Vila Guarani (Jabaquara)

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Vila Guarani
Vila Guarani.JPG
Bairro de São Paulo Bandeira da cidade de São Paulo.svg
Distrito: Jabaquara
Subprefeitura: Jabaquara
Região Administrativa: Centro-Sul

Vila Guarani é um bairro nobre no distrito do Jabaquara, na cidade de São Paulo.[1]

História[editar | editar código-fonte]

A história da Vila Guarani é muito semelhante à de toda a região onde está situada. A urbanização é recente, com o bairro sendo anteriormente ocupado por chácaras e sítios, construídos principalmente no final do século XIX e que permaneceram até a década de 50. É possível dividir essa história em 3 fases, de acordo com sua ocupação e crescimento populacional.

Até início da década de 40[editar | editar código-fonte]

Desde as prímeiras chácaras até meados do século XX, o desenvolvimento da região foi lento; o comércio era feito por pequenas vendas e ainda havia pequenas olarias (lugares onde se fabrica peças de cerâmica). A grande maioria das ruas não tinha pavimentação e, segundo relatos de antigos moradores, elas eram estreitas e com muito pó (barro, quando chovia). Por ali também passavam tropas de bois que eram levadas para o matadouro de Santo Amaro.

O transporte mais popular do bairro na primeira metade do século XX era o bonde. Aquele que servia a região percorreu, até 1938, um percurso até a atual área do Aeroporto de Congonhas, onde anteriormente havia uma raia para corrida de cavalos. O bonde ainda voltou a circular por cinco anos na década de 50, até o bairro de São Judas.

Os terrenos da Vila Guarani eram totalmente desvalorizados à época, sendo vendidos por preços irrisórios ou até mesmo trocados por produtos ou serviços, afinal, sua localização distante do centro, desenvolvido, da capital dificultava o acesso da população à várias necessidades. A situação mudou somente a partir da década de 40, com a construção de dois grandes projetos: O Aeroporto de Congonhas e a Igreja de São Judas.

Início da década de 40 até 1970[editar | editar código-fonte]

O desenvolvimento da região começou com a criação do Aeroporto de Congonhas, inaugurado em 1936 nas imediações da Vila Guarani, em um terreno praticamento isolado, com vegetação a todo seu redor. Essa situação foi mudando consideravelmente com a construção de residências nas terras que circundavam o aeroporto. Esse crescimento aumentou com a construção de igreja de São Judas Tadeu, criada no aniversário da cidade, em 25 de Janeiro de 1940, através de um decreto de José Gaspar de Afonseca e Silva, arcebispo metropolitano de São Paulo.

A igreja, que funcionava em um antigo salão alugado para bailes, foi inaugurada em abril de 1944. Pouco tempo depois de sua instalação, a igreja atraiu uma grande legião de devotos que decidiram se instalar nos arredores do santuário, incentivando o crescimento populacional da região. Foi nesse período que a Vila Guarani começou a formar seu primeiro grande núcleo de moradores fixos, muitos que ainda possuem raízes no bairro. Alguns deles fundaram em 1963 o Esporte Clube Moleque Travesso, um dos mais conhecidos clubes de várzea da capital e que ainda é sediado na Vila. O comércio aumentou, escolas foram criadas e a urbanização se expandiu consideravelmente, embora a vida no bairro ainda pudesse ser comparada à de uma cidade do interior. A situação só iria mudar (e drásticamente) com a instalação da primeira linha de metrô de São Paulo.

1970 aos dias atuais[editar | editar código-fonte]

Em 1968 começaram as obras da primeira linha de trens subterrâneos da cidade de São Paulo. O metrô, como ficou conhecido em todo o país (abreviação de Metropolitano), marcou como estação inicial dessa linha (Norte-Sul) um ponto no Jabaquara (distrito do qual a Vila Guarani faz parte) que seria o terminal para estacionamento e manobra dos trens. A segunda estação da linha Norte-Sul foi batizada de Estação Conceição devido à estrada da Conceição, que passava por onde a estação foi construída. A estação Conceição é considerada por todos como o fator mais importante para o incrível desenvolvimento do bairro que se viu posteriormente. Concluída e inaugurada em Setembro de 1974, a estação supervalorizou a região e atraiu moradores como nunca visto antes na história da Vila Guarani. Segundo estudos da década de 80, no período de cerca de dez anos após o início das obras do metrô, os imóveis nas imediações da estações tiveram uma valorização de até 12.300%. Em um período de apenas 5 anos, cerca de 20 edifícios foram erguidos na paisagem próxima à estação.

A localização do bairro, antes esquecido por ser considerado "afastado", se tornou privilegiada. Além do metrô, que proporciona o deslocamento até o norte da capital (e posteriormente para as regiões leste e oeste da cidade), é possível encontrar nas proximidades a Avenida dos Bandeirantes, que liga as marginais à Rodovia Anchieta e Rodovia dos Imigrantes, a Avenida Engenheiro Armando de Arruda Pereira que fornece acesso à região de Diadema, passando pela Estação Conceição do metrô, e também as avenidas, Avenida Indianópolis e Avenida 23 de Maio, que são acessos para o centro da cidade.

O alto crescimento populacional veio acompanhado de uma grande urbanização e desenvolvimento. Pouco tempo depois o bairro já contava com quase todos os serviçoes de infra-estrutura que necessitava e podia ser considerado quase "auto-suficente", pois o comércio desenvolveu-se de tal modo que as necessidades imediatas da população era facilmente supridas sem precisar-se ir para muito longe.

O desenvolvimento comercial e financeiro na região com empresas de grande porte começou em 1985, com a conclusão do Itaú Unibanco Centro Empresarial, uma vasta área ao lado da estação Conceição que passou a ser a sede principal do Banco Itaú Unibanco e atualmente conta com 5 grandes edifícios. Sete anos depois, em 1992 foram concluídas as obras do Centro Empresarial do Aço (CEA), que passou a ser a maior estrutura metálica da América Latina e abriga grandes empresas (algumas multinacionais) do ramo. Várias filiais dos maiores bancos do país se instalaram no bairro, principalmente no trecho inicial da Avenida Engenheiro Armando de Arruda Pereira.

Atualidade[editar | editar código-fonte]

É considerado um bairro relativamente novo e basicamente residencial e possui uma estação de metrô, a Estação Conceição. Também é um grande pólo financeiro da região, com o Centro Empresarial do Aço.

Atualmente a Vila Guarani pode ser considerada um bairro de classe média que ainda desfruta das vantagens de sua, agora, privilegiada localização ao sul da cidade. Apesar do desenvolvimento comercial também visto, ela ainda conserva as características de um bairro residencial. Nos útlimos anos pode-se perceber um certo aumento da violência, principalmente o roubo de carros devido ao alto poder aquisitivo presente nos arredores da Estação Conceição do metrô e ao fácil acesso às marginais, dificultando a ação policial imediata.

Estabelecimentos de destaque[editar | editar código-fonte]


Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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