Vidya

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Vidya, em sânscrito, significa literalmente "sabedoria", mas também “conhecimento, verdade, ciência”. A palavra provém da raiz "Vid", a mesma que origina a palavra Veda.

Como a maioria das palavras em Sânscrito terminadas em "a", é um vocábulo masculino.

É também um dos nomes de Sarasvati, a deusa hindu do conhecimento.

Designa ainda uma linha de Yoga com orientação Tantra-Samkhya, denominada originalmente como Raja Vidya Yoga, mais conhecida na atualidade apenas como Vidya Yoga.

Vidya é considerado por Shankara como sendo a raiz da libertação (moksha) e a maioria das escolas de Vedanta corroboram essa tese do Acarya.

Segundo esta tendência, Jñana é a disciplina religiosa que busca alcançar vidya através do método do inquirir racional, o “neti, neti,” pelo estudo do Brahma-sutra e textos corolários como os Upanishadas e Vedas (shruti).

A tese mais aceita pela maioria das linhas filosóficas hinduístas atuais é que moksha ou a libertação do ciclo de nascimentos e mortes (samsara) é alcançada com Vidya e direcionada por Bhakti, quando há o final abandono do karma, do conceito de aham e mamata.

As escolas de Vedanta, com orientação monástica, rejeitam enfaticamente a chamada “pañcaratra-vidya”, ou o vidya adquirido através de processos tântricos como o yoga-vidya e outros, como método veraz de moksha.

As escolas tântricas buscam a obtenção de Vidya através de diversas formas, através do estudo, meditação, karma, práticas, rituais, etc.

Segundo o mestre Swami Vyaghrananda Pashupati “o conhecimento (Jñana) sem a prática (Yoga) é inútil. A prática sem o conhecimento não é perfeita. Jñana e Yoga andam juntos e formam a união perfeita do conhecimento superior (Vidya) e da prática superior. Isso resulta no poder de autorrealização espiritual do homem.”

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