da fotografia. Para calibrar a fotografia, esta tem de ser projetada de volta no suporte de projeção de modo a se confirmar que cada elemento da mesma corresponde ao espaço real.

Em Portugal[editar | editar código-fonte]

O video mapping foi uma aposta na Capital Europeia da Cultura—Guimarães 2012 com destaque na participação dos coletivos La Fura dels Baus e Onionlab, de Espanha.[6]

Entre outros, alguns dos coletivos sediados em Portugal que fazem video mapping são OCUBO e Dub Video Connection (Especializados em Mapping para estruturas), Oskar&Gaspar (Especializados em VJ Mapping), e VisionOnset (Especializados em Mapping interactivo).

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. Video Mapping Blog. Página visitada em 6 Janeiro 2013.
  2. Short history of Projection Mapping. Página visitada em 6 Janeiro 2013.
  3. videomapping.org. Página visitada em 2 Fevereiro 2013.
  4. How To Project On 3D Geometry. Página visitada em 6 Janeiro 2013.
  5. Videomapping workshop. Página visitada em 2 Fevereiro 2013.
  6. Video Mapping Blog. Página visitada em 6 Janeiro 2013.