Vik Muniz

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Vik Muniz
Vik Muniz em premiação no Fórum Econômico Mundial, 2013
Nome completo Vicente José de Oliveira Muniz
Nascimento 20 de dezembro de 1961
São Paulo, Brasil
Nacionalidade  brasileiro
Ocupação Artista plástico, fotógrafo

Vicente José de Oliveira Muniz, mais conhecido como Vik Muniz (São Paulo, 20 de dezembro de 1961), é um artista plástico brasileiro radicado nos Estados Unidos. Faz experimentos com novas mídias e materiais.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Poster oficial da "Free thought" do Festival de Moscou (32th Moscow International Film Festival), criação de Vik Muniz (2010).

Filho de pernambucanos,[1] foi aluno da Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), onde frequentou aulas do curso de Publicidade e Propaganda. Suas obras são feitas de materiais inusitados, como lixo e restos de demolição.

O artista também se dedicou a fazer trabalhos de maior porte. Alguns deles foram a série Imagens das Nuvens, a partir da fumaça de um avião, e outras feitas na terra, a partir de latas e objetos recicláveis. Filho de pernambucanos,[2] foi aluno da Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), onde frequentou aulas do curso de Publicidade e Propaganda. Suas obras são feitas de materiais inusitados, como lixo e restos de demolição.

Vik Muniz fez duas réplicas detalhadas da Mona Lisa de Leonardo da Vinci: uma feita com geleia e outra com manteiga de amendoim. Também trabalhou com açúcar, fios, arame, e xarope de chocolate, com o qual produziu uma recriação da Última Ceia de Leonardo. Reinterpretou várias pinturas de Monet, incluindo pinturas da catedral de Rouen, que Muniz produziu com pequenas porções de pigmento aspergidas sobre uma superfície plana. Ele fez as imagens com açúcar mascavo.[3]

Em seu quadro de Sigmund Freud, usou calda de chocolate para criar a imagem. Para sua série Sugar Children (Crianças do Açúcar), Muniz foi para uma plantação de açúcar em St. Kitts para fotografar filhos de operários que trabalham lá. Após voltar para Nova York, ele comprou papel preto e vários tipos de açúcar, e copiou os instantâneos das crianças espalhando os diferentes tipos de açúcar sobre o papel e fotografando-o.

Mais recentemente, tem criado obras em maior escala, tais como imagens esculpidas na terra (geoglifos) ou feitas de enormes pilhas de lixo.

No 81º "Christmas Book" anual de Neiman Marcus, em 2007, os compradores podiam encomendar por US$ 110.000&nbsp, um dos retratos de chocolate "His & Hers" feitos por Muniz e receber uma reprodução fotográfica tamanho 60" X 48" do trabalho. Muniz doou o produto das vendas para o Centro Espacial Rio de Janeiro, uma organização de caridade que trabalha com arte para crianças e adolescentes pobres no Brasil. Segundo Muniz, "os pobres precisam de dinheiro. É preciso ajudá-los diretamente. Não acredito em arte política. Sensibilizar: você tem o jornal para isso."[4]

Muniz fez uma exposição individual no University of South Florida Contemporary Art Museum, em Tampa, Flórida, atualmente denominada "Vik Muniz: Reflex". Esta exposição, organizada pelo Museu de Arte de Miami, esteve em exposição no Seattle Art Museum e no PS1 Contemporary Art Museum em Nova York. Até janeiro de 2008, a exposição esteve em exibição no Musée d'Art Compemporain em Montreal, Quebec (Canadá). Muniz também publicou um livro, "Reflex - A Vik Muniz Primer" (2005: Aperture Foundation, Nova York), que contém uma compilação do seu trabalho e seus comentários sobre ele.

Vik Muniz ao lado da então Ministra da Cultura do Brasil Ana de Hollanda na Rio+20.

Seu trabalho também foi destaque no "The Hours-Visual Art of Contemporary Latin America" (2007), mostra apresentada no Museu de Arte Contemporânea de Sydney, New South Wales, Austrália.

Em 2010, o documentário "Lixo Extraordinário" sobre o trabalho de Vik Muniz com catadores de materiais recicláveis no aterro de Jardim Gramacho (Duque de Caxias) foi premiado no Festival de Sundance. No Festival de Berlim em 2010, foi premiado em duas categorias, o da Anistia Internacional e o público na mostra Panorama [5] .

Acervos importantes[editar | editar código-fonte]

As fotografias feitas por Vik Muniz fazem parte do acervo particular e de galerias em São Francisco, Madri, Paris, Moscou e Tóquio, além de museus como Tate Modern e o Victoria & Albert Museum, em Londres, o Getty Institute, de Los Angeles, e o MAM, em São Paulo. A obra “Boom”, integrante da série “The Sarzedo Drawings”, de 2002, fotografia de gelatina de prata com viragem, está disponível a apreciação no Museu do Inhotim, em Brumadinho, Minas Gerais.[6]


Referências

  1. Regina recebe o artista plastico Vik Muniz no ESQUENTA! Globo.com. Visitado em 14 de fevereiro de 2014.
  2. Regina recebe o artista plastico Vik Muniz no ESQUENTA! Globo.com. Visitado em 14 de fevereiro de 2014.
  3. Fotógrafo Vik Muniz é tema de um catálogo com sua obra completa Veja São Paulo.
  4. Allen Strouse (24-10-2007). VOICES: For the Price of a Chocolate Portrait... ARTINFO. Visitado em 24-04-2008.
  5. Roberto Kaz (17-1-2011). Catador alcança fama após conhecer Vik Muniz em trabalho que virou filme Folha.com. Visitado em 17-1-2011.
  6. James Lisboas (2013). Biografia Vik Muniz. Site James Lisboa < http://www.brasilartes.com.br/listarQuadros.php?artista=170&n=Vik-Muniz>. Acesso em 24 de abril de 2013.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]